{"id":721,"date":"2023-06-06T22:37:45","date_gmt":"2023-06-07T00:37:45","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.usp.br\/gema\/?page_id=721"},"modified":"2025-03-24T15:01:07","modified_gmt":"2025-03-24T17:01:07","slug":"acesse-o-livro","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/sites.usp.br\/gema\/acesse-o-livro\/","title":{"rendered":"Objetos de cozinha \u2013 biografias (1860-1960)"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/sites.usp.br\/gema\/wp-content\/uploads\/sites\/1068\/2025\/03\/Objetos-de-cozinha-biografias_para-home_page-0001.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"728\" src=\"https:\/\/sites.usp.br\/gema\/wp-content\/uploads\/sites\/1068\/2025\/03\/Objetos-de-cozinha-biografias_para-home_page-0001-1024x728.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-820\" srcset=\"https:\/\/sites.usp.br\/gema\/wp-content\/uploads\/sites\/1068\/2025\/03\/Objetos-de-cozinha-biografias_para-home_page-0001-1024x728.jpg 1024w, https:\/\/sites.usp.br\/gema\/wp-content\/uploads\/sites\/1068\/2025\/03\/Objetos-de-cozinha-biografias_para-home_page-0001-300x213.jpg 300w, https:\/\/sites.usp.br\/gema\/wp-content\/uploads\/sites\/1068\/2025\/03\/Objetos-de-cozinha-biografias_para-home_page-0001-768x546.jpg 768w, https:\/\/sites.usp.br\/gema\/wp-content\/uploads\/sites\/1068\/2025\/03\/Objetos-de-cozinha-biografias_para-home_page-0001-400x284.jpg 400w, https:\/\/sites.usp.br\/gema\/wp-content\/uploads\/sites\/1068\/2025\/03\/Objetos-de-cozinha-biografias_para-home_page-0001.jpg 1202w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Recorte da capa do livro, com projeto gr\u00e1fico de Lucila Pessoa<br><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"https:\/\/sites.usp.br\/gema\/a-equipe\/\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/sites.usp.br\/gema\/a-equipe\/\"><strong>Conhe\u00e7a a equipe que trabalhou na produ\u00e7\u00e3o e na organiza\u00e7\u00e3o do livro<\/strong><\/a><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Com publica\u00e7\u00e3o prevista para 2025, o livro <em><strong>Objetos de cozinha <strong>\u2013<\/strong> biografia<\/strong><\/em><strong><em>s (1860-1960)<\/em><\/strong>, antes chamado de <em>Repert\u00f3rio Hist\u00f3rico Ilustrado de Ferramentas e Equipamentos de Cozinha<\/em>, re\u00fane 151 verbetes, fotografias, desenhos e textos especiais sobre a trajet\u00f3ria social de utens\u00edlios e equipamentos que tiveram importante participa\u00e7\u00e3o no cotidiano dom\u00e9stico no per\u00edodo entre 1860 e 1960. A pesquisa que embasou a publica\u00e7\u00e3o teve in\u00edcio na cole\u00e7\u00e3o de objetos culin\u00e1rios do Museu Paulista-USP, conhecido por seu edif\u00edcio hist\u00f3rico, o Museu do Ipiranga. E fez parte do projeto &#8220;Processamento de alimentos no espa\u00e7o dom\u00e9stico, S\u00e3o Paulo, 1860-1960&#8221;, coordenado por V\u00e2nia Carneiro de Carvalho.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"historico-hipoteses-e-questionamentos\">Hist\u00f3rico, hip\u00f3teses e questionamentos<\/h4>\n\n\n\n<p>Os artefatos ligados ao ritual de comer e ao processamento de alimentos passaram a atrair o interesse dos pesquisadores do Museu Paulista-USP na d\u00e9cada de 1990, quando se iniciou um movimento de renova\u00e7\u00e3o de suas cole\u00e7\u00f5es. A inten\u00e7\u00e3o era alinhar o acervo a problem\u00e1ticas levantadas no \u00e2mbito da pesquisa acad\u00eamica por meio da aquisi\u00e7\u00e3o de objetos relacionados \u00e0 experi\u00eancia cotidiana de diferentes segmentos sociais \u2013 e n\u00e3o apenas das camadas privilegiadas, como costumava ocorrer at\u00e9 ent\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde 2010, a curadoria do museu intensificou a aquisi\u00e7\u00e3o de objetos de cozinha de diferentes per\u00edodos do s\u00e9culo XX, que se juntaram a cole\u00e7\u00f5es pr\u00e9-existentes amealhadas ainda nos anos 1990. Do conjunto desses objetos, um dado intrigante come\u00e7ou a saltar \u00e0 vista: em meio a pontuais objetos el\u00e9tricos produzidos pela ind\u00fastria, havia uma significativa predomin\u00e2ncia de artefatos associados ao preparo artesanal ou mec\u00e2nico dos alimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa observa\u00e7\u00e3o contrapunha-se a uma ideia comum e muito difundida sobre as transforma\u00e7\u00f5es culin\u00e1rias e tecnol\u00f3gicas de S\u00e3o Paulo: a de que, no s\u00e9culo XX, assim como outros \u00e2mbitos da cidade, as cozinhas dom\u00e9sticas e a alimenta\u00e7\u00e3o cotidiana simplesmente abandonaram qualquer car\u00e1ter tradicional, substituindo-o por equipamentos el\u00e9tricos e produtos processados.