{"id":1069,"date":"2024-04-27T13:48:42","date_gmt":"2024-04-27T16:48:42","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.usp.br\/lepsi\/?page_id=1069"},"modified":"2024-08-02T19:37:41","modified_gmt":"2024-08-02T22:37:41","slug":"coloquio-2024-tema","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/sites.usp.br\/lepsi\/coloquio-2024-tema\/","title":{"rendered":"Col\u00f3quio 2024 | Tema"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/sites.usp.br\/lepsi\/wp-content\/uploads\/sites\/949\/2024\/05\/XV_lepsi_banner-eletronico-2.png\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-1092\" src=\"https:\/\/sites.usp.br\/lepsi\/wp-content\/uploads\/sites\/949\/2024\/05\/XV_lepsi_banner-eletronico-2.png\" alt=\"\" width=\"2000\" height=\"1090\" data-id=\"1092\" srcset=\"https:\/\/sites.usp.br\/lepsi\/wp-content\/uploads\/sites\/949\/2024\/05\/XV_lepsi_banner-eletronico-2.png 2000w, https:\/\/sites.usp.br\/lepsi\/wp-content\/uploads\/sites\/949\/2024\/05\/XV_lepsi_banner-eletronico-2-300x164.png 300w, https:\/\/sites.usp.br\/lepsi\/wp-content\/uploads\/sites\/949\/2024\/05\/XV_lepsi_banner-eletronico-2-1024x558.png 1024w, https:\/\/sites.usp.br\/lepsi\/wp-content\/uploads\/sites\/949\/2024\/05\/XV_lepsi_banner-eletronico-2-768x419.png 768w, https:\/\/sites.usp.br\/lepsi\/wp-content\/uploads\/sites\/949\/2024\/05\/XV_lepsi_banner-eletronico-2-1536x837.png 1536w, https:\/\/sites.usp.br\/lepsi\/wp-content\/uploads\/sites\/949\/2024\/05\/XV_lepsi_banner-eletronico-2-400x218.png 400w\" sizes=\"(max-width: 2000px) 100vw, 2000px\" \/><\/a><\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong><a href=\"https:\/\/sites.usp.br\/lepsi\/coloquio-2024-tema\/\">Tema<\/a> | <a href=\"https:\/\/sites.usp.br\/lepsi\/coloquio-2024-cronograma\/\">Cronograma<\/a> | <a href=\"https:\/\/sites.usp.br\/lepsi\/coloquio-2024-apresentacao-de-trabalhos\/\">Apresenta\u00e7\u00e3o de trabalhos<\/a>\u00a0<\/strong><\/h2>\n<h3><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><strong>Argumento do Col\u00f3quio<\/strong><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><strong>Argument du Colloque<\/strong><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><strong>Argumento del Coloquio<\/strong><\/h3>\n<p><strong>XV Col\u00f3quio internacional do LEPSI\/ VII Congresso da rede INFEIES de \u00a0Psican\u00e1lise, Pol\u00edtica e Educa\u00e7\u00e3o: \u201c A nova ordem escolar \u201c<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>A nova ordem escolar<\/strong><\/p>\n<p>Sob o olhar atento de muitos pesquisadores, a escola tem sido frequentemente diagnosticada como excessivamente rendida ao mercado. N\u00e3o apenas enquanto um lugar a mais onde o mercado poderia vender seus produtos \u2013 sempre imprescind\u00edveis como nos faz crer a propaganda \u2013 mas, sobretudo, como um lugar estrat\u00e9gico para disseminar a l\u00f3gica que ele precisa para se fortalecer ideologicamente e para produzir a massa de consumidores que ele necessita para engordar sua conta.<br \/>\nDa escola n\u00e3o se espera mais que crie cidad\u00e3os \u2013 mesmo que os discursos oficiais digam o contr\u00e1rio \u2013 mas que ela desenvolva um \u201ccapital humano.\u201d (Laval, 2004). A express\u00e3o entrou no vocabul\u00e1rio contempor\u00e2neo sem causar esc\u00e2ndalo, uma vez que se fez parecer razo\u00e1vel comprometer cada crian\u00e7a, cada jovem, o mais cedo poss\u00edvel com um grande projeto de desenvolvimento econ\u00f4mico \u2013 cujos matizes n\u00e3o s\u00e3o os mesmos quando estamos do lado de cima ou de baixo da linha do Equador \u2013 mais que social, no qual as crian\u00e7as e jovens teriam interesse em entrar para melhorar suas compet\u00eancias e sua condi\u00e7\u00e3o de competitividade. A m\u00e3o que balan\u00e7a o ber\u00e7o \u00e9 a m\u00e3o invis\u00edvel do mercado!