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Novo mapa do relevo da América do Sul

Trabalho de campo na Patagônia central, em dezembro de 2015/Fieldwork in central Patagonia, in December 2015

por Ligia Barrozo ǀ PPGF – O novo mapa de relevo da América do Sul, recém publicado na Revista Brasileira de Geografia, do IBGE, é mais uma das contribuições à Geomorfologia de Jurandyr Luciano Sanches Ross, Professor Titular do Departamento de Geografia da USP e docente do PPGF.

Professor Jurandyr Ross

Prof. Jurandyr Ross em aula no Departamento de Geografia (USP)

O mapeamento, a partir de imagens de radar do satélite Shuttle Radar Topography Mission (SRTM), da Nasa, complementadas pelas do Google Earth, pelo mapa geológico da América do Sul produzido pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), por trabalhos acadêmicos e levantamentos de  campo em 2015/2016, apresenta 35 unidades geomorfológicas. O mapa delimita as unidades dos três blocos fundamentais do continente (a Cordilheira dos Andes a oeste, a grande depressão e planície central adjacente às montanhas e os planaltos de menor altitude no centro-leste), com base em diferenças da constituição geológica, solos e formas de relevo. O mapa acompanhado de  um artigo científico têm como ênfase o relevo brasileiro,  na perspectiva e contexto do continente sul-americano.  A partir dos fatos geotectônicos que balizam toda a gênese da geologia e geomorfologia da América do Sul, procura-se destacar como a gênese da geomorfologia brasileira está intrinsicamente relacionada com a  de todo o continente. Ainda que a preocupação central seja tratar do relevo do território brasileiro, este não se explica por si só, e assume uma outra dimensão quando se insere a dinâmica crustal que ao gerar cordilheiras como a dos Andes, produz simultaneamente uma vasta e estreita depressão central com planícies e pantanais, e ao mesmo tempo contribui para explicar a existência de serras e escarpas como as da Serra do Mar e Mantiqueira e inúmeras outras.

Capa da Revista Pesquisa FAPESP de agosto de 2016

Capa da Revista Pesquisa FAPESP de agosto de 2016

O novo mapa, na escala de 1:8 milhões, pode ser útil no planejamento ambiental e econômico e foi tema da Revista Pesquisa FAPESP de agosto de 2016 em artigo de Carlos Fioravanti. Leia a matéria “Sob a força dos Andes” aqui.