Modelagem e Análise das ondas sucessivas da COVID-19 no Brasil

Marina Lima – mlima@icmc.usp.br

João Frederico da Costa Azevedo Meyer – jmeyer@unicamp.br

Data: 12 de setembro de 2024

Horário:16h30

Local: sala 249 do bloco A – IME

Transmissão: https://meet.google.com/cot-eszj-nbt

 

Resumo

Desde o final de Dezembro de 2019, o mundo vem enfrentando uma das mais devastadoras pandemias da história, a COVID-19, causada pelo vírus SARS-CoV-2, cuja principal forma de transmissão é entre pessoas, através de gotículas de saliva expelidas por uma pessoa infectada ao tossir ou espirrar. Assim, as recomendações da OMS foram a adoção de medidas de higiene e segurança respiratória, tais como o uso de máscara, distanciamento social, diminuição da circulação de pessoas e, em alguns locais, a estratégia de lockdown. Tais estratégias foram eficazes em muitos países, mas, em outros, como no Brasil, não foram implantadas de forma eficiente, o que resultou em um enfrentamento inadequado da pandemia, resultando em ondas sucessivas da doença.

Embora existam vacinas disponíveis contra a COVID-19, alguns fatores, como questões políticas, econômicas, culturais, entre outras, dificultaram o acesso de toda a população mundial à imunização completa, o que tem influenciou no controle da pandemia.

Dessa forma, alguns países têm enfrentado diversas ondas de casos e isso tem possibilitado o surgimento de novas variantes do vírus e, assim, a pandemia, que inicialmente era um surto, já está presente há mais de quatro anos e não há uma expectativa de quando será possível o seu término. Neste seminário, apresentamos os fundamentos da teoria dos modelos epidemiológicos e, a partir do modelo SIR, construímos outros modelos mais elaborados, de acordo com a evolução da situação pandemia da COVID-19, de maneira a incluirmos as variantes Gama, Delta e Omicron, através da função degrau de Heaviside, e também analisamos as situações vacinais.

Para todos os modelos, realizamos adequações de acordo com a situação epidemiológica vigente, utilizamos como base os esquemas e parâmetros propostos por [1] e [2], a partir dos quais realizamos as adequações necessárias; os dados de [3]; e feitas as simulações numéricas, discutimos os resultados obtidos e implicação dos mesmos no comportamento da pandemia.

 

Referências

[1] M. Lima, A. Silva e J. F. C. A. Meyer. “Mathematical Models and Simulations of Different Scenarios of COVID-19 in Brazil”. Em: Revista de Matemática: Teoría y Aplicaciones 30.1 (2023), pp. 87–111. doi: 10.15517/rmta.v30i1.50566.

[2] J. F. C. A. Meyer e M. Lima. “Relevant mathematical modelling efforts for understanding COVID-19 dynamics: an educational challenge”. Em: ZDM – Mathematics Education 54.7 (2022), pp. 1–14. doi: 10.1007/s11858-022-01447-2.

[[3] Worldometers. COVID-19 Coronavirus Pandemic. https://www.worldometers.info/coronavirus/.05 de dezembro de 2024

Scroll to top