{"id":3919,"date":"2022-09-21T23:30:09","date_gmt":"2022-09-22T01:30:09","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.usp.br\/portalatinoamericano\/?p=3919"},"modified":"2024-03-12T10:49:01","modified_gmt":"2024-03-12T12:49:01","slug":"amazonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.usp.br\/portalatinoamericano\/amazonia","title":{"rendered":"Amaz\u00f4nia"},"content":{"rendered":"<span style=\"font-weight: 400;\">Carlos Walter Porto-Gon\u00e7alves<\/span><!--more--><\/p>\n<figure id=\"attachment_3988\" aria-describedby=\"caption-attachment-3988\" style=\"width: 567px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/sites.usp.br\/portalatinoamericano\/wp-content\/uploads\/sites\/922\/2022\/09\/Imagem1-1.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-3988 size-full\" src=\"https:\/\/sites.usp.br\/portalatinoamericano\/wp-content\/uploads\/sites\/922\/2022\/09\/Imagem1-1.jpg\" alt=\"\" width=\"567\" height=\"348\" data-id=\"3988\" srcset=\"https:\/\/sites.usp.br\/portalatinoamericano\/wp-content\/uploads\/sites\/922\/2022\/09\/Imagem1-1.jpg 567w, https:\/\/sites.usp.br\/portalatinoamericano\/wp-content\/uploads\/sites\/922\/2022\/09\/Imagem1-1-300x184.jpg 300w, https:\/\/sites.usp.br\/portalatinoamericano\/wp-content\/uploads\/sites\/922\/2022\/09\/Imagem1-1-400x246.jpg 400w\" sizes=\"(max-width: 567px) 100vw, 567px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-3988\" class=\"wp-caption-text\">O rio Solim\u00f5es visto do alto lembra uma cobra grande, como \u00e9 chamado pelos ind\u00edgenas (Lucia Barreiros\/Lubasi\/Wikimedia Commons)<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A Amaz\u00f4nia corresponde a uma \u00e1rea de aproximadamente 8 milh\u00f5es de km\u00b2, conformada pela maior bacia hidrogr\u00e1fica do mundo, a do Amazonas, e outras bacias importantes, como a do Orinoco (<\/span><a href=\"https:\/\/sites.usp.br\/portalatinoamericano\/venezuela\"><span style=\"font-weight: 400;\">Venezuela<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">) e a do Essequibo (<\/span><a href=\"https:\/\/sites.usp.br\/portalatinoamericano\/guiana\"><span style=\"font-weight: 400;\">Guiana<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">). Os rios da bacia amaz\u00f4nica s\u00e3o formados a partir dos contrafortes andinos, do Planalto Central brasileiro e do Planalto das Guianas. Esses dois planaltos formaram-se nas mais antigas eras geol\u00f3gicas do planeta e estavam separados at\u00e9 a forma\u00e7\u00e3o dos Andes na Era Terci\u00e1ria, quando, ent\u00e3o, constituiram nesse grande anfiteatro que \u00e9 a bacia amaz\u00f4nica.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Essa \u00e1rea \u00e9, em mais de 90% de sua extens\u00e3o, coberta por floresta equatorial (ombr\u00f3fila) e por manchas significativas de savanas e mangues. O atual desenho geogr\u00e1fico da cobertura vegetal da Amaz\u00f4nia tem menos de 12 mil anos, quando os climas do mundo passaram a se configurar nas caracter\u00edsticas atuais, ap\u00f3s o recuo da \u00faltima glacia\u00e7\u00e3o, que fez subir o n\u00edvel dos oceanos e mares cerca de cem metros. Nos per\u00edodos mais secos, correspondentes ao avan\u00e7o dos glaciais nas latitudes maiores, a regi\u00e3o ficava coberta por extensas \u00e1reas de savanas (cerrados e\u00a0<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">llanos<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">)\u00a0e a floresta reduzia-se a \u00e1reas-ref\u00fagios, que se constitu\u00edam em rel\u00edquias gen\u00e9ticas. Dessas \u00e1reas \u00e9 que teriam partido, nos per\u00edodos mais \u00famidos, quando do recuo dos glaciais, diferentes esp\u00e9cies para colonizar o espa\u00e7o, dando origem \u00e0 enorme diversidade biol\u00f3gica que a regi\u00e3o abriga.