{"id":4331,"date":"2020-06-25T10:17:10","date_gmt":"2020-06-25T13:17:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.fmrp.usp.br\/?p=4331"},"modified":"2021-01-15T12:45:21","modified_gmt":"2021-01-15T14:45:21","slug":"arquivos-4331","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.usp.br\/devfmrp\/arquivos-4331\/","title":{"rendered":"Biobanco vai impulsionar as pesquisas no campus da USP em Ribeir\u00e3o Preto"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><em>Previsto para funcionar a partir de 2021, biobanco deve ter um n\u00facleo central e outros sat\u00e9lites, permitindo avan\u00e7o do conhecimento gerado na unidade com otimiza\u00e7\u00e3o de recursos<\/em><\/p>\n<p>cria\u00e7\u00e3o de um biobanco, local onde se armazena materiais biol\u00f3gicos, do DNA a c\u00e9lulas humanas cultivadas, permite o avan\u00e7o do conhecimento cient\u00edfico para melhorar a sa\u00fade das popula\u00e7\u00f5es, otimizando tempo e recursos no desenvolvimento de pesquisas, sejam eles financeiros ou humanos.\u00a0\u00c9 por isso que a Faculdade de Medicina de Ribeir\u00e3o Preto (FMRP) da USP est\u00e1 investindo no pr\u00f3prio biobanco, que deve entrar em funcionamento no pr\u00f3ximo ano, assim que for aprovado pelo Conselho Nacional de \u00c9tica em Pesquisa (Conep).<\/p>\n<p>A iniciativa da FMRP segue tend\u00eancia mundial. Recentemente, a revista norte-americana\u00a0<em>Time<\/em>\u00a0publicou, em editorial, as\u00a0<a href=\"http:\/\/content.time.com\/time\/specials\/packages\/article\/0,28804,1884779_1884782_1884766,00.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">10 ideias que est\u00e3o mudando o mundo<\/a>; entre elas, os biobancos. No Reino Unido, a Universidade de Oxford criou o maior biobanco do mundo, tanto em tamanho como escopo, com dados de aproximadamente 500 mil pessoas com idade entre 40 e 69 anos. O evento ganhou as p\u00e1ginas da\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41586-018-0579-z\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">edi\u00e7\u00e3o de outubro de 2018 da Revista Nature<\/a>. No Brasil, v\u00e1rias institui\u00e7\u00f5es j\u00e1 organizaram seu biobanco, como a Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Faculdade de Medicina (FM) da USP, em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<figure id=\"attachment_331470\" class=\"wp-caption alignleft\" aria-describedby=\"caption-attachment-331470\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-331470 size-medium\" src=\"https:\/\/jornal.usp.br\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/20200619_omero-300x300.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" data-id=\"331470\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-331470\" class=\"wp-caption-text\">Omero Benedicto Poli-Neto, professor\u00a0do Departamento de Ginecologia da FMRP\u00a0\u2013 Foto: FMRP<\/figcaption><\/figure>\n<p>Segundo o professor Omero Benedicto Poli-Neto, do Departamento de Ginecologia e Obstetr\u00edcia da FMRP e coordenador de implanta\u00e7\u00e3o do projeto na unidade de Ribeir\u00e3o Preto, os biobancos possibilitam a realiza\u00e7\u00e3o de pesquisas capazes de decifrar as origens de uma doen\u00e7a, de classific\u00e1-la e, at\u00e9 mesmo, escolher as op\u00e7\u00f5es de tratamento, tudo a partir dos dados armazenados.<\/p>\n<p>Poli-Neto cita a bioinform\u00e1tica como \u201cuma importante contribui\u00e7\u00e3o para a instala\u00e7\u00e3o dos biobancos e para o desenvolvimento de pesquisas cada vez mais robustas\u201d. Ci\u00eancia respons\u00e1vel por armazenar e relacionar dados biol\u00f3gicos, relata o professor, a bioinform\u00e1tica usa m\u00e9todos computacionais e algoritmos matem\u00e1ticos para o \u201c\u2018arquivamento prospectivo, ou seja, a coleta de uma amostra ao longo do tempo, uma hoje e outra amanh\u00e3, o que possibilita mostrar a progress\u00e3o de uma doen\u00e7a, por exemplo\u201d.<\/p>\n<p>Para o biobanco da FMRP, Poli-Neto diz que organizam um n\u00facleo central para ser a sede e outras estruturas sat\u00e9lites, tanto em espa\u00e7os nos pr\u00e9dios da unidade como nos do Hospital das Cl\u00ednicas de Ribeir\u00e3o Preto, para receber todas as coletas e recursos poss\u00edveis. \u201cO projeto e sua organiza\u00e7\u00e3o est\u00e3o em discuss\u00e3o com toda a comunidade\u201d, informa o professor.<\/p>\n<h3><b>Estrutura e biosseguran\u00e7a da pesquisa \u00e0 medicina personalizada<\/b><\/h3>\n<p>Sob o ponto de vista conceitual, a defini\u00e7\u00e3o de biobanco \u00e9 bem simples; trata-se de um banco de material biol\u00f3gico de origem humana, por exemplo, amostras de tecido tumoral ou de fluidos como sangue, urina, saliva, etc. O local pode ainda armazenar RNA, DNA, prote\u00ednas e outras subst\u00e2ncias que v\u00eam diretamente do indiv\u00edduo que concorde em doar. \u201cDo ponto de vista estrutural \u00e9 mais complexo, envolve n\u00e3o s\u00f3 a ideia e conceito de armazenamento, mas todo o procedimento de coleta e de estrutura f\u00edsica adequados\u201d, diz o coordenador.