{"id":3948,"date":"2019-10-16T15:36:45","date_gmt":"2019-10-16T18:36:45","guid":{"rendered":"https:\/\/www.fmrp.usp.br\/?p=3948"},"modified":"2021-01-15T12:25:28","modified_gmt":"2021-01-15T14:25:28","slug":"arquivos-3948","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.usp.br\/devfmrp\/en\/arquivos-3948\/","title":{"rendered":"Mapeamento gen\u00e9tico indica que bact\u00e9rias sobrevivem \u00e0 limpeza di\u00e1ria em UTI"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><em>Estudo no Hospital das Cl\u00ednicas da FMRP comparou comunidades de microrganismos de diversas superf\u00edcies das UTIs adulta e neonatal.<br \/>\n<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um estudo realizado no Hospital das Cl\u00ednicas da Faculdade de Medicina de Ribeir\u00e3o Preto (HCFMRP), da USP, mapeou as comunidades de microrganismos que habitam as unidades de tratamento intensivo (UTIs) da institui\u00e7\u00e3o. Os autores da pesquisa observaram diferen\u00e7as na composi\u00e7\u00e3o da microbiota das superf\u00edcies das UTIS e, tamb\u00e9m, que muitas bact\u00e9rias potencialmente causadoras de doen\u00e7as que vivem nesses locais s\u00e3o resistentes aos produtos de limpeza utilizados para minimizar o risco de infec\u00e7\u00f5es hospitalares. Os resultados foram publicados 28 de agosto em\u00a0<a href=\"https:\/\/doi.org\/10.3389\/fpubh.2019.00240\">artigo na revista especializada\u00a0<em>Frontiers in Public Health<\/em><\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo dados dos Centros de Controle e Preven\u00e7\u00e3o de Doen\u00e7as (CDC, na sigla em ingl\u00eas) dos Estados Unidos, naquele pa\u00eds as infec\u00e7\u00f5es hospitalares matam cerca de 72 mil pessoas por ano e geram custos estimados de US$ 97 a 147 bilh\u00f5es. No Brasil, dados de 2014 referentes \u00e0s UTIs de 1.692 hospitais apontaram a incid\u00eancia de cinco infec\u00e7\u00f5es prim\u00e1rias da corrente sangu\u00ednea laboratorial a cada mil cat\u00e9teres venosos centrais por dia em UTI adulto. Esse tipo de infec\u00e7\u00e3o \u00e9 um dos mais comuns dentro de hospitais. Essas informa\u00e7\u00f5es constam no documento que apresenta as metas do Programa Nacional de Preven\u00e7\u00e3o e Controle de Infec\u00e7\u00f5es Relacionadas \u00e0 Assist\u00eancia \u00e0 Sa\u00fade (2016-2020). O documento foi publicado pela Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pesquisa no interior de S\u00e3o Paulo foi feita a partir de uma parceria da Comiss\u00e3o de Controle de Infec\u00e7\u00f5es Hospitalares do HCFMRP com pesquisadores da Faculdade de Filosofia, Ci\u00eancias e Letras de Ribeir\u00e3o Preto (FFCLRP) da USP. O mapeamento utilizou t\u00e9cnicas de sequenciamento de nova gera\u00e7\u00e3o. S\u00e3o t\u00e9cnicas que permitem identificar uma quantidade de g\u00eaneros e esp\u00e9cies de microrganismos muito maior do que o cultivo em laborat\u00f3rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cComo n\u00e3o precisa cultivar previamente, conseguimos extrair DNA de microrganismos cultiv\u00e1veis e n\u00e3o cultiv\u00e1veis. Os n\u00e3o cultiv\u00e1veis requerem algumas condi\u00e7\u00f5es que n\u00e3o somos capazes de imitar em laborat\u00f3rio. Normalmente s\u00e3o os mais extrem\u00f3filos, ou seja, que vivem nos ambientes mais extremos\u201d, conta a microbiologista Mar\u00eda Eugenia Guazzaroni, professora da FFCLRP e uma das autoras do estudo. Ela explica que, atualmente, cerca de 97% das bact\u00e9rias de qualquer tipo de amostra n\u00e3o s\u00e3o cultiv\u00e1veis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A inten\u00e7\u00e3o da pesquisa foi avaliar a qualidade da limpeza concorrente das UTIs adulta e neonatal do hospital. Limpeza concorrente \u00e9 um protocolo que determina que profissionais de enfermagem devem limpar os leitos da UTI diariamente, ainda durante a interna\u00e7\u00e3o dos pacientes. O enfermeiro ou enfermeira limpa toda a \u00e1rea em torno do paciente, incluindo colch\u00e3o, bombas de infus\u00e3o e respirador para diminuir a concentra\u00e7\u00e3o de microrganismos no ambiente e prevenir transmiss\u00f5es de um paciente para outro.