
A escravidão sob o olhar de Maria Graham: a transição moral do século XVIII
O livro Riqueza das Nações de Adam Smith (1776), “pedra angular da nova economia política”
Maria Dundas Graham era filha de George Dundas (1756-1814), um almirante da marinha britânica que estava sempre em viagens. Na escola, desenvolveu seu gosto pela leitura e teve aulas de história da arte, desenho, história natural, botânica, história e geografia, o que lhe conferiu uma formação bastante sólida para uma jovem de sua época. Depois, passou a viajar com o pai e fazer desenhos e anotações por onde passava.
Em 1821 Quando veio ao Brasil, ela já era uma escritora respeitada na Inglaterra. A fragata Doris aportou no Recife, onde Maria Graham teve seu primeiro contato com pessoas escravizadas. A artista depois seguiu com o marido para a Bahia e para o Rio de Janeiro. Em 1823 Graham voltou para a Inglaterra para supervisionar a edição e publicação de seus diários e também reunir livros e material didático para o novo cargo que iria ocupar no Brasil: o de preceptora da princesa Maria da Glória (1819-1853), que depois se tornaria rainha de Portugal. Nesse período, dedicou-se a fazer ilustrações botânicas e a recolher plantas que enviou para o Kew Royal Botanic Gardens, de Londres.
Em setembro de 1825, Maria Graham deixou definitivamente o Brasil e continuou a viajar pelo mundo até morrer de tuberculose em 1842.
Referência :

O livro Riqueza das Nações de Adam Smith (1776), “pedra angular da nova economia política”