<\/p>\n<figure id=\"attachment_319483\" class=\"wp-caption aligncenter\" aria-describedby=\"caption-attachment-319483\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-319483\" src=\"https:\/\/jornal.usp.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/20200405_00_laboratorio-analise-teste.png\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"420\" data-id=\"319483\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-319483\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Arquivo pessoal\/Paulo Brand\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>O professor lembra ainda que \u201cdeve haver um local adequado para o pr\u00e9-processamento e utiliza\u00e7\u00e3o\u201d e tamb\u00e9m que contemple outras necessidades, como a biosseguran\u00e7a. Al\u00e9m de garantir a seguran\u00e7a dos profissionais e pacientes envolvidos na coleta, \u201cdeve-se determinar como lidar com as amostras e coletas\u201d j\u00e1 que \u201cum biobanco tem finalidade exclusiva de pesquisa, sem nenhum ganho financeiro\u201d.<\/p>\n<p>Poli-Neto lembra que o armazenamento no biobanco poder\u00e1 ser feito de diversas maneiras, usando desde refrigeradores simples at\u00e9, por exemplo, estocagem em nitrog\u00eanio l\u00edquido. \u201cOs maiores biobancos nacionais e internacionais usam, prioritariamente, duas formas de armazenamento de materiais: freezers, com temperaturas de cerca de 80 graus negativos, e gal\u00f5es ou tambores de nitrog\u00eanio l\u00edquido que podem guardar de 10 a 100 mil amostras, dependendo do tamanho, em temperaturas a 80 graus celsius negativos ou mais\u201d. O importante, informa o professor, \u00e9 preservar as caracter\u00edsticas das amostras e garantir a veracidade das informa\u00e7\u00f5es dentro de um tempo que varia de um m\u00eas a um ano ou mais, \u201cpois biobanco \u00e9 para uso de pesquisa futura\u201d.<\/p>\n<figure id=\"attachment_331743\" class=\"wp-caption alignright\" aria-describedby=\"caption-attachment-331743\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-331743 size-medium\" src=\"https:\/\/jornal.usp.br\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/20200623_digital-300x158.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"158\" data-id=\"331743\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-331743\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Gerd Altmann \/Pixabay<\/figcaption><\/figure>\n<p>Para al\u00e9m do material, no biobanco as informa\u00e7\u00f5es sobre o doador s\u00e3o fundamentais. Idade, sexo, estrutura racial, doen\u00e7as, les\u00f5es, tanto no momento em que foi obtida como ap\u00f3s o tratamento. \u201cAs informa\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas s\u00e3o importantes para a correla\u00e7\u00e3o com os achados cl\u00ednicos. O ideal \u00e9 que tenhamos bastante amostras para fazermos estudos robustos em suas conclus\u00f5es, mas tudo isso deve estar assegurado com a garantia do sigilo e do anonimato da pessoa que forneceu o material biol\u00f3gico.\u201d<\/p>\n<p>Outra vantagem apontada pelo professor \u00e9 o arquivamento prospectivo, ou seja, \u201co sistema permite que a amostra de um indiv\u00edduo seja coletada mais de uma vez ao longo do tempo e, com isso, a identifica\u00e7\u00e3o de estruturas ou subst\u00e2ncias que estavam presentes na primeira coleta e que apareceram depois do tratamento. \u201cIsso permite saber por que um tratamento funciona num determinado indiv\u00edduo e em outro n\u00e3o, o que nos leva ao que chamamos hoje de medicina personalizada. Cada paciente pode ter uma doen\u00e7a com caracter\u00edsticas gerais parecidas, mas com particularidades que variam de indiv\u00edduo para indiv\u00edduo.\u201d<\/p>\n<p>Um biobanco pode ser composto de v\u00e1rias cole\u00e7\u00f5es de amostras, como de fragmentos de tumores, por exemplo; uma colet\u00e2nea da mastologia que pode ser utilizada por \u00e1reas multidisciplinares, como cirurgia, radiologia, patologia, entre outras. Essas amostras podem contribuir tamb\u00e9m para a pesquisa translacional, aquela que estabelece um link r\u00e1pido e robusto entre a pesquisa desenvolvida na \u00e1rea b\u00e1sica com o que acontece na \u00e1rea cl\u00ednica, aquela diretamente envolvida no dia a dia do atendimento do paciente.<\/p>\n<blockquote><p><strong>Basicamente todos as pesquisas que tenham como foco o desenvolvimento de m\u00e9todos ou de conhecimento para ser aplicado em humanos podem se beneficiar de um biobanco\u201d, finaliza.<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>Ou\u00e7a, no link abaixo, a entrevista na \u00edntegra com o professor Omero Benedicto Poli-Neto.<\/p>\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-4331-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/www.fmrp.usp.br\/wp-content\/uploads\/sites\/356\/2020\/06\/BIOBANCO-FMRP-ROSEMEIRE-TALAMONE.mp3?