NOTA DE POSICIONAMENTO SOBRE O ATAQUE ARMADO PELOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA À REPÚBLICA BOLIVARIANA DA VENEZUELA

NOTA DE POSICIONAMENTO SOBRE O ATAQUE ARMADO PELOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA À REPÚBLICA BOLIVARIANA DA VENEZUELA
O Grupo de Estudos sobre os BRICS da Universidade de São Paulo manifesta repúdio ao ataque armado, perpetrado pelos Estados Unidos à Venezuela, na madrugada do dia 3 de janeiro de 2026, que resultou na destruição de instalações e sofrimento da população civil.
A ação militar e a captura do Chefe de Estado, sob a justificativa de cumprir um mandado de prisão por narcoterrorismo, contraria princípios basilares do Direito Internacional Público, nos moldes estabelecidos pelo artigo 2° da Carta das Nações Unidas de 1945, em especial o dever dos Estados conduzirem suas relações pelo respeito e busca pela paz, na abstenção do uso da força e o respeito à autodeterminação dos povos. Princípios estes incorporados entre nós pelo artigo 4° da Constituição Federal brasileira de 1988.
Relembramos que os registros históricos demonstram que não há invervenções armadas estrangeiras com vocação de, verdadeiramente, promover a independência e o desenvolvimento econômico. Ao contrário, as intervenções armadas estrangeiras possuem finalidades escusas e distribuem miséria e subordinação à população local.
O posicionamento contrário à ação militar dos Estados Unidos deve ser pronto e rígido, por representar mais um episódio de instabilidade nas relações internacionais, em tempos de acirramento de conflitos e com potencial de colocar toda a humanidade sob risco. A ação militar contra a Venezuela acende alerta a todos os povos latinoamericanos, por se tratar de ameaça frontal à paz na região.
Por fim, esclarecemos que não há justificativa que legitime a ação estadunidense e que esteja amparada no Direito Internacional ou nos valores desenvolvidos pela comunidade internacional para a construção de um mundo mais seguro e que favoreça o pleno desenvolvimento das capacidades humanas.
São Paulo, 3 de janeiro de 2026
GEBRICS/USP

NOTA DE POSICIONAMENTO ACERCA DEL ATAQUE ARMADO POR LOS EE.UU. CONTRA LA REPÚBLICA BOLIVARIANA DE VENEZUELA
El Grupo de Estudios acerca de BRICS, de la Universidad de São Paulo, en Brasil, manifiesta su rechazo al ataque armado, perpetrado por los EE.UU. contra Venezuela, en la madrugada dE 3 de enero de 2026, que ha resultado en la destrucción de las instalaciones e sufrimiento de la población civil.
La acción militar y la captura del Jefe de Estado, bajo la razón de cumplir un orden de arresto basado en narcoterrorismo, viola principios basilares del Derecho Internacional Público, como establecido en el artículo 2 ººde la Carta de las Naciones Unidas de 1945, especialmente el dever de los Estados de conduzir sus relaciones con respecto y búsqueda pela paz, en la abstención del uso de la fuerza e el respecto por la autodeterminación de los pueblos. Princípios estos incorporados entre nosotros por el artículo 4º de la Constitución Federal brasileña de 1988.
No olvidemos que los registros históricos muestran que no hay intervenciones armadas extranjeras con vocación de, verdaderamente, promocionar la independéncia y el desarrollo económico. En contrário, las intervenciones armadas extranjeras tienen finalidades oscuras y distribuyen miséria y subordinación para la población local.
El posicionamento contrário contra la acción militar de los EE.UU. debe ser lista y rígida, por representar más uno episódio de instabilidade en las relaciones internacionales, en tiempos de agravamiento de conflitos y con potencial de poner toda la humaninad en riesgo. La acción militar contra Venezuela pone en alarma todos los pueblos latinoamericanos, por tratarse de una amenaza frontal contra la paz en la región.
Por fin, esclarecemos que no hay justificativa que legitime la acción estadounidense y que estea basada en el Derecho Internacional o los valores desarrollados por la comunidad internacional para la construcción de un mundo más seguro y que promocione el pleno desarrollo de las capacidades humanas.
São Paulo, Brasil, 3 de Enero de 2026
GEBRICS/USP

OFFICIAL STATEMENT ON THE ARMED ATTACK CARRIED BY THE UNITED STATES OF AMERICA ON THE BOLIVARIAN REPUBLIC OF VENEZUELA
The Centre for BRICS Studies of the University of São Paulo, from Brazil, expresses its disapproval of the armed attack perpetrated by the United States of America on Venezuela, in the early hours of January 3rd, 2026, which resulted on the destruction of facilities and civilian population’s suffering.
The military action and kidnapping of its Chief of State, under the premise of carrying on an arrest warrant based upon narcoterrorism charges, violates the basic principles of Public International Law, as established by Article 2, United Nations Charter of 1945, specially the States’ duty to conduct its relationships based on the respect and search for peace, on the prohibition of use of force and on the respect of the people’s self-determination. These forementioned principles which were incorporated by our country in the Article 4 of Brazilian Federal Constitution of 1988.
We shall remember that the historical records demonstrate that there are no foreign armed interventions with the vocation of truly promoting independence and economic development. On the other hand, the foreign armed interventions have obscure goals and spread misery and subordination to its local population.
The stance against the United States’ military action must be fast and rigid, as it represents an additional episode of instability on international relationships, in a time of conflicts’ stirring and with the potential of placing all mankind under risk. The military action against Venezuela turns on an alert to every Latin American people, as it consists of a frontal threat to peace in the region.
Lastly, we make clear that there is no justification that legitimizes the US action and that is supported by International Law or by the values developed by the international community, towards the building of a safer world and that it favors the full development of human capacities.
São Paulo, January 3rd, 2026
Centre for BRICS Studies/USP