{"id":3869,"date":"2016-06-18T08:43:41","date_gmt":"2016-06-18T11:43:41","guid":{"rendered":"http:\/\/www.prp.usp.br\/?p=3869"},"modified":"2016-06-29T15:37:57","modified_gmt":"2016-06-29T18:37:57","slug":"antropologia-fisica-dos-vis-aimores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.usp.br\/prp\/3869","title":{"rendered":"A antropologia f\u00edsica dos \u201cvis aimor\u00e9s\u201d"},"content":{"rendered":"<p><b>Por Peter Moon, Ag\u00eancia FAPESP<\/b><\/p>\n<p>Um dos principais mist\u00e9rios da Antropologia F\u00edsica brasileira \u2013 e que j\u00e1 dura 150 anos \u2013 est\u00e1 prestes a ser elucidado. Afinal, quem eram os \u00edndios botocudos? Seriam eles descendentes diretos de uma primeira onda migrat\u00f3ria de paleo\u00edndios com tra\u00e7os negroides que teria povoado a Am\u00e9rica do Sul h\u00e1 13 mil anos, no final da Idade do Gelo? Ou seriam os botocudos uma etnia diferente de todas as demais etnias brasileiras, por possuirem DNA polin\u00e9sio no seu caldo heredit\u00e1rio? Ou carregariam injustamente a pecha de \u201cprimitivos\u201d desde os tempos do Brasil Col\u00f4nia, j\u00e1 que seriam descendentes da mesma migra\u00e7\u00e3o humana que derivou em todas as etnias ind\u00edgenas do Novo Mundo?<\/p>\n<p>Em um <a href=\"http:\/\/onlinelibrary.wiley.com\/doi\/10.1002\/ajpa.22703\/abstract;jsessionid=1F834697BDCF5845D4201C924FF089D8.f02t03\" target=\"_blank\"><b>trabalho<\/b><\/a>\u00a0publicado em 2015 no <i>American Journal of Physical Anthropology<\/i>, os antrop\u00f3logos f\u00edsicos <a href=\"http:\/\/www.bv.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/65691\/andre-menezes-strauss\/\" target=\"_blank\"><b>Andr\u00e9 Strauss<\/b><\/a>, pesquisador associado do Laborat\u00f3rio de Estudos Evolutivos Humanos e do Laborat\u00f3rio de Antropologia Biol\u00f3gica do Instituto de Bioci\u00eancias da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) e do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva, em Leipzig, Alemanha;\u00a0<a href=\"http:\/\/www.bv.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/65580\/danilo-vicensotto-bernardo\/\" target=\"_blank\"><b>Danilo V. Bernardo<\/b><\/a>, da Universidade Federal do Rio Grande; e Mark Hubbe, da Universidade Estadual de Ohio, em Columbus, Estados Unidos, entre outros, se prop\u00f5em a eliminar uma daquelas possibilidades. No caso, a que prega que os botocudos seriam descendentes diretos de uma primeira e hipot\u00e9tica migra\u00e7\u00e3o para as Am\u00e9ricas. A pesquisa teve apoio da FAPESP nas modalidades\u00a0<a href=\"http:\/\/www.bv.fapesp.br\/pt\/bolsas\/108709\/diversidade-craniana-humana-e-suas-implicacoes-evolutivas\/\" target=\"_blank\"><b>bolsa de doutorado<\/b><\/a> e <a href=\"http:\/\/www.bv.fapesp.br\/pt\/bolsas\/107559\/caracterizacao-das-praticas-mortuarias-dos-cacadores-coletores-pre-historicos-da-lapa-do-santo-lago\/\" target=\"_blank\"><b>mestrado<\/b><\/a>.<\/p>\n<p>A onda migrat\u00f3ria da qual os botocudos seriam os seus herdeiros modernos \u00e9 simbolizada pelo chamado \u201cPovo de Lagoa Santa\u201d, nome coletivo dado aos 30 esqueletos fossilizados de paleo\u00edndios descobertos pelo naturalista dinamarqu\u00eas Peter Wilhelm Lund em uma gruta inundada de Lagoa Santa, Minas Gerais, em 1844.<\/p>\n<p>A hip\u00f3tese de que os cr\u00e2nios dos botocudos teriam uma morfologia distinta da dos tupis, e talvez parecida com a do homem de Lagoa Santa, foi levantada pela primeira vez por antrop\u00f3logos do Museu Nacional do Rio de Janeiro ainda nos idos de 1870.