<br \/>\nA amea\u00e7a ecol\u00f3gica flagrante e o aumento generalizado do desemprego no mundo s\u00e3o sinais dif\u00edceis de esconder dos jovens que j\u00e1 perceberam \u2013 mesmo quando est\u00e3o tomados na sedu\u00e7\u00e3o desse grande projeto de expans\u00e3o sem limites da l\u00f3gica concorrencial e do consumo \u2013 que talvez haja uma parte desta can\u00e7\u00e3o de ninar que n\u00e3o est\u00e1 bem cantada.<br \/>\nTalvez n\u00e3o seja por acaso que a jovem Greta Thunberg, \u00edcone da den\u00fancia radical ao engodo deste projeto, tenha exatamente escolhido a greve \u00e0 escola como o ato decisivo para encaminhar seu protesto. Ainda que possamos relativizar o alcance de sua cr\u00edtica pelo que ela pode comportar quanto \u00e0 import\u00e2ncia da escola, ela parece ter entendido o lugar onde se inicia o sequestro dos jovens para compor o ex\u00e9rcito do capital humano. Por que marchariam, ao passo de seus sequestradores, rumo ao desfiladeiro que se anuncia evidente logo a\u00ed \u00e0 frente? Sem ter nenhum cargo pol\u00edtico influente, a jovem Greta retira sua autoridade exatamente de sua juventude amea\u00e7ada por um futuro sem futuro. E mesmo as tentativas de atribuir a ela desvios patol\u00f3gicos ou um suposto oportunismo pol\u00edtico de conveni\u00eancia, n\u00e3o foram capazes de conter a verdade de seu protesto que ganhou o mundo. \u00c9 o \u201cretorno da verdade na falha de um saber\u201d, diria, provavelmente, Lacan.<br \/>\nA um psicanalista, a express\u00e3o \u201ccapital humano\u201d n\u00e3o passa sem escandalizar, porquanto ela testemunha a forma provavelmente mais bem acabada da supress\u00e3o do sujeito. A vit\u00f3ria da economia sobre a pol\u00edtica \u2013 ou como sublinhou Hannah Arendt, da sociedade sobre a p\u00f3lis (Arendt, 1999) \u2013 promoveu uma infla\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo, na mesma propor\u00e7\u00e3o que uma desidrata\u00e7\u00e3o do sujeito. No lugar do tr\u00e1gico, habitat pr\u00f3prio ao sujeito, surge o \u00e9pico de um indiv\u00edduo cada vez mais \u201cempres\u00e1rio de si mesmo\u201d, conforme f\u00f3rmula desenvolvida por Laval (2004)<br \/>\nEste deve buscar crescer infinitamente, transformar suas rela\u00e7\u00f5es em transa\u00e7\u00f5es, confundir felicidade com sucesso. Quando fraquejar e deprimir poder\u00e1 buscar ajuda, em geral, em coachings ou terapias comportamentais que prometem devolver a ele sua adaptabilidade e motiva\u00e7\u00e3o necess\u00e1rias para retomar sua competitividade no jogo. Sabemos o fim deste indiv\u00edduo \u00e9pico, sempre pronto a competir: o esgotamento e a medica\u00e7\u00e3o.<br \/>\nQuanto \u00e0 escola, por sua vez, ali aonde exatamente o projeto grego da skol\u00e9 a havia criado como o lugar do \u00f3cio \u2013 tempo de entrada na esfera p\u00fablica, livre das obriga\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas de subsist\u00eancia, que \u00e9 ofertado ao jovem para que ele aprenda a dominar suas paix\u00f5es (pathos) atrav\u00e9s do exerc\u00edcio da raz\u00e3o (ratio) \u2013 ela se v\u00ea convidada a participar, junto com todo o projeto social que a legitima e a condiciona, como mais um lugar de neg-\u00f3cio.