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/www.fmrp.usp.br\/wp-content\/uploads\/sites\/356\/2020\/06\/BIOBANCO-FMRP-ROSEMEIRE-TALAMONE.mp3\">https:\/\/www.fmrp.usp.br\/wp-content\/uploads\/sites\/356\/2020\/06\/BIOBANCO-FMRP-ROSEMEIRE-TALAMONE.mp3<\/a><\/audio>\n<p><em>Refer\u00eancia: Jornal da USP &#8211; Por: Rose Talamone<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Previsto para funcionar a partir de 2021, biobanco deve ter um n\u00facleo central e outros sat\u00e9lites, permitindo avan\u00e7o do conhecimento [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":635,"featured_media":5575,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ocean_post_layout":"","ocean_both_sidebars_style":"","ocean_both_sidebars_content_width":0,"ocean_both_sidebars_sidebars_width":0,"ocean_sidebar":"0","ocean_second_sidebar":"0","ocean_disable_margins":"enable","ocean_add_body_class":"","ocean_shortcode_before_top_bar":"","ocean_shortcode_after_top_bar":"","ocean_shortcode_before_header":"","ocean_shortcode_after_header":"","ocean_has_shortcode":"","ocean_shortcode_after_title":"","ocean_shortcode_before_footer_widgets":"","ocean_shortcode_after_footer_widgets":"","ocean_shortcode_before_footer_bottom":"","ocean_shortcode_after_footer_bottom":"","ocean_display_top_bar":"default","ocean_display_header":"default","ocean_header_style":"","ocean_center_header_left_menu":"0","ocean_custom_header_template":"0","ocean_custom_logo":0,"ocean_custom_retina_logo":0,"ocean_custom_logo_max_width":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_width":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_width":0,"ocean_custom_logo_max_height":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_height":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_height":0,"ocean_header_custom_menu":"0","ocean_menu_typo_font_family":"0","ocean_menu_typo_font_subset":"","ocean_menu_typo_font_size":0,"ocean_menu_typo_font_size_tablet":0,"ocean_menu_typo_font_size_mobile":0,"ocean_menu_typo_font_size_unit":"px","ocean_menu_typo_font_weight":"","ocean_menu_typo_font_weight_tablet":"","ocean_menu_typo_font_weight_mobile":"","ocean_menu_typo_transform":"","ocean_menu_typo_transform_tablet":"","ocean_menu_typo_transform_mobile":"","ocean_menu_typo_line_height":0,"ocean_menu_typo_line_height_tablet":0,"ocean_menu_typo_line_height_mobile":0,"ocean_menu_typo_line_height_unit":"","ocean_menu_typo_spacing":0,"ocean_menu_typo_spacing_tablet":0,"ocean_menu_typo_spacing_mobile":0,"ocean_menu_typo_spacing_unit":"","ocean_menu_link_color":"","ocean_menu_link_color_hover":"","ocean_menu_link_color_active":"","ocean_menu_link_background":"","ocean_menu_link_hover_background":"","ocean_menu_link_active_background":"","ocean_menu_social_links_bg":"","ocean_menu_social_hover_links_bg":"","ocean_menu_social_links_color":"","ocean_menu_social_hover_links_color":"","ocean_disable_title":"default","ocean_disable_heading":"default","ocean_post_title":"","ocean_post_subheading":"","ocean_post_title_style":"","ocean_post_title_background_color":"","ocean_post_title_background":0,"ocean_post_title_bg_image_position":"","ocean_post_title_bg_image_attachment":"","ocean_post_title_bg_image_repeat":"","ocean_post_title_bg_image_size":"","ocean_post_title_height":0,"ocean_post_title_bg_overlay":0.5,"ocean_post_title_bg_overlay_color":"","ocean_disable_breadcrumbs":"default","ocean_breadcrumbs_color":"","ocean_breadcrumbs_separator_color":"","ocean_breadcrumbs_links_color":"","ocean_breadcrumbs_links_hover_color":"","ocean_display_footer_widgets":"default","ocean_display_footer_bottom":"default","ocean_custom_footer_template":"0","ocean_post_oembed":"","ocean_post_self_hosted_media":"","ocean_post_video_embed":"","ocean_link_format":"","ocean_link_format_target":"self","ocean_quote_format":"","ocean_quote_format_link":"post","ocean_gallery_link_images":"off","ocean_gallery_id":[],"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[89],"tags":[21],"class_list":["post-4331","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-biobanco","entry","has-media"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/devfmrp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4331","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/devfmrp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/devfmrp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/devfmrp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/635"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/devfmrp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4331"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/devfmrp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4331\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5576,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/devfmrp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4331\/revisions\/5576"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/devfmrp\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5575"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/devfmrp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4331"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/devfmrp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4331"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/devfmrp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4331"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}