É preciso desenvolver estratégias de acesso à atividade física, diz especialista

O USP Analisa apresenta nesta semana a segunda parte da entrevista com os professores da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto Rafael Guimarães dos Santos e da Escola de Educação Física e Esportes de Ribeirão Preto Átila Alexandre Trapé. Eles abordam detalhes das pesquisas que estão desenvolvendo em parceria com universidades da Europa e América Latina sobre saúde mental durante a pandemia de covid-19.

Segundo Átila, a pesquisa desenvolvida na EEFERP em parceria com universidades do Uruguai, do Chile e da Espanha está mostrando que a atividade física tem um efeito positivo sobre a saúde mental das pessoas. Dentro do universo de 3.400 formulários que começaram a ser analisados, 100 deles já apresentam resultados nesse sentido.

“Esse pessoal que já fazia atividade física previamente, por essa análise breve que a gente fez, tem apresentado respostas psicológicas mais leves. E essas pessoas que já faziam atividade física antes continuam praticando. É aquele vício bom. Você tem uma sensação de bem-estar. E muitas vezes você cria um vínculo com a atividade que é muito interessante”, afirma ele.

Ele ressalta que, além das autoridades em saúde recomendarem a prática de atividades físicas, é preciso pensar em estratégias para que a população possa ter acesso. “Inclusive, um momento como esse é a época de se reinventar. Já consigo imaginar disciplinas dentro da graduação em que a gente vai incentivar os alunos a trabalhar com essa ideia da videoaula. É uma coisa muito real agora e que talvez muita gente não estava preparada para lidar com a rede social, qualidade de vídeo, como se expressar. Até mesmo o treino de falar para uma câmera, porque as pessoas não estão acostumadas”.

Rafael destaca que os dados da pesquisa desenvolvida na FMRP em parceria com universidades espanholas sobre saúde mental nesse período pode ser usada para buscar psicofármacos mais eficazes e com menos reações adversas. “Nós trabalhamos com alguns compostos, essencialmente o canabidiol e a ayahuasca. Nossos estudos já mostram que eles têm potencial antidepressivo e ansiolítico. Embora nós não tenhamos nenhum projeto pensado especificamente para a população com covid neste momento, estamos pensando também a longo prazo”, diz ele.

A segunda parte da entrevista vai ao ar nesta quarta (17), a partir das 18h05, com reapresentação no domingo (21), a partir das 11h30. O programa também pode ser ouvido pelas plataformas de streaming iTunes e Spotify. O USP Analisa é uma produção conjunta do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP e da Rádio USP Ribeirão Preto.

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