{"id":1107,"date":"2015-04-30T18:01:57","date_gmt":"2015-04-30T20:01:57","guid":{"rendered":"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/?p=1107"},"modified":"2018-03-21T12:04:10","modified_gmt":"2018-03-21T14:04:10","slug":"o-lado-desconhecido-bairro-da-liberdade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/o-lado-desconhecido-bairro-da-liberdade\/","title":{"rendered":"O lado desconhecido do bairro da liberdade"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>No imagin\u00e1rio do paulistano comum, o bairro permanece sendo uma marca da imigra\u00e7\u00e3o japonesa no Brasil<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Quem passeia pelo bairro da Liberdade, em S\u00e3o Paulo, muitas vezes n\u00e3o imagina as transforma\u00e7\u00f5es pelas quais ele j\u00e1 passou e continua passando. No imagin\u00e1rio do paulistano comum, o bairro permanece sendo uma marca da imigra\u00e7\u00e3o japonesa no Brasil. No entanto, Danilo Ide, pesquisador do IPUSP, mostra em seudoutorado que, para seus moradores, o bairro n\u00e3o \u00e9 apenas isso.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/12\/Liberdade.png\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-1109\" src=\"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/12\/Liberdade.png\" alt=\"\" width=\"437\" height=\"459\" srcset=\"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/12\/Liberdade.png 625w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/12\/Liberdade-285x300.png 285w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/12\/Liberdade-400x420.png 400w\" sizes=\"(max-width: 437px) 100vw, 437px\" \/><\/a>Ide explica que a decora\u00e7\u00e3o oriental da Liberdade que se conhece hoje foi inaugurada em 1974 como parte de um projeto de revitaliza\u00e7\u00e3o do bairro. Mesmo com a chegada de taiwaneses e coreanos a partir de 1960, a identidade visual da Liberdade sempre se manteve predominantemente japonesa. Ide observa,\u00a0 ainda, que para se tomar as medidas que alteraram a configura\u00e7\u00e3o do bairro, este nunca foi considerado como lugar de morada, mas sim de com\u00e9rcio ou de passagem. Por isso, ele optou por colocar os moradores no centro de sua pesquisa, buscando assim encontrar uma outra compreens\u00e3o.<\/p>\n<p>O pesquisador reuniu sete moradores volunt\u00e1rios (uma brasileira, tr\u00eas japoneses e tr\u00eas chineses). A filmagem foi escolhida por ser uma boa maneira de representar o foco visual que a pesquisa buscava. Analisando os v\u00eddeos, Ide constata algumas semelhan\u00e7as entre eles, como o teor das conversas. Falava-se dos estabelecimentos do bairro, e o que se comentava deles era apenas se eram baratos ou caros.<\/p>\n<p>Ide tamb\u00e9m percebeu que os participantes davam muito mais import\u00e2ncia ao sabor dos alimentos encontrados nos restaurantes do que ao apelo visual do bairro.\u00a0Ele aponta essa diferen\u00e7a entre o turista e o morador do local: enquanto o primeiro trata o bairro com a dist\u00e2ncia da vis\u00e3o, o segundo o aprecia com a intimidade do paladar. Por fim, Ide conclui que da mesma maneira que a imigra\u00e7\u00e3o japonesa modificou a Liberdade, que antes abrigava italianos, o fluxo boliviano atual no bairro possivelmente chegue a alter\u00e1-lo no futuro. Portanto, \u00e9 necess\u00e1rio compreender a paisagem ainda em processo de forma\u00e7\u00e3o, ou seja: \u00e9 preciso consider\u00e1-la viva.\u2013<\/p>\n<p>Pesquisa de Danilo Ide\u00a0\u2013\u00a0<a href=\"http:\/\/www.teses.usp.br\/teses\/disponiveis\/47\/47134\/tde-27052014-154941\/pt-br.php\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">clique\u00a0<strong>aqui<\/strong>.<\/a><\/p>\n<p>Por\u00a0Ana Carla Berm\u00fadez<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o e revis\u00e3o por Islaine Maciel e Maria Isabel da Silva Leme<\/p>\n<p>Clique nas imagens para folhear as revistas\u00a0<strong>psico.<\/strong>usp<\/p>\n<div id=\"attachment_935\" class=\"wp-caption alignleft\" style=\"width: 152px\">\n<p class=\"wp-caption-text\"><a href=\"https:\/\/issuu.com\/psicologia_usp\/docs\/revista_psico.usp_n1_2015\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-935 \" src=\"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/revista-2.png\" alt=\"\" width=\"142\" height=\"188\" srcset=\"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/revista-2.png 307w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/revista-2-226x300.png 226w\" sizes=\"(max-width: 142px) 100vw, 142px\" \/><\/a>Alfabetiza\u00e7\u00e3o \u2013 2015, n. 1<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"attachment_933\" class=\"wp-caption alignleft\" style=\"width: 150px\">\n<p class=\"wp-caption-text\"><a href=\"https:\/\/issuu.com\/psicologia_usp\/docs\/revista_psico.usp_n._2-3_2016\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-933 \" src=\"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/revista-1.png\" alt=\"\" width=\"140\" height=\"188\" srcset=\"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/revista-1.png 305w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/revista-1-224x300.png 224w\" sizes=\"(max-width: 140px) 100vw, 140px\" \/><\/a>\u00c9 hora de falar sobre G\u00eanero \u2013 2016, n.2\/3<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No imagin\u00e1rio do paulistano comum, o bairro permanece sendo uma marca da imigra\u00e7\u00e3o japonesa no Brasil Quem passeia pelo bairro&#46;&#46;&#46;<\/p>\n","protected":false},"author":610,"featured_media":1109,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[1],"tags":[231,121,122,232,76,230],"class_list":["post-1107","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sociedade","tag-bairro","tag-imigrantes","tag-japao","tag-liberdade","tag-paisagem","tag-sao-paulo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1107","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/610"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1107"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1107\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1642,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1107\/revisions\/1642"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1109"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1107"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1107"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1107"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}