{"id":162,"date":"2020-07-21T03:02:11","date_gmt":"2020-07-21T05:02:11","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.usp.br\/pef\/?page_id=162"},"modified":"2020-07-21T03:02:11","modified_gmt":"2020-07-21T05:02:11","slug":"historico","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/sites.usp.br\/pef1\/historico\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3rico"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><strong><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;font-size: 10pt;color: #000000\">Breve hist\u00f3rico do Departamento de Engenharia de Estruturas e Geot\u00e9cnica<\/span><\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;font-size: 10pt;color: #000000\">Embora o atual Departamento de Engenharia de Estruturas e Geot\u00e9cnica tenha sido criado em 1970, com o nome de Departamento de Engenharia de Estruturas e Funda\u00e7\u00f5es, as suas origens remontam \u00e0 cria\u00e7\u00e3o da Escola Polit\u00e9cnica de S\u00e3o Paulo, em 1893, sob a inspira\u00e7\u00e3o e o impulso de Antonio Francisco de Paula Souza, engenheiro formado em 1865 pela Polytechnischen Hochschule de Karlsruhe (atual KIT), na Alemanha, para a qual se transferiu em 1863, ap\u00f3s ter iniciado o curso de engenharia na Eidgen\u00f6ssische Technische Hochshule (ETH) de Zurique, na Su\u00ed\u00e7a.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;font-size: 10pt;color: #000000\">Dentre cadeiras que integravam a estrutura do curso de engenharia civil criado em 1893, as seguintes eram ligadas a estruturas e funda\u00e7\u00f5es: \u201cResist\u00eancia dos Materiais\u201d, do terceiro ano do curso; \u201cEstabilidade das Constru\u00e7\u00f5es\u201d e \u201cEstradas de Rodagem, Pontes e Cal\u00e7adas\u201d, do quarto ano; \u201cEstradas de Ferro\u201d, do quinto ano.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;font-size: 10pt;color: #000000\">Baseado no modelo germ\u00e2nico que Paula Souza havia conhecido em Zurique e em Karlsruhe, o ensino valorizava igualmente a forma\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e as aplica\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas. As manh\u00e3s eram dedicadas \u00e0s aulas te\u00f3ricas ministradas pelos professores catedr\u00e1ticos e \u00e0s aulas de exerc\u00edcios dadas pelos \u201crepetidores\u201d. As tardes, a projetos, aulas de laborat\u00f3rio e trabalhos manuais em oficinas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;font-size: 10pt;color: #000000\">A fim de dar apoio \u00e0s aulas pr\u00e1ticas das cadeiras \u201cResist\u00eancia dos Materiais\u201d e \u201cEstabilidade das Constru\u00e7\u00f5es\u201d por ele ministradas, em 1899 Paula Souza criou o Gabinete de Resist\u00eancia dos Materiais, cujo projeto foi encomendado ao engenheiro Ludwig von Tetmeyer, ent\u00e3o diretor do Laborat\u00f3rio Federal de Ensaios de Materiais do ETHZ. Tetmeyer tamb\u00e9m indicou o engenheiro su\u00ed\u00e7o Wilhelm Fischer, que de 1903 a 1905 dirigiu o Gabinete de Resist\u00eancia dos Materiais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;font-size: 10pt;color: #000000\">Em 1905, o Gr\u00eamio Polit\u00e9cnico publicou o \u201cManual de Resist\u00eancia dos Materiais\u201d, com os resultados da primeira pesquisa sobre Resist\u00eancia dos Materiais realizada no Brasil. Nesse manual, apresentam-se os resultados dos ensaios realizados para determinar a resist\u00eancia e a compressibilidade de cimentos, tijolos, ferros e madeiras. Os ensaios foram feitos por alunos, sob a coordena\u00e7\u00e3o do estudante Hyppolito Gustavo Pujol Junior, que ap\u00f3s sua formatura substituiu o engenheiro Fischer na dire\u00e7\u00e3o do Gabinete de Resist\u00eancia dos Materiais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;font-size: 10pt;color: #000000\">Em pouco tempo, o Gabinete de Resist\u00eancia dos Materiais tornou-se um importante centro de pesquisa, dotado de modernos equipamentos, e, al\u00e9m do apoio aos cursos da Escola Polit\u00e9cnica, passou a atender \u00e0s necessidades da ind\u00fastria que se desenvolvia em S\u00e3o Paulo no in\u00edcio do s\u00e9culo XX.