Apresentação
Esta mesa-redonda convida à reflexão sobre o papel da escola como espaço estratégico para promover saúde, estimular a cidadania e responder aos desafios do nosso tempo, como crises sanitárias, mudanças climáticas, transformações e inovações tecnológicas, além das vulnerabilidades que impactam a saúde humana, animal e ambiental. Ao conectar perspectivas internacionais da Unesco, os princípios da Saúde Única e experiências de transformação digital do Programa Saúde na Escola no contexto do SUS Digital, o encontro busca ampliar diálogos e mostrar caminhos para a construção de políticas públicas transdisciplinares, equitativas e duradouras
Programa da Mesa-Redonda
📅 Data: 3ª feira 23 de junho 2026
🕖 Horário: 19h às 21h
📍 Local: Auditório Lisete Arelaro – FEUSP (Bloco B)
A atividade contará com transmissão pelo canal da FEUSP no YouTube. – link: https://www.youtube.com/watch?v=H89rweDH7FU
Haverá transmissão pelo canal da FEUSP no YouTube e tradução para Libras.
Mais informações:
https://www4.fe.usp.br/eventos/evento?evento=9130
19h00 – Abertura
Quando a Escola Cuida da Vida: educação e saúde como fundamentos do bem-viver
Profa. Dra. Sonia Kruppa
Faculdade de Educação – Universidade de São Paulo (USP)
Breve contextualização sobre a necessidade de integração entre políticas públicas de educação e saúde.
19h10 – A Escola como Promotora de Saúde: perspectivas internacionais e o papel da UNESCO
Prof. Dr. Didier Jourdan
Université Clermont Auvergne (França)
Titular da Cátedra UNESCO “Global Health and Education”
Duração: 20 minutos
19h30 – Saúde Única: a importância de educar sobre saúde humana, animal e ambiental para proteger a vida
Prof. Dr. Marcos Boulos
Faculdade de Medicina da USP e Observatório da Saúde e do Bem Viver do ABC da UFABC
Duração: 20 minutos
19h50 – Programa Saúde na Escola Digital: Telessaúde como estratégia para a atenção à saúde do adolescente em Santo André
Profa. Dra. Luciana Pereira
Bacharelado e Pós-Graduação em Políticas Públicas e coordenadora do Observatório da Saúde e do Bem Viver do ABC da UFABC
Duração: 20 minutos
20h10 – Debate Integrado
Escola, Saúde e Futuro: como construir políticas públicas intersetoriais para proteger a vida?
Questões norteadoras
- Como fortalecer a escola como espaço estratégico de promoção da saúde?
- De que maneira os princípios da Saúde Única podem ser incorporados às políticas educacionais?
- Qual o papel das tecnologias digitais na integração entre saúde e educação?
- Como promover participação social e territorialização das políticas públicas?
Participação aberta ao público.
Duração: 40 minutos
20h50 – Encerramento
Educação, Saúde e Democracia: pavimentando o bem-viver humano, animal e ambiental
Síntese final e encaminhamentos para cooperação entre universidades, escolas, organismos internacionais e poderes públicos.
Do que se trata exatamente o evento Escola e Saúde: educar para proteger a vida no planeta?
Por Luciana Pereira
A mesa-redonda parte de uma pergunta fundamental: como a escola pode contribuir para proteger a vida em um mundo marcado por crises sanitárias, mudanças climáticas, transformações tecnológicas e profundas desigualdades sociais?
Este evento propõe refletir sobre a escola como um espaço de construção do bem-viver. Isso significa compreender que a qualidade de vida das pessoas depende das relações que estabelecem com seus territórios, suas comunidades, a natureza e as instituições públicas e privadas.
Ao reunir especialistas do Brasil e do exterior, o encontro discutirá como educação, saúde e políticas públicas podem atuar de forma integrada para fortalecer comunidades, promover cidadania e construir respostas coletivas para os desafios contemporâneos.
Qual é o objetivo principal do evento?
O principal objetivo é ampliar o debate sobre o papel da escola como promotora de saúde, cidadania e bem-viver.
A proposta é mostrar que os desafios atuais não podem ser enfrentados de forma fragmentada. Questões como saúde mental, mudanças climáticas, insegurança alimentar, inclusão, violência, desigualdades territoriais e exclusão digital exigem novas formas de articulação entre educação, saúde, assistência social, meio ambiente e participação comunitária.
O evento busca justamente discutir como políticas públicas integradas podem fortalecer os territórios e ampliar a capacidade das comunidades de cuidar da vida em todas as suas dimensões.
Quais serão os principais destaques da programação?
Um dos principais destaques será o debate sobre a escola promotora de saúde, conceito defendido internacionalmente pela UNESCO e pela Organização Mundial da Saúde, realizado pelo Prof Didier Jourdan.
A discussão parte do entendimento de que a escola não é apenas um espaço de transmissão de conteúdos, mas um ambiente capaz de promover relações saudáveis, fortalecer vínculos comunitários, estimular a participação cidadã e contribuir para a construção de territórios mais inclusivos e protetivos.