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Foi durante a \u00faltima glacia\u00e7\u00e3o que popula\u00e7\u00f5es origin\u00e1rias da \u00c1sia atravessaram o estreito de Bering, o que veio a constituir-se na principal onda de povoamento da Am\u00e9rica. Assim, o tempo de presen\u00e7a humana na Amaz\u00f4nia coincide com o de forma\u00e7\u00e3o dos seus ecossistemas, e a rela\u00e7\u00e3o dessas popula\u00e7\u00f5es origin\u00e1rias com a natureza n\u00e3o foi passiva. Em um trabalho intitulado\u00a0<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Florestas culturais da Amaz\u00f4nia<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, o antrop\u00f3logo William Bal\u00e9e atribui o perfil atual da floresta \u00e0 manipula\u00e7\u00e3o feita por popula\u00e7\u00f5es origin\u00e1rias:<\/span><\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">Em certo sentido, os diferentes perfis dessas florestas podem ser vistos como artefatos arqueol\u00f3gicos, em nada distintos dos instrumentos e cacos de cer\u00e2mica, uma vez que elas nos abrem uma janela para o passado da Amaz\u00f4nia.<\/span><\/i><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Pesquisadores v\u00eam assinalando que as popula\u00e7\u00f5es origin\u00e1rias seriam respons\u00e1veis por aumentar a diversidade biol\u00f3gica, sobretudo por sua agricultura de baixo impacto. Nessa atividade, ao abrir pequenas clareiras durante sucessivos per\u00edodos ao longo dos \u00faltimos seis a oito mil\u00eanios, esses primitivos habitantes favoreceram o aumento da incid\u00eancia solar e com isso o desenvolvimento de novas esp\u00e9cies.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Chuvas intensas (mais de 2 mil mm anuais), durante praticamente o ano inteiro \u2013 sobretudo nas \u00e1reas pr\u00f3ximas \u00e0 linha do Equador \u2013, e forte insola\u00e7\u00e3o s\u00e3o condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis ao desenvolvimento da vida. Pesquisas apontam que, na Amaz\u00f4nia, o volume de biomassa varia de 350 a 550 toneladas por hectare, com uma taxa de reciclagem anual em torno de 8%, isto \u00e9, de 28 a 44 toneladas anuais de biomassa por hectare.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Essa produtividade biol\u00f3gica prim\u00e1ria \u2013 a maior do mundo \u2013 talvez ajude a entender por que tantos pequenos grupos humanos tenham conseguido sobreviver na regi\u00e3o e, tamb\u00e9m, segundo o escritor Jos\u00e9 Ver\u00edssimo, por que sempre foi dif\u00edcil conseguir m\u00e3o de obra para assalariar, uma vez que sempre \u00e9 poss\u00edvel tornar-se aut\u00f4nomo diante de uma natureza t\u00e3o pr\u00f3diga (\u201cuma natureza pr\u00f3diga pode levar o homem pela m\u00e3o como se leva uma crian\u00e7a ao colo\u201d, disse Karl Marx).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Segundo o ge\u00f3grafo William M. Denevan, a popula\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia seria de 5,1 milh\u00f5es de habitantes antes de 1492, sendo calculada em 28 hab.\/km\u00b2\u00a0a m\u00e9dia de popula\u00e7\u00e3o nas regi\u00f5es mais densas.<\/span><\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">[\u2026] ao longo da costa brasileira, nas amplas zonas de v\u00e1rzeas, nos grandes rios e em savanas inund\u00e1veis durante a esta\u00e7\u00e3o chuvosa, tais como a Ilha de Maraj\u00f3 e os llanos de Mojos, na Bol\u00edvia. Todas essas \u00e1reas s\u00e3o ricas em fontes de prote\u00ednas.