Escritório de Desenvolvimento de Carreiras

Pró-Reitoria de Graduação

Universidade de São Paulo

Escritório de Desenvolvimento de Carreiras

Pró-Reitoria de Graduação

Universidade de São Paulo

MICHAEL BERNARD ARTHUR

Foto: Cecília Bastos/USP Imagem

Autor do conceito de “carreira sem fronteiras” fala sobre a importância da autorresponsabilidade nas decisões profissionais

Conforme a experiência acadêmica de Michael Bernard Arthur, professor da Universidade Suffolk, em Boston, a conjuntura econômica e social das últimas décadas tem ensinado que nossas vidas são imprevisíveis. No entanto, isso não significa que as pessoas devam deixar de lado o protagonismo de suas próprias carreiras.

Do ponto de vista histórico, na Idade Média e nas três primeiras revoluções industriais, havia a noção dos empregos vitalícios, realidade que se alterou nos anos 1980 a partir da alta especialização das corporações acompanhada de crescente inovação e tecnologia. Essa mudança de paradigma, segundo Arthur, causou uma insegurança generalizada no sentido de que as firmas não são mais as responsáveis pelo aprimoramento da carreira de cada pessoa. Pelo contrário, a mobilidade hoje deve partir delas mesmas. Quem trabalha em uma empresa, formação ou cargo há anos também pode se reinventar, criando seus próprios projetos ao longo do tempo. Essas observações se aplicam para todas as pessoas inseridas nas cadeias produtivas das companhias: das classes trabalhadoras às elites intelectuais e econômicas.

Diante disso, profissionais que trabalham com aconselhamento de carreira precisam esclarecer essa nova realidade para os seus clientes. Como exemplo, nas sessões dos atendimentos podem afirmar que “você começará na engenharia e depois, caso queira, mudar a direção e o sentido da sua trajetória profissional se inserindo em outras áreas, uma oportunidade para ampliar a rede de contatos com pessoas diferentes”, em vez de dizer “você será engenheira(o) e socializará com pessoas da sua área”. Tal abordagem no serviço de coaching rompe com a ideia de vocação, afinal temos afinidade com diversos conhecimentos e, por esse motivo, limitar-nos a uma área de atuação, formação acadêmica ou cargo ocupacional é insuficiente para o desenvolvimento de nossas carreiras.

Por Ricardo da Silva Domingos

Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/sobretudo/carreiras/2019/11/se-voce-parou-de-aprender-e-hora-de-trocar-de-emprego-diz-professor-britanico.shtml

MICHAEL BERNARD ARTHUR

Foto: Cecília Bastos/USP Imagem

Autor do conceito de “carreira sem fronteiras” fala sobre a importância da autorresponsabilidade nas decisões profissionais

Conforme a experiência acadêmica de Michael Bernard Arthur, professor da Universidade Suffolk, em Boston, a conjuntura econômica e social das últimas décadas tem ensinado que nossas vidas são imprevisíveis. No entanto, isso não significa que as pessoas devam deixar de lado o protagonismo de suas próprias carreiras.

Do ponto de vista histórico, na Idade Média e nas três primeiras revoluções industriais, havia a noção dos empregos vitalícios, realidade que se alterou nos anos 1980 a partir da alta especialização das corporações acompanhada de crescente inovação e tecnologia. Essa mudança de paradigma, segundo Arthur, causou uma insegurança generalizada no sentido de que as firmas não são mais as responsáveis pelo aprimoramento da carreira de cada pessoa. Pelo contrário, a mobilidade hoje deve partir delas mesmas. Quem trabalha em uma empresa, formação ou cargo há anos também pode se reinventar, criando seus próprios projetos ao longo do tempo. Essas observações se aplicam para todas as pessoas inseridas nas cadeias produtivas das companhias: das classes trabalhadoras às elites intelectuais e econômicas.

Diante disso, profissionais que trabalham com aconselhamento de carreira precisam esclarecer essa nova realidade para os seus clientes. Como exemplo, nas sessões dos atendimentos podem afirmar que “você começará na engenharia e depois, caso queira, mudar a direção e o sentido da sua trajetória profissional se inserindo em outras áreas, uma oportunidade para ampliar a rede de contatos com pessoas diferentes”, em vez de dizer “você será engenheira(o) e socializará com pessoas da sua área”. Tal abordagem no serviço de coaching rompe com a ideia de vocação, afinal temos afinidade com diversos conhecimentos e, por esse motivo, limitar-nos a uma área de atuação, formação acadêmica ou cargo ocupacional é insuficiente para o desenvolvimento de nossas carreiras.

Por Ricardo da Silva Domingos

Fonte:https://www1.folha.uol.com.br/sobretudo/carreiras/2019/11/se-voce-parou-de-aprender-e-hora-de-trocar-de-emprego-diz-professor-britanico.shtml

Local da Unidade:
Endereço: R. da Praça do Relógio, 109
Cidade Universitária – Butantã
São Paulo – SP
CEP 05508-050
Telefones:  (11) 2648-0992 e 2648-0488

Local da Unidade
Endereço: R. da Praça do Relógio, 109
Cidade Universitária – Butantã
São Paulo – SP
CEP 05508-050
Telefones: 
(11) 2648-0992 e 2648-0488