{"id":938,"date":"2021-04-19T12:42:41","date_gmt":"2021-04-19T14:42:41","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.usp.br\/niephe\/?page_id=938"},"modified":"2021-04-19T12:49:52","modified_gmt":"2021-04-19T14:49:52","slug":"bibliotecas-escolares","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/sites.usp.br\/niephe\/tematicas-2\/bibliotecas-escolares\/","title":{"rendered":"Bibliotecas Escolares"},"content":{"rendered":"<p>Nos anos 1920, segundo Rubens Borba de Moraes, primeiro diretor da Divis\u00e3o de Bibliotecas P\u00fablicas da Prefeitura paulista (1935), operava-se uma altera\u00e7\u00e3o na maneira mesma de se conceber o trabalho do bibliotec\u00e1rio.<\/p>\n<p class=\"font_8\">\u201cOs respons\u00e1veis pelas bibliotecas eram nomeados porque gostavam de livros, e eram, geralmente poetas, escritores, etc. e o resultado pr\u00e1tico era lament\u00e1vel&#8230; A ideia fundamental da [&#8230;] Escola de Biblioteconomia era preparar tecnicamente os bibliotec\u00e1rios. O nosso caso era formar profissionais para Bibliotecas P\u00fablicas. N\u00f3s d\u00e1vamos [&#8230;] uma grande \u00eanfase \u00e0s quest\u00f5es t\u00e9cnicas; a cataloga\u00e7\u00e3o era uma coisa importante, que tinha um desenvolvimento bastante grande; a classifica\u00e7\u00e3o a mesma coisa\u201d. (Entrevista com Rubens Moraes, apud SOUZA, 1990, p.45.)<\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"wixGuard\">\u200b<\/span>Essa mudan\u00e7a n\u00e3o s\u00f3 promovia um ideal de profissionaliza\u00e7\u00e3o do bibliotec\u00e1rio, insistindo no preparo t\u00e9cnico, como alterava as pr\u00e1ticas bibliotecais instauradas no Brasil. O novo padr\u00e3o de classifica\u00e7\u00e3o proposto por Rubens de Moraes para a Escola de Biblioteconomia de S\u00e3o Paulo espelhava-se nos moldes norte-americanos, substituindo o modelo europeu. Ap\u00f3s realizar, nos Estados Unidos, em 1936, um curso oferecido pela Associa\u00e7\u00e3o de Bibliotec\u00e1rios Americanos para diretores de bibliotecas da Am\u00e9rica Latina, e estagiar nos v\u00e1rios departamentos de uma Biblioteca P\u00fablica, do atendimento ao p\u00fablico at\u00e9 a cataloga\u00e7\u00e3o, Moraes voltara ao Brasil deslumbrado, e afirmara \u201cNos Estados Unidos vi outra coisa, n\u00e3o se podia comparar, eles estavam 50 anos adiantados em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Europa\u201d. (Idem, p. 44.)<\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"wixGuard\">\u200b<\/span>A esse movimento percebido no campo mais amplo da Biblioteconomia, acrescentavam-se iniciativas de natureza mais propriamente educacional de grande visibilidade, como a cria\u00e7\u00e3o, em 1932, da Biblioteca Central de Educa\u00e7\u00e3o (chefiada por Armando de Campos), e, em 1934, da Biblioteca Infantil (dirigida por Cec\u00edlia Meireles), ambas no Rio de Janeiro, durante a administra\u00e7\u00e3o An\u00edsio Teixeira do Departamento de Educa\u00e7\u00e3o do Distrito Federal; e, em 1931, da Biblioteca Pedag\u00f3gica Central (sob responsabilidade de Achiles Raspantini), na gest\u00e3o M.B. Louren\u00e7o Filho da instru\u00e7\u00e3o p\u00fablica paulista, em 1933, do Servi\u00e7o de Bibliotecas e Museus Escolares do Departamento Estadual de Educa\u00e7\u00e3o chefiado por Luiz Galhanone), durante a reforma educacional de Fernando de Azevedo e, em 1936, da Biblioteca Infantil do Departamento Municipal de Cultura (fundada e dirigida por Lenyra Fraccaroli), sob a gest\u00e3o de M\u00e1rio de Andrade, todas as tr\u00eas em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"wixGuard\">\u200b<\/span>Para explorar as discuss\u00f5es sobre bibliotecas na arena escolar, propriamente dita, \u00e9 insuficiente, entretanto, real\u00e7ar marcos. Importante como pistas da magnitude dos debates, n\u00e3o permite o entendimento das representa\u00e7\u00f5es sobre a fun\u00e7\u00e3o da biblioteca na escola prim\u00e1ria e as pr\u00e1ticas escolares a ela associadas. Para a percep\u00e7\u00e3o de matizes dessas representa\u00e7\u00f5es e pr\u00e1ticas, torna-se interessante perscrutar algumas atividades realizadas no interior da escola. Como forma de situar a experi\u00eancias de Iracema Silveira na escola primaria do Instituto de Educa\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Paulo, o recurso a trabalho semelhante realizado em mesma \u00e9poca no Rio de Janeiro pode ser eficaz.