<\/p>\n\n\n\n<p>Fundamentada pelos discursos produzidos pela ind\u00fastria de alimentos e eletrodom\u00e9sticos e por an\u00fancios publicit\u00e1rios que se pautam em uma perspectiva evolutiva das inova\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas, essa ideia acaba por escamotear as disputas, as tens\u00f5es e as resist\u00eancias inerentes \u00e0s din\u00e2micas hist\u00f3ricas da sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir da cole\u00e7\u00e3o de artefatos culin\u00e1rios do museu, foi poss\u00edvel constatar que, a despeito das contundentes e ineg\u00e1veis transforma\u00e7\u00f5es que se deram no espa\u00e7o dom\u00e9stico ao longo dos s\u00e9culos XIX e XX, as mudan\u00e7as n\u00e3o foram imediatas nem inabal\u00e1veis. Como j\u00e1 havia observado <a href=\"https:\/\/sites.usp.br\/gema\/bibliografia-completa\/\">Jo\u00e3o Luiz M\u00e1ximo da Silva<\/a> em seu livro <em>Cozinha modelo <\/em>(2008), os fog\u00f5es a g\u00e1s intensamente divulgados nas primeiras d\u00e9cadas do s\u00e9culo XX n\u00e3o substitu\u00edram de uma hora para outra os fog\u00f5es a lenha.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo em resid\u00eancias abastadas, com acesso aos encanamentos de g\u00e1s, os modernos equipamentos eram adquiridos, mas, muitas vezes, instalados na copa ou na sala de jantar, para serem exibidos como sinais de prest\u00edgio da fam\u00edlia ou para aquecerem a comida. Na cozinha, as refei\u00e7\u00f5es seguiam sendo preparadas nos velhos fog\u00f5es a lenha, de alvenaria ou de ferro.<\/p>\n\n\n\n<p>A conviv\u00eancia de objetos manuais, mec\u00e2nicos e el\u00e9tricos e, consequentemente, de pr\u00e1ticas tradicionais e &#8220;modernas&#8221; suscitou diversos questionamentos, que buscamos responder com nossas pesquisas. Por que, afinal, artefatos manuais e mec\u00e2nicos permaneceram de maneira t\u00e3o significativa no cotidiano dom\u00e9stico da cidade? Quais fatores, para al\u00e9m das desigualdades socioecon\u00f4micas, podem ter contribu\u00eddo para a resist\u00eancia a certos objetos?<\/p>\n\n\n\n<p>Um desses fatores \u2013 e esta \u00e9 nossa principal hip\u00f3tese \u2013 relaciona-se com a presen\u00e7a maci\u00e7a de empregadas dom\u00e9sticas em resid\u00eancias de diferentes estratos sociais, por longo per\u00edodo, tanto em S\u00e3o Paulo quanto no Brasil como um todo. Remanescentes da escravid\u00e3o, na virada do s\u00e9culo XIX para o XX, as pessoas negras e pobres n\u00e3o tiveram oportunidades de estudo ou trabalho garantidas pelo Estado. As mulheres, sobretudo, n\u00e3o tiveram muitas chances al\u00e9m de seguirem atuando com o trabalho dom\u00e9stico, em &#8220;casas de fam\u00edlia&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Desvalorizadas e mal pagas, as empregadas supriam, por um lado, a necessidade de as fam\u00edlias investirem na compra de equipamentos e produtos vendidos como facilitadores das pesadas atividades dom\u00e9sticas e culin\u00e1rias. Por outro, elas eram tidas no senso comum como atrasadas e ignorantes, sem conhecimento ou cuidado suficiente para usarem esses artefatos. A pr\u00f3pria recorr\u00eancia ao servi\u00e7o dessas mulheres estruturava-se em uma moral escravocrata que, como j\u00e1 observou Elizabeth Bortolaia Silva em diversos artigos (<a href=\"https:\/\/sites.usp.br\/gema\/bibliografia-completa\/\">conhe\u00e7a nossa bibliografia aqui<\/a>), tacitamente impunha a regra de que o acesso cotidiano de empregadas a eletrodom\u00e9sticos e a produtos caros ou de manuseio n\u00e3o intuitivo deveria ser evitado ou expressamente proibido.