<\/p>\n<p>Desde ent\u00e3o, a busca de uma resposta para a quest\u00e3o tem impulsionado as investiga\u00e7\u00f5es arqueol\u00f3gicas em Lagoa Santa. Um dos pontos altos desta pesquisa foi a miss\u00e3o franco-brasileira que encontrou, nos anos 1970, um cr\u00e2nio com cerca de 12.500 anos, apelidado carinhosamente de Luzia, a \u201cprimeira brasileira\u201d, por Walter Neves, do Laborat\u00f3rio de Estudos Evolutivos Humanos da USP.<\/p>\n<p>Outro ponto alto da pesquisa foram as escava\u00e7\u00f5es realizadas entre 2003 e 2009 em diversas grutas e abrigos da regi\u00e3o de Lagoa Santa. O trabalho foi liderado pelo pr\u00f3prio Neves, com apoio da FAPESP, no \u00e2mbito do Projeto Tem\u00e1tico \u201c<a href=\"http:\/\/www.bv.fapesp.br\/en\/auxilios\/1262\/origins-and-microevolution-of-man-in-the-americas-a-paleoantrhopological-approach-iii\/\" target=\"_blank\"><b>Origins and microevolution of man in the Americas: a paleoanthropological approach<\/b><\/a>\u201d. Durante o trabalho de campo, Neves, que foi orientador de Strauss e Hubbe, escavou 23 cr\u00e2nios de paleo\u00edndios com idades de at\u00e9 8 mil a 10 mil anos. Foram esses cr\u00e2nios que forneceram a base principal de compara\u00e7\u00e3o para o estudo agora publicado.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise multivariada consistiu na compara\u00e7\u00e3o dos 32 cr\u00e2nios de botocudos da cole\u00e7\u00e3o do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro com a morfologia craniana de 3 mil cr\u00e2nios humanos modernos e pr\u00e9-hist\u00f3ricos de todo o mundo (inclu\u00eddos a\u00ed 19 cr\u00e2nios de paleo\u00edndios de Lagoa Santa e 66 de paleo\u00edndios da Col\u00f4mbia).<\/p>\n<p>O objetivo dos pesquisadores foi chegar a um veredicto sobre a pretensa ancestralidade dos botocudos. O resultado comprovou o que os estudiosos do s\u00e9culo 19 suspeitavam. \u201cNosso artigo confirma que a morfologia craniana dos botocudos era mais parecida com a dos cr\u00e2nios de Lagoa Santa do que com a dos tupis,\u201d afirma Strauss.<\/p>\n<p>O estudo sugere que a morfologia dos antigos paleo\u00edndios foi conservada por milhares de anos nos ancestrais dos botocudos e sobreviveu at\u00e9 o s\u00e9culo 19, apesar da exist\u00eancia de grupos tupis-guaranis ocupando a mesma regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Da\u00ed se infere que a baixa afinidade morfol\u00f3gica entre os tupis-guaranis e os botocudos \u00e9 sinal de um fluxo gen\u00e9tico muito limitado entre os dois grupos. Em outras palavras, apesar de ocuparem as mesmas regi\u00f5es por milhares de anos, praticamente n\u00e3o houve cruzamento entre os ancestrais dos botocudos e os dos tupis-guaranis.<\/p>\n<p>Indo al\u00e9m, o fato de haver dois componentes gen\u00e9ticos, os ancestrais dos botocudos e os dos tupis, indicaria a exist\u00eancia de duas ondas migrat\u00f3rias distintas que teriam povoado o nosso continente \u2013 hip\u00f3tese defendida por Neves desde os anos 1980.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-3876  aligncenter\" src=\"http:\/\/www.prp.usp.br\/wp-content\/uploads\/sites\/33\/2016\/06\/23322.jpg\" alt=\"23322\" width=\"685\" height=\"476\" srcset=\"https:\/\/sites.usp.br\/prp\/wp-content\/uploads\/sites\/33\/2016\/06\/23322.jpg 800w, https:\/\/sites.usp.br\/prp\/wp-content\/uploads\/sites\/33\/2016\/06\/23322-300x209.jpg 300w, https:\/\/sites.usp.br\/prp\/wp-content\/uploads\/sites\/33\/2016\/06\/23322-400x278.jpg 400w\" sizes=\"(max-width: 685px) 100vw, 685px\" \/><\/p>\n<p><b>Polin\u00e9sios nas Am\u00e9ricas?