{"id":738,"date":"2025-03-26T00:23:38","date_gmt":"2025-03-26T02:23:38","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.usp.br\/gebrics\/?p=738"},"modified":"2025-10-04T15:12:27","modified_gmt":"2025-10-04T17:12:27","slug":"o-mito-da-desdolarizacao-e-a-falta-de-olhar-aos-dados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.usp.br\/gebrics\/o-mito-da-desdolarizacao-e-a-falta-de-olhar-aos-dados\/","title":{"rendered":"O \u201cmito\u201d da desdolariza\u00e7\u00e3o e a falta de olhar aos dados"},"content":{"rendered":"<p>Por Rafael Voigtel Cesar<\/p>\n<p>Introdu\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>A quest\u00e3o da desdolariza\u00e7\u00e3o \u00e9 um assunto discutido por diversas \u00e1reas das Ci\u00eancias Sociais e Humanas, ou seja, perpassa por diferentes tipos de abordagem, muitas delas mais te\u00f3ricas. Entretanto, por vezes, tais abordagens te\u00f3ricas esquecem um pouco da necessidade de se olhar para as evid\u00eancias emp\u00edricas e para os dados estat\u00edsticos. Com isso, o objetivo deste artigo de opini\u00e3o \u00e9 trazer um pouco da quest\u00e3o para o debate, principalmente utilizando como fonte o \u00faltimo artigo publicado por mim, Voigtel, Rosendo e Ney (2025). Veja que a discuss\u00e3o que ser\u00e1 apresentada aqui n\u00e3o \u00e9 sobre as poss\u00edveis possibilidades para um futuro, tampouco sobre os demais artefatos geopol\u00edticos e geoecon\u00f4micos utilizados para al\u00e9m da internacionaliza\u00e7\u00e3o da moeda em si, mas somente apresentar as atuais evid\u00eancias sobre o assunto e mostrar que ainda estamos muito distantes de uma desdolariza\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>2. Desenvolvimento<\/p>\n<p>A literatura da Economia e Ci\u00eancia Pol\u00edtica (independente de suas prefer\u00eancias te\u00f3ricas e metodol\u00f3gicas) utilizam, em sua maioria, uma mesma base de observa\u00e7\u00e3o quando se trata da internacionaliza\u00e7\u00e3o de moedas. Tal sustenta\u00e7\u00e3o est\u00e1 presente em diferentes autores, como Paul Krugman, Benjamin Cohen, etc. Abaixo mostro do que estou falando. <\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/sites.usp.br\/gebrics\/wp-content\/uploads\/sites\/404\/2025\/03\/WhatsApp-Image-2025-03-27-at-01.52.07.jpeg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.usp.br\/gebrics\/wp-content\/uploads\/sites\/404\/2025\/03\/WhatsApp-Image-2025-03-27-at-01.52.07-300x95.jpeg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"95\" class=\"alignleft size-medium wp-image-742\" srcset=\"https:\/\/sites.usp.br\/gebrics\/wp-content\/uploads\/sites\/404\/2025\/03\/WhatsApp-Image-2025-03-27-at-01.52.07-300x95.jpeg 300w, https:\/\/sites.usp.br\/gebrics\/wp-content\/uploads\/sites\/404\/2025\/03\/WhatsApp-Image-2025-03-27-at-01.52.07-768x243.jpeg 768w, https:\/\/sites.usp.br\/gebrics\/wp-content\/uploads\/sites\/404\/2025\/03\/WhatsApp-Image-2025-03-27-at-01.52.07-400x127.jpeg 400w, https:\/\/sites.usp.br\/gebrics\/wp-content\/uploads\/sites\/404\/2025\/03\/WhatsApp-Image-2025-03-27-at-01.52.07.jpeg 770w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Parafraseando o que escrevi em Voigtel (2024), as fun\u00e7\u00f5es representam as seguintes caracter\u00edsticas. No uso privado: (i) Meio de pagamento\/moeda circular: Krugman (1991) chama o uso privado de meio de pagamento de \u201cmoeda veicular\u201d, neste caso, n\u00e3o s\u00e3o todas as moedas que s\u00e3o aceitas em interc\u00e2mbios internacionais, por exemplo, o caso do com\u00e9rcio entre pa\u00edses centrais e perif\u00e9ricos, onde geralmente, as moedas utilizadas s\u00e3o as dos pa\u00edses centrais, seja ele o exportador ou importador. Assim ocorre tamb\u00e9m nos interc\u00e2mbios entre dois pa\u00edses perif\u00e9ricos, que n\u00e3o utilizam suas pr\u00f3prias moedas, mas sim as que s\u00e3o convers\u00edveis internacionalmente. (ii) Moeda de denomina\u00e7\u00e3o: Neste caso, o racioc\u00ednio \u00e9 o mesmo do apresentado acima, a moeda na qual os pre\u00e7os s\u00e3o