<\/span><\/i><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O c\u00e1lculo da densidade m\u00e9dia para as regi\u00f5es de terra firme dava valor bem mais baixo: 1,2 hab.\/km\u00b2\u00a0. H\u00e1 regi\u00f5es, como Cocamilla, no rio Huallaga (<\/span><a href=\"https:\/\/sites.usp.br\/portalatinoamericano\/peru\"><span style=\"font-weight: 400;\">Peru<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">), onde, segundo o antrop\u00f3logo Anthony Stocks, as v\u00e1rzeas e lagos t\u00eam a capacidade de sustentar cerca de 170 hab.\/km\u00b2\u00a0, pois a produ\u00e7\u00e3o de peixe alcan\u00e7a a m\u00e9dia de 17,6 toneladas por km\u00b2\u00a0, o que corresponde a tr\u00eas vezes a do rio Xingu.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">De acordo com Nieta Lindenberg, da Comiss\u00e3o Pr\u00f3-\u00cdndio do Acre, existem cerca de 206 etnias em territ\u00f3rio brasileiro, onde se falam 180 l\u00ednguas ind\u00edgenas, 70% delas na Amaz\u00f4nia. Tal exuber\u00e2ncia \u00e9 surpreendente, mesmo em um cen\u00e1rio de grande diversidade lingu\u00edstica como o latino-americano. Das cerca de 500 l\u00ednguas ind\u00edgenas faladas na Am\u00e9rica Latina, quase 40% s\u00e3o pr\u00f3prias dos ind\u00edgenas brasileiros que, por sua vez, correspondem a somente 1% da popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena. Somente de quatro dessas 206 etnias h\u00e1 mais de 10 mil falantes \u2013 duas das quais na Amaz\u00f4nia \u2013 enquanto de outras 110 h\u00e1 menos de 400 falantes e, destas, h\u00e1 vinte e quatro com menos de cinquenta falantes e nove com menos de vinte falantes. Trata-se, pois, de uma extraordin\u00e1ria riqueza lingu\u00edstico-cultural e, ao mesmo tempo, um enorme desafio \u00e9tico-pol\u00edtico, com expl\u00edcitas implica\u00e7\u00f5es ecol\u00f3gicas. Isso d\u00e1 ideia da complexidade ecol\u00f3gica, cultural e pol\u00edtica do que se pode chamar \u201cquest\u00e3o amaz\u00f4nica\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A fant\u00e1stica produtividade biol\u00f3gica prim\u00e1ria da Amaz\u00f4nia tornou poss\u00edvel, ainda, que pequenas comunidades camponesas se formassem ao longo dos rios, desde os prim\u00f3rdios do per\u00edodo colonial. Isso produziu um tipo sociol\u00f3gico caracter\u00edstico \u2013 o caboclo ribeirinho \u2013, com suas m\u00faltiplas atividades de ca\u00e7a, coleta, pesca, agricultura e cria\u00e7\u00e3o de animais. Destaquem-se ainda as comunidades camponesas negras que, fugindo da escravid\u00e3o das fazendas, buscaram a liberdade nas florestas, sobretudo nas regi\u00f5es acima das cachoeiras, por facilitarem seu isolamento e defesa, como \u00e9 o caso dos quilombolas do rio Trombetas, cujo imagin\u00e1rio associa a cachoeira \u00e0 liberdade. Essa associa\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia com a liberdade esteve presente tamb\u00e9m entre os migrantes do sert\u00e3o semi\u00e1rido nordestino, que se dirigiram para a regi\u00e3o durante o chamado \u201cciclo da borracha\u201d, entre 1870 e 1920, preterindo o deslocamento para as fazendas escravocratas de caf\u00e9 de S\u00e3o Paulo e do Rio de Janeiro, em franca expans\u00e3o na \u00e9poca. A diversidade das exporta\u00e7\u00f5es durante todo o per\u00edodo conhecido como \u201cciclo das drogas do sert\u00e3o\u201d d\u00e1 ind\u00edcios da riqueza produzida por essas popula\u00e7\u00f5es. Ainda nos dias atuais, \u00e9 poss\u00edvel verificar isso acompanhando outra figura