A iniciativa também reflete a trajetória do professor Marcos Boulos, um dos principais defensores da visão da Saúde Única no Brasil. Ao destacar as conexões entre a saúde das pessoas, dos animais e dos ecossistemas, Boulos tem contribuído para ampliar o debate sobre os desafios postos à saúde pública e para fortalecer a construção de uma agenda de vida e saúde na UFABC e na Região do ABC, articulando universidade, serviços públicos e comunidades em torno da proteção da vida e do bem-viver.
Também será apresentada pela Profa Luciana Pereira a experiência inovadora de transformação digital e telessaúde desenvolvidas no Programa Saúde na Escola da cidade de Santo André, demonstrando como a tecnologia pode ampliar o acesso ao cuidado e fortalecer a integração as Unidades Básicas de Saúde, escolas e comunidades por meio da saúde digital.
Qual a importância deste evento para a instituição, para a área e para a comunidade?
O evento contribui para aproximar universidades, escolas, gestores públicos e organismos internacionais em torno de um desafio comum: construir políticas públicas capazes de cuidar das pessoas, dos territórios e do planeta de forma integrada.
Sua relevância está justamente em mostrar que a promoção da saúde não ocorre apenas dentro dos serviços de saúde. Ela acontece nos territórios, nas escolas, nas famílias, nas relações comunitárias e nas políticas públicas que organizam a vida coletiva.
Ao promover esse diálogo, o encontro contribui para qualificar a formulação de políticas públicas mais conectadas com a realidade dos territórios e mais sensíveis às múltiplas dimensões que influenciam o bem-viver.
O evento dialoga com alguma questão atual ou tema relevante?
O evento dialoga diretamente com alguns dos maiores desafios do nosso tempo.
As mudanças climáticas, o aumento dos problemas de saúde mental entre jovens, as desigualdades sociais, a insegurança alimentar, as emergências sanitárias e os impactos das tecnologias digitais sobre a vida cotidiana são fenômenos que atravessam simultaneamente os campos da educação e da saúde.
Nesse contexto, a perspectiva da Saúde Única oferece uma visão inovadora ao reconhecer que proteger a vida exige compreender as conexões entre pessoas, animais, ambiente e território.
A escola surge, portanto, como um espaço privilegiado para desenvolver conhecimentos, valores e práticas capazes de fortalecer a resiliência das comunidades e promover formas mais solidárias e responsáveis de convivência.
Que mensagem os organizadores gostariam de transmitir ao público?
A principal mensagem é que cuidar da vida é uma responsabilidade coletiva.
Precisamos superar visões fragmentadas dos problemas sociais e reconhecer que educação, saúde, meio ambiente, ciência e democracia fazem parte de um mesmo sistema de relações.
A escola tem um papel estratégico nesse processo porque é um dos poucos espaços capazes de articular conhecimento, participação social e ação comunitária. Quando pensamos a escola como promotora de saúde e do bem-viver, estamos falando da construção de territórios mais justos, acolhedores e capazes de responder aos desafios do presente sem comprometer as possibilidades das futuras gerações.
Quem é o público-alvo?
O evento é voltado para estudantes, docentes, pesquisadores, gestores públicos, profissionais das áreas de educação, saúde, inovação e políticas públicas, além de representantes da sociedade civil e de todas as pessoas interessadas em compreender como diferentes setores podem atuar conjuntamente para proteger a vida e promover o bem-estar coletivo.
Qual é a expectativa de público?
A expectativa é reunir estudantes, pesquisadores, profissionais da educação e da saúde, gestores públicos, representantes da sociedade civil e membros da comunidade acadêmica interessados em discutir os desafios e as oportunidades da integração entre educação e saúde.
Como surgiu a ideia de realizá-lo?
A iniciativa nasceu do diálogo entre a Profa Sonia Kruppa da Faculdade de Educação da USP (FEUSP) e a Profa Luciana Pereira do Observatório da Saúde e do Bem Viver do ABC (SABER ABC), da Universidade Federal do ABC (UFABC).
A proposta ganhou força com a presença no Brasil do professor Didier Jourdan, titular da Cátedra UNESCO de Saúde Global e Educação e professor visitante da Faculdade de Saúde Pública da USP, cuja trajetória internacional tem contribuído para ampliar o debate sobre a relação entre educação e saúde.
Também foi fundamental para a realização do evento a atuação do professor Marcos Boulos, médico infectologista com trajetória na saúde pública brasileira, que vem difundindo a perspectiva da Saúde Única como referência para enfrentar os desafios da saúde. Seu trabalho tem contribuído para aproximar os campos da saúde, da educação, do meio ambiente e das políticas públicas, além de impulsionar a consolidação da área de Vida e Saúde na UFABC, promovendo iniciativas à proteção da vida nos territórios da região do ABC.
