{"id":193,"date":"2021-04-16T14:13:17","date_gmt":"2021-04-16T16:13:17","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.usp.br\/guiacseb\/?page_id=193"},"modified":"2021-04-16T14:13:17","modified_gmt":"2021-04-16T16:13:17","slug":"majo","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/sites.usp.br\/guiacseb\/majo\/","title":{"rendered":"Maj\u00f4"},"content":{"rendered":"<div class=\"oKdM2c\">\n<div id=\"h.7b7b8d6ac0fee6cd_773\" class=\"hJDwNd-AhqUyc-uQSCkd jXK9ad D2fZ2 wHaque GNzUNc\">\n<div class=\"jXK9ad-SmKAyb\">\n<div class=\"tyJCtd mGzaTb baZpAe\">\n<p class=\"CDt4Ke zfr3Q\" dir=\"ltr\"><strong>Adeus \u00e0 Maj\u00f4, Maria Jos\u00e9 Pereira dos Santos<\/strong><\/p>\n<p class=\"CDt4Ke zfr3Q\" dir=\"ltr\">Por: Memorial L\u00e9lia Gonzalez<\/p>\n<p class=\"CDt4Ke zfr3Q\" dir=\"ltr\">01\/03\/2013<\/p>\n<p class=\"CDt4Ke zfr3Q\" dir=\"ltr\">Amiga, militante no Movimento Negro e na \u00e1rea da Sa\u00fade da Popula\u00e7\u00e3o Negra.<\/p>\n<p class=\"CDt4Ke zfr3Q\" dir=\"ltr\">Olorun Kosi pu re. Que Olorun mantenha seu esp\u00edrito em paz.<\/p>\n<p class=\"CDt4Ke zfr3Q\" dir=\"ltr\">Maj\u00f4 continuar\u00e1 como importante refer\u00eancia nacional.<\/p>\n<p class=\"CDt4Ke zfr3Q\" dir=\"ltr\">Maria Jos\u00e9 Pereira dos Santos, apelido Maj\u00f4, negra, nascida em 1959, filha de pais camponeses, lavradores. \u00c9 a pen\u00faltima de 10 filhos. Fam\u00edlia simples, mas muito unida e batalhadora.<\/p>\n<p class=\"CDt4Ke zfr3Q\" dir=\"ltr\">Ao contr\u00e1rio da maioria dos seus irm\u00e3os e irm\u00e3s, viveu poucos anos no campo. Em meados dos anos 60, seus pais que eram semi-analfabetos, Sra. Maria Rosa de Jesus e Sr. Tertuliano Franco Pereira, se mudaram com todos os filhos para cidade em busca de melhores condi\u00e7\u00f5es de vida, j\u00e1 que o cultivo do caf\u00e9 j\u00e1 n\u00e3o lhes garantia a sobreviv\u00eancia. Primeiramente, para S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Preto, Estado de S\u00e3o Paulo e a partir de 1970, para Capital.<\/p>\n<p class=\"CDt4Ke zfr3Q\" dir=\"ltr\">Maj\u00f4, chegando em S\u00e3o Paulo, logo cedo, ainda com 11 anos, trabalhou como empregada dom\u00e9stica para ajudar os pais no sustento da fam\u00edlia. Aos 15 anos, fruto do seu esfor\u00e7o nos estudos, passou a trabalhar em escrit\u00f3rios de grandes empresas como Telesp, Serpro etc.<\/p>\n<p class=\"CDt4Ke zfr3Q\" dir=\"ltr\">A quest\u00e3o social sempre foi alvo de suas preocupa\u00e7\u00f5es, por isso buscou uma profiss\u00e3o onde pudesse envolver-se e contribuir com a justi\u00e7a social, assim passou a cursar a Faculdade de Servi\u00e7o Social na Puc\/SP.<\/p>\n<p class=\"CDt4Ke zfr3Q\" dir=\"ltr\">Nesse per\u00edodo, encontrou um pequeno grupo de jovens negros universit\u00e1rios que buscavam espa\u00e7o dentro da Universidade, espa\u00e7o n\u00e3o individual, mas espa\u00e7o para a causa da popula\u00e7\u00e3o negra no Brasil, onde a Universidade era um territ\u00f3rio estrat\u00e9gico para dar visibilidade a este contingente populacional invis\u00edvel do ponto de vista do acesso aos bens e servi\u00e7os produzidos socialmente. Falar das desigualdades raciais na d\u00e9cada de 80 na Universidade ainda era tabu, imperava o mito da democracia racial, assim, n\u00e3o t\u00ednhamos muitos estudos a respeito, n\u00e3o t\u00ednhamos orientadores, pois era raro o docente que se interessava por pesquisas nesta \u00e1rea tem\u00e1tica.