{"id":944,"date":"2021-04-19T12:55:19","date_gmt":"2021-04-19T14:55:19","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.usp.br\/niephe\/?page_id=944"},"modified":"2021-04-19T12:55:28","modified_gmt":"2021-04-19T14:55:28","slug":"cinema-educativo","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/sites.usp.br\/niephe\/tematicas-2\/cinema-educativo\/","title":{"rendered":"Cinema Educativo"},"content":{"rendered":"<p>Seria dif\u00edcil estabelecer um \u00fanico marco para o in\u00edcio das rela\u00e7\u00f5es entre cinema e educa\u00e7\u00e3o. De modo geral, podemos dizer que a pr\u00f3pria consolida\u00e7\u00e3o do mercado cinematogr\u00e1fico (salas de cinema, aparelhos de proje\u00e7\u00e3o, circula\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o de filmes e etc.) se deu em comunh\u00e3o dos pressupostos de \u201cinstruir-educar-recrear[1]\u201d por meio das experi\u00eancias desenvolvidas no contato da sociedade com as imagens fixas e em movimento.<\/p>\n<p>\u200bDesde o in\u00edcio do s\u00e9culo XX, educadores j\u00e1 buscavam utilizar desse recurso para dar a ver e compreender melhor \u201caquilo que est\u00e1 fora do alcance da vista, por estar distante no espa\u00e7o e no tempo ou pelo tamanho: pequeno ou grande demais\u201d (Bruzzo, 2004, p. 163). Em S\u00e3o Paulo, por exemplo, no ano de 1910, \u201ca empresa de [Francisco] Serrador, atendendo ao pedido de um lente da Escola Normal, resolveu organizar sess\u00f5es para alunos das escolas, focalizando assuntos instrutivos, tais como paisagens terrestres, mar\u00edtimas e fluviais, costumes nacionais, microbiologia, fatos astron\u00f4micos, acidentes vulc\u00e2nicos, terremotos, vida de personalidades famosas etc\u201d (Araujo, 1981, p.187).<\/p>\n<p>O cinema come\u00e7ou a ser produzido no pa\u00eds como forma de conhecer melhor o territ\u00f3rio e aspectos do seu cotidiano. Sob esses pressupostos, encontravam-se os filmes cient\u00edfico-etnogr\u00e1ficos (como nas imagens captadas durante a Expedi\u00e7\u00e3o Rondon que compunham a filmoteca do Museu Nacional) e tamb\u00e9m os \u201cnaturais\u201d (document\u00e1rios em geral), nos quais inclu\u00edam-se os primeiros cinejornais.<\/p>\n<p>Novas pr\u00e1ticas educativas pressupunham um conhecimento baseado na \u201cvisibilidade da experi\u00eancia realizada em laborat\u00f3rio, pela excurs\u00e3o a locais hist\u00f3ricos ou de interesse cient\u00edfico e pela observa\u00e7\u00e3o da realidade circundante\u201d. Nas reformas educacionais que ocorreram nos diversos estados brasileiros ao longo da d\u00e9cada de 1920, o cinema aparece como um recurso necess\u00e1rio \u00e0 renova\u00e7\u00e3o do ensino sendo defendido nos debates \u201cescolanovistas\u201d (Vidal, 1994, p. 25).<\/p>\n<p>Ao longo dos anos 1930, a produ\u00e7\u00e3o desses filmes foi sendo dirigida por pol\u00edticas p\u00fablicas desenvolvidas a partir de embates e aproxima\u00e7\u00f5es entre cineastas e educadores. Estes \u00faltimos, ocuparam-se tanto dos filmes exibidos nas salas de cinema quanto nas escolas e outras institui\u00e7\u00f5es culturais, o que torna o termo \u201ccinema educativo\u201d ampliado ao que diz respeito a educa\u00e7\u00e3o formal e informal da sociedade. Preceitos cient\u00edficos, nacionalizadores e\/ou religiosos entrecruzavam-se no modo como o cinema deveria ser usado e interpretado pela sociedade e inclu\u00eddo na escola.