<\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"wixGuard\">\u200b<\/span>Ao assumir a dire\u00e7\u00e3o da Instru\u00e7\u00e3o P\u00fablica do Distrito Federal, em 1927, Fernando de Azevedo ocupou-se em sistematizar uma ampla reforma do ensino carioca (VIDAL, 1995), que, dentre outros aspectos, como forma de interven\u00e7\u00e3o na pr\u00e1tica pedag\u00f3gica, previa a instala\u00e7\u00e3o de bibliotecas e museus para professores e alunos em cada escola prim\u00e1ria. Composto por t\u00edtulos aprovados pelo Conselho de Educa\u00e7\u00e3o, censurados pelos diretores e doados por autoridades ou particulares, o acervo deveria ser inventariado em livro distribu\u00eddo pela Diretoria Geral, aberto, numerado e rubricado pelo inspetor escolar (Decreto 2.940, de 22\/11\/28, Art. 116). Trimestralmente, o respons\u00e1vel pelas bibliotecas, geralmente um professor da escola, auxiliado por alunos, tinha por incumb\u00eancia efetuar uma estat\u00edstica dos livros de prefer\u00eancia do corpo discente, remetendo \u00e0 Diretoria o mapa do movimento bibliotecal (Decreto 2.940, de 22\/11\/28, Art. 630).<\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"wixGuard\">\u200b<\/span>Associar bibliotecas a escolas prim\u00e1rias n\u00e3o era novidade no cen\u00e1rio educacional brasileiro. Desde o fim do s\u00e9culo XIX, salas de bibliotecas eram previstas nas plantas das escolas para uso e instru\u00e7\u00e3o do professor. Despontava interesse, entretanto, a proposta de bibliotecas para alunos, administradas com seu concurso, e o cuidado com o registro do movimento de livros: aquisi\u00e7\u00e3o e consulta. A preocupa\u00e7\u00e3o anunciada pela gest\u00e3o Azevedo foi ampliada por An\u00edsio Teixeira, em 1931, quando assumiu a dire\u00e7\u00e3o da Instru\u00e7\u00e3o P\u00fablica do Rio de Janeiro.<\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"wixGuard\">\u200b<\/span>Estendendo o alcance do decreto de Azevedo, Teixeira criou a Biblioteca Central de Educa\u00e7\u00e3o-BCE (Decreto 3.763, de 01\/02\/1932), com o objetivo de incentivar o interc\u00e2mbio bibliogr\u00e1fico e cinematogr\u00e1fico e coordenar as atividades das bibliotecas escolares. Em agosto de 1934, instalou a Biblioteca Infantil do Pavilh\u00e3o Mourisco. Dirigida por Cec\u00edlia Meireles at\u00e9 1937, quando foi fechada pelo governo Vargas sob a acusa\u00e7\u00e3o de veicular literatura comunista -As aventuras de Tom Sawyer, de Mark Twain, era a prova da improbidade -, a Biblioteca possu\u00eda um acervo de literatura infanto-juvenil, selecionado a partir do inqu\u00e9rito que a educadora efetuou entre novembro e dezembro de 1931, recolhendo question\u00e1rios e tabulando respostas de 933 meninas e 454 meninos dos 3\u00ba, 4\u00ba e 5\u00ba anos prim\u00e1rios de 24 escolas do Rio de Janeiro, com idades entre 7 e 14 anos. O conjunto da Biblioteca Infantil inclu\u00eda as se\u00e7\u00f5es de gravuras, cartografia, recortes de jornal, selos e moedas, m\u00fasica e cinema, art\u00edstica (pequenas confer\u00eancias, audi\u00e7\u00f5es, dramatiza\u00e7\u00f5es, exposi\u00e7\u00f5es etc.), propaganda e publicidade e observa\u00e7\u00f5es e pesquisa.