{"id":1184,"date":"2017-08-23T12:43:36","date_gmt":"2017-08-23T14:43:36","guid":{"rendered":"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/?p=1184"},"modified":"2023-02-24T11:51:13","modified_gmt":"2023-02-24T13:51:13","slug":"estudo-com-macacos-sugere-que-cultura-e-biologia-caminham-juntas-jornal-da-usp","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/estudo-com-macacos-sugere-que-cultura-e-biologia-caminham-juntas-jornal-da-usp\/","title":{"rendered":"Estudo com macacos sugere que cultura e biologia caminham juntas"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>Trabalho observou o uso de pedras para quebrar frutos e investigou como a cultura pode afetar processos biol\u00f3gicos<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Por\u00a0<span class=\"vcard author author_name\"><a title=\"Posts de Denis Pacheco\" href=\"https:\/\/jornal.usp.br\/author\/denispacheco\/\" rel=\"author\">Denis Pacheco<\/a>,\u00a0Jornal da USP, 23\/8\/2017<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_1185\" style=\"width: 730px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/12\/macaco.png\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1185\" class=\"size-large wp-image-1185\" src=\"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/12\/macaco-1024x400.png\" alt=\"\" width=\"720\" height=\"281\" srcset=\"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/12\/macaco-1024x400.png 1024w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/12\/macaco-300x117.png 300w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/12\/macaco-768x300.png 768w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/12\/macaco-400x156.png 400w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/12\/macaco.png 1280w\" sizes=\"(max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-1185\" class=\"wp-caption-text\">Experimentos derrubam mitos sobre o uso de ferramentas pelo macaco-prego \u2013 Foto: Tiago Fal\u00f3tico<\/p><\/div>\n<p><span class=\"wpsdc-drop-cap\">U<\/span>m estudo com participa\u00e7\u00e3o de pesquisadoras do Instituto de Psicologia (IP) da USP demonstrou o efeito de uma tradi\u00e7\u00e3o em uma popula\u00e7\u00e3o selvagem de macacos-prego. O trabalho observou o uso de pedras como ferramentas para quebrar frutos e forneceu evid\u00eancias sobre como a cultura pode afetar processos biol\u00f3gicos.<\/p>\n<p>Os resultados do trabalho foram publicados no artigo<i><a href=\"http:\/\/www.pnas.org\/content\/114\/30\/7798\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">\u00a0Synchronized practice helps bearded capuchin monkeys learn to extend attention while learning a tradition<\/a>\u00a0<\/i>em um n\u00famero especial da revista\u00a0<i>Proceedings of the National Academy of Sciences<\/i>\u00a0(PNAS).<\/p>\n<p>Membros do Departamento de Psicologia Experimental do IP e do Projeto\u00a0<em>EthoC<\/em><em>ebus<\/em>, as professoras<a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/5453327164161334\"> Patr\u00edcia Izar<\/a> e <a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/9601221530967113\">Briseida Dogo de Resende<\/a> realizaram um estudo no sul do Piau\u00ed, numa \u00e1rea conhecida como Fazenda Boa Vista, em que foi observado um conjunto de 16 macacos, entre 2011 e 2013, cujos h\u00e1bitos foram registrados no artigo. Al\u00e9m delas, o artigo contou com a colabora\u00e7\u00e3o de pesquisadoras da Universidade da Georgia, nos Estados Unidos, e do Instituto de Ci\u00eancias Cognitivas e Tecnologias, na It\u00e1lia.<\/p>\n<blockquote><p>Queremos encontrar especificidades humanas e tamb\u00e9m das outras esp\u00e9cies. Saber o que \u00e9 compartilhado e o que \u00e9 derivado.\u201d<\/p><\/blockquote>\n<p>Com forma\u00e7\u00e3o em biologia, as docentes revelam que seu caminho at\u00e9 a psicologia experimental foi, sem quaisquer trocadilhos, uma evolu\u00e7\u00e3o natural. \u201cChegamos aqui pelo caminho da primatologia, estudamos primatas e n\u00f3s duas nos interessamos pelo macaco-prego, que \u00e9 um macaco da Am\u00e9rica do Sul que apresenta uma complexidade na sua vida social\u201d, relembra Briseida ao apresentar os caminhos iniciais.<\/p>\n<div id=\"attachment_1186\" style=\"width: 810px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/12\/macaco-2.jpg\"><img decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1186\" class=\"size-full wp-image-1186\" src=\"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/12\/macaco-2.