<\/p>\n<p>Os esfor\u00e7os empreendidos pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Educa\u00e7\u00e3o (ABE), por exemplo, por um controle de \u201ccunho acentuadamente cultural\u201d culminaram na publica\u00e7\u00e3o do decreto 21.240 (4 de abril de 1932) que passava o servi\u00e7o de censura antes sob responsabilidade do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a para o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o. O documento indica a funda\u00e7\u00e3o de uma Comiss\u00e3o de Censura para determinar crit\u00e9rios classificadores dos filmes e meios de colocar em pr\u00e1tica a obrigatoriedade da inclus\u00e3o de filmes nacionais de cunho educativo nas programa\u00e7\u00f5es das salas de cinema. Al\u00e9m disso, define o filme educativo como os que tinham \u201cpor objetivo intencional divulgar conhecimentos cient\u00edficos, como aqueles cujo o entrecho musical ou figurado se desenvolver em torno de motivos art\u00edsticos, tendentes a revelar ao p\u00fablico os grandes aspectos da natureza ou da cultura\u201d (Morettin, 2013, pp.125-129; Simis, 2008, pp. 25-38).<\/p>\n<p>Em 1935, o governo federal cria o Departamento de Propaganda e Difus\u00e3o Cultural (DPDC), subordinado ao Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a. Nesse momento, o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o perde sua atua\u00e7\u00e3o na censura cinematogr\u00e1fica, al\u00e9m da taxa cinematogr\u00e1fica para educa\u00e7\u00e3o popular e dos recursos que mantinham a \u201cRevista Nacional de Educa\u00e7\u00e3o\u201d. No entanto, esse Minist\u00e9rio se organiza para criar em 1937, o Instituto Nacional de Cinema Educativo (INCE), cuja atua\u00e7\u00e3o destinava-se \u201ca promover e orientar a utiliza\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1fica, especialmente como processo auxiliar ao ensino, e ainda como meio de educa\u00e7\u00e3o popular\u201d (Decreto Lei n. 378, 13 de janeiro de 1937). Os filmes realizados eram para exibi\u00e7\u00e3o em escolas, institutos de cultura, centros oper\u00e1rios, agremia\u00e7\u00f5es esportivas e cinemas. (Morettin, 2013, pp.125-129; Simis, 2008, pp. 25-38).<\/p>\n<p>Ao longo da d\u00e9cada de 1930, tamb\u00e9m foram publicadas diversas obras especializadas no estudo sobre o cinema educativo. Dentre as principais est\u00e3o: o XIV volume da Cole\u00e7\u00e3o Bibliotheca de Educa\u00e7\u00e3o, intitulado\u00a0\u201cCinema e Educa\u00e7\u00e3o\u201d, escrito pelos professores do Col\u00e9gio Pedro II, Jonathas Serrano e Ven\u00e2ncio Filho (1930); \u201cCinema contra Cinema: bases geraes para um esbo\u00e7o de organiza\u00e7\u00e3o do\u00a0cinema\u00a0educativo no Brasil\u201d do promotor p\u00fablico Joaquim Canuto Mendes de Almeida (1931), e a pesquisa de Roberto Assump\u00e7\u00e3o de Araujo, \u201cO cinema sonoro e a educa\u00e7\u00e3o\u201d (1939). De modo geral, os autores tra\u00e7am uma discuss\u00e3o da hist\u00f3ria do cinema incluindo as experi\u00eancias internacionais e das iniciativas brasileiras que fundamentam a institucionaliza\u00e7\u00e3o do cinema educativo. Al\u00e9m disso, tratam dos aspectos t\u00e9cnicos e apresentam possibilidades metodol\u00f3gicas, tornando-se refer\u00eancias para educadores de todo o pa\u00eds.