<br \/>\nCaberia \u00e0 escola do neg\u00f3cio n\u00e3o mais estimular o controle das paix\u00f5es, mas, ao contr\u00e1rio, insufl\u00e1-las ao m\u00e1ximo para que alimentem o consumo no extenso mercado da sedu\u00e7\u00e3o dos produtos. Mas como sublinhou Christian Laval, este projeto de transforma\u00e7\u00e3o da escola em uma empresa encontrou e encontra resist\u00eancias que o t\u00eam impedido de consumar seus objetivos. Certas contradi\u00e7\u00f5es internas, um mal-estar que ele gera, a dificuldade, enfim, para suprimir por completo o sujeito, permitem a exist\u00eancia de um espa\u00e7o a ser explorado pelas vozes que salvaguardam o sujeito.<br \/>\nA psican\u00e1lise \u2013 e em especial quando ela se dedica a pensar o campo da educa\u00e7\u00e3o \u2013 tem muito a dizer sobre este estado de coisas. Ou melhor, tem muito a fazer dizer sobre este estado de coisas, tarefa que caracteriza melhor sua posi\u00e7\u00e3o discursiva. Mas sustentar esta posi\u00e7\u00e3o num mundo que tenta suprimir o valor pol\u00edtico da palavra exige vigor e assertividade. As quest\u00f5es axiais que alimentaram o debate da psican\u00e1lise com a escola republicana \u2013 as vicissitudes da quest\u00e3o intergeracional; a dimens\u00e3o transferencial na rela\u00e7\u00e3o professor-aluno; a imposs\u00edvel mestria pedag\u00f3gica da educa\u00e7\u00e3o; a resist\u00eancia estrutural do sujeito \u00e0 educa\u00e7\u00e3o ideal, e tantas outras \u2013 se encontram amea\u00e7adas de se tornarem obsoletas, no mesmo gesto que visa tornar obsoleta a pr\u00f3pria escola republicana em prol daquela da ordem empresarial.<br \/>\nConvidamos a todas e todos a renovar conosco esse vigor e essa assertividade, mais importantes do que nunca ao psicanalista, sobretudo, \u00e0quele que se dedica \u00e0s quest\u00f5es da educa\u00e7\u00e3o. Em defesa da escola, em defesa do sujeito, nos proporemos os temas que permitem abarcar o \u00e2mago desta pretensa nova ordem escolar. A ver o que produziremos nesta travessia!<\/p>\n<p>Refer\u00eancias:<\/p>\n<p>Arendt, H. A condi\u00e7\u00e3o humana, Rio de Janeiro, Forense universit\u00e1ria, 1999.<\/p>\n<p>Laval, C. A escola n\u00e3o \u00e9 uma empresa, Londrina, Editora Planta, 2004.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Le nouvel ordre scolaire<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Sous le regard \u00a0attentif de nombreux chercheurs, l\u2019\u00e9cole a souvent \u00e9t\u00e9 diagnostiqu\u00e9e comme \u00e9tant trop c\u00e9dante au march\u00e9. Non seulement comme lieu suppl\u00e9mentaire o\u00f9 le march\u00e9 pourrait vendre ses produits \u2013 toujours indispensables comme le laisse croire la publicit\u00e9 \u2013 mais, surtout, comme lieu strat\u00e9gique pour diffuser la logique dont il a besoin pour se renforcer id\u00e9ologiquement et produire la masse de consommateurs qu\u2019il n\u00e9cessite pour augmenter sa richesse.<\/p>\n<p>On n\u2019attend plus de l\u2019\u00e9cole qu\u2019elle cr\u00e9e des citoyens &#8211; m\u00eame si les discours officiels disent le contraire &#8211; mais qu\u2019elle d\u00e9veloppe le \u00ab capital humain \u00bb. (Laval, 2004). Cette expression est entr\u00e9e dans le vocabulaire contemporain sans faire scandale, puisqu&#8217;elle a fait para\u00eetre raisonnable d&#8217;engager chaque enfant, chaque jeune, le plus t\u00f4t possible dans un grand projet de d\u00e9veloppement \u00e9conomique \u2013 dont les nuances ne sont pas les m\u00eames que l&#8217;on soit du c\u00f4t\u00e9 sup\u00e9rieur ou inf\u00e9rieur de l&#8217;\u00e9quateur &#8211; plus que social, auquel les enfants et les jeunes seraient int\u00e9ress\u00e9s \u00e0 entrer pour am\u00e9liorer leurs comp\u00e9tences et leur comp\u00e9titivit\u00e9. La main qui berce le berceau est la main invisible du march\u00e9 !