Bárbara Marcolino
Tags: Aldeia da Escada; Guararema; Augusto-Emílio Zaluar.
Pobre e acanhada povoação que, por meio do aldeamento indígena, fin cou o nome do lugar conforme superstição de Aldeia da Escada para se referir à cidade de Mogi das Cruzes, em específico à região hoje pontuada como Guararema.
A Aldeia da Escada, nome original do povoado da região de Guararema, correspondente a província de São Paulo, designando Mogi das Cruzes. A princípio, a capela da cidade recebeu o nome de Nossa Senhora da Conceição, mas logo mudaram para Nossa Senhora da Escada, como forma de referenciar e enfatizar a nomeação, sendo várias as hipóteses sobre a mudança do nome da Capela . U ma delas, considerada a provável , é que, segundo a tradição da população, os indígenas tinham por hábito, colocar sobre a sepultura dos mortos uma escada que seria para a subida da alma até o reino de Tupã se realizar de maneira tranquila. Os padres, que tinham conhecimento do “ritual”, esculpiram degraus ao redor da Virgem para que, desta forma, se estabelecesse uma ligação entre as crenças pagãs e a religião adventícia, facilitando a catequização.
A então cidade foi visitado por Augusto-Emílio Zaluar, em sua Peregrinação pela província de S. Paulo (1860-1861) , e ficava a três léguas que decorrem de Jacareí a Mogi das Cruzes e tinha como formado referência esse nome de Aldeia da Escada, segundo uma tradição oral com cunho poético e originalidade o autor cita:
[…] à cidade de Mogi das Cruzes o viandante apenas encontra de curioso uma pobre e acanhada povoação, a que dão o nome de Aldeia da Escada.
Contam que existira aqui noutro tempo um aldeamento de Índios, e que de uma singular superstição destes gentios ficara o nome ao lugar; pois costumavam eles colocar uma escada ao pé das sepulturas, para assim facilitarem a subida às almas dos finados.
Não garantimos a veracidade da tradição, porque nos parece absurda; mas contamo-las como nos foi transmitida, e, visto não havermos encontrado cousa alguma escrita acerca desde lugarejo, entendemos dever conservar religiosamente as memórias do povo, que sempre tem o seu cunho de poética originalidade. (19[54], p. 115 ).
Referências:
Históri a: Câmara Municipal de Guararema. Disponível em: https://cmguararema.sp.gov.br/historia/ . Acesso em: 24 nov. 2024.
Guararema. Disponível em: https://cidades.ibge.gov.br/brasil/sp/guararema/historico . Acesso em: 10 nov. 2024.
Z ALUAR, Augusto-Emílio. Peregrinação pela província de S. Paulo (1860-1861) . São Paulo: Martins, 19 [54] . p. 115- 121 . (Biblioteca Histórica Paulista, 2). Dispon ível em: https://x.gd/n9cLZ .
Imagem:

4º descanso em Mogin das cruses 5 legoas adiante, tirada do Occidente, 1840
aquarela sobre papel, 13,3 x 26,4 cm
Acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo
Disponível em: https://www.brasilianaiconografica.art.br/artigos/20232/o-interior-paulista-nos-registros-de-miguelzinho-dutra


