Projeto

Pronta pra ser Cientista

Um agente de promoção de visibilidade e divulgação da ciência feita por mulheres

O projeto “Pronta pra ser Cientista” tem como objetivo atrair meninas para as carreiras de Ciências Biológicas e Exatas além de estimular as pesquisadoras da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) e da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP), Universidade de São Paulo (USP), a se tornarem agentes do desenvolvimento científico e tecnológico no campus USP-RP. A partir da colaboração com as discentes de Graduação e Pós-Graduação da unidade, temos o intuito de difundir as Ciências Biológicas por meio da Paleontologia, Zoologia, Genética, Botânica, Neurociências, Evolução, onde o nosso público alvo é exclusivamente feminino e oriundo de escolas públicas e privadas da rede de Ensino Fundamental de Ribeirão Preto.

Além desta função formadora na área de Biológicas, o projeto visa sensibilizar a comunidade acadêmica e a sociedade para fora dos muros da Universidade, sobre o papel da mulher na sociedade, contribuindo para a erradicação de estereótipos e papéis de gênero.

Aos moldes das oficinas para jovens estudantes do Ensino Fundamental da rede pública e privada, os cursos “Meninas na Ciência”, realizado desde 2013 na UFRGS; “Meninas com Ciência”, realizado desde 2017 no Museu Nacional/UFRJ; “Meninas com Ciência”, realizado desde 2018 no IO/USP; e, Pequenas Cientistas, realizado desde 2017 na UFScar; compartilham objetivos centrais a divulgação da Ciência por meio do recorte de gênero, principalmente em promover e divulgar as pesquisas realizadas por suas pesquisadoras mulheres em suas áreas de atuação (i.e. museus e universidades).

Assim, o projeto visa a realização de cursos presenciais através da divulgação de ciência e das linhas de pesquisa de cientistas mulheres do corpo docente do Departamento de Biologia da FFCLRP e FCFRP (o que é Ciência, quem faz, como fazer e se tornar uma cientista) para o público feminino de jovens do Ensino Fundamental II entre 9 a 12 anos, visando trabalhar na concepção de assuntos dentro da área de Ciências Biológicas, além do incentivo às meninas na construção de carreiras científicas, a partir da aproximação com cientistas mulheres.

Para justificar a escolha de apenas estudantes meninas, este projeto está baseado em um estudo que enxerga uma relação direta entre a baixa participação feminina em certas áreas da Ciência e a ideia de que talentos inatos determinam carreiras científicas, onde este trabalho colheu evidências de que certos campos do conhecimento, tais como matemática e física, combinam uma participação baixa de mulheres no contingente de doutores com uma crença disseminada, dentro e fora de da comunidade científica, de que é necessário ter um talento natural para seguir tais carreiras (ver https://revistapesquisa.fapesp.br/2015/04/10/a-forca-dos-estereotipos/). Segundo os autores deste estudo, as mulheres são bombardeadas desde cedo na infância com a ideia de que lhes falta a aptidão natural, e simplesmente tendem a evitar tais carreiras científicas, o que, isso sim, explicaria a participação restrita de mulheres em diversas áreas da Ciência. Assim, é fundamental que a desconstrução dos estereótipos de gênero cunhados desde a infância, sejam pedagogicamente combatidos, afim de desmistificar “a crença no talento inato” que diminui a diversidade na Ciência.