<\/p>\n<p>La menace \u00e9cologique flagrante et l&#8217;augmentation g\u00e9n\u00e9ralis\u00e9e du ch\u00f4mage dans le monde sont des signes difficiles \u00e0 cacher aux jeunes qui en ont d\u00e9j\u00e0 pris conscience \u2013 m\u00eame lorsqu&#8217;ils se laissent s\u00e9duire par ce grand projet d&#8217;expansion illimit\u00e9e de la logique de la concurrence et de la consommation \u2013 qu\u2019il y a peut-\u00eatre une partie de cette s\u00e9duction \u00a0qui n\u2019est pas bien racont\u00e9e.<\/p>\n<p>Ce n&#8217;est peut-\u00eatre pas un hasard si la jeune Greta Thunberg, ic\u00f4ne de la d\u00e9nonciation radicale de la tromperie de ce projet, a choisi la gr\u00e8ve scolaire comme acte d\u00e9cisif pour mener \u00e0 bien sa protestation. M\u00eame si l\u2019on peut relativiser la port\u00e9e de sa critique en fonction de ce qu\u2019elle peut impliquer quant \u00e0 l\u2019importance de l\u2019\u00e9cole, elle semble avoir compris o\u00f9 commence le kidnapping des jeunes pour former l\u2019arm\u00e9e du capital humain. Pourquoi marcheraient-ils, au rythme de leurs ravisseurs, vers le pr\u00e9cipice qui appara\u00eet \u00e9vident juste devant eux ? Sans avoir aucune position politique influente, la jeune Greta prend son autorit\u00e9 justement de sa jeunesse menac\u00e9e par un avenir sans avenir. Et m\u00eame les tentatives visant \u00e0 lui attribuer des d\u00e9viations pathologiques ou un pr\u00e9tendu opportunisme politique de complaisance n\u2019ont pas r\u00e9ussi \u00e0 d\u00e9tenir la v\u00e9rit\u00e9 de sa protestation qui a conquis le monde. C\u2019est le \u00ab retour de la v\u00e9rit\u00e9 dans l\u2019\u00e9chec du savoir \u00bb, dirait sans doute Lacan.<\/p>\n<p>Pour un psychanalyste, l&#8217;expression \u00ab capital humain \u00bb ne rentre pas dans la sc\u00e8ne sans scandale, car elle t\u00e9moigne de la forme probablement la plus compl\u00e8te de suppression du sujet. La victoire de l\u2019\u00e9conomie sur la politique \u2013 ou, comme le souligne Hannah Arendt, de la soci\u00e9t\u00e9 sur la polis (Arendt, 1999) \u2013 a favoris\u00e9 une inflation de l\u2019individu, dans la m\u00eame proportion qu\u2019une d\u00e9shydratation du sujet. \u00c0 la place du tragique, habitat propre du sujet, surgit l&#8217;\u00e9pique d&#8217;un individu de plus en plus \u00ab entrepreneur de lui-m\u00eame \u00bb, selon la formule d\u00e9velopp\u00e9e par Laval (2004).<\/p>\n<p>Cette personne doit chercher \u00e0 se d\u00e9velopper \u00e0 l\u2019infini, transformer ses relations en transactions et confondre bonheur et r\u00e9ussite. Lorsqu&#8217;il devient faible et d\u00e9prim\u00e9, il peut g\u00e9n\u00e9ralement demander l&#8217;aide d&#8217;un <em>coaching<\/em> ou de th\u00e9rapies comportementales qui promettent de lui redonner l&#8217;adaptabilit\u00e9 et la motivation n\u00e9cessaires pour retrouver sa comp\u00e9titivit\u00e9 dans le jeu. On conna\u00eet la fin de cet individu \u00e9pique, toujours pr\u00eat \u00e0 concourir : l&#8217;\u00e9puisement et les m\u00e9dicaments.