{"id":953,"date":"2021-04-19T13:00:37","date_gmt":"2021-04-19T15:00:37","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.usp.br\/niephe\/?page_id=953"},"modified":"2021-04-19T13:26:59","modified_gmt":"2021-04-19T15:26:59","slug":"escolas-normais-livres","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/sites.usp.br\/niephe\/tematicas-2\/escolas-normais-livres\/","title":{"rendered":"Escolas Normais Livres"},"content":{"rendered":"<p class=\"font_8\">O desenvolvimento da cultura cafeeira no interior do estado de S\u00e3o Paulo se intensificou nos anos iniciais do s\u00e9culo XX e, de modo correlacionado \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de ferrovias, contribuiu para a ocupa\u00e7\u00e3o territorial do \u201csert\u00e3o paulista\u201d e para o crescimento demogr\u00e1fico nas cidades e vilas que se criaram nos arredores das ferrovias e das esta\u00e7\u00f5es de trem.<\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"wixGuard\">\u200b<\/span>Com a popula\u00e7\u00e3o se expandindo para al\u00e9m do Vale do Para\u00edba e da regi\u00e3o central, ap\u00f3s a d\u00e9cada de 1910, os sert\u00f5es paulistas passaram a ser ocupados e, junto das fam\u00edlias que se migravam para esses locais, estavam, tamb\u00e9m, as crian\u00e7as que precisavam de escolariza\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria.<\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"wixGuard\">\u200b<\/span>Para os administradores da educa\u00e7\u00e3o, a ocupa\u00e7\u00e3o territorial era considerada principalmente a partir de dois pontos de vista; tratava-se, de um lado, de contribuir para que o territ\u00f3rio deixasse de ser vulner\u00e1vel e invadido. Desse ponto de vista, a dissemina\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o pelos espa\u00e7os despovoados funcionava como meio de garantir a integridade regional. Por outro lado, a popula\u00e7\u00e3o que migrava para o interior do estado preocupava os republicanos, pois nesse grupo estavam inclu\u00eddos alguns elementos considerados perigosos para os administradores da educa\u00e7\u00e3o, que al\u00e7avam formar e construir a Na\u00e7\u00e3o brasileira: os imigrantes \u2013 temidos por estarem associados aos movimentos grevistas e anarquistas, como o que havia promovido a Greve de 1917 \u2013 e a popula\u00e7\u00e3o caracterizada como pregui\u00e7osa, ap\u00e1tica, avessa ao trabalho e doente, como a imagem do \u201cJeca Tatu\u201d, eternizada na leitura feita por Monteiro Lobato em Urup\u00eas, publicada em 1918.<\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"wixGuard\">\u200b<\/span>Desse ponto de vista pol\u00edtico-administrativo, era imperioso civilizar essa popula\u00e7\u00e3o e oferecer escolariza\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria \u00e0s crian\u00e7as de modo a suprir as car\u00eancias em termos de valores morais e \u00e9ticos, assim como ensinar a import\u00e2ncia do trabalho \u00e1rduo, a l\u00edngua p\u00e1tria \u2013 com o que se evitaria a dissemina\u00e7\u00e3o de outros idiomas \u2013 e a hist\u00f3ria nacional. Com isso, seria poss\u00edvel moldar essa popula\u00e7\u00e3o considerada uma massa amorfa.<\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"wixGuard\">\u200b<\/span>Apesar da import\u00e2ncia crucial que assumia a expans\u00e3o da escolariza\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria a todas as cidades do interior, alguns empecilhos faziam-se presentes, dentre os quais a aus\u00eancia de professores em quantidade suficiente para atender a grande demanda por escolariza\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria. Al\u00e9m de o n\u00famero de formados ser pequeno frente ao que era necess\u00e1rio para sanar as quest\u00f5es de provimento de escolas \u2013 especialmente as rurais do interior do estado \u2013, os\/as normalistas que se formavam nas grandes cidades dificilmente se arriscavam a adentrar os sert\u00f5es e quando o faziam, permaneciam pouco tempo, transferindo-se rapidamente para as escolas situadas nas cidades maiores.