estabelecidos \u00e9, de maneira priorit\u00e1ria, aquela do pa\u00eds exportador ou do mais influente perante o sistema internacional. Para as commodities e transa\u00e7\u00f5es financeiras, cujo pre\u00e7o \u00e9 cotado de maneira centralizada mundialmente, a moeda utilizada \u00e9 a do hegemon. (iii) Moeda de investimento e financiamento: Agentes privados utilizam diferentes moedas centrais para preservar intertemporalmente o valor de seus ativos; dependendo do grau de risco e incerteza e da conversibilidade da moeda, umas podem ser mais procuradas que outras, entretanto, \u00e9 necess\u00e1rio levar em conta tamb\u00e9m o fator de diversifica\u00e7\u00e3o do risco (De Conti, 2011).<\/p>\n<p>No uso p\u00fablico, representam: (i) Moeda de interven\u00e7\u00e3o: Krugman (1991) destaca que os Bancos Centrais nacionais utilizam moedas estrangeiras como meio de pagamento nos interc\u00e2mbios internacionais, principalmente para intervirem nos mercados de c\u00e2mbio, por\u00e9m, diferentemente do uso privado, visto que aqui n\u00e3o se tem o objetivo de lucro. O objetivo dos Bancos Centrais \u00e9 o de interferir nas condi\u00e7\u00f5es de oferta e de demanda de divisas, para aumentar (ou reduzir) a liquidez dispon\u00edvel ou para influenciar os movimentos das taxas de c\u00e2mbio. (ii) Moeda de refer\u00eancia (\u00e2ncora): As autoridades monet\u00e1rias, em destaque aos pa\u00edses perif\u00e9ricos, podem eleger uma moeda central \u00e0 qual sua moeda nacional poder\u00e1 ser ancorada. Vinculando sua moeda a essa refer\u00eancia, os pa\u00edses perif\u00e9ricos tentam conter a volatilidade de suas taxas de c\u00e2mbio, geralmente elevada, devido ao contexto de mobilidade de capitais. (iii) Moeda reserva: As autoridades monet\u00e1rias tendem a manter reservas cambiais em moedas chaves, estando aptas a intervir nos mercados de c\u00e2mbio quando necess\u00e1rio ou a ofertar moeda estrangeira em caso de escassez, al\u00e9m de servirem para a preserva\u00e7\u00e3o do valor de seus ativos (De Conti, 2011).<\/p>\n<p>Resumidamente, a(s) moeda(s) que det\u00e9m a maior participa\u00e7\u00e3o nessas seis caracter\u00edsticas, \u00e9 (ou s\u00e3o) dominante(s) internacionalmente. Ou seja, levando em considera\u00e7\u00e3o que tal abordagem \u00e9 utilizada e aceita pela maioria dos pesquisadores da \u00e1rea, \u00e9 simples fazermos uma an\u00e1lise para entender se h\u00e1 ou n\u00e3o uma desdolariza\u00e7\u00e3o atualmente. A parte mais dif\u00edcil \u00e9 sempre olharmos para al\u00e9m da internacionaliza\u00e7\u00e3o da moeda e tamb\u00e9m vermos as possibilidades do desenvolvimento delas no futuro, mas como dito anteriormente, este n\u00e3o \u00e9 o objetivo aqui [1]. <\/p>\n<p>3. Resultados <\/p>\n<p>Agora, nesta se\u00e7\u00e3o, iremos comentar sobre os principais resultados obtidos sobre cada uma das fun\u00e7\u00f5es. \u00c9 evidente que para exemplificar e \u201cdar vida\u201d para cada uma das seis fun\u00e7\u00f5es, os autores podem utilizar diferentes estat\u00edsticas, entretanto, de maneira geral, elas n\u00e3o mudam muito, tanto as estat\u00edsticas utilizadas quanto os resultados em si. Para falar dessas quest\u00f5es, irei pegar as estat\u00edsticas utilizadas em Voigtel, Rosendo e Ney (2025) e Voigtel (2024), onde a maioria delas tamb\u00e9m j\u00e1 foram utilizadas anteriormente, como em De Conti (2011). Aqui n\u00e3o apresentarei os gr\u00e1ficos e as demais imagens, mas voc\u00eas podem conferir diretamente nos trabalhos citados. Falarei somente dos \u00edndices utilizados e dos resultados obtidos.<\/p>\n<p>Meio de pagamento: Em seu uso privado, podemos verific\u00e1-la atrav\u00e9s dos turnovers nos mercados cambiais globais, tanto over the counter quanto cross-border [2]. Em ambas as situa\u00e7\u00f5es, o d\u00f3lar domina. Na primeira op\u00e7\u00e3o ele comp\u00f5e 88% dos mercados totais e na segunda comp\u00f5e 44% (sendo que a segunda maior \u00e9 o euro, compondo 15%). O BRICS, somando os cinco pa\u00edses originais, n\u00e3o comp\u00f5em mais de 9% na primeira op\u00e7\u00e3o, por exemplo. Em seu uso p\u00fablico, a fun\u00e7\u00e3o de Meio de pagamento \u00e9 completamente imbricada com a fun\u00e7\u00e3o de Unidade de conta, por isso falaremos dela somente uma vez, no pr\u00f3ximo t\u00f3pico.