<\/p>\n<p>Quant \u00e0 l&#8217;\u00e9cole, \u00e0 son tour, l\u00e0 o\u00f9 pr\u00e9cis\u00e9ment le projet grec de <em>skol\u00e9<\/em> l&#8217;avait cr\u00e9\u00e9e comme lieu de oisivit\u00e9 \u2013 temps d&#8217;entr\u00e9e dans la sph\u00e8re publique, libre des obligations \u00e9conomiques de subsistance, qui est offert aux jeunes pour qu&#8217;ils apprennent \u00e0 ma\u00eetriser ses passions (<em>pathos<\/em>) par l&#8217;exercice de la raison (<em>ratio<\/em>) &#8211; elle se retrouve invit\u00e9e \u00e0 participer, avec tout le projet social qui la l\u00e9gitime et la conditionne, comme un autre lieu d&#8217;affaires.<\/p>\n<p>Il convenait \u00e0 cette\u00a0 <em>\u00e9cole des affaires<\/em> \u00a0de ne plus encourager la ma\u00eetrise des passions, mais au contraire de les gonfler au maximum pour qu\u2019elles alimentent la consommation sur le grand march\u00e9 de la s\u00e9duction des produits. Mais comme le souligne Christian Laval, ce projet de transformation de l&#8217;\u00e9cole en entreprise s&#8217;est heurt\u00e9 \u00e0 des r\u00e9sistances qui l&#8217;ont emp\u00each\u00e9 d&#8217;atteindre pleinement ses objectifs. Certaines contradictions internes, le malaise qu&#8217;elle g\u00e9n\u00e8re, enfin, la difficult\u00e9 de supprimer compl\u00e8tement le sujet, permettent l&#8217;existence d&#8217;un espace \u00e0 explorer par les voix qui sauvegardent le sujet.<\/p>\n<p>La psychanalyse, surtout lorsqu\u2019elle se consacre \u00e0 la r\u00e9flexion sur le domaine de l\u2019\u00e9ducation, a beaucoup \u00e0 dire sur cet \u00e9tat de fait. Ou plut\u00f4t, elle a beaucoup \u00e0 <em>faire dire<\/em> sur cet \u00e9tat de choses, r\u00f4le qui caract\u00e9rise le mieux sa position discursive. Mais maintenir cette position dans un monde qui essaie de supprimer la valeur politique de la parole n\u00e9cessite de la vigueur et de la fermet\u00e9. Les questions axiales qui ont aliment\u00e9 le d\u00e9bat entre la psychanalyse et l\u2019\u00e9cole r\u00e9publicaine \u2013 les vicissitudes de la question interg\u00e9n\u00e9rationnelle ; la dimension transf\u00e9rentielle dans la relation enseignant-\u00e9l\u00e8ve ; l&#8217;impossible ma\u00eetrise p\u00e9dagogique de l&#8217;\u00e9ducation ; les r\u00e9sistances structurelles du sujet \u00e0 l\u2019\u00e9ducation id\u00e9ale, et bien d\u2019autres \u2013 sont menac\u00e9es de devenir obsol\u00e8tes, dans le m\u00eame geste qui vise \u00e0 rendre obsol\u00e8te l\u2019\u00e9cole r\u00e9publicaine au profit de celle de l\u2019ordre de l\u2019entreprise.<\/p>\n<p>Nous invitons chacun \u00e0 renouveler avec nous cette vigueur et cette fermet\u00e9, plus que jamais importantes pour les psychanalystes, notamment ceux qui se consacrent aux questions d&#8217;\u00e9ducation. Pour la d\u00e9fense de l&#8217;\u00e9cole, pour la d\u00e9fense du sujet, nous proposerons des th\u00e8mes qui permettent d&#8217;appr\u00e9hender les socles de ce pr\u00e9tendu nouvel ordre scolaire.Il faut voir ce que nous produisons sur cette travers\u00e9e !<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>El nuevo orden escolar<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Bajo la atenta mirada de muchos investigadores, a menudo se ha diagnosticado que la escuela se entrega excesivamente al mercado. No s\u00f3lo como un lugar adicional donde el mercado podr\u00eda vender sus productos \u2013siempre imprescindibles como nos hace creer la publicidad\u2013 sino, sobre todo, como un lugar estrat\u00e9gico para difundir la l\u00f3gica necesaria para fortalecerse ideol\u00f3gicamente y producir la masa de consumidores que necesita para \u00a0engordar su saldo.