Sistemas de PAI
Esta linha investiga o uso da pressão arterial invasiva como fonte de informação para monitoramento hemodinâmico avançado em UTIs. Os projetos envolvem caracterização dinâmica de cateteres, detecção automática de flushs, avaliação da qualidade do sinal, simulações de sistemas cateter-transdutor e desenvolvimento de algoritmos capazes de estimar parâmetros como frequência natural e amortecimento. O objetivo é transformar a PAI, já amplamente disponível no ambiente clínico, em uma ferramenta mais robusta para avaliação da confiabilidade do sinal e extração de informações fisiológicas relevantes.
Tecnologias cordless
Esta linha explora tecnologias de monitoramento sem contato ou com mínima instrumentação, voltadas a reduzir cabos, sensores aderidos ao paciente e interferências no cuidado clínico. Inclui estudos com fotopletismografia remota por vídeo, análise de regiões de interesse faciais, estimativa de frequência respiratória, avaliação de sedação por imagem, termografia e sensores baseados em radar ou outras tecnologias ópticas. A proposta é investigar quais métodos são tecnicamente viáveis, clinicamente úteis e suficientemente robustos para uso em pacientes críticos.
Modelos computacionais
Esta linha desenvolve modelos matemáticos e computacionais do sistema cardiovascular e de condições clínicas críticas, como o choque séptico. O foco é simular alterações hemodinâmicas, distribuição de fluxo sanguíneo, resposta a intervenções terapêuticas e efeitos de drogas vasoativas. Esses modelos permitem testar hipóteses fisiológicas, explorar cenários que seriam difíceis de estudar diretamente em pacientes e apoiar o desenvolvimento de ferramentas computacionais para ensino, pesquisa e tomada de decisão clínica.
LLMs em UTIs
Esta linha avalia o potencial de modelos de linguagem de grande escala no contexto da terapia intensiva. Os projetos investigam a capacidade desses modelos de interpretar informações clínicas, apoiar raciocínio diagnóstico, sugerir condutas e auxiliar na organização de dados complexos da UTI. O foco não é substituir a equipe clínica, mas estudar de forma crítica, validada e segura como essas ferramentas podem contribuir para análise, triagem, documentação, educação e suporte à decisão em ambientes de alta complexidade.
Banco de dados
Esta linha estrutura a criação, curadoria e análise de bancos de dados fisiológicos e clínicos de pacientes críticos. Envolve dados coletados no Hospital Universitário, bases públicas como VitalDB e MIMIC, além de bancos sintéticos gerados por simulações computacionais. O objetivo é construir datasets confiáveis para treinamento e validação de algoritmos, estudos de sinais fisiológicos, detecção automática de eventos e desenvolvimento de modelos preditivos ou explicativos aplicados à UTI.