t\u00edpica da regi\u00e3o, o regat\u00e3o, que com suas embarca\u00e7\u00f5es sobe e desce os rios comprando, vendendo, trocando coisas e informa\u00e7\u00f5es, abastecendo cidades, vilas e as mais rec\u00f4nditas comunidades da Amaz\u00f4nia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Tudo isso conformou uma grande diversidade cultural na regi\u00e3o e ali reside o maior patrim\u00f4nio de conhecimentos da Amaz\u00f4nia. Somente uma sorveteria na cidade de Bel\u00e9m conseguia reunir, nos anos 1980, mais de cem sabores diferentes de sorvetes de frutos. Como n\u00e3o h\u00e1 sabores que n\u00e3o sejam, ao mesmo tempo, tecidos na conviv\u00eancia com a floresta, n\u00e3o h\u00e1 melhor exemplo dessa riqueza cultural e biol\u00f3gica. Isso n\u00e3o impediu, entretanto, que a primeira f\u00e1brica inaugurada na Zona Franca de Macap\u00e1, no in\u00edcio dos anos 1990, fosse de Coca-Cola, e n\u00e3o de beneficiamento desses frutos. A colonialidade do saber e do poder continua vigente.<\/span><\/p>\n<p><b>Amaz\u00f4nia no contexto geopol\u00edtico mundial<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c9 imposs\u00edvel compreender a Amaz\u00f4nia sem considerar a dimens\u00e3o geopol\u00edtica implicada na sua forma\u00e7\u00e3o territorial, desde o in\u00edcio do per\u00edodo colonial. A regi\u00e3o abrange oito pa\u00edses \u2013\u00a0<\/span><a href=\"https:\/\/sites.usp.br\/portalatinoamericano\/brasil\"><span style=\"font-weight: 400;\">Brasil<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">,\u00a0<\/span><a href=\"https:\/\/sites.usp.br\/portalatinoamericano\/espanol-bolivia\"><span style=\"font-weight: 400;\">Bol\u00edvia<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, Peru,\u00a0<\/span><a href=\"https:\/\/sites.usp.br\/portalatinoamericano\/espanol-ecuador\"><span style=\"font-weight: 400;\">Equador<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">,\u00a0<\/span><a href=\"https:\/\/sites.usp.br\/portalatinoamericano\/espanol-colombia\"><span style=\"font-weight: 400;\">Col\u00f4mbia<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, Venezuela, Guiana e\u00a0<\/span><a href=\"https:\/\/sites.usp.br\/portalatinoamericano\/suriname\"><span style=\"font-weight: 400;\">Suriname\u00a0<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">\u2013 e um territ\u00f3rio ainda submetido ao estatuto colonial, a\u00a0<\/span><a href=\"https:\/\/sites.usp.br\/portalatinoamericano\/espanol-guayana-francesa\"><span style=\"font-weight: 400;\">Guiana Francesa<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">. Nesses pa\u00edses, as l\u00ednguas oficiais s\u00e3o os idiomas impostos pelas diferentes pot\u00eancias colonialistas e imperialistas desde 1492: o portugu\u00eas, o espanhol, o franc\u00eas, o ingl\u00eas e o holand\u00eas. Portanto, a cobi\u00e7a internacional sobre a regi\u00e3o onde viviam os povos origin\u00e1rios est\u00e1 marcada na geografia pol\u00edtica e na l\u00edngua que lhe foi imposta.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As regi\u00f5es amaz\u00f4nicas s\u00e3o \u00e1reas perif\u00e9ricas de pa\u00edses perif\u00e9ricos e, por esse motivo, extremamente vulner\u00e1veis a a\u00e7\u00f5es pol\u00edticas externas. H\u00e1 raz\u00f5es hist\u00f3ricas para isso. Antes de tudo, a ocupa\u00e7\u00e3o de uma regi\u00e3o com floresta t\u00e3o densa como a da Amaz\u00f4nia exigia um efetivo demogr\u00e1fico que os conquistadores portugueses e espanh\u00f3is n\u00e3o dispunham nem encontraram dispon\u00edvel na regi\u00e3o. Al\u00e9m disso, tinham dificuldades para