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;font-size: 10pt;color: #000000\">Nessa \u00e9poca, surgiam em S\u00e3o Paulo as primeiras estruturas de concreto armado. Na apostila de 1913 usada nas cadeiras de Resist\u00eancia dos Materiais e de Estabilidade das Constru\u00e7\u00f5es j\u00e1 havia aulas sobre estruturas de concreto armado.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;font-size: 10pt;color: #000000\">O Gabinete de Resist\u00eancia dos Materiais realizou os ensaios estruturais do primeiro edif\u00edcio de estrutura de concreto armado de S\u00e3o Paulo, o Edif\u00edcio Guinle, inaugurado em 1913, projetado por Hyppolito Gustavo Pujol Junior. As estruturas de concreto armado do Edif\u00edcio Martinelli e da Catedral da S\u00e9 tamb\u00e9m foram testadas pelo Gabinete de Resist\u00eancia dos Materiais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;font-size: 10pt;color: #000000\">A presta\u00e7\u00e3o cada vez maior de servi\u00e7os \u00e0 ind\u00fastria da constru\u00e7\u00e3o levou em 1927 \u00e0 transforma\u00e7\u00e3o do Gabinete de Resist\u00eancia dos Materiais em um laborat\u00f3rio com uma nova estrutura e um novo nome, o Laborat\u00f3rio de Ensaio de Materiais \u2013 LEM. Continuava ligado \u00e0 Escola Polit\u00e9cnica, mas tinha mais liberdade para a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os \u00e0 ind\u00fastria.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;font-size: 10pt;color: #000000\">Em 1934, ano de cria\u00e7\u00e3o da Universidade de S\u00e3o Paulo, \u00e0 qual a Escola Polit\u00e9cnica foi incorporada, o Laborat\u00f3rio de Ensaio de Materiais foi transformado em autarquia anexa \u00e0 Escola Polit\u00e9cnica, com o nome de Instituto de Pesquisas Tecnol\u00f3gicas \u2013 IPT; professores da Escola Polit\u00e9cnica compunham metade do Conselho de Administra\u00e7\u00e3o do IPT. Em 1973, o Instituto de Pesquisas Tecnol\u00f3gicas deixou de ser um instituto anexo \u00e0 Universidade de S\u00e3o Paulo, passando a ser uma sociedade an\u00f4nima vinculada \u00e0 Secretaria de Ci\u00eancia e Tecnologia do Estado de S\u00e3o Paulo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;font-size: 10pt;color: #000000\">A disciplina \u201cMec\u00e2nica dos Solos\u201d foi introduzida no curso de engenharia civil em 1940, integrando a cadeira \u201cFunda\u00e7\u00f5es, Pontes e Grandes Estruturas\u201d. Em 1942, essa cadeira foi desdobrada em duas, \u201cMec\u00e2nica dos Solos e Funda\u00e7\u00f5es\u201d e \u201cPontes e Grandes Estruturas\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;font-size: 10pt;color: #000000\">Grande impulso \u00e0 engenharia de solos e funda\u00e7\u00f5es foi dado pela vinda, como professores visitantes, dos Professores Karl Terzaghi e Arthur Casagrande, da Universidade de Harvard, respectivamente em 1947 e 1949.