<\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"wixGuard\">\u200b<\/span>Esse quadro desafiava os administradores da educa\u00e7\u00e3o e o grande enfrentamento desses republicanos era justamente o de criar ferramentas para combater a grande mazela do analfabetismo. Alguns dados a respeito da quantidade de formandos pelas Escolas Normais do Estado de S\u00e3o Paulo auxiliam na visualiza\u00e7\u00e3o do cen\u00e1rio educacional. Leonor Tanuri (1979) indica que o n\u00famero de formandos decresceu em meados da d\u00e9cada de 1920. Em 1915, por exemplo, formaram-se 1006 professores; em 1920, 631; em 1925, 238.<\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"wixGuard\">\u200b<\/span>Para se estabelecer a compara\u00e7\u00e3o, segundo dados dos Annu\u00e1rios do ensino, em 1919, havia em S\u00e3o Paulo cerca de 166.758 crian\u00e7as matriculadas nos grupos escolares e nas escolas isoladas \u2013 apesar das 232.543 crian\u00e7as em idade escolar que estavam sem escolas, como alertou Oscar Thompson. Em 1923, esse n\u00famero subiu para 186.276 e, em 1926, para 235.978. Como se observa, enquanto a quantidade de formandos normalistas decresceu, a quantidade de matriculados na escola prim\u00e1ria aumentou.<\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"wixGuard\">\u200b<\/span>Buscando responder de modo efetivo a esse cen\u00e1rio, foi implantada a Reforma da Instru\u00e7\u00e3o P\u00fablica Paulista de 1927, promovida por Amadeu Mendes, na condi\u00e7\u00e3o de Diretor Geral da Instru\u00e7\u00e3o P\u00fablica de S\u00e3o Paulo. Com a nova legisla\u00e7\u00e3o vigendo, as Escolas Normais Livres foram equiparadas \u00e0s Oficiais do estado \u2013 com exce\u00e7\u00e3o da Escola Normal da Capital \u2013 visando formar professores em n\u00famero suficiente para atender a demanda das regi\u00f5es mais afastadas dos grandes centros urbanos.<\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"wixGuard\">\u200b<\/span>Vale mencionar que anteriormente \u00e0 equipara\u00e7\u00e3o, as escolas denominadas Normais Livres eram organizadas a partir de iniciativa municipal ou particular e n\u00e3o gozavam de reconhecimento estadual no que se refere aos seus diplomados. Desse modo, aqueles que se formassem por essas institui\u00e7\u00f5es poderiam exercer a profiss\u00e3o docente apenas em escolas prim\u00e1rias particulares ou como professores leigos nas escolas estaduais. Com a reforma, os professores formados nas Escolas Normais Livres poderiam lecionar em todas as escolas prim\u00e1rias oficiais, estaduais e municipais, e nas particulares.<\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"wixGuard\">\u200b<\/span>Tais aspectos permitem identificar os interesses do reformador ao equiparar as escolas de forma\u00e7\u00e3o de professores; se um dos grandes problemas era a aus\u00eancia de professores para atender \u00e0 demanda por ensino prim\u00e1rio, a difus\u00e3o da forma\u00e7\u00e3o de professores cumpriria com esse papel. Por meio dessa medida, o reformador al\u00e7ava expandir o curso normal para o interior do estado e, por consequ\u00eancia, atender \u00e0s reivindica\u00e7\u00f5es acerca da educa\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria tanto por parte dos administradores da educa\u00e7\u00e3o, quanto por parte da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"wixGuard\">\u200b<\/span>Com a implanta\u00e7\u00e3o da Reforma, as demais Escolas Normais Oficiais \u2013 com exce\u00e7\u00e3o da Escola Normal da Capital \u2013, que antes eram organizadas em cinco anos de dura\u00e7\u00e3o, passaram a ter tr\u00eas anos de dura\u00e7\u00e3o. Buscava-se formar rapidamente um quadro de professores para atuarem nas escolas prim\u00e1rias. Tal redu\u00e7\u00e3o da dura\u00e7\u00e3o do curso, por\u00e9m, n\u00e3o foi recebida com entusiasmo por todos os educadores, parlamentares e intelectuais. Alguns questionavam justamente o fato de o estado n\u00e3o controlar a forma\u00e7\u00e3o dos professores e deixar \u00e0 iniciativa particular e municipal algo t\u00e3o crucial, bem como traziam ao debate os problemas que poderiam decorrer do aligeiramento e da poss\u00edvel