<\/p>\n<p>Unidade de conta: Em seu uso privado, temos um problema limitador enorme para analisarmos essa fun\u00e7\u00e3o, que \u00e9 a falta de dados agrupados (exigiria um trabalho grande, de tempo e disposi\u00e7\u00e3o, fatores que eu n\u00e3o tinha na \u00e9poca). Por isso, a minha an\u00e1lise se deteve em mostrar artigos da fronteira do conhecimento que fizeram esse trabalho de busca. Os resultados mais recentes obtidos, como Boz et al (2022), Gopinath e Stein (2020), Benguria e Wagner (2024) e Gopinath et al (2020), indicam o mesmo resultado: d\u00f3lar sempre dominante, seguido do euro (mas ainda assim, muito atr\u00e1s). Em seu uso p\u00fablico, a fun\u00e7\u00e3o diz respeito \u00e0s moedas que s\u00e3o usadas como \u00e2ncora dos pa\u00edses nos quais as taxas de c\u00e2mbio n\u00e3o tem uma flutua\u00e7\u00e3o 100% livre. Os estudos mais recentes, como Hofmann, Mehrotra e Sandri (2022) e Ilzetzki, Reinhart e Rogoff (2022) nos trazem o mesmo resultado da fun\u00e7\u00e3o em seu uso privado. <\/p>\n<p>Reserva de valor: Em seu uso privado, inspirado em De Conti (2011), analisei a fun\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de tr\u00eas mercados internacionais, a saber, o banc\u00e1rio, de t\u00edtulos e de derivativos. O d\u00f3lar representa mais de 50% do total de moedas nos bancos internacionais, seguido somente do euro, que representa um pouco menos de 20%. No mercado de t\u00edtulos internacionais, o d\u00f3lar representa 46%, seguido do euro, que representa 39%. Por \u00faltimo, no mercado de derivativos, o d\u00f3lar representa 50%, seguido do euro, que representa 43%. Nas tr\u00eas estat\u00edsticas, o yuan chin\u00eas representa menos de 3%, sendo que as outras moedas dos BRICS tem estat\u00edsticas irris\u00f3rias.  Em seu uso p\u00fablico, representado pelas reservas internacionais, o d\u00f3lar representa 58%, seguido do euro, com 19%. O yuan chin\u00eas representa 2,15% e as demais moedas do BRICS s\u00e3o, novamente, irris\u00f3rias. <\/p>\n<p>4. Conclus\u00e3o<\/p>\n<p>As estat\u00edsticas e os principais trabalhos emp\u00edricos nos mostram que n\u00e3o h\u00e1 par\u00e2metro para, atualmente, falarmos em desdolariza\u00e7\u00e3o. O que n\u00e3o significa que isso vai permanecer no futuro. Como evidenciamos em Voigtel, Rosendo e Ney (2025), o yuan foi a moeda que mais apresentou crescimento na maioria das estat\u00edsticas no s\u00e9culo XXI, em compara\u00e7\u00e3o a uma estagna\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar e das demais moedas centrais, como o euro. Mas ainda sim, no curto prazo, esse movimento n\u00e3o deixa de ser pequeno. Para al\u00e9m, o fato do movimento monet\u00e1rio ser pequeno n\u00e3o quer dizer que n\u00e3o h\u00e1 outros artefatos geopol\u00edticos e geoecon\u00f4micos a serem utilizados, como a quest\u00e3o dos sistemas de pagamentos alternativos, iniciativas multilaterais etc., entretanto, o objetivo deste artigo era somente destacar que, de acordo com as estat\u00edsticas e com os atuais dados emp\u00edricos, ainda n\u00e3o h\u00e1 evid\u00eancias para sustentar a afirma\u00e7\u00e3o de que h\u00e1 um processo de desdolariza\u00e7\u00e3o acelerado em curso, tendo em vista a predomin\u00e2ncia do d\u00f3lar americano em todas as fun\u00e7\u00f5es da moeda, com as moedas dos BRICS, por sua vez, tendo pouqu\u00edssima relev\u00e2ncia estat\u00edstica.<\/p>\n<p>[1] Caso interesse ver uma an\u00e1lise mais detalhada sobre os poss\u00edveis futuros e outras medidas, consultar Voigtel (2024) e Voigtel, Rosendo e Ney (2025). <\/p>\n<p>[2] Turnovers, neste caso, s\u00e3o opera\u00e7\u00f5es cambiais internacionais. As opera\u00e7\u00f5es over the counter s\u00e3o feitas atrav\u00e9s de um pa\u00eds (operador da moeda) e outro, ou em outros dois pa\u00edses, sem ser quem necessariamente emite aquela moeda. As opera\u00e7\u00f5es cross border s\u00e3o a soma das opera\u00e7\u00f5es de spot, outright forwards e foreign exchange swaps, que, resumidamente, s\u00e3o diferentes tipos de opera\u00e7\u00f5es cambiais transfronteiri\u00e7as.