Doença Crônica
Texto: Henrique Giacomin
Nesse exato momento me encontro sentado tentando escrever uma crônica de última hora. Abro diferentes textos no meu bloco de notas, leio as crônicas dos meus colegas e tento acompanhar as recomendações que o professor passou em aula “Façam algo de interesse público, baseado na vida real“. Por que será que eu esperei até o último minuto para fazer o meu texto? Não podia ter feito isso antes?
Junto os temas, leio algumas crônicas na internet, folheio o livro do Luís Fernando Veríssimo que tenho em casa e… nada. Nem as crônicas futebolísticas que ouvi na rádio puderam me salvar neste momento de desespero. Não serei capaz de ter nem um medíocre texto postado no site que me empenhei tanto para criar. É que, sabe, tenho passado por dias corridos. Fiz muitos trabalhos, cobri eventos e na minha vida pessoal, terminei com a minha ficante… Não que isso importe, mas pelo menos é uma boa desculpinha para compensar a falta de compromisso que tive com a minha própria escrita literária. Logo eu, defensor ávido da literatura.
Se pudesse escrever um poema, talvez eu conseguisse disfarçar melhor. Se pudesse escrever um conto, quem sabe eu não brilharia? Não sei, talvez não. Embora eu confie no meu talento, pulei a parte do trabalho, ainda não sou um grande escritor com a capacidade de superar todas as adversidades por simples e pura habilidade. Definitivamente não vou ter tempo de escrever, ler, revisar…
Se eu estivesse no jornal, teria sido demitido— talvez nem contratado. Como pode um profissional não cumprir suas demandas? Hoje, minha crônica vale nota; não vou entregar, que venha o zero…