<\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"wixGuard\">\u200b<\/span>Livros dispostos em estantes \u00e0 altura das m\u00e3os das crian\u00e7as, rodeavam a sala de leitura, permitindo aos leitores infantis um acesso direto aos volumes, que poderiam ser lidos no local ou retirados para leitura em casa: pr\u00e1ticas totalmente novas, mas n\u00e3o in\u00e9ditas. Nas escolas prim\u00e1rias, os alunos acostumavam-se com a frequ\u00eancia \u00e0s bibliotecas escolares ou a leitura em sala de aula, onde lhes era facultado escolher o livro diretamente da estante a partir de uma rela\u00e7\u00e3o de prazer estabelecida com o t\u00edtulo, a capa e plasticidade da edi\u00e7\u00e3o. No hor\u00e1rio espec\u00edfico de biblioteca escolar, introduzido no quadro curricular, ou, em sala de aula, findo o exerc\u00edcio proposto pela professora e enquanto aguardavam a finaliza\u00e7\u00e3o dos trabalhos pelos colegas, de forma a respeitar o ritmo individual de aprendizagem, os alunos eram incentivados a buscar livros para leitura silenciosa. Textos repletos de imagens e com poucas letras para os anos iniciais eram substitu\u00eddos paulatinamente por hist\u00f3rias mais elaboradas e menos ilustradas nas s\u00e9ries mais avan\u00e7adas de forma a permitir um contato imediato do leitor com o livro: recomenda\u00e7\u00f5es que constavam do item Bibliotecas do Programa de Linguagem, publicado em 1934.<\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"wixGuard\">\u200b<\/span>Tanto na Biblioteca Infantil do Pavilh\u00e3o Mourisco, quanto nas bibliotecas escolares, o est\u00edmulo \u00e0 leitura era efetuado tamb\u00e9m pela atua\u00e7\u00e3o das professoras, incumbidas de conduzir atividades que promovessem o gosto de ler. A cada livro lido correspondia o preenchimento de ficha de leitura pelos alunos. Essa tarefa, nas palavras da diretora da escola prim\u00e1ria do Instituto de Educa\u00e7\u00e3o do Distrito Federal, Orminda Marques, contribu\u00eda para conscientiz\u00e1-los da import\u00e2ncia do livro e da leitura e de sua responsabilidade ao cuid\u00e1-lo, reduzindo assim, o extravio.<\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"wixGuard\">\u200b<\/span>A biblioteca da Escola Prim\u00e1ria havia sido criada em 1932, com um acervo inicial de 282 livros, ampliado, em 1933, para 482 volumes. Sua administra\u00e7\u00e3o era realizada por uma professora-bibliotec\u00e1ria, que tinha por atribui\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de efetuar a estat\u00edstica dos livros lidos,&#8221;fazer que os alunos adquiram h\u00e1bitos de sil\u00eancio e recolhimento, para melhor efici\u00eancia de sua leitura e possibilidade da leitura de outros, levando-os, desse modo, a compreender a necessidade de cada um respeitar o sossego e, portanto, a liberdade dos outros&#8221;; &#8220;guiar os alunos na leitura e pesquisas que pretendem fazer, indicando-lhes as fontes de informa\u00e7\u00e3o adequadas, sem, entretanto, tolher-lhes a iniciativa e a liberdade de escolha necess\u00e1rias&#8221;; e &#8220;procurar desenvolver de todos os modos o gosto pela leitura e o amor ao livro, pela escolha cuidadosa dos que devem compor a biblioteca, pelo modo de apresent\u00e1-los \u00e0s crian\u00e7as, pela organiza\u00e7\u00e3o de concurso e inqu\u00e9ritos, pela narra\u00e7\u00e3o de hist\u00f3rias&#8221; (Programa de Ci\u00eancias Sociais, 1934, p. 180-181).<\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"wixGuard\">\u200b<\/span>Como complemento \u00e0s atividades escolares de leitura, na Escola Prim\u00e1ria do Instituto de Educa\u00e7\u00e3o do Distrito Federal, em 1932, foi criado o primeiro clube de leitura. Dirigido por alunos e alunas de quarto e quinto anos, o clube promovia encontros mensais para confer\u00eancias, resumos e recita\u00e7\u00f5es. Parte do material era cedido pela Biblioteca Infantil. Complementava o trabalho desenvolvido na biblioteca infantil, ocupando-se de leituras de estudo. Em 1933, o Distrito Federal possu\u00eda 98 clubes de leitura (NUNES, 1993, p. 101).