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;font-size: 10pt;color: #000000\">A mat\u00e9ria \u201cEstruturas de Concreto Armado\u201d, que incorporava a cadeira \u201cResist\u00eancia dos Materiais e Estabilidade das Constru\u00e7\u00f5es\u201d, dela se desvinculou em 1943, com a cria\u00e7\u00e3o da cadeira \u201cConcreto Simples e Armado. Teoria. Experi\u00eancia e Aplica\u00e7\u00f5es aos casos correntes\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;font-size: 10pt;color: #000000\">Em 1955, foram introduzidas op\u00e7\u00f5es nos cursos da Escola Polit\u00e9cnica; no curso de engenharia civil, criaram-se as op\u00e7\u00f5es \u201cConstru\u00e7\u00e3o\u201d; \u201cEstruturas\u201d; \u201cHidr\u00e1ulica\u201d; \u201cTransportes\u201d. Em 1968, as op\u00e7\u00f5es deixaram de existir, voltando-se a um curr\u00edculo \u00fanico para o curso de engenharia civil.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;font-size: 10pt;color: #000000\">A lei de Diretrizes e Bases da Educa\u00e7\u00e3o Nacional, de 1961, definiu o curr\u00edculo m\u00ednimo do curso de engenharia civil, constitu\u00eddo por dezoito mat\u00e9rias, entre as quais \u201cResist\u00eancia dos Materiais\u201d; \u201cEstabilidade das Constru\u00e7\u00f5es\u201d; \u201cMec\u00e2nica dos Solos\u201d; \u201cConstru\u00e7\u00f5es de Concreto, de A\u00e7o e de Madeira\u201d; \u201cPontes\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;font-size: 10pt;color: #000000\">Nessa \u00e9poca, faziam parte de todas as op\u00e7\u00f5es do curso de engenharia civil as seguintes disciplinas da \u00e1rea de engenharia de estruturas e geot\u00e9cnica: \u201cResist\u00eancia dos Materiais e Estabilidade das Constru\u00e7\u00f5es I\u201d; \u201cResist\u00eancia dos Materiais e Estabilidade das Constru\u00e7\u00f5es II\u201d; \u201cConstru\u00e7\u00f5es de Concreto I\u201d; \u201cConstru\u00e7\u00f5es de Concreto II\u201d; \u201cConstru\u00e7\u00f5es Met\u00e1licas e de Madeira\u201d; \u201cConstru\u00e7\u00e3o de Pontes\u201d. Os alunos da op\u00e7\u00e3o \u201cEstruturas\u201d cursavam tamb\u00e9m as disciplinas \u201cMec\u00e2nica dos Solos e Funda\u00e7\u00f5es\u201d; \u201cFundamentos da Teoria da Elasticidade e da Plasticidade\u201d; \u201cEstruturas Especiais de Concreto\u201d; \u201cTeoria das Pontes\u201d; \u201cEstruturas Tridimensionais\u201d. Todas essas disciplinas eram anuais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;font-size: 10pt;color: #000000\">Em 1965, foram criados dois departamentos de engenharia civil, o \u201cDepartamento de Engenharia Civil (Constru\u00e7\u00e3o e Estruturas)\u201d e o \u201cDepartamento de Engenharia Civil (Hidr\u00e1ulica e Transportes)\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;font-size: 10pt;color: #000000\">Integravam o \u201cDepartamento de Engenharia Civil (Constru\u00e7\u00e3o e Estruturas)\u201d as c\u00e1tedras \u00a0de n\u00fameros 9 \u201cResist\u00eancia dos Materiais e Estabilidade das Constru\u00e7\u00f5es\u201d; 10 \u201cMateriais de Constru\u00e7\u00e3o\u201d; 12 \u201cConstru\u00e7\u00e3o de Edif\u00edcios e Engenharia Urbana\u201d; 17 \u201cConstru\u00e7\u00f5es de Concreto\u201d; 18 \u201cPontes e Estruturas Tridimensionais\u201d; 35 \u201cMec\u00e2nica dos Solos\u201d e as disciplinas aut\u00f4nomas A2 \u201cConstru\u00e7\u00f5es Met\u00e1licas e de Madeira\u201d e A4 \u201cOrganiza\u00e7\u00e3o e Execu\u00e7\u00e3o de Obras\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;font-size: 10pt;color: #000000\">No final da d\u00e9cada de 1960, o governo federal implantou a Reforma Universit\u00e1ria, que extinguiu as c\u00e1tedras e instituiu departamentos nas unidades de ensino das universidades.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;font-size: 10pt;color: #000000\">Em 16 de dezembro de 1969, foi aprovado o Estatuto da Universidade de S\u00e3o Paulo, em conson\u00e2ncia com a Reforma Universit\u00e1ria.