{"id":2884,"date":"2016-02-12T08:38:49","date_gmt":"2016-02-12T10:38:49","guid":{"rendered":"http:\/\/www.prp.usp.br\/?p=2884"},"modified":"2016-02-15T10:43:02","modified_gmt":"2016-02-15T12:43:02","slug":"manejo-de-especie-invasora-restaura-ambiente-ribeirinho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.usp.br\/prp\/2884","title":{"rendered":"Manejo de esp\u00e9cie invasora restaura ambiente ribeirinho"},"content":{"rendered":"<p><em>Substitui\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cie ex\u00f3tica por vegeta\u00e7\u00e3o nativa pode evitar problemas ambientais em cursos d\u2019\u00e1gua<\/em><\/p>\n<p><em>Ana Carolina Brunelli e Al\u00edcia Nascimento Aguiar, da Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o da Esalq<\/em><\/p>\n<p>No Brasil, \u00e9 comum se deparar com o <em>Pinus elliotti<\/em>, esp\u00e9cie de pinheiro muito presente no Estado de S\u00e3o Paulo e no Sul do Pa\u00eds, em \u00e1reas de reflorestamento. No entanto, a presen\u00e7a dessa \u00e1rvore, principalmente pr\u00f3xima \u00e0s zonas rip\u00e1rias, que se integram ao curso d\u2019\u00e1gua dos rios, pode provocar preju\u00edzos ambientais. Na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba, pesquisa da bi\u00f3loga Marli Ramos demonstra o impacto da esp\u00e9cie em \u00e1reas de preserva\u00e7\u00e3o permanente e recomenda a substitui\u00e7\u00e3o por vegeta\u00e7\u00e3o nativa nas \u00e1reas rip\u00e1rias ao longo de toda a extens\u00e3o dos cursos d\u2019\u00e1gua.<\/p>\n<p>A pesquisadora iniciou sua disserta\u00e7\u00e3o com o seguinte questionamento: \u00c9 necess\u00e1rio eliminar o <em>Pinus elliottii<\/em> de zonas rip\u00e1rias? A partir desse ponto, Marli dedicou-se a descobrir a exist\u00eancia de alguma rela\u00e7\u00e3o entre os atributos f\u00edsicos e qu\u00edmicos em \u00e1reas rip\u00e1rias com a dissemina\u00e7\u00e3o e presen\u00e7a da esp\u00e9cie e quais seriam as vantagens e desvantagens para o meio ambiente. A bi\u00f3loga atua, hoje, como analista ambiental, funcion\u00e1ria do Instituto Chico Mendes de Conserva\u00e7\u00e3o da Biodiversidade (ICMBio) e trabalha na Floresta Nacional de Cap\u00e3o Bonito.<\/p>\n<p>\u201cEssas zonas s\u00e3o extremamente importantes como geradoras de servi\u00e7os ecossist\u00eamicos essenciais como: estabilidade t\u00e9rmica e dos solos, mitiga\u00e7\u00e3o de carreamento de sedimentos e nutrientes para os cursos d\u2019\u00e1gua, corredores ecol\u00f3gicos para fauna e flora, qualidade e quantidade de \u00e1gua, regulariza\u00e7\u00e3o dos regimes h\u00eddricos e ciclagem de nutrientes\u201d, ressalta a pesquisadora. A pesquisa, destinada a auxiliar o manejo do pinheiro para a restaura\u00e7\u00e3o das \u00e1reas ribeirinhas, foi orientada pela professora Teresa Cristina Magro, do Departamento de Ci\u00eancias Florestais da Esalq e realizada na Floresta Nacional de Cap\u00e3o Bonito.<\/p>\n<p><strong>Dispers\u00e3o e invas\u00e3o<\/strong><br \/>\nNa regi\u00e3o, a bi\u00f3loga notou uma vis\u00edvel degrada\u00e7\u00e3o das \u00e1reas rip\u00e1rias pela dispers\u00e3o e invas\u00e3o causadas pela esp\u00e9cie ex\u00f3tica <em>Pinus elliottii<\/em>. \u201cApesar das vantagens dos plantios dos pinheiros, outras esp\u00e9cies de Pinus se tornaram um s\u00e9rio risco aos problemas relacionados \u00e0 invas\u00e3o bi\u00f3tica, ocasionando perdas econ\u00f4micas e ambientais\u201d, conta Marli. A p\u00f3s-graduanda verificou a dispers\u00e3o de <em>Pinus elliotti<\/em>, dentro de diferentes n\u00edveis de dist\u00e2ncia e sua correla\u00e7\u00e3o com os atributos f\u00edsicos e qu\u00edmicos: densidade, \u00e1rea basal, umidade, cobertura de copa, cobertura e altura de solo, e ainda, pH; independente de n\u00edveis de dist\u00e2ncia, como contribui\u00e7\u00e3o \u00e0 restaura\u00e7\u00e3o ambiental.