Vacina no braço, proteção no bolso: como a biotecnologia ajuda a evitar que a doença empobreça famílias
Objetivo: Explicar de maneira simples como a biotecnologia ajuda a criar vacinas que previnem doenças. Quando as pessoas ficam protegidas, as famílias gastam menos com remédios, consultas e internações, além de evitarem perder dias de trabalho ou estudo. Assim, a vacinação ajuda a melhorar a qualidade de vida e também contribui para diminuir situações de pobreza, nessa perspectiva campanhas de vacinação gratuitas dialogam com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 1 (Erradicação da Pobreza) proposto pela Organização das Nações Unidas.
Mateus Silva Cardoso
Aluno de graduação em Lazer e Turismo, Universidade de São Paulo.
A erradicação da pobreza é uma das 17 propostas da ONU dentro dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Essas metas são ações conectadas que buscam enfrentar os principais desafios sociais, econômicos e ambientais enfrentados pelas pessoas em todo o mundo (1).
O apelo global da ONU propõe que metas relacionadas à melhoria das condições econômicas, fortalecimento de políticas públicas, estratégias de proteção social e trabalho multidisciplinar, especialmente em países em desenvolvimento, sejam alcançadas até o ano de 2030 (2).
As políticas públicas são essenciais para a qualidade de vida da população, pois ajudam a criar condições para que as pessoas tenham mais oportunidades, acesso a serviços e mais bem-estar (3).
Para erradicar a pobreza, não basta apenas gerar empregos. Outros fatores também são importantes, como segurança, saúde e qualidade de vida, pois esses aspectos ajudam a evitar gastos inesperados e melhoram as condições de vida das famílias (4).
Mas afinal, onde a biotecnologia entra nessas questões? Abaixo segue uma imagem que explica melhor essa relação:
Fonte: MANFREDI, J. F. O que é Biotecnologia? Revista Argumento. 2010. Imagem criada com auxílio do ChatGPT, 2026.
Quando estamos doentes, muitas vezes não conseguimos trabalhar, estudar ou realizar atividades do dia a dia. Isso pode gerar gastos com tratamentos médicos e até perda de renda. Por isso, a prevenção de doenças é muito importante.
Nesse contexto, as vacinas são essenciais, pois ajudam a prevenir doenças e reduzir casos graves. Com menos pessoas doentes, também há menos gastos com tratamentos de saúde. Além disso, quando a população está mais saudável, o governo pode utilizar mais recursos em outras áreas importantes da sociedade. No Brasil, muitas vacinas são oferecidas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). As vacinas também passam por diversos testes antes de serem aplicadas na população. Muitos estudos na área da biotecnologia são realizados para garantir que elas sejam seguras e eficazes na prevenção de doenças (5)(6)(7).
A vacinação é uma das estratégias mais eficazes para proteger a saúde da população e reduzir a circulação de doenças infecciosas na comunidade. No Brasil, a política de vacinação é coordenada pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI), criado em 1973 pelo Ministério da Saúde. O programa disponibiliza gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) além das vacinas diversos imunobiológicos, soros e imunoglobulinas, garantindo proteção para diferentes grupos da população, como crianças, gestantes, adultos, idosos e pessoas com condições de saúde específicas. O Calendário Nacional de Vacinação contempla vacinas que previnem diversas doenças, como poliomielite, sarampo, hepatite B, tétano e gripe. Além das vacinas de rotina, o governo também realiza campanhas de vacinação para ampliar a proteção da população (8).
Por isso, manter a vacinação em dia é uma forma importante de cuidar da saúde, proteger a família e ajudar a construir uma sociedade com menos doenças e melhores condições de vida.
É possível acessar o calendário de vacinação através do site eletrônico do ministério da sáude: https://www.gov.br/saude/pt-br/vacinacao.
Referência:
[1] NAÇÕES UNIDAS BRASIL. Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Disponível em: https://brasil.un.org/pt-br/sdgs. Acesso em: 7 mar. 2026.
[2] NAÇÕES UNIDAS BRASIL. Sustainable Development Goal 1: Erradicação da pobreza. Disponível em: https://brasil.un.org/pt-br/sdgs/1. Acesso em: 7 mar. 2026.
[3] SILVA, J. et al. Gestão Participativa na Saúde Coletiva: Caminhos para a Efetivação de Políticas Públicas Locais. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, v. 7, n. 2, p. 1495-1503, 2025.
[4] GARCIA, Maria da Glória F. P. D. (Coord.). Uma reflexão transdisciplinar sobre a pobreza no Dia Internacional da Erradicação da Pobreza. Universidade Católica Portuguesa. Disponível em: https://repositorio.ucp.pt/bitstreams/b87f3375-3224-4af3-b58e-8785d2cb1de1/download. p. 23.
[5] REVISTA REMECS. A importância das vacinas na prevenção e erradicação de doenças.
[6] GADELHA, C. A. G. et al. Acesso a vacinas no Brasil no contexto da dinâmica global do Complexo Econômico-Industrial da Saúde. Ciência & Saúde Coletiva. SciELO.
[7] DINIZ, M. O.; FERREIRA, L. C. S. Biotecnologia aplicada ao desenvolvimento de vacinas. Estudos Avançados. SciELO Brasil.
[8] BRASIL. Ministério da Saúde. Vacinação. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/vacinacao. Acesso em: 8 mar. 2026.
[9] MANFREDI, José Félix. O que é Biotecnologia? Revista Argumento – Faculdades Padre Anchieta. 2010. Disponível em: https://www.faccamp.br/ojs/index.php/argumento/article/view/573/395. Acesso em: 7 mar. 2026.