Países como Inglaterra, Estados Unidos e Alemanha criaram nas últimas
décadas uma série de iniciativas para melhorar a comunicação pública de
resultados de pesquisa, com o objetivo de ajudar autoridades e gestores a fazer
o melhor uso possível de informações baseadas em evidências científicas. Agora,
um grupo de pesquisadores britânicos decidiu debruçar-se sobre essas
experiências para avaliar o que funcionou. 

O resultado desse esforço é o
relatório “Using evidence – What Works?,
uma parceria da organização não governamental The Alliance for Useful Evidence
com pesquisadores da University College London (UCL) e da fundação de pesquisa
em saúde Wellcome Trust. 
A íntegra do documento está disponível em pdf. “Boa parte das pesquisas é financiada
com recursos públicos. Se não compreendermos como estimular o uso de seus
resultados na formulação de políticas e programas eficientes, perderemos
oportunidades”, explica David Gough, professor da UCL e um dos coordenadores do
relatório.

Uma das contribuições do relatório, na avaliação do biólogo e professor
da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Carlos Joly, é destacar a importância
do trabalho conjunto de cientistas e gestores. “Os casos apresentados mostram
que é possível criar ambientes de interação capazes de abarcar todos os atores
envolvidos. Essa abordagem é trabalhosa, mas pode levar a soluções sólidas e
duradouras”, afirma. Joly é coordenador do programa Biota-FAPESP, criado em
1999, cujos resultados de pesquisa inspiraram a legislação ambiental paulista,
servindo de referência para a formulação de 23 resoluções e decretos estaduais.



“Using evidence – What Works?


Fonte: [extraído de:] http://bit.ly/2eHkTML

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