<\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"wixGuard\">\u200b<\/span>As iniciativas denotavam o novo valor do livro e da leitura para o ensino prim\u00e1rio nos anos 1920 e 1930, constitu\u00eddas no \u00e2mbito das propostas escolanovistas, disseminadas no Rio de Janeiro e outros estados da federa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"wixGuard\">\u200b<\/span>Palavras-chave:\u00a0leitura, biblioteca escolar, clube de leitura, bibliotecas<\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"wixGuard\">\u200b<\/span><\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"wixGuard\">\u200b<\/span>Bibliografia:<\/p>\n<p class=\"font_8\">NUNES, Clarice. A escola redescobre a cidade: reinterpreta\u00e7\u00e3o da modernidade pedag\u00f3gica no espa\u00e7o urbano carioca (1910-1935). Tese de Concurso para Professor Titular em Hist\u00f3ria da Educa\u00e7\u00e3o do Departamento de Fundamentos Pedag\u00f3gicos da ESE\/UFF. Niter\u00f3i, 1993.<\/p>\n<p class=\"font_8\">SOUZA, Francisco das Chagas de. O ensino da Biblioteconomia no contexto brasileiro. Florian\u00f3polis: EdUFSC, 1990.<\/p>\n<p class=\"font_8\">VIDAL, Diana. O exerc\u00edcio disciplinado do olhar: livros, leituras e pr\u00e1ticas de forma\u00e7\u00e3o docente no Instituto de Educa\u00e7\u00e3o do Distrito Federal (1932-1937). Doutorado. FEUSP, 1995.<\/p>\n<p class=\"font_8\">\n<p class=\"font_8\">Fontes:<\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"wixGuard\">\u200b<\/span>Decreto 2.940, de 22\/11\/28, Distrito Federal.<\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"wixGuard\">\u200b<\/span>Decreto 3.763, de 01\/02\/1932, Distrito Federal.<\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"wixGuard\">\u200b<\/span>Programa de linguagem. Departamento de Educa\u00e7\u00e3o do Distrito Federal. S\u00e9rie C. Programas e guias de ensino, nr. 1. Rio de Janeiro: Cia. Editora Nacional, 1934.<\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"wixGuard\">\u200b<\/span>Programa de Ci\u00eancias sociais. Departamento de Educa\u00e7\u00e3o do Distrito Federal. S\u00e9rie C. Programas e guias de ensino, nr. 4. Volume primeiro: 1.,2. e 3. anos. Edi\u00e7\u00e3o Preliminar. Rio de Janeiro: Cia. Editora Nacional, 1934.<\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"wixGuard\">\u200b<\/span><\/p>\n<p class=\"font_8\">Autoria: Diana Vidal<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos anos 1920, segundo Rubens Borba de Moraes, primeiro diretor da Divis\u00e3o de Bibliotecas P\u00fablicas da Prefeitura paulista (1935), operava-se uma altera\u00e7\u00e3o na maneira mesma de se conceber o trabalho do bibliotec\u00e1rio. \u201cOs respons\u00e1veis pelas bibliotecas eram nomeados porque gostavam de livros, e eram, geralmente poetas, escritores, etc. e o resultado pr\u00e1tico era lament\u00e1vel&#8230; A&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":22153,"featured_media":0,"parent":936,"menu_order":12,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"class_list":["post-938","page","type-page","status-publish","hentry","post"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/niephe\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/938","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/niephe\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/niephe\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/niephe\/wp-json\/wp\/v2\/users\/22153"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/niephe\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=938"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/niephe\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/938\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":939,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/niephe\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/938\/revisions\/939"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/niephe\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/936"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/niephe\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=938"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}