{"id":2569,"date":"2015-12-09T09:14:13","date_gmt":"2015-12-09T11:14:13","guid":{"rendered":"http:\/\/www.prp.usp.br\/?p=2569"},"modified":"2015-12-09T10:50:21","modified_gmt":"2015-12-09T12:50:21","slug":"estudo-da-poli-pode-aumentar-eficiencia-e-reduzir-desgaste-de-motores-flex","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.usp.br\/prp\/2569","title":{"rendered":"Poli estuda mais efic\u00e1cia e menos desgaste de motores flex"},"content":{"rendered":"<p><em>Por Jos\u00e9 Tadeu Arantes, da\u00a0Ag\u00eancia Fapesp<\/em><\/p>\n<p>A otimiza\u00e7\u00e3o dos motores flex-fuel tornou-se um urgente desafio tecnol\u00f3gico no momento em que o etanol veicular se afirma, cada vez mais, como alternativa para a redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es de CO2 e outros poluentes. No Brasil, <a href=\"http:\/\/www.anfavea.com.br\/cartas\/carta344.pdf\" target=\"_blank\"><b>quase 90%<\/b><\/a> dos ve\u00edculos leves licenciados em 2014 j\u00e1 dispunham da tecnologia flex-fuel. E, embora de forma menos vigorosa, a transi\u00e7\u00e3o dos combust\u00edveis f\u00f3sseis para os biocombust\u00edveis est\u00e1 em curso em muitos outros pa\u00edses, principalmente por meio do aumento do percentual de etanol acrescentado \u00e0 gasolina.<\/p>\n<p>Nesse contexto, os trabalhos apresentados por pesquisadores brasileiros no Leeds-Lyon Symposium on Tribology (LLST) de 2015 mostraram o quanto o pa\u00eds avan\u00e7ou no estudo dos impactos causados nos motores pelos biocombust\u00edveis. \u201cO Laborat\u00f3rio de Fen\u00f4menos de Superf\u00edcie (LFS) da Escola Polit\u00e9cnica da Universidade de S\u00e3o Paulo (Poli-USP) \u00e9, atualmente, um dos centros de investiga\u00e7\u00e3o l\u00edderes no setor\u201d, disse Tiago Cousseau, um dos pesquisadores do LFS presentes no LLST \u00e0 Ag\u00eancia Fapesp.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de tr\u00eas trabalhos do LFS (um deles em parceria com a Universidade de Halmstad, na Su\u00e9cia), dois trabalhos da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRGN) foram levados ao encontro, que \u00e9 considerado um dos congressos mais tradicionais e respeitados na \u00e1rea. A edi\u00e7\u00e3o de 2015 do Leeds-Lyon reuniu mais de 300 pesquisadores de v\u00e1rios pa\u00edses.<\/p>\n<p>As pesquisas do LFS s\u00e3o apoiadas pela Fapesp\u00a0por meio do projeto \u201c<a href=\"http:\/\/www.bv.fapesp.br\/pt\/auxilios\/35174\/desafios-tribologicos-em-motores-flex-fuel\/\" target=\"_blank\"><b>Desafios tribol\u00f3gicos em motores flex-fuel<\/b><\/a>\u201d, integrado aos programas Pesquisa em Bioenergia (BIOEN) e Pesquisa em Parceria para Inova\u00e7\u00e3o Tecnol\u00f3gica (PITE). As institui\u00e7\u00f5es parceiras no projeto s\u00e3o a Petrobras, as montadoras de ve\u00edculos Fiat, Renault e Volkswagen, as empresas de autope\u00e7as Mahle e Tupy, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Universidade Federal do ABC (UFABC), al\u00e9m da pr\u00f3pria USP.<\/p>\n<p>\u201cO foco do LFS tem sido essencialmente reduzir a perda de efici\u00eancia dos motores causada pelo atrito e o desgaste dos componentes. Isso tem a ver com a geometria das pe\u00e7as e tamb\u00e9m com sua microgeometria, definida pela opera\u00e7\u00e3o de usinagem chamada brunimento\u201d, afirmou o engenheiro Amilton Sinatora, professor titular da Escola Polit\u00e9cnica da USP e coordenador do projeto.<\/p>\n<p>N\u00e3o se trata do simples polimento, porque, em certas regi\u00f5es ao longo do curso do pist\u00e3o, o polimento excessivo pode prejudicar a a\u00e7\u00e3o dos aditivos dos lubrificantes. O que os pesquisadores do LFS fazem \u00e9 controlar o processo de usinagem, observando a topografia da pe\u00e7a na escala de tamanho de dois d\u00e9cimos de m\u00edcron. \u201cPara cada regi\u00e3o, h\u00e1 uma rugosidade, um acabamento adequado. O polimento n\u00e3o deve ser homog\u00eaneo nem do ponto de vista espacial nem do ponto de vista temporal. No in\u00edcio da vida \u00fatil do motor, \u00e9 necess\u00e1rio que haja maior rugosidade. No decurso do funcionamento, a rugosidade diminui naturalmente e sua import\u00e2ncia tamb\u00e9m diminui\u201d, informou Sinatora.