<\/p>\n<p>Refer\u00eancias<\/p>\n<p>BENGURIA, F.; WAGNER, R. Trade invoicing currencies and exchange rate pass-through: The introduction of the euro as a natural experiment. Journal of International Economics, v. 150, 2024.<\/p>\n<p>BOZ, E. et al. Patterns in invoicing currency in global trade: New evidence. Journal of International Economics, v. 136, 2022<\/p>\n<p>COHEN, B. J. Currency power: understanding monetary rivalry. Princeton University Press, 1971.<\/p>\n<p>DE CONTI, B. M. Pol\u00edticas cambial e monet\u00e1ria: os dilemas enfrentados por pa\u00edses emissores de moeda perif\u00e9ricas. Tese (Doutorado em Ci\u00eancias Econ\u00f4micas) &#8211; Instituto de Economia, UNICAMP, 2011.<\/p>\n<p>GOPINATH,  G. et  al.  Dominant  currency  paradigm. American  Economic Review, v. 110, n. 3, p. 677-719, 2020. <\/p>\n<p>GOPINATH,  G.;  STEIN,  C.  J.  Banking,  trade,  and  the  making  of  dominant currency. The Quarterly Journal of Economics,v. 136, n. 2, p. 783-830, 2020. <\/p>\n<p>HOFMANN, B.; MEHROTRA, A.; SANDRI, D. Global exchange rate adjustments: drivers, impacts and policy implications. BIS Bulletin, n. 62, 2022.<\/p>\n<p>ILZETZKI,  E.;  REINHART,  C.  M.;  ROGOFF,  K.  S.  Rethinking  exchange  rate regimes. In:ILZETZKI, E.; REINHART, C. M.; ROGOFF, K. S. (ed.). Handbook of International Economics, v. 6. North Holland, 2022.<\/p>\n<p>KRUGMAN,  P.  The  International  role  of  the  Dollar:  theory  and  prospects. In:Currency and crises. Cambridge: MIT Press, 1991.<\/p>\n<p>VOIGTEL, R. A China e o BRICS+ no atual Sistema Monet\u00e1rio e Financeiro Internacional. Trabalho de Conclus\u00e3o de Curso (Ci\u00eancias Econ\u00f4micas) &#8211; Universidade Federal Fluminense, 2024.<\/p>\n<p>VOIGTEL, R.; ROSENDO, R. C.; NEY, V. P. A China e o BRICS+ no Sistema Monet\u00e1rio e Financeiro Internacional: Perspectivas sobre moedas e a constru\u00e7\u00e3o de uma ordem multipolar. Revista Geopol\u00edtica Transfronteiri\u00e7a, v. 9, n. 1, 2025.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Rafael Voigtel Cesar Introdu\u00e7\u00e3o A quest\u00e3o da desdolariza\u00e7\u00e3o \u00e9 um assunto discutido por diversas \u00e1reas das Ci\u00eancias Sociais e&#46;&#46;&#46;<\/p>\n","protected":false},"author":723,"featured_media":695,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[17,1],"tags":[],"class_list":["post-738","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigo-de-opiniao","category-geral"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/gebrics\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/738","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/gebrics\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/gebrics\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/gebrics\/wp-json\/wp\/v2\/users\/723"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/gebrics\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=738"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/gebrics\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/738\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":744,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/gebrics\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/738\/revisions\/744"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/gebrics\/wp-json\/wp\/v2\/media\/695"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/gebrics\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=738"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/gebrics\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=738"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/gebrics\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=738"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}