{"id":3330,"date":"2025-06-09T12:19:46","date_gmt":"2025-06-09T15:19:46","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.usp.br\/biotecomunidade\/?p=3330"},"modified":"2025-06-09T12:55:56","modified_gmt":"2025-06-09T15:55:56","slug":"trichoderma","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.usp.br\/biotecomunidade\/trichoderma\/","title":{"rendered":"Trichoderma: voc\u00ea conhece a utilidade desse g\u00eanero?"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"3330\" class=\"elementor elementor-3330\" data-elementor-post-type=\"post\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-28c5df2 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"28c5df2\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-15ccc87\" data-id=\"15ccc87\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-6bbf84f elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"6bbf84f\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Trichoderma: voc\u00ea conhece a utilidade desse g\u00eanero?<\/h2>\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-132571a elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"132571a\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-6d98a7d\" data-id=\"6d98a7d\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-4b589c1 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"4b589c1\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<p>Os fungos do g\u00eanero <em>Trichoderma<\/em> pertencem \u00e0 classe Sordariomycetes do filo Ascomycota. A\u00a0 caracter\u00edstica de maior destaque das esp\u00e9cies de <em>Trichoderma<\/em> \u00e9 que s\u00e3o oportunistas, tendo uma alta capacidade de colonizar a rizosfera de plantas e muitos substratos com caracter\u00edsticas variadas, em ambientes t\u00e3o distintos como o da Ant\u00e1rtida, do Caribe, da Amaz\u00f4nia ou do Saara.<\/p><p>Os fungos se alimentam absorvendo nutrientes por meio de suas hifas. Para poder atravessar a parede celular e usar os componentes como nutrientes, os substratos de alto peso molecular necessitam ser hidrolisados a mol\u00e9culas menores. Para isto, os fungos liberam enzimas extracelulares que proporcionam a quebra dessas mol\u00e9culas possibilitando a nutri\u00e7\u00e3o.<\/p><p>\u00c9 conhecida a atividade antif\u00fangica in vitro de muitos dos metab\u00f3litos secund\u00e1rios produzidos por <em>Trichoderma<\/em> contra os seguintes fungos: <em>Botrytis, Fusarium, Rhizoctonia, Sclerotinia, Stachybotrys, Colletrotrichum, Penicillium, Aspergillus <\/em>e<em> Gaeumannomyces Phytophthora, Pythium<\/em> e outros.<\/p><p>A produ\u00e7\u00e3o de metab\u00f3litos secund\u00e1rios por cepas de <em>Trichoderma<\/em> possui ampla variedade e aplica\u00e7\u00e3o potencial, pois com v\u00e1rios milhares de compostos distribu\u00eddos em mais de 120 estruturas moleculares, se consolidam como uma das fontes de maior diversidade metab\u00f3lica do Reino Fungi. Entre os mais estudados est\u00e3o os peptaiboles, pequenos pept\u00eddeos n\u00e3o riboss\u00f4micos (NRP), poliquet\u00eddios (PK), terpenos e pironas (como a 6-pentil-2H-piran-2-ona (6-PP), respons\u00e1vel pela cor amarela e cheiro de coco de muitos cultivos de <em>Trichoderma<\/em>.<\/p><p>Contudo, h\u00e1 poucos ensaios para conhecer a efic\u00e1cia dos metab\u00f3litos isolados no biocontrole de doen\u00e7as que afetam plantas em condi\u00e7\u00f5es de campo.<\/p><p>Boa parte das esp\u00e9cies de <em>Trichoderma<\/em> demonstram uma grande versatilidade metab\u00f3lica que lhes permite crescer utilizando v\u00e1rias\u00a0 fontes de carbono e de nitrog\u00eanio. Por outro lado, a capacidade para colonizar a rizosfera das plantas \u00e9 essencial neste processo uma vez que um agente de controle biol\u00f3gico que n\u00e3o apresente capacidade de crescer na rizosfera n\u00e3o poder\u00e1 competir por espa\u00e7o e nutrientes<\/p><p>Na atualidade s\u00e3o cada vez mais frequentes os estudos relatando que o <em>Trichoderma<\/em> promove o crescimento das plantas e\u00a0 estimula a germina\u00e7\u00e3o de sementes, que induz as defesas das plantas diante aos pat\u00f3genos e tamb\u00e9m diante a estresses ambientais. Tudo isto constitui o que pode ser chamado de \u201cefeito <em>Trichoderma<\/em>\u201d.<\/p><p>Em termos de produ\u00e7\u00e3o biotecnol\u00f3gica esses fungos s\u00e3o majoritariamente produzidos por fermenta\u00e7\u00e3o s\u00f3lida em gr\u00e3os de cereais. Pesquisas envolvendo sua fermenta\u00e7\u00e3o l\u00edquida s\u00e3o escassas. No pa\u00eds, as esp\u00e9cies de <em>Trichoderma<\/em> s\u00e3o as mais utilizadas comercialmente com mais de 5 milh\u00f5es de hectares tratados e possuem v\u00e1rias biof\u00e1bricas produzindo dezenas de toneladas por semana de esporos deste fungo.<\/p><p>Uma vantagem do uso de defensivos agr\u00edcolas\u00a0 \u00e0 base de microorganismos como o <em>Trichoderma<\/em> \u00e9 que eles proporcionam mais seguran\u00e7a aos agricultores e aos consumidores, diferente dos pesticidas convencionais que podem causar diversos danos \u00e0 sa\u00fade e ao meio ambiente.