<\/p>\n<p>Ya no se espera que las escuelas formen ciudadanos \u2013aunque los discursos oficiales digan lo contrario\u2013 sino que desarrollen \u201ccapital humano\u201d. (Laval, 2004). La expresi\u00f3n entr\u00f3 en el vocabulario contempor\u00e1neo sin causar esc\u00e1ndalo, ya que parec\u00eda razonable comprometer a cada ni\u00f1o, a cada joven, lo antes posible en un gran proyecto de desarrollo econ\u00f3mico &#8211; cuyos matices no son los mismos si estamos en la parte superior, o \u00a0inferior del Ecuador &#8211; m\u00e1s que social, en el que los ni\u00f1os y j\u00f3venes estar\u00edan interesados \u200b\u200ben ingresar para mejorar sus habilidades y competitividad. \u00a1La mano que mece la cuna es la mano invisible del mercado!<\/p>\n<p>La flagrante amenaza ecol\u00f3gica y el aumento generalizado del desempleo en el mundo son signos dif\u00edciles de ocultar a los j\u00f3venes que ya se han dado cuenta \u2013incluso cuando est\u00e1n atrapados en la seducci\u00f3n de este gran proyecto de expansi\u00f3n ilimitada de la l\u00f3gica de la competencia y consumo \u2013 que quiz\u00e1s hay una parte de esta seducci\u00f3n que no est\u00e1 bien explicada.<\/p>\n<p>Quiz\u00e1s no sea casualidad que la joven Greta Thunberg, \u00edcono de la denuncia radical del enga\u00f1o de este proyecto, haya elegido la huelga escolar como el acto decisivo para llevar a cabo su protesta. Si bien podemos relativizar el alcance de su cr\u00edtica en funci\u00f3n de lo que puede implicar respecto de la importancia de la escuela, ella parece haber comprendido el lugar donde comienza el secuestro de los j\u00f3venes para formar el ej\u00e9rcito del capital humano. \u00bfPor qu\u00e9 marchar\u00edan, al ritmo de sus secuestradores, hacia el desfiladero que parece evidente justo delante? Sin tener ninguna posici\u00f3n pol\u00edtica influyente, la joven Greta extrae su autoridad precisamente de su juventud amenazada por un futuro sin futuro. E incluso los intentos de atribuirle trastornos patol\u00f3gicas o supuestos oportunismos pol\u00edticos de conveniencia no lograron contener la verdad de su protesta que conquist\u00f3 al mundo. Es el \u201cretorno de la verdad en el fracaso del saber\u201d, dir\u00eda probablemente Lacan.<\/p>\n<p>Para un psicoanalista, la expresi\u00f3n \u201ccapital humano\u201d no pasa sin esc\u00e1ndalo, ya que atestigua la forma probablemente m\u00e1s completa de supresi\u00f3n del sujeto. La victoria de la econom\u00eda sobre la pol\u00edtica \u2013o, como destac\u00f3 Hannah Arendt, de la sociedad sobre la polis (Arendt, 1999)\u2013 promovi\u00f3 una inflaci\u00f3n del individuo, en la misma proporci\u00f3n que una deshidrataci\u00f3n del sujeto. En lugar de lo tr\u00e1gico, el propio h\u00e1bitat del sujeto, emerge la \u00e9pica de un individuo cada vez m\u00e1s \u201cempresario de s\u00ed mismo\u201d, seg\u00fan la f\u00f3rmula desarrollada por Laval (2004).<\/p>\n<p>Esta persona debe buscar desarrollarse infinitamente, transformar sus relaciones en transacciones y confundir felicidad con \u00e9xito. Cuando se debilita y se deprime, generalmente puede buscar ayuda de un <em>coaching<\/em> o en las terapias conductuales que prometen restaurar la adaptabilidad y la motivaci\u00f3n necesarias para recuperar su competitividad en el juego. Conocemos el final de este individuo \u00e9pico, siempre dispuesto a competir: el agotamiento y la medicaci\u00f3n.