<\/p>\n\n\n\n<p>Situa\u00e7\u00e3o diferente parece ter se desenrolado em outros pa\u00edses, em especial nos Estados Unidos. A partir do fim do s\u00e9culo XIX e das duas grandes guerras, as ind\u00fastrias norte-americanas empregaram um n\u00famero consider\u00e1vel de mulheres antes engajadas no trabalho dom\u00e9stico. Sozinhas, donas de casa de classes m\u00e9dias e baixas foram incentivadas de forma cada vez mais insistente a consumir equipamentos el\u00e9tricos e produtos processados, anunciados pela ind\u00fastria como &#8220;atalhos&#8221; que diminu\u00edam o trabalho em casa e o tempo gasto com ele.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda que se saiba, por meio de obras como <a href=\"https:\/\/sites.usp.br\/gema\/bibliografia-completa\/\"><em>More Work for Mother<\/em> (1983), de Ruth Cowan, e <em>Something From the Oven<\/em> (2004), de Laura Shapiro<\/a>, que o trabalho dom\u00e9stico n\u00e3o exatamente se reduziu nem os equipamentos e produtos industrializados foram aceitos de imediato, \u00e9 ineg\u00e1vel que a inser\u00e7\u00e3o desses objetos e alimentos no dia a dia estadunidense se deu de maneira mais intensa do que no contexto brasileiro ou paulistano.<\/p>\n\n\n\n<p>Como se percebe, os problemas sociais, raciais e de g\u00eanero pr\u00f3prios ao Brasil, ainda que semelhantes em certos aspectos aos de outros pa\u00edses, fundem-se \u00e0s hip\u00f3teses e aos questionamentos que surgiram a partir da observa\u00e7\u00e3o da cole\u00e7\u00e3o de objetos culin\u00e1rios do Museu Paulista e que v\u00eam sendo analisados e discutidos em nossas pesquisas.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais uma vez citando o caso dos Estados Unidos, a not\u00f3ria ader\u00eancia aos produtos e equipamentos trazidos pela ind\u00fastria naquele pa\u00eds parece ter contribu\u00eddo com uma s\u00e9rie de publica\u00e7\u00f5es preocupadas em catalogar e historicizar os objetos relacionados ao trabalho dom\u00e9stico: <em>The Housewares Story: A History of the American Houseware Industry<\/em> (1973), <em>America at Home: a Celebration of Twentieth-Century Housewares<\/em> (1996), <em>From Hearth to Cookstove: An American Domestic History of Gadgets and Utensils Made or Used in America from 1700 to 1930<\/em> (1978), <em>300 Years of Kitchen Collectibles<\/em> (1984), <em>Kitchen Utensils: Names, Origins, and Definitions Through the Ages<\/em> (2000), <em>Encyclopedia of Kitchen History<\/em> (2004), entre outros (<a href=\"https:\/\/sites.usp.br\/gema\/bibliografia-completa\/\">leia mais em nossa bibliografia<\/a>).<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, at\u00e9 onde pudemos buscar, n\u00e3o h\u00e1 publica\u00e7\u00f5es desse tipo, dedicadas a contar, em espec\u00edfico, a hist\u00f3ria dos objetos de cozinha \u2013 a n\u00e3o ser, diga-se, a se\u00e7\u00e3o de objetos dom\u00e9sticos e culin\u00e1rios inserida no amplo tesauro voltado a museus, organizado por <a href=\"https:\/\/sites.usp.br\/gema\/bibliografia-completa\/\">Helena Dodd Ferrez<\/a> em 1987 e atualizado em 2016. Para suprir essa lacuna, nosso objetivo \u00e9 que o livro <strong><em>Objetos de cozinha <\/em>\u2013<\/strong> <strong><em>biografias (1860-1960)<\/em><\/strong> possa ser um instrumento de pesquisa a contribuir com cole\u00e7\u00f5es museol\u00f3gicas e tamb\u00e9m com pesquisas hist\u00f3ricas de modo geral, interessadas nas rela\u00e7\u00f5es entre as materialidades dom\u00e9sticas e a sociedade.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"bases-teorico-metodologicas\">Bases te\u00f3rico-metodol\u00f3gicas<\/h4>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>&#8220;A chamada &#8216;cultura material&#8217; participa decisivamente na produ\u00e7\u00e3o e reprodu\u00e7\u00e3o social. No entanto, disso temos consci\u00eancia superficial e descont\u00ednua. Os artefatos, por exemplo, s\u00e3o n\u00e3o apenas produtos, mas vetores de rela\u00e7\u00f5es sociais. Que percep\u00e7\u00e3o temos desses mecanismos? N\u00e3o se trata, apenas, portanto, de identificar quadros materiais de vida, listando objetos m\u00f3veis, passando por estruturas, espa\u00e7os e configura\u00e7\u00f5es naturais, a &#8216;obras de arte&#8217;. Trata-se, isto sim, de entender o fen\u00f4meno complexo de apropria\u00e7\u00e3o social de segmentos da natureza f\u00edsica \u2013 e, mais ainda, de apreender a dimens\u00e3o material da vida social.