<\/p>\n<p class=\"CDt4Ke zfr3Q\" dir=\"ltr\">Maj\u00f4 atuou ativamente no Grupo Negro da PUC\/SP, onde organizavam semin\u00e1rios, palestras, participavam de encontros, congressos, levantavam a bandeira de luta pela supera\u00e7\u00e3o da discrimina\u00e7\u00e3o e racismo existentes no Brasil.<\/p>\n<p class=\"CDt4Ke zfr3Q\" dir=\"ltr\">Buscavam aliados no universo acad\u00eamico e di\u00e1logo com toda a sociedade.<\/p>\n<p class=\"CDt4Ke zfr3Q\" dir=\"ltr\">Em 1984 seu Trabalho de Conclus\u00e3o de Curso (TCC) foi sobre o Servi\u00e7o Social e as desigualdades raciais, debate incipiente na \u00e9poca, pois imperava nesta \u00e1rea a ideia que apenas as rela\u00e7\u00f5es de classe explicavam as desigualdades econ\u00f4micas e sociais.<\/p>\n<p class=\"CDt4Ke zfr3Q\" dir=\"ltr\">Em 1991, participou da funda\u00e7\u00e3o da Soweto-Organiza\u00e7\u00e3o Negra.<\/p>\n<p class=\"CDt4Ke zfr3Q\" dir=\"ltr\">Em 1996, casou-se com um poeta e banc\u00e1rio, Romildo Jos\u00e9 dos Santos. Desta uni\u00e3o tem uma filha chamada Julia Dandara, de 15 anos.<\/p>\n<p class=\"CDt4Ke zfr3Q\" dir=\"ltr\">Em 2000, buscando ainda aprofundar o conhecimento sobre o impacto das quest\u00f5es s\u00f3cio raciais na vida das pessoas, come\u00e7a a cursar o mestrado em Psicologia Social, onde defende uma tese sobre os \u201cSentidos e Significados da escolha do parceiro afetivo e sexual entre adolescentes negros e negras.\u201d<\/p>\n<p class=\"CDt4Ke zfr3Q\" dir=\"ltr\">\u00c9 coautora dos livros Adolesc\u00eancias Constru\u00eddas \u2013 a vis\u00e3o da psicologia s\u00f3cio hist\u00f3rica. Cortez, Editora 2003 e Retratos da Juventude Brasileira \u2013 An\u00e1lises de uma pesquisa nacional. Editora Funda\u00e7\u00e3o Perseu Abramo e Instituto Cidadania em 2005.<\/p>\n<p class=\"CDt4Ke zfr3Q\" dir=\"ltr\">Foi relatora do documento final do I Semin\u00e1rio Nacional da Sa\u00fade da Popula\u00e7\u00e3o Negra em 2004 e em 2006 da II Confer\u00eancia Municipal da sa\u00fade da Popula\u00e7\u00e3o Negra em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p class=\"CDt4Ke zfr3Q\" dir=\"ltr\">Em 2007 foi representante da Coordena\u00e7\u00e3o Nacional de entidades Negras (CONEN) no Conselho Nacional de Sa\u00fade.<\/p>\n<p class=\"CDt4Ke zfr3Q\" dir=\"ltr\">Trabalhou como Assistente Social no Sistema Penitenci\u00e1rio e na Secretaria Municipal de Sa\u00fade de S\u00e3o Paulo, onde tamb\u00e9m atuou como Educadora em Sa\u00fade P\u00fablica.<\/p>\n<p class=\"CDt4Ke zfr3Q\" dir=\"ltr\">Trabalhou com \u201cEduca\u00e7\u00e3o de Jovens para o Trabalho\u201d no SENAC\/SP.<\/p>\n<p class=\"CDt4Ke zfr3Q\" dir=\"ltr\">Desde 2003 era assistente social do Centro de Sa\u00fade Escola do Butant\u00e3 da Faculdade de Medicina da USP.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Adeus \u00e0 Maj\u00f4, Maria Jos\u00e9 Pereira dos Santos Por: Memorial L\u00e9lia Gonzalez 01\/03\/2013 Amiga, militante no Movimento Negro e na \u00e1rea da Sa\u00fade da Popula\u00e7\u00e3o Negra. 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