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: 'book antiqua', palatino, serif;font-size: 10pt;color: #000000\">Diz o Estatuto em seu Artigo 45:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;font-size: 10pt;color: #000000\"><em>Artigo 45 &#8211; O Departamento \u00e9 a menor fra\u00e7\u00e3o da estrutura universit\u00e1ria, para todos os efeitos de organiza\u00e7\u00e3o administrativa, bem como did\u00e1tico-cient\u00edfica e compreende disciplinas afins.<\/em><\/span><\/p>\n<p><em style=\"color: #000000;font-family: arial, helvetica, sans-serif;font-size: 10pt\">1.\u00ba &#8211; Ao Departamento incumbe a responsabilidade da elabora\u00e7\u00e3o e do desenvolvimento de programas delimitados de ensino, pesquisa e extens\u00e3o de servi\u00e7os \u00e0 comunidade, intimamente correlacionados, de conte\u00fado homog\u00eaneo, e unificado, que se utilizem de recursos comuns de trabalho.<\/em><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;font-size: 10pt;color: #000000\"><em>2.\u00ba &#8211; Os programas de ensino, mencionados no par\u00e1grafo anterior, definir\u00e3o as disciplinas.<\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;font-size: 10pt;color: #000000\">A orienta\u00e7\u00e3o do ensino, antes dada pelas c\u00e1tedras, passa ent\u00e3o aos Conselhos dos Departamentos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;font-size: 10pt;color: #000000\">Em janeiro de 1970, os dois departamentos de engenharia civil de ent\u00e3o foram desmembrados nos quatro departamentos at\u00e9 hoje existentes, apesar de algumas altera\u00e7\u00f5es de nome: \u201cDepartamento de Engenharia de Constru\u00e7\u00e3o Civil\u201d; \u201cDepartamento de Engenharia de Estruturas e Funda\u00e7\u00f5es\u201d; \u201cDepartamento de Engenharia Hidr\u00e1ulica\u201d; \u201cDepartamento de Engenharia de Transportes\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;font-size: 10pt;color: #000000\">A primeira reuni\u00e3o do Conselho do Departamento foi realizada em 13 de janeiro de 1970, sob a presid\u00eancia do Prof. Telemaco Hyppolito de Macedo van Langendonck, Chefe ad-hoc do Departamento. O primeiro ato da reuni\u00e3o foi a elei\u00e7\u00e3o do Chefe do Departamento; por indica\u00e7\u00e3o do Prof. Nilo Andrade Amaral, por aclama\u00e7\u00e3o, foi eleito o Prof. Victor Manoel de Souza Lima, a quem foi passada a presid\u00eancia da reuni\u00e3o. Em seguida, procedeu-se \u00e0 elei\u00e7\u00e3o do suplente do Chefe do Departamento; por indica\u00e7\u00e3o do Prof. Jos\u00e9 Carlos de Figueiredo Ferraz, tamb\u00e9m por aclama\u00e7\u00e3o, foi eleito o Prof. Victor Froilano Bachmann de Mello.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;font-size: 10pt;color: #000000\">O Estatuto da USP de 1969 instituiu o programa de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o na Universidade, que foi objeto da segunda reuni\u00e3o do Conselho do Departamento, realizada no dia 20 de fevereiro de 1970. Foram propostos dois cursos de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, a serem submetidos \u00e0 Comiss\u00e3o de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o, \u201cEngenharia de Estruturas\u201d e \u201cEngenharia de Solos\u201d, e foram propostas as disciplinas desses dois cursos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;font-size: 10pt;color: #000000\">Em 1971, as disciplinas passaram a ser semestrais e as matr\u00edculas passaram a ser por disciplinas, n\u00e3o mais por curso.