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.scielo.br\/j\/anaismp\/a\/cjxGJjRFfbKxLBfGyFFMwVC\/?format=pdf&amp;lang=pt\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ulpiano Bezerra de Meneses<\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Assim como as fontes textuais, as fontes materiais \u2013 em nosso caso, os objetos das cole\u00e7\u00f5es do Museu Paulista-USP \u2013 podem contribuir com o entendimento dos processos hist\u00f3ricos. A partir dos estudos de autores como os antrop\u00f3logos <a href=\"https:\/\/sites.usp.br\/gema\/bibliografia-completa\/\">Daniel Miller, Bruno Latour, Nicole Boivin e Jean-Pierre Warnier e o historiador brasileiro Ulpiano Bezerra de Meneses<\/a>, consideramos que os objetos n\u00e3o s\u00e3o reflexos ou meros produtos da sociedade que os criou e os utilizou, mas <strong>agentes ativos e importantes na constru\u00e7\u00e3o dessa pr\u00f3pria sociedade<\/strong>. Ao superar a dualidade objetos\/sujeitos, o foco de an\u00e1lise recai sobre a rela\u00e7\u00e3o de intera\u00e7\u00e3o e de constitui\u00e7\u00e3o m\u00fatua entre eles.<\/p>\n\n\n\n<p>Como passam por uma inevit\u00e1vel descontextualiza\u00e7\u00e3o ao serem integrados a acervos museol\u00f3gicos, os objetos precisam ser compreendidos em seus antigos contextos para que possam se tornar documentos. Esse processo de &#8220;recontextualiza\u00e7\u00e3o&#8221;, por assim dizer, estrutura as pesquisas para o Repert\u00f3rio e se baseia no conceito de &#8220;<strong>biografia dos objetos<\/strong>&#8220;, proposto por <a href=\"https:\/\/sites.usp.br\/gema\/bibliografia-completa\/\">Igor Kopytoff<\/a> (1986) e revisto por <a rel=\"noopener\" href=\"https:\/\/bibliotecadigital.fgv.br\/ojs\/index.php\/reh\/article\/view\/2067\" target=\"_blank\">Ulpiano Bezerra de Meneses<\/a> (1998). Para este autor, os artefatos passam por transforma\u00e7\u00f5es morfol\u00f3gicas, funcionais e simb\u00f3licas intimamente ligadas \u00e0s suas trajet\u00f3rias no mundo social. Por isso, devem ser analisados &#8220;em situa\u00e7\u00e3o&#8221;, ou seja, devem ser reinseridos em seus emaranhados de usos, apropria\u00e7\u00f5es e destrui\u00e7\u00e3o para que suas atua\u00e7\u00f5es possam ser conhecidas e discutidas.<\/p>\n\n\n\n<p>Para viabilizar essa an\u00e1lise biogr\u00e1fica, partimos da materialidade dos objetos, mas n\u00e3o nos restringimos a ela. Um m\u00faltiplo conjunto de fontes, em especial textuais, foi mobilizado para tornar poss\u00edvel a defini\u00e7\u00e3o e a discuss\u00e3o das biografias desses utens\u00edlios. Men\u00e7\u00f5es a objetos culin\u00e1rios em jornais e revistas, an\u00fancios publicit\u00e1rios, livros de receitas, manuais dom\u00e9sticos, invent\u00e1rios, entre outras fontes, v\u00eam sendo buscadas e analisadas com algumas quest\u00f5es em mente: quando determinado objeto circulou? Era produzido artesanalmente ou pela ind\u00fastria? Quais fun\u00e7\u00f5es tinha no preparo dos alimentos? Como era manuseado ou acionado? Quem o utilizava? Com quais materiais chegou a ser produzido? Como foi chamado e como seu nome se modificou ao longo do tempo?<\/p>\n\n\n\n<p>Ao longo de seis anos de pesquisa, cada objeto encontrado foi inserido em uma base de dados, com todas as informa\u00e7\u00f5es poss\u00edveis sobre seus usos no momento de produ\u00e7\u00e3o do documento hist\u00f3rico em quest\u00e3o. Com mais de 15 mil dados, essa base ensejou relat\u00f3rios que, a partir da compila\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es sobre cada um dos objetos selecionados, nos permitiu tra\u00e7ar biografias. A reuni\u00e3o desses objetos, biografados e ilustrados, \u00e9 que deu forma ao livro <strong><em>Objetos de cozinha \u2013 biografias (1860-1960)<\/em><\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto o livro est\u00e1 no prelo, divulgamos o sum\u00e1rio e a lista de 151 objetos culin\u00e1rios que foram &#8220;biografados&#8221; para a publica\u00e7\u00e3o. <a href=\"https:\/\/sites.usp.br\/gema\/a-equipe\/\">Neste link, conhe\u00e7a tamb\u00e9m a equipe de pesquisadores que fez parte da produ\u00e7\u00e3o e da organiza\u00e7\u00e3o do livro.