<\/b><\/p>\n<p>Em 2014, um estudo internacional realizado a partir de DNA extra\u00eddo dos cr\u00e2nios de botocudos do Museu Nacional e <a href=\"http:\/\/www.cell.com\/current-biology\/abstract\/S0960-9822(14)01274-3\" target=\"_blank\"><b>publicado<\/b><\/a> no<i>Current Biology<\/i>, chegou a conclus\u00f5es surpreendentes. Entre os cr\u00e2nios estudados, dois deles (os de n\u00fameros 15 e 17) revelaram ser 100% polin\u00e9sios, enquanto os demais cr\u00e2nios da cole\u00e7\u00e3o eram 100% amer\u00edndios.<\/p>\n<p>A hip\u00f3tese mais aceita para o povoamento das Am\u00e9ricas prega que os primeiros grupos humanos que adentraram o Novo Mundo o fizeram atrav\u00e9s de uma ponte terrestre, hoje submersa, que existia no estreito de Behring. Essa ponte ligou a \u00c1sia ao Alasca durante a Idade do Gelo, quando o n\u00edvel dos mares era 130 metros mais baixo do que o n\u00edvel atual.<\/p>\n<p>Desde os tempos da expedi\u00e7\u00e3o Kon-Tiki, do noruegu\u00eas Thor Heyerdahl, que saiu do Peru em 1947 numa jangada para, tr\u00eas meses depois, atingir a Polin\u00e9sia francesa, especulava-se se o povoamento das Am\u00e9ricas teria ocorrido no sentido contr\u00e1rio, da Polin\u00e9sia para o Novo Mundo.<\/p>\n<p>Os autores do estudo entendem a surpresa do achado e procuram explic\u00e1-la por meio das seguintes suposi\u00e7\u00f5es: o DNA polin\u00e9sio poderia ter se imiscu\u00eddo nas tribos dos botocudos do tempo do Imp\u00e9rio pelo tr\u00e1fico de escravos entre a Polin\u00e9sia e o Peru, ou entre Madagascar e o Brasil. Outras possibilidades seriam a vinda de polin\u00e9sios ao Brasil como tripulantes de navios europeus \u2013 ou via travessias oce\u00e2nicas realizadas pelos pr\u00f3prios polin\u00e9sios.<\/p>\n<p>\u201cComo explicar que, \u00e0 exce\u00e7\u00e3o daqueles dois cr\u00e2nios com DNA francamente polin\u00e9sio, todos os demais possuem DNA amer\u00edndio?\u201d, questiona Strauss. \u201cComo explicar DNA polin\u00e9sio na costa atl\u00e2ntica do Brasil se jamais se encontrou nenhuma evid\u00eancia neste sentido em nenhum outro ponto da Am\u00e9rica do Sul?\u201d, complementa Hubbe. Se houvesse de fato ocorrido uma antiga migra\u00e7\u00e3o polin\u00e9sia para as Am\u00e9ricas, por menor que esta fosse, seria de esperar que todos, ou pelo menos uma parte consider\u00e1vel dos cr\u00e2nios pesquisados, tivessem tra\u00e7os gen\u00e9ticos polin\u00e9sios, o que n\u00e3o acontece.<\/p>\n<p>Para Strauss e Hubbe, uma vez eliminadas todas as poss\u00edveis explica\u00e7\u00f5es para a chegada do DNA polin\u00e9sio no Brasil, a \u00fanica probabilidade que resta, e que deve ser verdadeira, \u00e9 o fato de aqueles dois cr\u00e2nios com DNA polin\u00e9sio n\u00e3o serem de botocudos. Em outras palavras, em algum momento nos \u00faltimos 150 anos ocorreu um erro no registro daqueles cr\u00e2nios.<\/p>\n<p>\u201cFui ao Museu Nacional, pesquisei o tombo da cole\u00e7\u00e3o. Pude verificar que mais ou menos na mesma \u00e9poca da aquisi\u00e7\u00e3o dos cr\u00e2nios de botocudos, na d\u00e9cada de 1870, tamb\u00e9m foram adquiridos cr\u00e2nios da Polin\u00e9sia para a montagem de uma exposi\u00e7\u00e3o antropol\u00f3gica\u201d, afirma Strauss. \u201cComo o tombo do museu como conhecemos hoje s\u00f3 foi feito 30 anos mais tarde, j\u00e1 no in\u00edcio do s\u00e9culo 20, tudo leva a crer que possa ter ocorrido um equ\u00edvoco no registro daqueles dois cr\u00e2nios polin\u00e9sios, que inadvertidamente acabaram rotulados como botocudos.