<\/p>\n<div class=\"csRow\" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"csColumn\" data-csstartpoint=\"175\" data-csendpoint=\"760\" data-cswidth=\"60.9%\" data-csid=\"c6dea447-bea3-4515-a314-cbf95638ad0e\">\n<h3>Estudo de diversidade<\/h3>\n<p>Para mapear as comunidades de microrganismos, foi preciso coletar amostras nas superf\u00edcies onde a limpeza concorrente deve ser realizada. A coleta foi feita em dias de funcionamento normal, sem que as equipes de enfermagem tivessem sido previamente avisadas que haveria qualquer inspe\u00e7\u00e3o. A ideia era, que, sem o aviso, seria poss\u00edvel obter um retrato mais fiel da microbiota que habita as UTIs no cotidiano. Um pesquisador da FFCLRP ficou respons\u00e1vel por extrair as amostras das superf\u00edcies de colch\u00f5es, camas, ma\u00e7anetas, respiradores e outros equipamentos. Ele tamb\u00e9m recolheu amostras das superf\u00edcies de computadores, celulares e pastas de prontu\u00e1rios que estavam no local. As coletas foram feitas antes e logo ap\u00f3s a limpeza concorrente.<\/p>\n<p>No laborat\u00f3rio, os pesquisadores usaram o sequenciamento de nova gera\u00e7\u00e3o para isolar o DNA de todos os microrganismos presentes nas amostras. A partir desses dados, eles optaram por fazer algo chamado estudo de diversidade, que usa um marcador gen\u00e9tico para identificar a classifica\u00e7\u00e3o filogen\u00e9tica dos microrganismos presentes na amostra. No caso, eles utilizaram o gene do RNA riboss\u00f4mico 16S \u2013 um gene muito bem conservado porque est\u00e1 relacionado a uma organela essencial para a sobreviv\u00eancia das bact\u00e9rias.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornal.usp.br\/wp-content\/plugins\/advanced-wp-columns\/assets\/js\/plugins\/views\/img\/1x1-pixel.png\" \/><\/p>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<figure id=\"attachment_270199\" class=\"wp-caption aligncenter\" style=\"text-align: justify;\" aria-describedby=\"caption-attachment-270199\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-270199 size-full\" src=\"https:\/\/jornal.usp.br\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/20190903_UTIs_Fpubh.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"450\" data-id=\"153977\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-270199\" class=\"wp-caption-text\">Lista de microrganismos identificados inclui habitantes comuns dos hospitais, como as bact\u00e9rias dos g\u00eaneros\u00a0<em>Klebsiella, Pseudomonas, Staphylococcus, Enterococcus, Acinetobacter e Escherichia<\/em>. A distribui\u00e7\u00e3o deles variou de uma superf\u00edcie para outra \u2013 Infogr\u00e1fico: Reprodu\u00e7\u00e3o \u2013\u00a0<em>Frontiers in Public Health<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">A lista de microrganismos identificados por esse m\u00e9todo inclui habitantes comuns dos hospitais, como as bact\u00e9rias dos g\u00eaneros\u00a0<em>Klebsiella<\/em>,\u00a0<em>Pseudomonas<\/em>,\u00a0<em>Staphylococcus<\/em>,\u00a0<em>Enterococcus<\/em>,\u00a0<em>Acinetobacter<\/em>\u00a0e\u00a0<em>Escherichia<\/em>. No entanto, a distribui\u00e7\u00e3o deles variou de uma superf\u00edcie para outra. Comparando os dados de diferentes amostras, os pesquisadores verificaram que a biodiversidade de bact\u00e9rias \u00e9 maior na UTI neonatal do que na UTI adulta, o que pode ter a ver com uma maior quantidade de pessoas que circulam pelo local. E nas superf\u00edcies pr\u00f3ximas aos pacientes, a microbiota ganhava uma \u201cimpress\u00e3o digital\u201d particular, quando comparada com superf\u00edcies das esta\u00e7\u00f5es de trabalho.