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\">Cap\u00edtulo 1<br>Artefatos para a produ\u00e7\u00e3o caseira de alimentos<\/h2>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Chocadeira<\/strong> <\/li>\n\n\n\n<li><strong>Descascador de caf\u00e9<\/strong> <\/li>\n\n\n\n<li><strong>Desnatadeira<\/strong> <\/li>\n\n\n\n<li><strong>M\u00e1quina de fazer manteiga (manteigueira)<\/strong> <\/li>\n\n\n\n<li><strong>M\u00e1quina de fazer queijo (queijeira)<\/strong> <\/li>\n\n\n\n<li><strong>Prensa de parafuso<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Torrador de caf\u00e9<\/strong> <\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\">Cap\u00edtulo 2<br>Artefatos para o armazenamento e a conserva\u00e7\u00e3o de alimentos<\/h2>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-text-align-left\"><strong>GUARDAR E TRANSPORTAR<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Barril<\/strong> <\/li>\n\n\n\n<li><strong>Boi\u00e3o<\/strong> <\/li>\n\n\n\n<li><strong>Caix\u00e3o de mantimentos<\/strong> <\/li>\n\n\n\n<li><strong>Cesta<\/strong> <\/li>\n\n\n\n<li><strong>Cesta de arame<\/strong> <\/li>\n\n\n\n<li><strong>Cesta de p\u00e3o<\/strong> <\/li>\n\n\n\n<li><strong>Farinheira<\/strong> <\/li>\n\n\n\n<li><strong>Fruteira<\/strong> <\/li>\n\n\n\n<li><strong>Garrafa<\/strong> <\/li>\n\n\n\n<li><strong>Moringa<\/strong> <\/li>\n\n\n\n<li><strong>Porta-ovos<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Pote<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Saleiro<\/strong> <\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-text-align-left\"><strong>CONSERVAR<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Caixeta de doces<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Compoteira<\/strong> <\/li>\n\n\n\n<li><strong>Congelador<\/strong> <\/li>\n\n\n\n<li><strong>Filtro d&#8217;\u00e1gua<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Geladeira<\/strong> <\/li>\n\n\n\n<li><strong>Guarda-comida<\/strong> <\/li>\n\n\n\n<li><strong>Jirau-fumeiro<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Lata<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Refrigerador<\/strong> <\/li>\n\n\n\n<li><strong>Vidro<\/strong><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\">Cap\u00edtulo 3<br>Artefatos para o preparo de alimentos<\/h2>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-text-align-left\"><strong>APOIAR<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Cepo de cozinha<\/strong><em> <\/em><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Mesa de cozinha<\/strong> <\/li>\n\n\n\n<li><strong>T\u00e1bua<\/strong><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-text-align-left\"><strong>MEDIR<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Balan\u00e7a<\/strong> <\/li>\n\n\n\n<li><strong>Medidor<\/strong> <\/li>\n\n\n\n<li><strong>Medidor (colher)<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Medidor (copo e x\u00edcara)<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Medidor (pires e prato)<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Temporizador<\/strong> <\/li>\n\n\n\n<li><strong>Term\u00f4metro<\/strong> <\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-text-align-left\"><strong>PR\u00c9-PREPARAR<\/strong>, MISTURAR E PROCESSAR<\/h3>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Abridor de garrafa<\/strong> <\/li>\n\n\n\n<li><strong>Abridor de lata<\/strong> <\/li>\n\n\n\n<li><strong>Afiador de faca<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Alguidar<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Bacia<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Batedeira<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Batedor<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Bateria de