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"420\" srcset=\"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/12\/macaco-2.jpg 800w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/12\/macaco-2-300x158.jpg 300w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/12\/macaco-2-768x403.jpg 768w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/12\/macaco-2-400x210.jpg 400w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-1186\" class=\"wp-caption-text\">Macaco-prego (Sapajus libidinosus). Macho adulto registrado no Parque Nacional Serra da Capivara, PI, Brasil \u2013 Foto: Tiago Fal\u00f3tico<\/p><\/div>\n<p>specialistas em comportamento animal, Patr\u00edcia e Briseida se identificam como\u00a0et\u00f3logas, pesquisadoras que almejam trazer um olhar evolucionista sobre o comportamento. Mas por que estudar o comportamento animal na psicologia?<\/p>\n<p>Para as professoras, utilizar estudos de comportamento animal para iluminar aspectos sobre o homem \u00e9 assumir que \u201cexiste uma compreens\u00e3o de que n\u00f3s compartilhamos uma hist\u00f3ria evolutiva e, portanto, h\u00e1 fen\u00f4menos compartilhados\u201d, explica Briseida ao ressaltar que \u00e9 a partir desse tipo de estudo que se torna poss\u00edvel entender min\u00facias do comportamento humano, quando inserido no contexto amplo da evolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cQueremos encontrar especificidades humanas e tamb\u00e9m das outras esp\u00e9cies. Saber o que \u00e9 compartilhado e o que \u00e9 derivado\u201d, sumariza Patr\u00edcia ao introduzir o cerne da pesquisa que rendeu o artigo.<\/p>\n<h6><strong>Quebrando o coco<\/strong><\/h6>\n<p>Tudo come\u00e7ou em 2003, quando o propriet\u00e1rio da Fazenda Boa Vista, localizada no sert\u00e3o do Piau\u00ed, foi procurado por interessados em promover o ecoturismo na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Ciente da presen\u00e7a dos macacos e de seu comportamento peculiar \u2013 em especial utilizando pedras para quebrar cocos e obter alimento -, o sertanejo e conservacionista abriu o espa\u00e7o para turistas e almejou atrair grande interesse pelos bichos da regi\u00e3o ao construir t\u00faneis e cabanas para observa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Quando um fot\u00f3grafo da BBC, emissora brit\u00e2nica de r\u00e1dio e televis\u00e3o, registrou as atividades peculiares dos macacos-prego em um ensaio, uma das coautoras internacionais do estudo, Dorothy Fragaszy, procurou os professores da USP. \u201cEla ficou entusiasmada e entrou em contato com a equipe, ent\u00e3o fomos atr\u00e1s disso e descobrimos a companhia de ecoturismo\u201d, relembra a professora Patr\u00edcia.<\/p>\n<p>\u201cFoi muito dif\u00edcil chegar l\u00e1. Era um lugar bem isolado e de natureza muito preservada\u201d, conta ela, ao destacar que seus registros iniciais renderam um primeiro artigo, publicado em 2004, e foram o in\u00edcio de uma pesquisa maior, a partir de 2005.<\/p>\n<div id=\"attachment_1187\" style=\"width: 778px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/12\/macaco-3.jpg\"><img decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1187\" class=\"size-full wp-image-1187\" src=\"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/12\/macaco-3.jpg\" alt=\"\" width=\"768\" height=\"403\" srcset=\"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/12\/macaco-3.jpg 768w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/12\/macaco-3-300x157.jpg 300w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/12\/macaco-3-400x210.jpg 400w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-1187\" class=\"wp-caption-text\">Macaco-prego (Sapajus libidinosus). Uma f\u00eamea adulta e um juvenil registrados no Parque Nacional Serra da Capivara \u2013 PI, Brasil \u2013 Foto: Tiago Fal\u00f3tico<\/p><\/div>\n<p>De acordo com Patr\u00edcia, os anos de observa\u00e7\u00e3o e o fato de os macacos-prego estarem aptos a participar de experimentos sem deixar seu habitat natural possibilitaram que as pesquisadoras demonstrassem, de uma maneira elegante, o que os animais eram capazes de perceber a respeito da tarefa da quebra do coco. \u201cEles percebem quais s\u00e3o as propriedades relevantes das pedras que usam como martelo para bater e quebrar o coco, sabem utilizar as pedras de tamanhos e formas mais adequados para quebrar um coco de determinado tamanho\u201d<i>,\u00a0<\/i>destaca<i>.<\/i><\/p>\n<p>Ao fazerem experimentos com pedras artificiais, criadas com apoio de pesquisadores do Instituto de Geoci\u00eancias (IGc) da USP, foi poss\u00edvel acessar a sagacidade dos s\u00edmios no que se referia a perceber seu meio ambiente.<\/p>\n<p>\u201cColoc\u00e1vamos duas pedras, uma maior e uma menor. A maior era oca, a menor densa. Eles iam direto na maior para quebrar o coco; quando eles a levantavam, ela era leve e eles largavam. Eles cutucavam a outra que era mais densa e pegavam aquela\u201d, ilustra Patr\u00edcia, ao explicar ainda que os macacos-prego ajustavam todas as condi\u00e7\u00f5es das pedras dependendo das esp\u00e9cies de coco que pretendiam quebrar.