manter o controle sobre a popula\u00e7\u00e3o em \u00e1rea com tantas possibilidades de sobreviv\u00eancia e liberdade. Associem-se esses fatos \u00e0 prioridade dos invasores de enriquecimento r\u00e1pido e t\u00eam-se a\u00ed os contornos para compreender por que a Amaz\u00f4nia teve uma ocupa\u00e7\u00e3o demogr\u00e1fica d\u00e9bil. Isso significa que, ainda atualmente, as partes amaz\u00f4nicas de cada pa\u00eds s\u00e3o regi\u00f5es politicamente d\u00e9beis, at\u00e9 mesmo pelo seu peso eleitoral marginal na conforma\u00e7\u00e3o dos blocos de poder nacional de cada pa\u00eds. Diante das dificuldades, os conquistadores lan\u00e7aram m\u00e3o de estrat\u00e9gias de coopta\u00e7\u00e3o das popula\u00e7\u00f5es, sobretudo por meio da evangeliza\u00e7\u00e3o e catequese. V\u00e1rias foram as ordens religiosas que atuaram por meio do pacto pol\u00edtico-religioso que, literalmente, consagrou a invas\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A pr\u00f3pria condi\u00e7\u00e3o de pa\u00edses perif\u00e9ricos na (des)ordem\u00a0<\/span><a href=\"https:\/\/sites.usp.br\/portalatinoamericano\/es-espanol-geopolitica-y-relaciones-internacionales\"><span style=\"font-weight: 400;\">geopol\u00edtica<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0mundial implica que os blocos de poder dominantes negociem concess\u00f5es as mais variadas, sobretudo, nas regi\u00f5es perif\u00e9ricas nacionais, onde as riquezas ainda est\u00e3o dispon\u00edveis, quase sempre preferindo se aliar \u00e0s classes dominantes internacionais. Al\u00e9m disso, entre os \u201cde cima\u201d e os \u201cde baixo\u201d, tanto do interior de cada pa\u00eds como de fora, h\u00e1 complexas rela\u00e7\u00f5es geopol\u00edticas em curso, cabendo a cada um avaliar o conte\u00fado emancipat\u00f3rio e de justi\u00e7a ou opressor e mantenedor do\u00a0<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">status quo\u00a0<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">que cada um desses protagonistas, em maior ou menor grau, comporta com suas a\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p><b>O significado ecol\u00f3gico da Amaz\u00f4nia<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Um balan\u00e7o contextualizado do significado das riquezas amaz\u00f4nicas se faz necess\u00e1rio para que se compreenda o futuro da regi\u00e3o diante do quadro geopol\u00edtico. Para isso, \u00e9 preciso considerar que, desde os anos 1970, defronta-se com uma nova configura\u00e7\u00e3o nas rela\u00e7\u00f5es sociais e de poder, por meio da tecnologia. Nesse contexto, alguns recursos, at\u00e9 aqui n\u00e3o valorizados como tais, colocam-se como estrat\u00e9gicos \u2013 caso da\u00a0<\/span><a href=\"https:\/\/sites.usp.br\/portalatinoamericano\/espanol-agua\"><span style=\"font-weight: 400;\">\u00e1gua\u00a0<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">\u2013, enquanto outros permanecem como tais \u2013 caso da\u00a0<\/span><a href=\"https:\/\/sites.usp.br\/portalatinoamericano\/espanol-energia\"><span style=\"font-weight: 400;\">energia<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0e dos minerais met\u00e1licos e n\u00e3o met\u00e1licos. Os minerais continuam sendo estrat\u00e9gicos, pois a demanda industrial por recursos naturais n\u00e3o renov\u00e1veis, como os minerais, continua aumentando. Segundo dados da ONU, os 20% mais ricos da popula\u00e7\u00e3o mundial, localizados, sobretudo, nos pa\u00edses centrais, s\u00e3o respons\u00e1veis pela demanda de 80% dos recursos naturais do planeta. Assim, a maior parte dos recursos financeiros