<\/p>\n<p>Os materiais do INCE circularam pelo Brasil e, tamb\u00e9m, no exterior. O \u00f3rg\u00e3o funcionou entre os anos de 1937 a 1966, sendo os filmes divididos por duas fases: primeira (1937-1946), sob a dire\u00e7\u00e3o de Roquette Pinto e, a segunda, com Pedro Gouv\u00eaa (1946-1961) e Fl\u00e1vio Tambellini (1961-1966). A diferen\u00e7a est\u00e1 nos assuntos veiculados. O diretor Humberto Mauro na primeira fase realizou filmes caracterizados pela supress\u00e3o de conflitos sociais e unifica\u00e7\u00e3o da identidade nacional e depois, investiu no mundo rural e nas diversas regionalidades (Schvarzman, 2004). Filmes oriundos dessas fases encontram-se dispon\u00edveis para visualiza\u00e7\u00e3o no Banco de Conte\u00fados Culturais da Cinemateca Brasileira (http:\/\/www.bcc.org.br\/filmes\/ince?page=6).<\/p>\n<p>Nos anos 1940, passam a circular tamb\u00e9m no Brasil filmes educativos proveniente de outros pa\u00edses. Como exemplo, podemos citar as produ\u00e7\u00f5es realizadas pela Enciclopedia Britanica Films e pela Monogram Pictures (Cine-Reporter, 7 de fevereiro de 1948 e 21 de maio de 1949 Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional). Al\u00e9m disso, outras institui\u00e7\u00f5es brasileiras tamb\u00e9m come\u00e7am a produzir e fazer circular filmes considerados de car\u00e1ter educativo. Em \u00e2mbito federal, al\u00e9m do INCE, havia tamb\u00e9m o Servi\u00e7o de Cinema do Minist\u00e9rio da Agricultura e a Ag\u00eancia Nacional. Filmes tamb\u00e9m eram produzidos no contexto da produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica em universidades, como foi o caso da Universidade de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Em 1954, visitaram o Brasil duas importantes refer\u00eancias do cinema cient\u00edfico e educativo franc\u00eas, Jean Painlev\u00e9 e Sonika Bo. Tanto o presidente da Associa\u00e7\u00e3o Internacional do Cinema Cient\u00edfico quanto a diretora do Cineclube Infantil Cendrillon de Paris vieram ao Brasil a convite do diretor do INCE, Pedro Gouv\u00eaa, para eventos realizados juntamente com o Festival Internacional de Cinema (realizado em S\u00e3o Paulo). O primeiro, apresentou em S\u00e3o Paulo, filmes de 14 pa\u00edses e realizou palestras para estudantes, cientistas e p\u00fablico em geral. Al\u00e9m dos filmes trazidos por ele, na ocasi\u00e3o estava prevista tamb\u00e9m a exibi\u00e7\u00e3o de \u201cfilmes do INCE, da Universidade de S\u00e3o Paulo e, provavelmente do Minist\u00e9rio da Agricultura\u201d (A Cena Muda, 17 de fevereiro de 1954, Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional). Sonika Bo ficou respons\u00e1vel pela organiza\u00e7\u00e3o da programa\u00e7\u00e3o do Festival Infantil. Nesse evento, ela trouxe filmes de sua pr\u00f3pria filmoteca especializada em cinema infantil (\u201ccom mais de 800 pel\u00edculas de todo o mundo\u201d) e tratou de falar sobre a experi\u00eancia do cineclube com as crian\u00e7as na Fran\u00e7a. (Cine-Reporter, 20 de fevereiro de 1954. Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional). Al\u00e9m de exibir filmes de franceses, dinamarqueses, tcheco, sueco e russo, incluiu tamb\u00e9m um brasileiro (\u201cO Saci\u201d, de Rodolfo Nanni) (Lara, 2016, p. 2).<\/p>\n<p>Mesmo j\u00e1 sendo conhecidas todas essas inciativas oficiais, um caminho aberto a pesquisa ainda \u00e9 tratar da circula\u00e7\u00e3o desses filmes e das pr\u00e1ticas nos ambientes escolares trabalhando com os acervos escolares. No entanto, a maior dificuldade encontrada pelos pesquisadores est\u00e1 na preserva\u00e7\u00e3o e disponibiliza\u00e7\u00e3o de documentos hist\u00f3ricos oriundos de institui\u00e7\u00f5es escolares[2].<\/p>\n<p>A experi\u00eancia da professora Ilka Brunhilde Laurito, na pr\u00e1tica do cinema para crian\u00e7as e adolescentes, permite que reconhe\u00e7amos um pouco da hist\u00f3ria das rela\u00e7\u00f5es entre cinema e educa\u00e7\u00e3o no Brasil at\u00e9 o in\u00edcio dos anos 1960. Como diretora do Departamento Infanto-Juvenil, Ilka foi respons\u00e1vel pela publica\u00e7\u00e3o do caderno 2 da Cinemateca Brasileira (Laurito, 1962). Trata-se de um \u201cplano de estudos e orienta\u00e7\u00e3o bibliogr\u00e1fica\u201d no qual apresenta as principais frentes te\u00f3ricas reunidas para um trabalho inovador com o cinema. Nesse itiner\u00e1rio, tr\u00eas movimentos s\u00e3o essenciais: primeiro os estudos sobre arte e educa\u00e7\u00e3o que aos poucos incluem o cinema como \u201cnova e rica e rica forma de express\u00e3o\u201d; segundo, bibliografias sobre psicologia e sociologia da inf\u00e2ncia e do cinema, e terceiro, as pesquisas sobre est\u00e9tica cinematogr\u00e1fica. Al\u00e9m disso, em termos de iniciativas pr\u00e1ticas inclui textos que d\u00e3o conta de apresentar as experi\u00eancias com os cineclubes (adultos e infanto-juvenis) e publica\u00e7\u00f5es sobre o cinema educativo como as da d\u00e9cada de 1930, incluindo textos publicados em boletins da UNESCO, artigos em revistas nacionais e internacionais (\u201cRevista de Cultura Cinematogr\u00e1fica\u201d, \u201cRevue Internationale du Cin\u00e9ma\u201d, \u201cRevista Internacional del Cine\u201d, \u201cRevue Internationale de Filmologie\u201d) e outras.<\/p>\n<p>Seu trabalho na forma\u00e7\u00e3o de cineclubinhos em escolas, objetivava inserir o cinema n\u00e3o somente como recurso pedag\u00f3gico, mas como meio de express\u00e3o infantil (\u201csentindo, apreendendo, compreendendo, criticando e escolhendo\u201d). Ilka buscava lidar com o repert\u00f3rio adquirido pelas crian\u00e7as nas salas de cinema comerciais (com os filmes de enredo na maioria estrangeiros, principalmente hollywoodianos) e apresentar outros filmes coletados em filmotecas de consulados e particulares, de distribuidoras dos servi\u00e7os de recursos audiovisuais na USP, no Centro Regional de Pesquisas Educacionais, no pr\u00f3prio INCE, nas Se\u00e7\u00f5es de Cinema Educativo das Secretarias de Educa\u00e7\u00e3o e na Cinemateca Brasileira. No contato com os alunos, observava e analisava as rea\u00e7\u00f5es e gostos e incentivava o debate e a an\u00e1lise cr\u00edtica dos filmes. Valorizava tamb\u00e9m o surgimento de produ\u00e7\u00f5es infantis nacionais (como \u201cO Saci\u201d, \u201cSinfonia Amaz\u00f4nica\u201d e \u201cPluft, o fantasminha\u201d) e ambicionava a possibilidade de inser\u00e7\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o de filmes pelas crian\u00e7as no ambiente escolar (Laurito, 1962).