<\/p>\n<div class=\"csRow\" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"csColumn\" data-csstartpoint=\"175\" data-csendpoint=\"760\" data-cswidth=\"60.9%\" data-csid=\"96ac8448-13f8-c974-8d9b-ad2445501c98\">\n<p>A pesquisa alerta para o fato de que o uso de medicamentos antibi\u00f3ticos n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico fator influenciando o aparecimento de bact\u00e9rias multirresistentes. \u201cO mais interessante foi ver que depois da limpeza concorrente, mesmo se reduzindo o n\u00famero de microrganismos, muitos dos g\u00eaneros mais preocupantes, que s\u00e3o os potencialmente patog\u00eanicos, n\u00e3o mudavam. Mesmo que as enfermeiras fizessem a limpeza concorrente com ci\u00eancia, como usavam o mesmo produto qu\u00edmico todos os dias, essas bact\u00e9rias patog\u00eanicas j\u00e1 estavam adaptadas a esse produto qu\u00edmico, ent\u00e3o eram resilientes. Era o mesmo que n\u00e3o passar nada\u201d, destaca Eugenia Guazzaroni.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da frequ\u00eancia de bact\u00e9rias resistentes aos materiais de limpeza, a docente da FFCLRP conta que chamou a aten\u00e7\u00e3o o fato de v\u00e1rias amostras extra\u00eddas de celulares apresentarem caracter\u00edsticas similares \u00e0s das UTIs. \u201cOs celulares imitavam a microbiota do pr\u00f3prio ambiente, entende? Isso quer dizer que a enfermeira est\u00e1 menosprezando as bact\u00e9rias habitantes daquele lugar\u201d, afirma a microbiologista.<\/p>\n<p>De acordo com Mayra Menegueti, professora da Escola de Enfermagem de Ribeir\u00e3o Preto e integrante da Comiss\u00e3o de Controle de Infec\u00e7\u00e3o Hospitalar do HCFMRP, os resultados do estudo n\u00e3o permitem determinar se a quantidade de bact\u00e9rias resistentes \u00e0 limpeza concorrente \u00e9 suficiente para que haja transmiss\u00e3o de doen\u00e7as. \u201cAinda queremos fazer outros estudos para determinar qual seria a carga m\u00ednima que passaria para a m\u00e3o do profissional e poderia passar para outros pacientes\u201d, diz a docente, que tamb\u00e9m \u00e9 coautora do\u00a0<a href=\"https:\/\/doi.org\/10.3389\/fpubh.2019.00240\">artigo publicado na\u00a0<em>Frontiers in Public Health<\/em><\/a>.<\/p>\n<p>A pesquisa contou com o apoio financeiro da Fapesp.<\/p>\n<p>Mais informa\u00e7\u00f5es: (16) 3315-3695 , ou e-mail\u00a0meguazzaroni@ffclrp.usp.br com\u00a0Mar\u00eda Eugenia Guazzaroni<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Refer\u00eancia: Jornal da USP \u2013 Por: Silvana Salles \u2013 Foto: Banco de imagens \/ HCFMRP<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo no Hospital das Cl\u00ednicas da FMRP comparou comunidades de microrganismos de diversas superf\u00edcies das UTIs adulta e neonatal. Um [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":635,"featured_media":5531,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ocean_post_layout":"","ocean_both_sidebars_style":"","ocean_both_sidebars_content_width":0,"ocean_both_sidebars_sidebars_width":0,"ocean_sidebar":"0","ocean_second_sidebar":"0","ocean_disable_margins":"enable","ocean_add_body_class":"","ocean_shortcode_before_top_bar":"","ocean_shortcode_after_top_bar":"","ocean_shortcode_before_header":"","ocean_shortcode_after_header":"","ocean_has_shortcode":"","ocean_shortcode_after_title":"","ocean_shortcode_before_footer_widgets":"","ocean_shortcode_after_footer_widgets":"","ocean_shortcode_before_footer_bottom":"","ocean_shortcode_after_footer_bottom":"","ocean_display_top_bar":"default","ocean_display_header":"default","ocean_header_style":"","ocean_center_header_left_menu":"0","ocean_custom_header_template":"0","ocean_custom_logo":0,"ocean_custom_retina_logo":0,"ocean_custom_logo_max_width":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