e de tecnologia se encontram nos pa\u00edses centrais, em geral pobres em recursos naturais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">S\u00e3o enormes as jazidas minerais de ferro, mangan\u00eas, bauxita (alum\u00ednio), cassiterita (estanho), cobre, n\u00edquel, ouro, diamante, caulim,\u00a0<\/span><a href=\"http:\/\/petr\u00f3leo\"><span style=\"font-weight: 400;\">petr\u00f3leo<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0e g\u00e1s, cuja explora\u00e7\u00e3o implica energia, e alguns pa\u00edses, como o Brasil, praticamente esgotaram a sua capacidade de explora\u00e7\u00e3o de energia hidrel\u00e9trica. Ind\u00fastrias que demandam muita \u00e1gua e muita energia v\u00eam se trasladando dos pa\u00edses centrais para os perif\u00e9ricos, como j\u00e1 se registra na Amaz\u00f4nia, com a ind\u00fastria do alum\u00ednio (Brasil, Venezuela, Suriname) e de papel e celulose (no Estado do Amap\u00e1). Agregue-se a informa\u00e7\u00e3o de que grande parte desses grandes projetos m\u00ednero-metal\u00fargicos implantados na Amaz\u00f4nia brasileira v\u00eam funcionando com energia subsidiada.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A (des)ordem ecol\u00f3gica global manifesta-se cada vez com mais frequ\u00eancia (temporadas de furac\u00f5es mais intensos, ondas de calor, enchentes e imin\u00eancia de pandemias), o que p\u00f5e a Amaz\u00f4nia no centro do debate mundial, tamb\u00e9m pelo papel que desempenha para o equil\u00edbrio global, mas n\u00e3o por ser o pulm\u00e3o do mundo, como equivocadamente se declarou. O fato de ser a maior extens\u00e3o de florestas relativamente cont\u00ednuas junto \u00e0 faixa intertropical e, portanto, onde \u00e9 maior a intensidade da radia\u00e7\u00e3o solar (energia), cumpre um papel decisivo no equil\u00edbrio energ\u00e9tico do planeta, em que boa parte da energia \u00e9 consumida na evapotranspira\u00e7\u00e3o, na fotoss\u00edntese (produ\u00e7\u00e3o de biomassa) e no deslocamento das massas de ar e ventos para outras \u00e1reas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Essa extens\u00e3o de florestas \u00e9 constitu\u00edda por um volume de biomassa que varia entre 350 e 550 toneladas por hectare e \u2013 sendo a vida biol\u00f3gica constitu\u00edda em m\u00e9dia em 70% por \u00e1gua \u2013, a Amaz\u00f4nia pode ser entendida como um verdadeiro oceano verde, tamanha \u00e9 a quantidade de \u00e1gua sob a forma de floresta. A evapotranspira\u00e7\u00e3o da floresta alimenta a massa de ar equatorial continental, que ora se desloca para o norte, ora para o sul, redistribuindo as \u00e1guas amaz\u00f4nicas, ao norte, pelo Caribe, Golfo do M\u00e9xico e sul dos Estados Unidos e, ao sul, por todo o Brasil, pelo Chaco boliviano-paraguaio at\u00e9 os Pampas uruguaio-argentinos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c9 preciso uma reavalia\u00e7\u00e3o dos solos da Amaz\u00f4nia com base em teorias mais complexas e menos reducionistas como as que v\u00eam caracterizando a maior parte dos solos da regi\u00e3o como pobres e salientando os processos de lixivia\u00e7\u00e3o e lateriza\u00e7\u00e3o (produ\u00e7\u00e3o de laterita). Embora tais processos se fa\u00e7am presentes, duas considera\u00e7\u00f5es devem relativiz\u00e1-los: h\u00e1 na regi\u00e3o outros tipos de solo em propor\u00e7\u00f5es importantes \u2013 as extensas v\u00e1rzeas da regi\u00e3o, os mais de 70% dos solos do Acre, as terras pretas dos \u00edndios, e outros; e, mesmo nas \u00e1reas onde predominam os latossolos, h\u00e1 uma biomassa fant\u00e1stica sobre eles que