Número 21 – Maio de 2026

Boletim Acauã: 5 anos de história

Logo do Boletim acauã, criado em 2021 pela equipe.

O Boletim Acauã está em festa! Neste número, completamos 5 anos de projeto. Criado com o objetivo de impulsionar a divulgação científica em Relações Internacionais no Brasil, o Acauã, focado especialmente em alunos de graduação,  inovou ao estabelecer uma agenda simultânea com quatro frentes: divulgação de entrevistas e editoriais, além de oportunidades e relatos de experiências, tanto através do site, como através de sua página no Instagram.  

Ao analisar os metadados das nossas entrevistas e editoriais, notamos que, desde seu lançamento, em Março de 2021, completamos 20 entrevistas (além deste número), das quais 14 foram com doutores, majoritariamente da área de Ciência Política e Relações Internacionais, conforme a Tabela 1.  

TABELA 1. Área do maior nível de formação dos entrevistados

Fonte: elaboração própria

Do total de entrevistados, 12 homens e 8 mulheres, 5 são estrangeiros e 15 brasileiros. Em relação às temáticas das entrevistas, observamos que sete subtemas do campo de Ciência Política e Relações Internacionais foram cobertos, e 40% dos números remetem ao tema do meio-ambiente, refletindo tanto os esforços dos primeiros anos do Boletim, que vislumbravam agendas temáticas específicas, quanto a importância do tema para a agenda internacional, conforme pode ser observado na Tabela 2.

TABELA 2. Número de entrevistas/editoriais por subtema

Fonte: Elaboração própria

Além das entrevistas com especialistas, divulgadas na forma de podcast, o site também divulga relatos de experiências de bacharelandos e egressos de cursos de Relações Internacionais. Em cinco anos, publicamos 25 relatos sobre seis diferentes possibilidades para bacharelandos, conforme a Tabela 3, além de sete relatos de egressos de cursos de Relações Internacionais, contando suas próprias experiências como internacionalistas, de sete diferentes instituições de ensino superior do Brasil (Fecap, UERJ, UFPB, UFPE, UFSC, Unesp, USP)

 TABELA 3. Número de experiências divulgadas por tipo

Fonte: Elaboração própria

Não podemos nos esquecer também da nossa página do Instagram, que nesses cinco anos somou um total próximo de 200 postagens, divulgando o conteúdo do site, mas também oportunidades de cursos, concursos, vagas, escolas, webinários, workshops, seminários, congressos, entre outros. 

Assim como apareceu na conversa com o Prof. Filipe Mendonça, deste número, o provável sucesso deste projeto tem a ver com uma conjunção de fatores, dos quais destaca-se o trabalho em parceria. Desde sua criação, o Boletim Acauã foi desenhado como um projeto interinstitucional, cada co-editor fica responsável por um certo período. Por aqui, já passaram sete docentes: Alexsandro E. Pereira, Ana Paula Tostes, Cláudia Marconi, Cristiane Lucena, Elia C. Alves, Juliana Viggiano, Marcelo Medeiros e aproximadamente 15 discentes. 

Observa-se, então, que não é apenas o “fazer ciência” que se caracteriza por um trabalho coletivo, de pares que se auto-analisam, assim como destacam ganhadores de prêmio Nobel tais como Daniel Kahneman, Abhijit Banerjee e Esther Duflo, Philippe Aghion e Peter Howitt. O divulgar ciência, fazer o conhecimento de ponta chegar em diferentes públicos, exige um intenso trabalho, muitas vezes invisível, de docentes, técnicos, discentes que entendem a importância de se “atravessar o rio”, uma frase que tantas vezes ouvi durante meus anos de formação na USP.      

Ainda é um começo, há muitas oportunidades para se divulgar ciência na área de Relações Internacionais no Brasil. Nem tudo são flores, há muitos desafios e dificuldades, e essa discussão também foi tema de pauta da conversa. Acompanhe, então, essa entrevista para escutar de um dos projetos precursores no nosso país e aprender com um dos experts neste tema. 

Autora: Elia Elisa Cia Alves

Coautora (apoio coleta/organização dos dados): Júlia Roberta Ara de Lima

Atrelada a este número, haverá uma entrevista com o professor Filipe Almeida do Prado Mendonça. A entrevista será publicada em breve.

Sobre o entrevistado: Possui graduação em Relações Internacionais, mestrado em Relações Internacionais pelo Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais San Tiago Dantas (UNESP, UNICAMP e PUC/SP) (2009) e doutorado em Ciência Política pela UNICAMP (2013). É professor da Universidade Federal de Uberlândia (IERI/UFU), pesquisador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Estudos sobre os Estados Unidos (INCT-Ineu) e tutor do Observatório de Economia Política Internacional (OEPI). É autor do livro “Entre a teoria e a história: A política comercial dos Estados Unidos na década de 1980” (Editora UNESP) e “Poder e Comércio: A política comercial dos Estados Unidos” (Editora UNESP), este último eleito melhor obra científica de 2019 pela ANPOCS. Um dos fundadores do “Chutando a Escada”, um podcast semanal sobre temas de política internacional.

Para conhecer mais do Chutando a Escada, ouça alguns episódios sobre o projeto: 

Episódio 200 – “Mais que amigos, friends” https://chutandoaescada.com.br/2021/02/12/chute200/

Entrevista com Filipe Mendonça sobre divulgação científica (2019) no (Des)Apontando Estudos: https://open.spotify.com/episode/3sfTicd7AhxkUCLVRkYIHb