desqualifica\u00e7\u00e3o da forma\u00e7\u00e3o exemplar que os normalistas tinham at\u00e9 ent\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"wixGuard\">\u200b<\/span>A grande argumenta\u00e7\u00e3o de Amadeu Mendes, que se manteve no cargo entre 1927 e 1930, se assentava na economia que essa reforma geraria. Isto \u00e9, com a conten\u00e7\u00e3o de gastos obtida por meio da equipara\u00e7\u00e3o, o governo poderia investir na difus\u00e3o do ensino prim\u00e1rio. Amadeu Mendes (1929) afirmou que as dez Escolas Normais Oficiais diplomavam uma m\u00e9dia de 345 alunos por ano, o que era insuficiente para fornecer instru\u00e7\u00e3o gratuita \u00e0s 150.000 crian\u00e7as em idade escolar nas zonas rurais do estado. Esse reformador contabilizou que, se cada classe tivesse \u201c[&#8230;] em m\u00e9dia 30 alumnos, seriam necess\u00e1rios 5.000 professores, n\u00famero esse que as escolas officiaes s\u00f3 num prazo minimo de 6 anos poderiam dar.\u201d (p. 46).<\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"wixGuard\">\u200b<\/span>As defesas de Amadeu Mendes acerca da Reforma de 1927 se ancoravam em dados alarmantes a respeito da difus\u00e3o do ensino prim\u00e1rio na zona rural. Segundo o Diretor Geral da Instru\u00e7\u00e3o P\u00fablica, no ano de 1926 haviam sido criadas 2.156 escolas rurais no estado; todavia, muitas delas ainda se encontravam vagas devido \u00e0 falta de professores. Desse modo, al\u00e9m da equipara\u00e7\u00e3o, uma das medidas propostas pela Reforma de 1927 indicava que os diplomados nas Escolas Normais Livres apenas poderiam atuar em escolas urbanas ap\u00f3s terem permanecido 200 dias letivos em exerc\u00edcio em escolas rurais, bem como s\u00f3 poderiam se tornar adjuntos de Grupos Escolares ap\u00f3s mais 200 dias letivos em escolas urbanas ou 400 dias em escolas rurais. Essa exig\u00eancia, no entanto, era exclusiva para os formados das Escolas Normais Livres e n\u00e3o vigorava para os diplomados nas Normais Oficiais.<\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"wixGuard\">\u200b<\/span>Ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o dessa Reforma da Instru\u00e7\u00e3o P\u00fablica houve um aumento expressivo na quantidade de Escolas Normais Livres equiparadas. Para ter certa dimens\u00e3o, at\u00e9 1927, havia dez Escolas Normais Oficiais no estado de S\u00e3o Paulo; ap\u00f3s a Reforma, foram equiparadas 26 Escolas Normais Livres, duas, na capital e 24, no interior (INOUE, 2015).<\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"wixGuard\">\u200b<\/span>Em 1930, o n\u00famero de Escolas Normais Livres atingiu 49 unidades, com 4.017 matriculados. As 10 Escolas Normais Oficiais, por sua vez, tinham 3.684 matriculados. Segundo Leila Inoue (2017, p. 4826) \u201cFormava-se a primeira turma de alunos das Escolas Normais Livres ap\u00f3s a equipara\u00e7\u00e3o com 934 formandos e mais 1.203 formandos das Escolas Normais Oficiais totalizando 2.137 novos professores.\u201d Tal medida juntamente com seus resultados fizeram com que o governo provis\u00f3rio optasse por exonerar 1.050 professores leigos que lecionavam em Escolas Prim\u00e1rias do estado.<\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"wixGuard\">\u200b<\/span>Constata-se, portanto, aumento acentuado na quantidade de matriculados. Al\u00e9m desse aspecto, vale mencionar tamb\u00e9m o lugar ocupado pelas institui\u00e7\u00f5es de ensino confessionais na dissemina\u00e7\u00e3o do curso normal, por meio da cria\u00e7\u00e3o de novas institui\u00e7\u00f5es, o que, segundo Inoue (2015), deve ser considerado na hist\u00f3ria dessas institui\u00e7\u00f5es de forma\u00e7\u00e3o de professores.<\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"wixGuard\">\u200b<\/span>Para al\u00e9m desses aspectos, importa ressaltar que a expans\u00e3o da cria\u00e7\u00e3o de Escolas Normais Livres pelo estado n\u00e3o ocorreu de modo uniforme (TANURI, 1979; INOUE, 2015; 2017). Apenas a t\u00edtulo de exemplifica\u00e7\u00e3o, a regi\u00e3o oeste do estado teve expans\u00e3o tardia se considerarmos o ano de publica\u00e7\u00e3o da reforma: apenas a partir da d\u00e9cada de 1940. Tal aspecto pode ser compreendido como decorrente do pr\u00f3prio movimento de expans\u00e3o demogr\u00e1fica, que tamb\u00e9m foi tardio nessa regi\u00e3o, tendo se iniciado de modo mais acentuado nos anos finais da d\u00e9cada de 1920.