n\u00e3o pode ser ignorada. Quase sempre se diz que os solos da Amaz\u00f4nia s\u00e3o pobres porque, retirada a floresta, eles ficam ainda mais expostos \u00e0 lixivia\u00e7\u00e3o e lateriza\u00e7\u00e3o, o que \u00e9 verdade. No entanto, essa verdade n\u00e3o autoriza a caracteriz\u00e1-los como solos pobres, ignorando o fato concreto de que sobre eles se abriga o maior volume de biomassa jamais encontrado em qualquer outro solo do mundo. O problema, obviamente, n\u00e3o est\u00e1 nos solos, e sim no olhar reducionista que tenta desqualific\u00e1-lo. Afinal, os solos da Amaz\u00f4nia n\u00e3o s\u00e3o ricos nem pobres, s\u00e3o compat\u00edveis com a floresta e h\u00e1 um horizonte superficial de mat\u00e9ria org\u00e2nica que a sust\u00e9m. Essa caracteriza\u00e7\u00e3o, todavia, n\u00e3o deixa de ter s\u00e9rias implica\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas e pol\u00edticas, na medida em que obriga a pensar na possibilidade de uma ocupa\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o apta a valorizar esse potencial produtivo que se encerra nas complexas rela\u00e7\u00f5es clima\/solo\/floresta \u2013 um potencial, vale lembrar, capaz de reciclar anualmente cerca de 8% do total desse fant\u00e1stico volume de biomassa (de 28 a 44 toneladas de biomassa por hectare\/ano), sem necessitar importar nenhuma energia, posto que lhe chega gratuita e generosamente todo dia diretamente do Sol. Talvez nisso resida a maior sabedoria dos povos da floresta que ali habitam.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Assim, a Amaz\u00f4nia cumpre papel fundamental em toda din\u00e2mica clim\u00e1tica global. Somada \u00e0 enorme diversidade biol\u00f3gica, ao acervo de conhecimento que guardam os povos origin\u00e1rios e camponeses do territ\u00f3rio e \u00e0 riqueza guardada em seu subsolo, a regi\u00e3o oferece enormes desafios pol\u00edticos e geopol\u00edticos.<\/span><\/p>\n<p><b>O futuro da Amaz\u00f4nia<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As taxas de desmatamento na regi\u00e3o mant\u00eam-se elevadas, assim como continua grande a press\u00e3o para que se explore a vasta riqueza do subsolo e a energia da \u00e1gua para a constru\u00e7\u00e3o de hidrel\u00e9tricas. Os ind\u00edgenas protagonizam lutas de resist\u00eancia contra a explora\u00e7\u00e3o de g\u00e1s e de petr\u00f3leo na regi\u00e3o e comunidades quilombolas e camponesas t\u00eam feito o mesmo contra a constru\u00e7\u00e3o de barragens. O paradigma produtivista, que tanta devasta\u00e7\u00e3o vem causando \u00e0 Am\u00e9rica Latina desde 1492, continua presente. A Iniciativa de Integra\u00e7\u00e3o de Infraestrutura Regional Sul-americana (IIRSA) trar\u00e1 grav\u00edssimas consequ\u00eancias socioambientais ao criar as bases para a exporta\u00e7\u00e3o de madeira, min\u00e9rios e gr\u00e3os.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Diante da relev\u00e2ncia que a Amaz\u00f4nia comporta para o mundo n\u00e3o \u00e9 de se estranhar que surjam propostas que busquem submeter a regi\u00e3o \u00e0 tutela de organismos internacionais, como a de consider\u00e1-la patrim\u00f4nio comum da humanidade, restringindo a soberania dos pa\u00edses amaz\u00f4nicos. Embora a soberania nacional n\u00e3o possa mais ser pensada como h\u00e1 quarenta anos, a ideia de Amaz\u00f4nia como patrim\u00f4nio comum da humanidade n\u00e3o pode desconsiderar o lugar especial que as popula\u00e7\u00f5es amaz\u00f4nicas gozam pela condi\u00e7\u00e3o advinda do conhecimento de que disp\u00f5em, fundamental para estabelecer um verdadeiro di\u00e1logo com outros saberes, at\u00e9 mesmo com o conhecimento cient\u00edfico e tecnol\u00f3gico convencional. E aqui cabe interrogar por que esse conhecimento cient\u00edfico e tecnol\u00f3gico convencional, de dom\u00ednio principalmente dos pa\u00edses centrais, n\u00e3o \u00e9 tamb\u00e9m considerado patrim\u00f4nio comum da humanidade, pela import\u00e2ncia que pode adquirir para o planeta, caso seja realmente democratizado.