{"id":1073,"date":"2016-07-06T11:30:56","date_gmt":"2016-07-06T13:30:56","guid":{"rendered":"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/?p=1073"},"modified":"2025-07-04T18:10:34","modified_gmt":"2025-07-04T20:10:34","slug":"como-o-ip-lida-com-genero","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/como-o-ip-lida-com-genero\/","title":{"rendered":"Como o IP lida com g\u00eanero"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>Quando o estudante faz parte de uma minoria social, como \u00e9 o caso dos LGBTs, n\u00e3o s\u00e3o poucas as vezes em que ele se sente desamparado e\/ou oprimido com o posicionamento pol\u00edtico tomado pela institui\u00e7\u00e3o de ensino na qual ingressou.<\/strong><\/em><\/p>\n<p>A explos\u00e3o de emo\u00e7\u00f5es que um calouro sente ao entrar na universidade nem sempre se resume \u00e0 empolga\u00e7\u00e3o e alegria. Quando o estudante faz parte de uma minoria social, como \u00e9 o caso dos LGBTs, n\u00e3o s\u00e3o poucas as vezes em que ele se sente desamparado e\/ou oprimido com o posicionamento pol\u00edtico tomado pela institui\u00e7\u00e3o de ensino na qual ingressou. Com vistas a melhorar a recep\u00e7\u00e3o e a perman\u00eancia de exemplos como esses, o IPUSP\u00a0v\u00eam desenvolvendo medidas reparativas que respeitem a diversidade sexual e a identidade de g\u00eanero, tentando amenizar injusti\u00e7as historicamente impostas a essa comunidade.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/12\/semana.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-1074\" src=\"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/12\/semana.jpg\" alt=\"\" width=\"974\" height=\"255\" srcset=\"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/12\/semana.jpg 886w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/12\/semana-300x79.jpg 300w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/12\/semana-768x201.jpg 768w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/12\/semana-400x105.jpg 400w\" sizes=\"(max-width: 974px) 100vw, 974px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Antes da implementa\u00e7\u00e3o dessas a\u00e7\u00f5es, no entanto, foi preciso a luta e o empenho dos pr\u00f3prios alunos, como no evento conhecido como \u201cato: os banheiros da universidade s\u00e3o para todxs\u201d. A partir, ent\u00e3o, da visibiliza\u00e7\u00e3o da condi\u00e7\u00e3o de resist\u00eancia e desamparo enfrentada por eles, o IP e os coletivos sociais da unidade deram in\u00edcio a uma tentativa de solu\u00e7\u00e3o de conflitos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Logo na semana de recep\u00e7\u00e3o de calouros, algumas atividades foram feitas nesse sentido. Como as ocorridas agora em 2016, em que o Coletivo LGBT da Psico <a href=\"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/12\/Captura_de_Tela_2016-07-03_\u00e0s_00.22.11.png\"><img decoding=\"async\" class=\" wp-image-1075 alignright\" src=\"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/12\/Captura_de_Tela_2016-07-03_\u00e0s_00.22.11.png\" alt=\"\" width=\"346\" height=\"378\" srcset=\"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/12\/Captura_de_Tela_2016-07-03_\u00e0s_00.22.11.png 412w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/12\/Captura_de_Tela_2016-07-03_\u00e0s_00.22.11-275x300.png 275w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/12\/Captura_de_Tela_2016-07-03_\u00e0s_00.22.11-400x437.png 400w\" sizes=\"(max-width: 346px) 100vw, 346px\" \/><\/a>prop\u00f4s uma reflex\u00e3o coletiva sobre a experi\u00eancia social dos LGBTs, incluindo-se a\u00ed a problematiza\u00e7\u00e3o da LGBTfobia sofrida por eles; e o\u00a0Coletivo Feminista da Psico realizou um convite \u00e0 reflex\u00e3o sobre a quest\u00e3o da mulher na sociedade atual, dando enfoque ao acolhimento das calouras e \u00e0 discuss\u00e3o sobre a viol\u00eancia de g\u00eanero.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m da iniciativa estudantil, o IPUSP tem se esfor\u00e7ado para garantir, nos meios legais, os direitos sensatamente exigidos pela comunidadeLGBT. A exemplo disso, foi solicitada a aprova\u00e7\u00e3o para fazer valer no\u00a0Instituto a minuta de uma portaria interna, criada em 13 de janeiro de 2016, que \u201cdisp\u00f5e sobre o reconhecimento institucional da identidade de g\u00eanero e sua operacionaliza\u00e7\u00e3o no \u00e2mbito do Instituto de Psicologia\u201d.\u00a0O objetivo dessa portaria \u00e9 a regulamenta\u00e7\u00e3o da identifica\u00e7\u00e3o dos banheiros de acordo com a identidade de g\u00eanero.