_width":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_width":0,"ocean_custom_logo_max_height":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_height":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_height":0,"ocean_header_custom_menu":"0","ocean_menu_typo_font_family":"0","ocean_menu_typo_font_subset":"","ocean_menu_typo_font_size":0,"ocean_menu_typo_font_size_tablet":0,"ocean_menu_typo_font_size_mobile":0,"ocean_menu_typo_font_size_unit":"px","ocean_menu_typo_font_weight":"","ocean_menu_typo_font_weight_tablet":"","ocean_menu_typo_font_weight_mobile":"","ocean_menu_typo_transform":"","ocean_menu_typo_transform_tablet":"","ocean_menu_typo_transform_mobile":"","ocean_menu_typo_line_height":0,"ocean_menu_typo_line_height_tablet":0,"ocean_menu_typo_line_height_mobile":0,"ocean_menu_typo_line_height_unit":"","ocean_menu_typo_spacing":0,"ocean_menu_typo_spacing_tablet":0,"ocean_menu_typo_spacing_mobile":0,"ocean_menu_typo_spacing_unit":"","ocean_menu_link_color":"","ocean_menu_link_color_hover":"","ocean_menu_link_color_active":"","ocean_menu_link_background":"","ocean_menu_link_hover_background":"","ocean_menu_link_active_background":"","ocean_menu_social_links_bg":"","ocean_menu_social_hover_links_bg":"","ocean_menu_social_links_color":"","ocean_menu_social_hover_links_color":"","ocean_disable_title":"default","ocean_disable_heading":"default","ocean_post_title":"","ocean_post_subheading":"","ocean_post_title_style":"","ocean_post_title_background_color":"","ocean_post_title_background":0,"ocean_post_title_bg_image_position":"","ocean_post_title_bg_image_attachment":"","ocean_post_title_bg_image_repeat":"","ocean_post_title_bg_image_size":"","ocean_post_title_height":0,"ocean_post_title_bg_overlay":0.5,"ocean_post_title_bg_overlay_color":"","ocean_disable_breadcrumbs":"default","ocean_breadcrumbs_color":"","ocean_breadcrumbs_separator_color":"","ocean_breadcrumbs_links_color":"","ocean_breadcrumbs_links_hover_color":"","ocean_display_footer_widgets":"default","ocean_display_footer_bottom":"default","ocean_custom_footer_template":"0","ocean_post_oembed":"","ocean_post_self_hosted_media":"","ocean_post_video_embed":"","ocean_link_format":"","ocean_link_format_target":"self","ocean_quote_format":"","ocean_quote_format_link":"post","ocean_gallery_link_images":"off","ocean_gallery_id":[],"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[89],"tags":[],"class_list":["post-3948","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","entry","has-media"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/devfmrp\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3948","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/devfmrp\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/devfmrp\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/devfmrp\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/635"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/devfmrp\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3948"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/devfmrp\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3948\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5532,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/devfmrp\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3948\/revisions\/5532"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/devfmrp\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5531"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/devfmrp\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3948"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/devfmrp\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3948"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/devfmrp\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3948"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}