<\/p>\n<p>\u201cFomos descobrindo muitas coisas que foram derrubando mitos sobre o uso de ferramentas pelo macaco-prego e mesmo de cogni\u00e7\u00e3o do mundo f\u00edsico\u201d, pontua Patr\u00edcia.<\/p>\n<h6><strong>Natureza e\u00a0cria\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h6>\n<p>\u201cO interessante desse artigo \u00e9 que mostramos como a influ\u00eancia social se d\u00e1, n\u00e3o em sua totalidade, mas em um aspecto de como o parceiro social afeta e potencializa a aprendizagem dessa tarefa\u201d,<\/p>\n<p>sintetiza Patr\u00edcia, ao reafirmar que uma das principais conclus\u00f5es do trabalho foi postular que, por meio da observa\u00e7\u00e3o dos macacos, ficou claro que uma tradi\u00e7\u00e3o afetou um processo biol\u00f3gico, no caso, o da aprendizagem.<\/p>\n<p>E esse tipo de aprendizagem pode inclusive interferir no desenvolvimento motor do animal. Para Briseida, um dos principais pontos foi mostrar como se d\u00e1 essa intera\u00e7\u00e3o entre o ambiente social e o desenvolvimento de cada indiv\u00edduo.<\/p>\n<p>Para ambas as pesquisadoras, o estudo indica que a cultura tamb\u00e9m pode afetar processos evolutivos. \u201cEssa ideia de que a evolu\u00e7\u00e3o cultural est\u00e1 completamente destacada de evolu\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica est\u00e1 dando lugar \u00e0 ideia de que ambos os processos afetam um ao outro. Nosso trabalho \u00e9 uma ilustra\u00e7\u00e3o disso para al\u00e9m da esp\u00e9cie humana\u201d, conclui Patr\u00edcia.<\/p>\n<div id=\"attachment_1188\" style=\"width: 694px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/12\/20170818_04_Macaco-prego-768x403.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1188\" class=\" wp-image-1188\" src=\"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/12\/20170818_04_Macaco-prego-768x403.jpg\" alt=\"\" width=\"684\" height=\"359\" srcset=\"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/12\/20170818_04_Macaco-prego-768x403.jpg 768w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/12\/20170818_04_Macaco-prego-768x403-300x157.jpg 300w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/12\/20170818_04_Macaco-prego-768x403-400x210.jpg 400w\" sizes=\"(max-width: 684px) 100vw, 684px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-1188\" class=\"wp-caption-text\">Elisabetta M. Visalberghi, Patr\u00edcia Izar e Dorothy M. Fragaszy \u2013 Foto: Projeto EthoCebus<\/p><\/div>\n<p>\u201cEstamos mostrando que essas coisas caminham juntas e rompendo a dicotomia \u2018natureza\u00a0<em>versus<\/em>\u00a0cria\u00e7\u00e3o\u2019, o que \u00e9 uma tend\u00eancia\u201d, finaliza Briseida.<\/p>\n<p>O artigo completo, que tamb\u00e9m contou com a coautoria das pesquisadoras Yonat Eshchar, Elisabetta Visalberghic e Kellie Laitya, pode ser acessado no\u00a0<a href=\"http:\/\/www.pnas.org\/content\/114\/30\/7798\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">site oficial da revista PNAS<\/a>.<\/p>\n<p>Mais informa\u00e7\u00f5es sobre o trabalho do\u00a0<i>Ethocebus Project\u00a0<\/i>podem ser visualizadas no\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ip.usp.br\/ethocebus\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">site oficial<\/a>.<\/p>\n<p>Publicado originalmente em:\u00a0<a href=\"https:\/\/jornal.usp.br\/ciencias\/ciencias-biologicas\/estudo-com-macacos-sugere-que-cultura-e-biologia-caminham-juntas\/\">https:\/\/jornal.usp.br\/ciencias\/ciencias-biologicas\/estudo-com-macacos-sugere-que-cultura-e-biologia-caminham-juntas\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Trabalho observou o uso de pedras para quebrar frutos e investigou como a cultura pode afetar processos biol\u00f3gicos Por\u00a0Denis Pacheco,\u00a0Jornal&#46;&#46;&#46;<\/p>\n","protected":false},"author":610,"featured_media":1186,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[8],"tags":[44,250,131,91,237,248,249],"class_list":["post-1184","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-bio","tag-animais","tag-biologia","tag-comportamento-animal","tag-psicologia-cultural","tag-jornal-da-usp","tag-macaco","tag-prego"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1184","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/610"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1184"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1184\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5020,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1184\/revisions\/5020"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1186"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1184"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1184"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1184"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}