<\/p>\n<p>En cuanto a la escuela, a su vez, donde precisamente el proyecto griego de <em>skol\u00e9<\/em> la hab\u00eda creado como lugar de ocio &#8211; tiempo que se ofrece a los j\u00f3venes para entrar en la esfera p\u00fablica, libre de las obligaciones econ\u00f3micas de subsistencia, para que puedan aprender a dominar sus pasiones (<em>pathos<\/em>) mediante el ejercicio de la raz\u00f3n (<em>ratio<\/em>) &#8211; se ve invitada a participar, junto con todo el proyecto social que la leg\u00edtima y condiciona, como un lugar m\u00e1s de negocios.<\/p>\n<p>Corresponder\u00eda a la escuela del negocio ya no fomentar el control de las pasiones, sino, por el contrario, inflarlas al m\u00e1ximo para que alimenten el consumo en el amplio mercado de la seducci\u00f3n de productos. Pero, como destac\u00f3 Christian Laval, este proyecto de transformar la escuela en una empresa ha encontrado resistencias que le han impedido alcanzar, ampliamente, sus objetivos. Ciertas contradicciones internas, un malestar que genera, la dificultad, en definitiva, de suprimir completamente al sujeto, permiten la existencia de un espacio para ser explorado por las voces que salvaguardan al sujeto.<\/p>\n<p>El psicoan\u00e1lisis, especialmente cuando se dedica a pensar el campo de la educaci\u00f3n, tiene mucho que decir sobre este estado de cosas. O m\u00e1s bien, tiene mucho que <em>hacer decir<\/em> sobre este estado de cosas, tarea que caracteriza mejor su posici\u00f3n discursiva. Pero sostener esta posici\u00f3n en un mundo que intenta suprimir el valor pol\u00edtico de las palabras requiere vigor y asertividad. Las cuestiones axiales que alimentaron el debate entre psicoan\u00e1lisis y escuela republicana \u2013las vicisitudes de la cuesti\u00f3n intergeneracional; la dimensi\u00f3n de transferencia en la relaci\u00f3n profesor-alumno; el imposible dominio pedag\u00f3gico de la educaci\u00f3n; la resistencia estructural del sujeto a la educaci\u00f3n ideal, y muchas otras &#8211; corren el riesgo de volverse obsoletas, en el mismo gesto que pretende hacer obsoleta la propia escuela republicana en favor de la del orden empresarial.<\/p>\n<p>Invitamos a todos a renovar con nosotros este vigor y asertividad, que son m\u00e1s importantes que nunca para los psicoanalistas, especialmente aquellos que se dedican a temas de educaci\u00f3n. En defensa de la escuela, en defensa del sujeto, propondremos temas que nos permitan abarcar el n\u00facleo de este supuesto nuevo orden escolar. Vamos a ver lo que producimos en este caminar!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tema | Cronograma | Apresenta\u00e7\u00e3o de trabalhos\u00a0 Argumento do Col\u00f3quio Argument du Colloque Argumento del Coloquio XV Col\u00f3quio internacional do LEPSI\/ VII Congresso da rede INFEIES de \u00a0Psican\u00e1lise, Pol\u00edtica e Educa\u00e7\u00e3o: \u201c A nova ordem escolar \u201c \u00a0A nova ordem escolar Sob o olhar atento de muitos pesquisadores, a escola tem sido frequentemente diagnosticada como [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":22411,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"ocean_post_layout":"","ocean_both_sidebars_style":"","ocean_both_sidebars_content_width":0,"ocean_both_sidebars_sidebars_width":0,"ocean_sidebar":"0","ocean_second_sidebar":"0","ocean_disable_margins":"enable","ocean_add_body_class":"","ocean_shortcode_before_top_bar":"","ocean_shortcode_after_top_bar":"","ocean_shortcode_before_header":"","ocean_shortcode_after_header":"","ocean_has_shortcode":"","ocean_shortcode_after_title":"","ocean_shortcode_before_footer_widgets":"","ocean_shortcode_after_footer_widgets":"","ocean_