<\/p>\n<p>Devido \u00e0 necessidade de reduzir o consumo de energia, existe uma tend\u00eancia mundial, inexor\u00e1vel, de produzir lubrificantes cada vez menos viscosos. Com menor viscosidade, o motor roda mais consumindo menos combust\u00edvel. \u201cMas \u00e9 preciso determinar os aditivos apropriados para essa nova gera\u00e7\u00e3o de lubrificantes. E este \u00e9 outro subtema que estudamos\u201d, prosseguiu Sinatora.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, no caso dos motores flex-fuel, existe uma peculiaridade a ser considerada. Trata-se da \u00e1gua presente no etanol, em um percentual de 5%. Essa \u00e1gua, juntamente com o pr\u00f3prio etanol, \u201clava\u201d as superf\u00edcies dos componentes, carregando os aditivos depositados pelos lubrificantes. \u201cA pel\u00edcula de aditivos, que chamamos de \u2018tribofilme\u2019, \u00e9 removida pelo etanol ou mesmo pela gasolina consumida no Brasil, que, de acordo com a legisla\u00e7\u00e3o, pode conter at\u00e9 27% de etanol. Trabalhando com a geometria e microgeometria dos componentes e com a formula\u00e7\u00e3o de lubrificantes, procuramos, por v\u00e1rias vias, minimizar os inconvenientes e melhorar o desempenho dos motores\u201d, acrescentou Cousseau.<\/p>\n<p>Por ser desenvolvido em parceria com montadoras concorrentes, n\u00e3o cabe ao projeto \u201cDesafios tribol\u00f3gicos em motores flex-fuel\u201d produzir tecnologia aplic\u00e1vel (<i>know how<\/i>). Suas pesquisas se voltam para o conhecimento dos fundamentos (<i>know why<\/i>), que cada empresa parceira poder\u00e1 depois utilizar no desenvolvimento de seus pr\u00f3prios processos e produtos.<\/p>\n<p><em><strong>Publica\u00e7\u00e3o original em <a href=\"http:\/\/agencia.fapesp.br\/estudo_da_poli_pode_aumentar_eficiencia_e_reduzir_desgaste_de_motores_flex\/22309\/\" target=\"_blank\">Ag\u00eancia Fapesp<\/a><\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo da Poli, em parceria com universidades e empresas, teve destaque em um dos principais eventos mundiais do setor, o Leeds-Lyon Symposium on Tribology (Ag\u00eancia Fapesp)<\/p>\n","protected":false},"author":47,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[6],"tags":[839,838,837,357],"class_list":["post-2569","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","tag-combustiveis","tag-flex","tag-motores","tag-poli"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/prp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2569","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/prp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/prp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/prp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/47"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/prp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2569"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/prp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2569\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2581,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/prp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2569\/revisions\/2581"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/prp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2569"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/prp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2569"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/prp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2569"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}