“Dedicar-se à preparação para concursos pode representar uma oportunidade profissional valiosa.”
(Rafael Ciglione Rugna, oceanógrafo Turma II IOUSP)
Rafael Ciglione Rugna foi ingressante da segunda turma, iniciou sua jornada profissional ainda durante o último ano da graduação, em um estágio na FUNDESPA, atuando na área de educação ambiental. Sem ter certeza do caminho que seguiria, chegou a prestar a prova para o mestrado, mas sua trajetória tomou outro rumo quando, ao se formar em 2009, surgiu a oportunidade de integrar a equipe de campo da FUNDESPA. Lá permaneceu até 2015, acumulando experiência prática essencial para sua carreira. Nesse mesmo ano, foi aprovado em um concurso que havia prestado para a Petrobras, onde atua até hoje na área de oceanografia operacional e monitoramento ambiental.
Embarques esporádicos fazem parte da rotina de trabalho do Rafael, para monitoramento ambiental e visitas a plataformas.
Sua rotina atual combina três dias presenciais e dois dias de home office por semana, além de embarques esporádicos, cerca de dois por ano, para monitoramento ambiental e visitas a plataformas, realizando comissionamento de sistemas e atividades ligadas à recepção de voos. Suas principais funções envolvem a fiscalização de contratos e o suporte técnico-operacional em projetos de oceanografia e monitoramento. Rafael destaca que as vivências em campo durante a graduação foram fundamentais para o início de sua trajetória.
Na Petrobras, a faixa salarial para profissionais sem cargos de consultoria ou gerência varia entre R$ 11.000,00 e R$ 38.000,00, com progressões anuais determinadas pelo tempo de serviço e desempenho, além de benefícios como participação nos lucros e prêmios. Apesar da escassez de concursos para oceanógrafos, Rafael vê na preparação para esses processos uma oportunidade valiosa, já que eles podem abrir portas para uma carreira sólida e bem remunerada.
texto produzido pela bolsista USP-PUB Ensino (Edital 2024-2025) Irys Martins Rodrigues Ventura (graduanda IOUSP).