shortcode_before_footer_bottom":"","ocean_shortcode_after_footer_bottom":"","ocean_display_top_bar":"default","ocean_display_header":"default","ocean_header_style":"","ocean_center_header_left_menu":"0","ocean_custom_header_template":"0","ocean_custom_logo":0,"ocean_custom_retina_logo":0,"ocean_custom_logo_max_width":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_width":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_width":0,"ocean_custom_logo_max_height":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_height":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_height":0,"ocean_header_custom_menu":"0","ocean_menu_typo_font_family":"0","ocean_menu_typo_font_subset":"","ocean_menu_typo_font_size":0,"ocean_menu_typo_font_size_tablet":0,"ocean_menu_typo_font_size_mobile":0,"ocean_menu_typo_font_size_unit":"px","ocean_menu_typo_font_weight":"","ocean_menu_typo_font_weight_tablet":"","ocean_menu_typo_font_weight_mobile":"","ocean_menu_typo_transform":"","ocean_menu_typo_transform_tablet":"","ocean_menu_typo_transform_mobile":"","ocean_menu_typo_line_height":0,"ocean_menu_typo_line_height_tablet":0,"ocean_menu_typo_line_height_mobile":0,"ocean_menu_typo_line_height_unit":"","ocean_menu_typo_spacing":0,"ocean_menu_typo_spacing_tablet":0,"ocean_menu_typo_spacing_mobile":0,"ocean_menu_typo_spacing_unit":"","ocean_menu_link_color":"","ocean_menu_link_color_hover":"","ocean_menu_link_color_active":"","ocean_menu_link_background":"","ocean_menu_link_hover_background":"","ocean_menu_link_active_background":"","ocean_menu_social_links_bg":"","ocean_menu_social_hover_links_bg":"","ocean_menu_social_links_color":"","ocean_menu_social_hover_links_color":"","ocean_disable_title":"default","ocean_disable_heading":"default","ocean_post_title":"","ocean_post_subheading":"","ocean_post_title_style":"","ocean_post_title_background_color":"","ocean_post_title_background":0,"ocean_post_title_bg_image_position":"","ocean_post_title_bg_image_attachment":"","ocean_post_title_bg_image_repeat":"","ocean_post_title_bg_image_size":"","ocean_post_title_height":0,"ocean_post_title_bg_overlay":0.5,"ocean_post_title_bg_overlay_color":"","ocean_disable_breadcrumbs":"default","ocean_breadcrumbs_color":"","ocean_breadcrumbs_separator_color":"","ocean_breadcrumbs_links_color":"","ocean_breadcrumbs_links_hover_color":"","ocean_display_footer_widgets":"default","ocean_display_footer_bottom":"default","ocean_custom_footer_template":"0","footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"class_list":["post-1069","page","type-page","status-publish","hentry","entry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/lepsi\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1069","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/lepsi\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/lepsi\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/lepsi\/wp-json\/wp\/v2\/users\/22411"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/lepsi\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1069"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/lepsi\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1069\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1147,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/lepsi\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1069\/revisions\/1147"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/lepsi\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1069"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}