Justiça Climática nas políticas públicas de adaptação

A justiça climática é um conceito que ganha espaço no debate público, mas ainda não foi devidamente incorporado na formulação de políticas públicas de adaptação climática. Esse é o argumento central de pesquisadoras da USP e da UFABC em artigo publicado no espaço dedicado ao projeto GovAmb, no Nexo Jornal. Com base em referências teóricas inseridas no marco da ecologia política e nas experiências de pesquisa no projeto “Territórios da Água”, financiado pela Fapesp, as autoras tecem críticas a planejamentos climáticos que desconsideram fatores ligados a desigualdades estruturais.

Segundo Cristina Azevedo, Julia Sá e Giovanna Rosseto, o que tem sido visto nas municipalidades são projetos de má adaptação, que acabam aumentando riscos e vulnerabilidades de ecossistemas fragilizados e populações marginalizadas. Elas afirmam que “ao desconsiderar as injustiças climáticas que estão presentes e a participação da população, o planejamento segue o mesmo “modus operandi”, um padrão evidente nas intervenções em favelas e áreas frágeis do ponto de vista ambiental”.

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