{"id":2733,"date":"2016-01-08T07:44:05","date_gmt":"2016-01-08T09:44:05","guid":{"rendered":"http:\/\/www.prp.usp.br\/?p=2733"},"modified":"2016-01-06T07:47:59","modified_gmt":"2016-01-06T09:47:59","slug":"treinamento-aerobio-atenua-efeitos-de-caquexia-em-animais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.usp.br\/prp\/2733","title":{"rendered":"Treinamento aer\u00f3bio atenua efeitos de caquexia em animais"},"content":{"rendered":"<p><em>Estudo analisa casos nos quais s\u00edndrome \u00e9 induzida por c\u00e2ncer e identifica prote\u00ednas envolvidas no processo<\/em><\/p>\n<p><em>Por Paula Thiemy, da Ag\u00eancia Universit\u00e1ria de Not\u00edcias<\/em><\/p>\n<p dir=\"ltr\">A caquexia \u00e9 uma s\u00edndrome multifatorial que se caracteriza pela perda de massa da musculatura esquel\u00e9tica. Por conta disso, a s\u00edndrome se relaciona a uma redu\u00e7\u00e3o da toler\u00e2ncia ao esfor\u00e7o f\u00edsico e nos pacientes com c\u00e2ncer, \u00e9 relacionada a um encurtamento do tempo de vida. Por\u00e9m, em seu doutorado, Christiano Robles Rodrigues Alves descobriu que o treinamento \u00e9 capaz de atenuar os efeitos da caquexia induzida por c\u00e2ncer em animais. O estudo foi desenvolvido no Laborat\u00f3rio de Fisiologia Celular e Molecular do Exerc\u00edcio da Escola de Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica e Esporte da Universidade de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>A perda de massa causada pela caquexia leva a uma progressiva incapacidade funcional, que n\u00e3o pode ser revertida por suporte nutricional convencional. Por isso, o tratamento combina muitas a\u00e7\u00f5es, mas foi pouco estudado em pessoas que tiveram a s\u00edndrome por indu\u00e7\u00e3o de um c\u00e2ncer. Ent\u00e3o, surgiu a ideia de Christiano de entender se o treinamento aer\u00f3bio pode ajudar no tratamento, al\u00e9m de entender os mecanismos envolvidos neste treinamento.<\/p>\n<p>O estudo come\u00e7ou utilizando diferentes modelos experimentais (animais) de caquexia, sendo eles: Walker 256 (modelo em ratos), B16 e Lewis (em camundongos). Depois, os pesquisadores avaliaram os efeitos do treinamento f\u00edsico aer\u00f3bio sobre o desenvolvimento da caquexia nesses tr\u00eas modelos. \u201cEm comum, observamos que o treinamento f\u00edsico aer\u00f3bio aumenta a toler\u00e2ncia ao esfor\u00e7o f\u00edsico e a sobrevida dos animais\u201d, contou.<\/p>\n<p>Depois do resultado inicial, aconteceu uma an\u00e1lise para descobrir quais prote\u00ednas estavam alteradas na musculatura esquel\u00e9ticas dos animais, mas que foram normalizadas ap\u00f3s o treinamento. Identificadas, essas prote\u00ednas podem ser o alvo de um poss\u00edvel tratamento.<\/p>\n<p>\u201cAtualmente estamos realizando um estudo em colabora\u00e7\u00e3o com o Icesp para confirmar se a altera\u00e7\u00e3o dessas prote\u00ednas observadas em animais tamb\u00e9m se reproduz na musculatura esquel\u00e9tica de pacientes com c\u00e2ncer que apresentam caquexia\u201d, disse Christiano. Os primeiros testes ser\u00e3o realizados com pacientes de c\u00e2ncer de pulm\u00e3o, popula\u00e7\u00e3o que apresenta altos \u00edndices de caquexia, segundo o pesquisador.<\/p>\n<p>Apesar de ainda estar em andamento, o estudo se mostra importante para a identifica\u00e7\u00e3o e tratamento da s\u00edndrome. Segundo o doutorando, a ideia \u00e9 desenvolver um marcador que o m\u00e9dico possa avaliar e determinar as chances de um pacientes com c\u00e2ncer apresentar caquexia ou n\u00e3o. Isso \u00e9 uma necessidade urgente na pr\u00e1tica clinica, principalmente para essa popula\u00e7\u00e3o que \u00e9 muito debilitada. Identificadas as fun\u00e7\u00f5es dessas prote\u00ednas, \u00e9 poss\u00edvel pensar em interven\u00e7\u00f5es para estes pacientes. O pesquisador, no entanto, lembra que a fadiga muscular dificulta a pr\u00e1tica de exerc\u00edcios, o que torna necess\u00e1rio o desenvolvimento de outros tipos de tratamento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo analisa casos nos quais s\u00edndrome \u00e9 induzida por c\u00e2ncer e identifica prote\u00ednas envolvidas no processo (AUN\/USP)<\/p>\n","protected":false},"author":47,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-2733","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/prp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2733","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/prp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/prp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/prp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/47"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/prp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2733"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/prp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2733\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2734,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/prp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2733\/revisions\/2734"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/prp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2733"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/prp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2733"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/prp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2733"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}