<\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"wixGuard\">\u200b<\/span>A partir do que foi apresentado, \u00e9 poss\u00edvel constatar que apesar dos questionamentos levantados acerca da qualidade do ensino oferecido nas Escolas Normais Livres, elas tiveram impacto na forma\u00e7\u00e3o de um quadro amplo de professores no interior do estado ao longo das primeiras d\u00e9cadas do s\u00e9culo XX. Notam-se os esfor\u00e7os dos administradores em agir visando \u00e0 dissemina\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria e a import\u00e2ncia que a equipara\u00e7\u00e3o teve no sentido contribuir para que professores fossem formados nos cantos mais remotos do estado.<\/p>\n<p class=\"font_8\">Palavras-chave:\u00a0Escola Normal Livre; Forma\u00e7\u00e3o de professores; Reforma de 1927; Expans\u00e3o do ensino prim\u00e1rio e normal.<\/p>\n<p class=\"font_8\">\n<p class=\"font_8\">Refer\u00eancias<\/p>\n<p class=\"font_8\">Inoue, Leila Maria. (2015). Entre Livres e Oficiais: a expans\u00e3o do ensino Normal em S\u00e3o Paulo (1927-1933). Disserta\u00e7\u00e3o de mestrado, Universidade Estadual Paulista, Mar\u00edlia, SP, Brasil.<\/p>\n<p class=\"font_8\">______. (2017). O ensino normal e a Reforma de 1927: transforma\u00e7\u00f5es no cen\u00e1rio educacional paulista. Anais Eletr\u00f4nicos do IX Congresso Brasileiro de Hist\u00f3ria da Educa\u00e7\u00e3o. Jo\u00e3o Pessoa, Universidade Federal da Para\u00edba.<\/p>\n<p class=\"font_8\">Tanuri, Leonor Maria. (1979). O ensino normal no estado de S\u00e3o Paulo: 1890-1930. S\u00e3o Paulo: EDUSP.<\/p>\n<p class=\"font_8\">\n<p class=\"font_8\">Fontes<\/p>\n<p class=\"font_8\">Mendes, Amadeu. (1929). Relat\u00f3rio: apresentado ao Secret\u00e1rio do Interior Dr. Fabio de S\u00e1 Barreto (1927-1928). S\u00e3o Paulo: Irm\u00e3o Ferraz.<\/p>\n<p class=\"font_8\">S\u00e3o Paulo. (1919). Annu\u00e1rio do Ensino do estado de S\u00e3o Paulo. S\u00e3o Paulo: Typographia do Di\u00e1rio Official.<\/p>\n<p class=\"font_8\">\n<p class=\"font_8\">Autoria:\u00a0Ang\u00e9lica Pall Oriani<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O desenvolvimento da cultura cafeeira no interior do estado de S\u00e3o Paulo se intensificou nos anos iniciais do s\u00e9culo XX e, de modo correlacionado \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de ferrovias, contribuiu para a ocupa\u00e7\u00e3o territorial do \u201csert\u00e3o paulista\u201d e para o crescimento demogr\u00e1fico nas cidades e vilas que se criaram nos arredores das ferrovias e das esta\u00e7\u00f5es&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":22153,"featured_media":0,"parent":936,"menu_order":17,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"class_list":["post-953","page","type-page","status-publish","hentry","post"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/niephe\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/953","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/niephe\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/niephe\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/niephe\/wp-json\/wp\/v2\/users\/22153"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/niephe\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=953"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/niephe\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/953\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":954,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/niephe\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/953\/revisions\/954"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/niephe\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/936"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/niephe\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=953"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}