cozinha<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Cafeteira<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Coador<\/strong> <\/li>\n\n\n\n<li><strong>Coador de caf\u00e9<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Coador de \u00f3leo<\/strong> <\/li>\n\n\n\n<li><strong>Colher<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Colher de pau<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Concha<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Coqueteleira<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Cortador de batata<\/strong> <\/li>\n\n\n\n<li><strong>Cortador de cebola<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Cortador de frios<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Cortador de ovo<\/strong> <\/li>\n\n\n\n<li><strong>Cutelo<\/strong> <\/li>\n\n\n\n<li><strong>Descaro\u00e7ador<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Descascador<\/strong> <\/li>\n\n\n\n<li><strong>Desfibrador de vagem<\/strong> <\/li>\n\n\n\n<li><strong>Escorredor<\/strong> <\/li>\n\n\n\n<li><strong>Escumadeira<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Esp\u00e1tula<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Espremedor de alho<\/strong> <\/li>\n\n\n\n<li><strong>Espremedor de batata<\/strong> <\/li>\n\n\n\n<li><strong>Espremedor de fruta<\/strong> <\/li>\n\n\n\n<li><strong>Faca<\/strong> <\/li>\n\n\n\n<li><strong>Faca de p\u00e3o<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Faca de trinchar<\/strong> <\/li>\n\n\n\n<li><strong>Fatiador de couve<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Fatiador de queijo<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Folha de bananeira<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Funil<\/strong> <\/li>\n\n\n\n<li><strong>Funil de fios de ovos<\/strong> <\/li>\n\n\n\n<li><strong>Gamela<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Garfo<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Garfo de trinchar<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Linha<\/strong> <\/li>\n\n\n\n<li><strong>Liquidificador<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>M\u00e1quina de fazer \u00e1gua com g\u00e1s<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>M\u00e1quina de fazer lingui\u00e7a<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>M\u00e1quina de fazer maionese<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>M\u00e1quina de fazer massa<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>M\u00e1quina de fazer sorvete<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Martelo de carne<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Moedor de caf\u00e9<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Moedor de carne&nbsp;<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Moedor de gr\u00e3os<\/strong> <\/li>\n\n\n\n<li><strong>Moedor de pimenta<\/strong> <\/li>\n\n\n\n<li><strong>Palha de milho<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Palito<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Pano<\/strong><em> <\/em><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Papel<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Peneira<\/strong> <\/li>\n\n\n\n<li><strong>Pil\u00e3o<\/strong> <\/li>\n\n\n\n<li><strong>Quebrador de nozes<\/strong> <\/li>\n\n\n\n<li><strong>Ralador<\/strong> <\/li>\n\n\n\n<li><strong>Ralador de coco<\/strong> <\/li>\n\n\n\n<li><strong>Ralador de mandioca<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Ralador de queijo<\/strong> <\/li>\n\n\n\n<li><strong>Rolo<\/strong> <\/li>\n\n\n\n<li><strong>Saca-rolha<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Socador<\/strong>&nbsp;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Tesoura<\/strong>&nbsp;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Tigela<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Vasilha<\/strong><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-text-align-left\"><strong>COZER<\/strong>&nbsp;<\/h3>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Assadeira<\/strong> <\/li>\n\n\n\n<li><strong>Bule<\/strong> <\/li>\n\n\n\n<li><strong>Caldeir\u00e3o<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Caneca<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Chaleira<\/strong> <\/li>\n\n\n\n<li><strong>Chocolateira<\/strong> <\/li>\n\n\n\n<li><strong>Churrasqueira<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Cuscuzeiro<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Espeto<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Exaustor<\/strong> <\/li>\n\n\n\n<li><strong>Fog\u00e3o<\/strong> <\/li>\n\n\n\n<li><strong>Fog\u00e3o