\u00a0 O <em>Trichoderma<\/em> como defensivo\u00a0 agr\u00edcola \u00e9 um exemplo de como a biotecnologia tem sua utilidade para a comunidade, oferecendo diversos benef\u00edcios para o agro e para a popula\u00e7\u00e3o!<\/p><p><a href=\"https:\/\/sites.usp.br\/biotecomunidade\/wp-content\/uploads\/sites\/1649\/2025\/06\/Trichoderma2.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-3329 aligncenter\" src=\"https:\/\/sites.usp.br\/biotecomunidade\/wp-content\/uploads\/sites\/1649\/2025\/06\/Trichoderma2-300x241.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"241\" srcset=\"https:\/\/sites.usp.br\/biotecomunidade\/wp-content\/uploads\/sites\/1649\/2025\/06\/Trichoderma2-300x241.jpg 300w, https:\/\/sites.usp.br\/biotecomunidade\/wp-content\/uploads\/sites\/1649\/2025\/06\/Trichoderma2-768x616.jpg 768w, https:\/\/sites.usp.br\/biotecomunidade\/wp-content\/uploads\/sites\/1649\/2025\/06\/Trichoderma2-400x321.jpg 400w, https:\/\/sites.usp.br\/biotecomunidade\/wp-content\/uploads\/sites\/1649\/2025\/06\/Trichoderma2.jpg 998w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p><p>Placa petri\u00a0 com Trichoderma crescido em batata-dextrose-\u00e1gar (BDA) (Foto por Meyer, Mazaro e Silva, 2019)<\/p><p><strong>Fonte:<\/strong><\/p><p>HERMOSA, R.; CARDOZA, R. E.; RUBIO, M. B.; GUTI\u00c9RREZ, S.; MONTE, E. Secondary metabolism and antimicrobial metabolites\u00a0 of Trichoderma. In: GUPTA, V. K.; SCHMOLL, M.; HERRERA-ESTRELLA, A.; UPADHYAY, R. S.; DRUZHININA, I.; TUOHY, M. (Ed.).<strong>\u00a0 Biotechnology and biology of Trichoderma<\/strong>. Amsterdam: Elsevier, 2014. p. 125-137.<\/p><p>KESWANI, C.; MISHRA, S.; SARMA, B. K.; SINGH, S. P.; SIGH, H. B. Unraveling the efficient applications of secondary metabolites of various Trichoderma spp. Applied and Environmental Microbiology, v. 98, p. 533-544, 2014<\/p><p>LI, H. Y.; LUO, Y.; ZHANG, X. Z.; SHI, W. L.; GONG, Z. T.; SHI, M.; CHEN, L. L.; CHEN, X. L.; ZHANG, Y. Z.; SONG, X. Y. Trichokonins from Trichoderma pseudokoningii SMF2 induce resistance against gram-negative Pectobacterium carotovorum subsp. carotovoroum in Chinese cabbage. FEMS Microbiology Letters, v. 354, n. 1, p. 75-82, 2014.<\/p><p><strong>\u00a0<\/strong>MEYER, M. C.; MAZARO, S. M.; SILVA, J. C. <strong>Trichoderma: uso na agricultura.<\/strong> Bras\u00edlia, DF: Embrapa, 2019. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/pt\/busca-de-publicacoes\/-\/publicacao\/1117296\/trichoderma-uso-na-agricultura\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.embrapa.br\/pt\/busca-de-publicacoes\/-\/publicacao\/1117296\/trichoderma-uso-na-agricultura<\/a>. Acesso em: 17 mar. 2025.<\/p><p>Autor: Clarice de Paula Silva<\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Trichoderma: voc\u00ea conhece a utilidade desse g\u00eanero? Os fungos do g\u00eanero Trichoderma pertencem \u00e0 classe Sordariomycetes do filo Ascomycota. A\u00a0 caracter\u00edstica de maior destaque das esp\u00e9cies de Trichoderma \u00e9 que s\u00e3o oportunistas, tendo uma alta capacidade de colonizar a rizosfera de plantas e muitos substratos com caracter\u00edsticas variadas, em ambientes t\u00e3o distintos como o da [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":208,"featured_media":3328,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[1,7,8],"tags":[],"class_list":["post-3330","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaques","category-graduacao","category-noticias","entry","has-media"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/biotecomunidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3330","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/biotecomunidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/biotecomunidade\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/biotecomunidade\/wp-json\/wp\/v2\/users\/208"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/biotecomunidade\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3330"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/biotecomunidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3330\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3337,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/biotecomunidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3330\/revisions\/3337"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/biotecomunidade\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3328"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/biotecomunidade\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3330"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/biotecomunidade\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3330"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/biotecomunidade\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3330"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}