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse item \u00e9 especialmente import<a href=\"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/12\/Captura_de_Tela_2016-07-03_\u00e0s_00.22.44.png\"><img decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-1076\" src=\"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/12\/Captura_de_Tela_2016-07-03_\u00e0s_00.22.44-356x1024.png\" alt=\"\" width=\"349\" height=\"1004\" srcset=\"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/12\/Captura_de_Tela_2016-07-03_\u00e0s_00.22.44-356x1024.png 356w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/12\/Captura_de_Tela_2016-07-03_\u00e0s_00.22.44-104x300.png 104w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/12\/Captura_de_Tela_2016-07-03_\u00e0s_00.22.44-209x600.png 209w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/12\/Captura_de_Tela_2016-07-03_\u00e0s_00.22.44.png 386w\" sizes=\"(max-width: 349px) 100vw, 349px\" \/><\/a>ante, pois envolve uma complicada situa\u00e7\u00e3o<br \/>\nvivida no IP. N\u00e3o fosse esse epis\u00f3dio de discrimina\u00e7\u00e3o experienciado por uma aluna trans do Instituto, que foi impedida por funcion\u00e1rios de usar\u00a0o banheiro feminino, possivelmente n\u00e3o haveria a evidencia\u00e7\u00e3o da fragilidade do tratamento reservado aos LGBTs, principalmente \u00e0s pessoas trans, mesmo dentro de uma universidade \u2013 espa\u00e7o que se prop\u00f5e a discutir paradigmas e romper dogmas em prol de uma revolu\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. O evento motivou a recomenda\u00e7\u00e3o de que fosse fornecida instru\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o adequadas aos funcion\u00e1rios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A ideia da proposta, que foi elaborada pela pr\u00f3pria v\u00edtima do epis\u00f3dio, em conjunto com o Coletivo LGBT da Psico, \u00e9, a partir de uma esp\u00e9cie de comiss\u00e3o, organizar grupos de\u00a0conversa que promovam discuss\u00f5es e\u00a0din\u00e2micas, de maneira respeitosa e consciente, para oferecer aos funcion\u00e1rios\u00a0(in)forma\u00e7\u00e3o. Este projeto j\u00e1 passou pela diretoria do IP e chegou \u00e0s m\u00e3os da procuradoria geral da Universidade de S\u00e3o\u00a0Paulo, onde, agora, aguarda valida\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde 2015, muitos eventos relacionados a g\u00eanero e sexualidade tamb\u00e9m foram promovidos pelo IPUSP. O debate continua aberto, objetivando um constante aprimoramento das rela\u00e7\u00f5es no Instituto, especialmente no que concerne \u00e0s quest\u00f5es de g\u00eanero e sexualidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Obviamente, ainda h\u00e1 muito por se realizar. A igualdade de direitos, mesmo<br \/>\ndentro do IP, at\u00e9 hoje n\u00e3o foi plenamente alcan\u00e7ada. Mas esses j\u00e1 s\u00e3o os primeiros passos para elucidar as cr\u00edticas de que o ensino e apoio acad\u00eamico permanecem carecendo de responsabilidade na forma\u00e7\u00e3o adequada dos alunos que, quando j\u00e1 formados, se deparar\u00e3o com pacientes da\u00a0comunidade LGBT.<\/p>\n<p>Por An\u00e1tale Garcia e Aryanna Oliveira<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o e revis\u00e3o por Islaine Maciel e Maria Isabel da Silva Leme<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Clique no t\u00edtulo para folhear as revistas <strong>psico.<\/strong>usp:<\/p>\n<div id=\"attachment_935\" class=\"wp-caption alignleft\" style=\"width: 152px;\">\n<p class=\"wp-caption-text\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-935 \" src=\"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/revista-2.png\" alt=\"\" width=\"142\" height=\"188\" srcset=\"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/revista-2.png 307w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/revista-2-226x300.png 226w\" sizes=\"(max-width: 142px) 100vw, 142px\" \/><a href=\"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2016\/07\/revista_psico.usp_n1_2015.pdf\">Alfabetiza\u00e7\u00e3o \u2013 2015, n. 1<\/a><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"attachment_933\" class=\"wp-caption alignleft\" style=\"width: 150px;\">\n<p class=\"wp-caption-text\" data-wp-editing=\"1\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-933 \" src=\"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/revista-1.png\" alt=\"\" width=\"140\" height=\"188\" srcset=\"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/revista-1.png 305w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/revista-1-224x300.png 224w\" sizes=\"(max-width: 140px) 100vw, 140px\" \/><a href=\"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2016\/07\/revista-psico.usp-n.-2-3-2016.pdf\">\u00c9 hora de falar sobre G\u00eanero \u2013 2016, n.2\/3<\/a><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"attachment_933\" class=\"wp-caption alignleft\" style=\"width: 150px;\">\n<p class=\"wp-caption-text\">\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando o estudante faz parte de uma minoria social, como \u00e9 o caso dos LGBTs, n\u00e3o s\u00e3o poucas as vezes&#46;&#46;&#46;<\/p>\n","protected":false},"author":610,"featured_media":1079,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[374,1],"tags":[168,179,17,22],"class_list":["post-1073","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-genero","category-sociedade","tag-instituto","tag-ipusp","tag-psicologia","tag-usp"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1073","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/610"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1073"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1073\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6741,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1073\/revisions\/6741"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1079"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1073"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1073"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1073"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}