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Tudo indica que os pa\u00edses que det\u00eam a soberania sobre a Amaz\u00f4nia devam refor\u00e7ar suas pol\u00edticas comuns dando efeito ao Tratado de Coopera\u00e7\u00e3o Amaz\u00f4nico firmado nos anos 1970, pois a presen\u00e7a militar norte-americana na Amaz\u00f4nia j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 algo abstrato como se constata com o\u00a0<\/span><a href=\"http:\/\/Plano Col\u00f4mbia\"><span style=\"font-weight: 400;\">Plano Col\u00f4mbia\u00a0<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">e a Base de Manta, no Equador. \u00c9 necess\u00e1rio romper com os preconceitos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s popula\u00e7\u00f5es origin\u00e1rias camponesas e quilombolas e seus conhecimentos, para que se possa com elas dialogar. E as maiores dificuldades enfrentadas por essas popula\u00e7\u00f5es t\u00eam sido no interior dos seus pr\u00f3prios pa\u00edses, onde s\u00e3o desprovidas de poder pol\u00edtico e desqualificadas como interlocutoras. O maior desafio \u00e9 fazer coincidir a soberania nacional com a popular, aliando o direito \u00e0 igualdade ao direito \u00e0 diferen\u00e7a.<\/span><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/sites.usp.br\/portalatinoamericano\/wp-content\/uploads\/sites\/922\/2022\/09\/Imagem2.png\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3989\" src=\"https:\/\/sites.usp.br\/portalatinoamericano\/wp-content\/uploads\/sites\/922\/2022\/09\/Imagem2.png\" alt=\"\" width=\"886\" height=\"730\" data-id=\"3989\" srcset=\"https:\/\/sites.usp.br\/portalatinoamericano\/wp-content\/uploads\/sites\/922\/2022\/09\/Imagem2.png 886w, https:\/\/sites.usp.br\/portalatinoamericano\/wp-content\/uploads\/sites\/922\/2022\/09\/Imagem2-300x247.png 300w, https:\/\/sites.usp.br\/portalatinoamericano\/wp-content\/uploads\/sites\/922\/2022\/09\/Imagem2-768x633.png 768w, https:\/\/sites.usp.br\/portalatinoamericano\/wp-content\/uploads\/sites\/922\/2022\/09\/Imagem2-400x330.png 400w\" sizes=\"(max-width: 886px) 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href=\"https:\/\/sites.usp.br\/portalatinoamericano\/wp-content\/uploads\/sites\/922\/2022\/09\/Imagem4.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3991\" src=\"https:\/\/sites.usp.br\/portalatinoamericano\/wp-content\/uploads\/sites\/922\/2022\/09\/Imagem4.png\" alt=\"\" width=\"886\" height=\"761\" data-id=\"3991\" srcset=\"https:\/\/sites.usp.br\/portalatinoamericano\/wp-content\/uploads\/sites\/922\/2022\/09\/Imagem4.png 886w, https:\/\/sites.usp.br\/portalatinoamericano\/wp-content\/uploads\/sites\/922\/2022\/09\/Imagem4-300x258.png 300w, https:\/\/sites.usp.br\/portalatinoamericano\/wp-content\/uploads\/sites\/922\/2022\/09\/Imagem4-768x660.png 768w, https:\/\/sites.usp.br\/portalatinoamericano\/wp-content\/uploads\/sites\/922\/2022\/09\/Imagem4-400x344.png 400w\" sizes=\"(max-width: 886px) 100vw, 886px\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/sites.usp.br\/portalatinoamericano\/wp-content\/uploads\/sites\/922\/2022\/09\/Imagem5.png\"><img 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