<\/p>\n<p>Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas<\/p>\n<p>Almeida, J. C. M (1931). Cinema contra cinema. Bases gerais para um esbo\u00e7o de organiza\u00e7\u00e3o do cinema educativo no Brasil. S\u00e3o Paulo: S\u00e3o Paulo Editora.<\/p>\n<p>Ara\u00fajo, R. A. (1939). O cinema sonoro e a educa\u00e7\u00e3o. S\u00e3o Paulo: S\u00e3o Paulo Editora.<\/p>\n<p>Ara\u00fajo, V. P (1981). Sal\u00f5es, Circos e Cinemas de S\u00e3o Paulo. S\u00e3o Paulo: Ed. Perspectiva.<\/p>\n<p>Bruzzo, C (2004). Filme \u201cEnsinante\u201d: o interesse pelo cinema educativo no Brasil. Pro-posi\u00e7\u00f5es, V.15, n.1 (43), jan-abr\/2014. Dispon\u00edvel em:\u00a0https:\/\/periodicos.sbu.unicamp.br\/ojs\/index.php\/proposic\/article\/view\/8643849\/11327. Acesso em: 15.03.2018.<\/p>\n<p>Morettin, E. V. (2013). Humberto Mauro,\u00a0Cinema, Hist\u00f3ria. S\u00e3o Paulo: Alameda.<\/p>\n<p>Lara, T (2016). Cinema, inf\u00e2ncia e educa\u00e7\u00e3o no I Festival Internacional de Cinema. Mnemocine, 01 mar\u00e7o. Dispon\u00edvel em:\u00a0http:\/\/www.mnemocine.com.br\/index.php\/cinema-categoria\/24-histcinema\/216-thais-lara\u00a0Acesso em: 15.03.2018.<\/p>\n<p>Laurito, I. B. (1962). Cinema e Inf\u00e2ncia. Cadernos da Cinemateca 2. S\u00e3o Paulo: Funda\u00e7\u00e3o Cinemateca Brasileira.<\/p>\n<p>Monteiro, A. N. (2006). O cinema educativo como inova\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica na Escola Prim\u00e1ria Paulista (1933-1944). Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado). S\u00e3o Paulo: Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o. Universidade de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Serrano, J; Venancio Filho, F (1930) Cinema e Educa\u00e7\u00e3o. S\u00e3o Paulo: Melhoramentos, 1930.<\/p>\n<p>Schvarzman, S. (2004).\u00a0Humberto Mauro e as imagens do Brasil. S\u00e3o Paulo: Editora UNESP, 2004.<\/p>\n<p>Simis, A (1996). Estado e Cinema no Brasil. S\u00e3o Paulo: Annablume.<\/p>\n<p>Vidal, D (1994). Cinema, Laborat\u00f3rios, Ci\u00eancias F\u00edsicas e Escola Nova. Cad. Pesq, S\u00e3o Paulo, n.89, p. 24-28, maio.<\/p>\n[1] Esse foi o letreiro de uma propaganda em uma edi\u00e7\u00e3o da revista Careta de 1912, cuja imagem \u00e9 de uma fam\u00edlia assistindo a um filme da Path\u00e9 Fr\u00e8res (Morettin, 2001, p. 131).<\/p>\n[2]\u00a0Ana Nicola\u00e7a Monteiro chama aten\u00e7\u00e3o para esse aspecto em sua disserta\u00e7\u00e3o (2006) que trata da inser\u00e7\u00e3o do Cinema Educativo na escola prim\u00e1ria do estado de S\u00e3o Paulo. Na pesquisa, ela evidencia as diversas leis e iniciativas na produ\u00e7\u00e3o dos filmes e circula\u00e7\u00e3o de aparelhos, mas tamb\u00e9m trata das dificuldades enfrentadas para a inclus\u00e3o do cinema como pr\u00e1tica educativa no interior das institui\u00e7\u00f5es escolares.<\/p>\n<p>\u200b<\/p>\n<p>Autoria: Fernanda Franchini<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Seria dif\u00edcil estabelecer um \u00fanico marco para o in\u00edcio das rela\u00e7\u00f5es entre cinema e educa\u00e7\u00e3o. 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