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;font-size: 10pt;color: #000000\">Ao ser criada, a Escola Polit\u00e9cnica foi instalada no antigo Solar do Marqu\u00eas de Tr\u00eas Rios, no bairro da Luz. Posteriormente, em terrenos vizinhos, foram constru\u00eddos v\u00e1rios outros edif\u00edcios para abrigar as instala\u00e7\u00f5es da Escola. Com o crescimento da Escola e de seus laborat\u00f3rios, tornou-se necess\u00e1ria a mudan\u00e7a de suas instala\u00e7\u00f5es para a Cidade Universit\u00e1ria, pois os terrenos da Luz n\u00e3o possibilitavam sua expans\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;font-size: 10pt;color: #000000\">A partir de 1960, os cursos da Escola Polit\u00e9cnica foram sendo transferidos para a Cidade Universit\u00e1ria; o \u00faltimo deles a ser instalado no campus do Butant\u00e3 foi o curso de engenharia civil, em 1973.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;font-size: 10pt;color: #000000\">O Departamento possui tr\u00eas laborat\u00f3rios: o Laborat\u00f3rio de \u201cMec\u00e2nica dos Solos \u2013 LMS\u201d, criado em 1963, o \u201cLaborat\u00f3rio de Estruturas e Materiais Estruturais \u2013 LEM\u201d, criado em 1982, e o \u201cLaborat\u00f3rio de Mec\u00e2nica Computacional \u2013 LMC\u201dl, de 1987.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;font-size: 10pt;color: #000000\">Em 2014, uma nova estrutura curricular foi implantada na Escola Polit\u00e9cnica. Nessa estrutura, no quinto ano os alunos escolhem um M\u00f3dulo de Forma\u00e7\u00e3o. Os M\u00f3dulos de Forma\u00e7\u00e3o de que o Departamento de Engenharia de Estruturas e Geot\u00e9cnica participa s\u00e3o \u201cCi\u00eancia e Tecnologia da Engenharia Civil e Ambiental (Pr\u00e9-Mestrado)\u201d, \u201cEspecializa\u00e7\u00e3o em Engenharia Estrutural e Geot\u00e9cnica\u201d e \u201cPlanejamento, Gest\u00e3o e Infraestrutura de Cidades\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;font-size: 10pt;color: #000000\">Al\u00e9m de ministrar disciplinas aos alunos do curso de Engenharia Civil, o Departamento oferece disciplinas aos alunos dos seguintes cursos da Escola Polit\u00e9cnica: Engenharia Ambiental; Engenharia de Computa\u00e7\u00e3o; Engenharia de Materiais; Engenharia de Minas; Engenharia de Produ\u00e7\u00e3o; Engenharia El\u00e9trica; Engenharia Mecatr\u00f4nica; Engenharia Metal\u00fargica; Engenharia Qu\u00edmica. Ministra tamb\u00e9m disciplinas do curso de Arquitetura e Urbanismo da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP e do curso de Geologia do Instituto de Geoci\u00eancias da USP.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;font-size: 10pt;color: #000000\">A Escola Polit\u00e9cnica, criada em 1893, em um Brasil eminentemente agr\u00edcola, com a economia baseada, sobretudo, no plantio e na exporta\u00e7\u00e3o de caf\u00e9, e em uma cidade com cerca de 129.000 habitantes, sem constru\u00e7\u00f5es com estrutura de concreto armado e com um \u00fanico autom\u00f3vel, um Peugeot trazido da Fran\u00e7a por Alberto Santos Dumont, utilizado por seu irm\u00e3o Henrique, teve desde ent\u00e3o fundamental papel no desenvolvimento do Estado de S\u00e3o Paulo e do pa\u00eds.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;font-size: 10pt;color: #000000\">Os engenheiros, mestres e doutores formados pela Escola Polit\u00e9cnica, as pesquisas realizadas em seus laborat\u00f3rios pelos professores e pesquisadores n\u00e3o docentes e os cursos de especializa\u00e7\u00e3o oferecidos \u00e0 comunidade t\u00eam tido destacado papel no desenvolvimento do Brasil em todos os momentos: o fomento \u00e0 industrializa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds ocorrida no in\u00edcio do s\u00e9culo XX, sobretudo da ind\u00fastria da constru\u00e7\u00e3o civil, logo estendida a outras \u00e1reas de atividade, o que levou \u00e0 cria\u00e7\u00e3o e novos cursos de engenharia; o grande desenvolvimento da ind\u00fastria brasileira ocorrido ap\u00f3s a Segunda Grande Guerra; as grandes obras de infraestrutura realizadas nas d\u00e9cadas de 1970 e 1980; a revolu\u00e7\u00e3o trazida pelos computadores a todas as \u00e1reas da engenharia e da atividade humana; a explora\u00e7\u00e3o dos recursos minerais do pa\u00eds.