Em novo artigo publicado pelo Nexo Jornal em parceria com o projeto GovAmb, as pesquisadoras Iolanda Gerônimo del Roio (PPGMADE/UFPR) e Maria Carolina Maziviero (PPGMADE/UFPR) posicionam a agroecologia como uma importante prática social de combate à mudança climática não apenas nas zonas rurais, mas também nas pequenas, médias e grandes cidades. Segundo as autoras, é importante que se passe a enxergar o espaço urbano como um território produtivo, e não como um deserto que apenas consome de maneira passiva e dependente os alimentos que vêm do campo.
O artigo traz dados da FAO e do Global Nutrition Report que dão conta da problemática da fome no contexto urbano. Renda precária, situações de vulnerabilidade social e alto custo dos alimentos são alguns dos fatores que levam milhões de pessoas a viverem em situação de desnutrição, muitas vezes reféns de alimentos ultra-processados, tidos como mais econômicos ou práticos.
A tese das pesquisadoras da UFPR é de que, nesse contexto, a agroecologia urbana surge como um redesenho técnico e político voltado para a descentralização do controle alimentar. Seria uma prática social alinhada ao conceito de soberania alimentar, além de um ato de resistência contra a mercantilização da terra.
O texto traz, ainda, exemplos de iniciativas e projetos que estão sendo realizados na cidade de Curitiba, que tem destinado áreas com função social para a criação de infraestruturas verdes e agrícolas.
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