\u201d<\/p>\n<p>Pesquisador com m\u00faltipla forma\u00e7\u00e3o, Strauss ir\u00e1 concluir na Alemanha em 2016 um duplo doutorado em evolu\u00e7\u00e3o humana, em Leipzig, e arqueologia, na Universidade de T\u00fcbingen. \u201cEm museus alem\u00e3es j\u00e1 vi cr\u00e2nios de gorilas classificados como sendo de chimpanz\u00e9s. Esse tipo de troca pode ter ocorrido no Museu Imperial de Dom Pedro II no s\u00e9culo 19.\u201d<\/p>\n<p>Com a palavra o geneticista Sergio Danilo Pena, da Universidade Federal de Minas Gerais, um dos l\u00edderes do trabalho com DNA polin\u00e9sio. \u201cNo nosso artigo t\u00ednhamos como coautores excelentes antrop\u00f3logos cranianos, como o pr\u00f3prio Walter Neves, e provavelmente o maior especialista mundial na origem dos polin\u00e9sios, Mark Stoneking. Nenhuma pista deixou de ser investigada\u201d, afirma Pena. \u201c\u00c9 l\u00f3gico que a possibilidade de troca no Museu Nacional foi extensivamente investigada, mas nenhuma evid\u00eancia a seu favor foi encontrada.\u201d<\/p>\n<p>A suspeita de erro no tombo dos cr\u00e2nios faz sentido, por\u00e9m jamais poder\u00e1 ser comprovada. N\u00e3o h\u00e1 forma de saber com certeza a origem e a real identidade daqueles dois cr\u00e2nios polin\u00e9sios. O que \u00e9 poss\u00edvel, e que est\u00e1 de fato em vias de ser conhecida, \u00e9 a real ancestralidade dos \u00edndios botocudos.<\/p>\n<p>Desde 2011, Strauss d\u00e1 continuidade aos trabalhos iniciados por Neves na Lapa do Santo, dirigindo as escava\u00e7\u00f5es arqueol\u00f3gicas naquele abrigo rochoso. Ele revela que foram achados mais cinco cr\u00e2nios antigos, dos quais se procura, neste exato momento, extrair material gen\u00e9tico no Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva \u2013 a institui\u00e7\u00e3o respons\u00e1vel por inventar as t\u00e9cnicas que revolucionaram o estudo de DNA f\u00f3ssil e onde foi sequenciado o genoma dos neandertais. De acordo com Strauss, os resultados parecem promissores.<\/p>\n<p><b>Afinal, quem eram os botocudos?<\/b><\/p>\n<p>Os \u00edndios botocudos, tamb\u00e9m conhecidos como aimor\u00e9s ou aimber\u00eas, eram assim chamados pelos colonizadores portugueses por causa dos discos de madeira (os botoques) que costumavam usar no l\u00e1bio inferior e nas orelhas. No in\u00edcio do s\u00e9culo 19, as tribos de botocudos viviam no vale do rio Doce, entre o Esp\u00edrito Santo e a Bahia. N\u00e3o eram tupis, mas pertencentes ao grupo lingu\u00edstico macro-j\u00ea. Guerreiros, eles evitavam o contato com o colonizador branco, da\u00ed terem recebido a alcunha de \u201c\u00edndios ferozes\u201d ou \u201cde vis aimor\u00e9s\u201d, como declama o poema I-Juca Pirama, de Gon\u00e7alves Dias.<\/p>\n<p>Em 1808, Dom Jo\u00e3o VI transferiu a sua Corte de Lisboa para o Rio de Janeiro. No mesmo ano, al\u00e9m de fundar o Banco do Brasil, a Casa da Moeda e o Jardim Bot\u00e2nico, o monarca assinou duas cartas r\u00e9gias deflagrando uma guerra ofensiva contra os botocudos. A primeira carta permitia o cativeiro de ind\u00edgenas por at\u00e9 dez anos, ou enquanto durasse a \u201cfereza\u201d e a \u201cantropofagia\u201d entre eles. A segunda afirmava a inten\u00e7\u00e3o de colonizar o vale do rio Doce gra\u00e7as \u00e0 guerra, tornando os territ\u00f3rios conquistados terra devoluta, pr\u00f3pria para distribui\u00e7\u00e3o aos novos colonos.