<\/p>\n<p>De acordo com a bi\u00f3loga, a pesquisa apresentou resultados de que a esp\u00e9cie causa representativo impacto em \u00e1reas de preserva\u00e7\u00e3o permanente. \u201cH\u00e1 expressiva densidade de <em>Pinus elliottii<\/em> que ocupa o espa\u00e7o da vegeta\u00e7\u00e3o nativa florestal e n\u00e3o-florestal, causando a descaracteriza\u00e7\u00e3o da \u00e1rea\u201d, descreve.<\/p>\n<p>Outro fator relevante foi o processo de invas\u00e3o ser cont\u00ednuo com recrutamento de novos indiv\u00edduos, pela chegada de sementes. Segundo a pesquisadora, essa situa\u00e7\u00e3o pode, certamente, acarretar a cont\u00ednua substitui\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o nativa pela esp\u00e9cie, principalmente nas \u00e1reas abertas de campo \u00famido da unidade e, na \u00e1rea florestal, que sofre impacto natural ou morte de \u00e1rvores nativas, com abertura de clareiras. \u201cTorna-se essencial realizar a\u00e7\u00f5es para o manejo e restaura\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica desses ambientes contaminados por <em>Pinus elliottii<\/em>\u201d, recomenda.<\/p>\n<p>\u201cOutra solu\u00e7\u00e3o \u00e9 a substitui\u00e7\u00e3o dos plantios de <em>Pinus elliottii<\/em> por vegeta\u00e7\u00e3o nativa num n\u00edvel em que a cobertura vegetal seja considerada predominantemente nativa conforme estabelecido na legisla\u00e7\u00e3o do Sistema Nacional de Unidades Conserva\u00e7\u00e3o \u2013 SNUC, pois enquanto houver talh\u00f5es de Pinus, o processo de invas\u00e3o continuar\u00e1\u201d, afirma Marli. Ela diz ainda que a vegeta\u00e7\u00e3o nativa dever\u00e1 ser restaurada nas \u00e1reas rip\u00e1rias em toda a extens\u00e3o dos cursos d\u2019\u00e1gua, com elimina\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies invasoras e, em tal largura, que o arranjo estrutural possa preservar as esp\u00e9cies de fauna e flora, com aten\u00e7\u00e3o para as amea\u00e7as de extin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Mais informa\u00e7\u00f5es: (19) 3429-4485 \/ 3429-4109 \/ 3447-8613<\/strong><\/p>\n<p><em>Publica\u00e7\u00e3o original em <a href=\"http:\/\/www.usp.br\/agen\/?p=227060\" target=\"_blank\">Ag\u00eancia USP de Not\u00edcias<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Substitui\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cie ex\u00f3tica por vegeta\u00e7\u00e3o nativa pode evitar problemas ambientais em cursos d\u2019\u00e1gua (Ag\u00eancia USP de Not\u00edcias)<\/p>\n","protected":false},"author":47,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-2884","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/prp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2884","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/prp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/prp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/prp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/47"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/prp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2884"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/prp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2884\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2885,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/prp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2884\/revisions\/2885"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/prp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2884"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/prp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2884"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/prp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2884"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}