Experiência de Egressa: Marina Moreno de Farias

Sou Bacharel em Relações Internacionais e Mestre em Economia Política Internacional. Também atuo como Especialista no think tank Observa China (观中国) e sou Pesquisadora do Laboratório de Estudos em Economia Política da China (LabChina). Atualmente, trabalho como Assistente de Relações Internacionais na Subsecretaria de Relações Internacionais, na Secretaria de Estado da Casa Civil do Governo do Estado do Rio de Janeiro.

Minha atual ocupação envolve assistência na promoção da economia circular nas indústrias do Estado; viabilização de práticas de simbiose industrial para promover o desenvolvimento sustentável; auxílio e facilitação do desenvolvimento de projetos, reuniões, conferências e eventos no âmbito da presidência brasileira do G20, sobre temas como desenvolvimento sustentável, economia verde, economia circular, economia azul, redução da pobreza e reindustrialização. Isso inclui a organização e condução de reuniões para discutir o progresso e os resultados do projeto, acompanhamento de visitas técnicas a indústrias, distritos industriais e parques de inovação, acompanhamento de delegações estrangeiras em reuniões, formalização de relações de colaboração por meio de memorandos de entendimento, acordos de cooperação e outros. Além disso, realizo análise e mapeamento dos resultados obtidos em eventos internacionais e cooperação técnica, tradução e revisão de documentos, como memorandos de entendimento, e auxilio no planejamento e organização de missões internacionais, incluindo reuniões bilaterais e multilaterais, identificando e organizando oportunidades em fóruns internacionais.

Ingressei em Relações Internacionais vislumbrando a diplomacia, e nunca havia pensado nem na Academia nem na paradiplomacia como um caminho importante e mais palpável de carreira. No 3º período da graduação, eu já havia mudado de ideia e me apaixonado por Economia, em razão da grade curricular e principalmente por ter feito Iniciação Científica. Depois, segui um mestrado acadêmico, e logo após, ingressei no governo do Estado e comecei a trabalhar com políticas públicas. O campo das R.I é extremamente vasto e proporciona uma visão macro de mundo e treinamento em diversas frentes, o que permite a atuação do internacionalista em áreas que muitas vezes não são consideradas áreas de atuação diretas de quem possui formação em R.I. Essa mesma multidisciplinaridade acaba causando um certo esvaziamento dos empregos na área, já que muitas posições não são específicas para os graduados em Relações Internacionais.

Meu conselho para os graduandos é de se engajarem em atividades extracurriculares que possam ampliar a visão de mundo e as possibilidades de carreira, mesmo que à primeira vista aquele caminho não seja a sua primeira escolha.