a g\u00e1s<\/strong> <\/li>\n\n\n\n<li><strong>Fog\u00e3o econ\u00f4mico<\/strong> <\/li>\n\n\n\n<li><strong>Fog\u00e3o el\u00e9trico<\/strong> <\/li>\n\n\n\n<li><strong>Fogareiro<\/strong> <\/li>\n\n\n\n<li><strong>Forno<\/strong> <\/li>\n\n\n\n<li><strong>Frigideira<\/strong> <\/li>\n\n\n\n<li><strong>Grelha<\/strong> <\/li>\n\n\n\n<li><strong>Leiteira<\/strong> <\/li>\n\n\n\n<li><strong>M\u00e1quina de fazer <em>waffle<\/em><\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Panela<\/strong> <\/li>\n\n\n\n<li><strong>Panela de banho-maria<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Panela de press\u00e3o&nbsp;<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Pyrex<\/strong> <\/li>\n\n\n\n<li><strong>Tacho<\/strong> <\/li>\n\n\n\n<li><strong>Testo<\/strong> <\/li>\n\n\n\n<li><strong>Torradeira<\/strong> <\/li>\n\n\n\n<li><strong>Tostadeira<\/strong> <\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-text-align-left\"><strong>MOLDAR E APRESENTAR<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Carretilha<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Cortador de massa<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>F\u00f4rma de biscoito<\/strong> <\/li>\n\n\n\n<li><strong>F\u00f4rma de bolo<\/strong> <\/li>\n\n\n\n<li><strong>F\u00f4rma de docinho<\/strong> <\/li>\n\n\n\n<li><strong>F\u00f4rma de empada<\/strong> <\/li>\n\n\n\n<li><strong>F\u00f4rma de gelatina<\/strong> <\/li>\n\n\n\n<li><strong>F\u00f4rma de gelo<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>F\u00f4rma de p\u00e3o<\/strong> <\/li>\n\n\n\n<li><strong>F\u00f4rma de pudim<\/strong> <\/li>\n\n\n\n<li><strong>F\u00f4rma de torta<\/strong> <\/li>\n\n\n\n<li><strong>Pincel<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Saco de confeitar<\/strong><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\">Textos especiais<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-text-align-left\"><\/h3>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>O galinheiro e a modernidade<\/strong>, por Maria Eug\u00eania Ferreira Gomes<em> <\/em><br><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Onde h\u00e1 monjolo, h\u00e1 paulista<\/strong>, por Rafaela Basso<br><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Conservas de a\u00e7\u00facar<\/strong>, por Viviane Soares Aguiar<br><\/li>\n\n\n\n<li><strong>As colunistas de culin\u00e1ria: famosas, mas desconhecidas<\/strong>, por Viviane Soares Aguiar<br><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Cozinhas diferentes, um mesmo arsenal de objetos<\/strong>, por Viviane Soares Aguiar<br><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Cozer e coser, <\/strong>por Viviane Soares Aguiar<br><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Cuscuz de cuscuzeiro \u00e0 paulista: tradi\u00e7\u00e3o ou progresso?<\/strong>, por Viviane Soares Aguiar<br><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Entre a f\u00edsica, a qu\u00edmica e a hist\u00f3ria: uma an\u00e1lise das ligas met\u00e1licas dos objetos de cozinha<\/strong>, por Viviane Soares Aguiar<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com publica\u00e7\u00e3o prevista para 2025, o livro Objetos de cozinha \u2013 biografias (1860-1960), antes chamado de Repert\u00f3rio Hist\u00f3rico Ilustrado de Ferramentas e Equipamentos de Cozinha, re\u00fane 151 verbetes, fotografias, desenhos e textos especiais sobre a trajet\u00f3ria social de utens\u00edlios e equipamentos que tiveram importante participa\u00e7\u00e3o no cotidiano dom\u00e9stico no per\u00edodo entre 1860 e 1960. 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