<\/p>\n<p>A campanha militar contra os botocudos se estendeu por todo o s\u00e9culo 19. Os que conseguiram sobreviver ao massacre fugiram para os vales do Mucuri e do Jequitinhonha. Os pouqu\u00edssimos remanescentes s\u00f3 foram declarados oficialmente pacificados em 1912.<\/p>\n<p>Ao longo de um s\u00e9culo de persegui\u00e7\u00e3o, que resultou no exterm\u00ednio dos botocudos, a alcunha conferida a eles como sendo \u00edndios \u201cferozes\u201d foi aos poucos virando sin\u00f4nimo de fei\u00fara, de seres primitivos. A partir da\u00ed, foi natural os botocudos despertarem o interesse cient\u00edfico dos antrop\u00f3logos do Museu Nacional do Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>O artigo, assinado por Andr\u00e9 Strauss, Mark Hubbe, Walter A. Neves, Danilo V. Bernardo e Jo\u00e3o Paulo V. Atui, <i>The cranial morphology of the Botocudo Indians, Brazil, publicado no <i>American Journal of Physical Anthropology,<\/i> e<\/i>st\u00e1 acess\u00edvel no endere\u00e7o\u00a0<a href=\"http:\/\/onlinelibrary.wiley.com\/doi\/10.1002\/ajpa.22703\/abstract;jsessionid=60C5158D2873DCB73B13B0E4CB603A7D.f04t04\" target=\"_blank\"><b>http:\/\/onlinelibrary.wiley.com\/doi\/10.1002\/ajpa.22703\/abstract;jsessionid=60C5158D2873DCB73B13B0E4CB603A7D.f04t04<\/b><\/a><i>.<\/i><\/p>\n<p><em>Fonte original:\u00a0<a href=\"http:\/\/agencia.fapesp.br\/a_antropologia_fisica_dos_vis_aimores\/23322\/\" target=\"_blank\">http:\/\/agencia.fapesp.br\/a_antropologia_fisica_dos_vis_aimores\/23322\/<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo sobre \u00edndios botocudos confronta tese de descend\u00eancia de uma primeira e hipot\u00e9tica migra\u00e7\u00e3o para as Am\u00e9ricas (Ag\u00eancia Fapesp)<\/p>\n","protected":false},"author":47,"featured_media":3881,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[1044,6],"tags":[529,1048,1049,395,1050,1046,1052,1051,1047],"class_list":["post-3869","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-banner-rotativo","category-noticias","tag-america","tag-antropologia","tag-antropologia-fisica","tag-brasil","tag-ciencias-sociais","tag-indios","tag-indios-botocudos","tag-migracao","tag-vis-aimores"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/prp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3869","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/prp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/prp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/prp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/47"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/prp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3869"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/prp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3869\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3880,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/prp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3869\/revisions\/3880"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/prp\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3881"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/prp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3869"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/prp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3869"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/prp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3869"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}