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;font-size: 10pt;color: #000000\">Como mostra este breve relato, ao longo dos seus mais de 120 anos de hist\u00f3ria, a Escola Polit\u00e9cnica modernizou-se e adequou-se \u00e0s mudan\u00e7as havidas e assim tamb\u00e9m a \u00e1rea de engenharia de estruturas e geot\u00e9cnica, desde 1970 a cargo do atual Departamento de Engenharia de Estruturas e Geot\u00e9cnica.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;font-size: 10pt\"><strong>Alguns marcos importantes na hist\u00f3ria do PEF:<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;font-size: 10pt;color: #000000\"><strong>1894<\/strong>\u00a0\u2013\u00a0cria\u00e7\u00e3o das cadeiras de \u201cResist\u00eancia dos Materiais\u201d e de \u201cEstabilidade das Constru\u00e7\u00f5es\u201d, por ocasi\u00e3o da funda\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria Escola Polit\u00e9cnica<\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;font-size: 10pt;color: #000000\"><strong>1899 \u2013<\/strong>\u00a0cria\u00e7\u00e3o do Gabinete de Resist\u00eancia dos Materiais, para dar apoio aos cursos pr\u00e1ticos das cadeiras e executar trabalhos experimentais<\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;font-size: 10pt;color: #000000\"><strong>1927 \u2013<\/strong>\u00a0transforma\u00e7\u00e3o do Gabinete em Laborat\u00f3rio de Ensaio de Materiais<\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;font-size: 10pt;color: #000000\"><strong>1931 \u2013<\/strong>\u00a0introdu\u00e7\u00e3o do estudo das funda\u00e7\u00f5es na cadeira de Pontes<\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;font-size: 10pt;color: #000000\"><strong>1934 \u2013<\/strong>\u00a0transforma\u00e7\u00e3o do Laborat\u00f3rio de Ensaio de Materiais em autarquia, o Instituto de Pesquisas Tecnol\u00f3gicas (IPT)<\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;font-size: 10pt;color: #000000\"><strong>1940 \u2013<\/strong>\u00a0a cadeira de \u201cFunda\u00e7\u00f5es, Pontes, Estruturas de Ferro e Concreto\u201d, passa a denominar-se \u201cElementos de Mec\u00e2nica dos Solos e Funda\u00e7\u00f5es; Pontes, Estruturas Met\u00e1licas e Grandes Estruturas de Concreto Armado\u201d<\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;font-size: 10pt;color: #000000\"><strong>1943 \u2013<\/strong>\u00a0introdu\u00e7\u00e3o da primeira disciplina regular e aut\u00f4noma de Mec\u00e2nica dos Solos no Brasil<\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;font-size: 10pt;color: #000000\"><strong>1947 \u2013<\/strong>\u00a0desmembramento da cadeira n\u00ba 18 em duas: \u201cPontes e Grandes Estruturas de Concreto Armado\u201d e \u201cMec\u00e2nica dos Solos e Funda\u00e7\u00f5es\u201d<\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;font-size: 10pt;color: #000000\"><strong>1955 \u2013<\/strong>\u00a0reformula\u00e7\u00e3o do curr\u00edculo, com o estabelecimento de quatro op\u00e7\u00f5es na Engenharia Civil: Constru\u00e7\u00f5es, Estruturas, Hidr\u00e1ulica e Transportes<\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;font-size: 10pt;color: #000000\"><strong>1963 \u2013<\/strong>\u00a0cria\u00e7\u00e3o do Laborat\u00f3rio de Mec\u00e2nica dos Solos (LMS)<\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;font-size: 10pt;color: #000000\"><strong>1965 \u2013<\/strong>\u00a0cria\u00e7\u00e3o do Departamento de Engenharia Civil (Constru\u00e7\u00f5es e Estruturas), reunindo as c\u00e1tedras \u201cResist\u00eancia dos Materiais e Estabilidade das Constru\u00e7\u00f5es\u201d, \u201cMateriais de Constru\u00e7\u00e3o\u201d, \u201cConstru\u00e7\u00e3o de Edif\u00edcios e Engenharia Urbana\u201d, \u201cConstru\u00e7\u00f5es de Concreto\u201d, \u201cPontes e Estruturas Tridimensionais\u201d e \u201cMec\u00e2nica dos Solos\u201d, al\u00e9m das disciplinas aut\u00f4nomas \u201cConstru\u00e7\u00f5es Met\u00e1licas e de Madeira\u201d e \u201cOrganiza\u00e7\u00e3o e Execu\u00e7\u00e3o de Obras\u201d<\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;font-size: 10pt;color: #000000\"><strong>1968 \u2013<\/strong>\u00a0fus\u00e3o das quatro especialidades (Constru\u00e7\u00f5es, Estruturas, Hidr\u00e1ulica e Transportes) em um curr\u00edculo \u00fanico de Engenharia Civil<\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;font-size: 10pt;color: #000000\"><strong>1970 \u2013<\/strong>\u00a0desmembramento do Departamento de Engenharia Civil (Constru\u00e7\u00f5es e Estruturas) nos atuais Departamento de Engenharia de Estruturas e Funda\u00e7\u00f5es (PEF) e Departamento de Engenharia de Constru\u00e7\u00e3o Civil (PCC)<\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;font-size: 10pt;color: #000000\"><strong>1982 \u2013<\/strong>\u00a0cria\u00e7\u00e3o do Laborat\u00f3rio de Estruturas e Materiais Estruturais (LEM)<\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;font-size: 10pt;color: #000000\"><strong>1987 \u2013<\/strong>\u00a0cria\u00e7\u00e3o do Laborat\u00f3rio de Mec\u00e2nica Computacional (LMC)<\/span><\/p>\n<p><strong><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;font-size: 10pt;color: #000000\">(Texto escrito pelo Professor Doutor Henrique Lindenberg Neto)<\/span><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\"><\/div>\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\"><\/div>\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\"><\/div>\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\"><\/div>\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Breve hist\u00f3rico do Departamento de Engenharia de Estruturas e Geot\u00e9cnica Embora o atual Departamento de Engenharia de Estruturas e Geot\u00e9cnica tenha sido criado em 1970, com o nome de Departamento de Engenharia de Estruturas e Funda\u00e7\u00f5es, as suas origens remontam \u00e0 cria\u00e7\u00e3o da Escola Polit\u00e9cnica de S\u00e3o Paulo, em 1893, sob a inspira\u00e7\u00e3o e o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1197,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"class_list":["post-162","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/pef1\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/162","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/pef1\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/pef1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/pef1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1197"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/pef1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=162"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/pef1\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/162\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/pef1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=162"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}