{"id":1290,"date":"2017-04-13T16:36:45","date_gmt":"2017-04-13T18:36:45","guid":{"rendered":"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/?p=1290"},"modified":"2023-02-24T12:16:51","modified_gmt":"2023-02-24T14:16:51","slug":"formacao-humana-em-contexto-de-violencia-aun","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/formacao-humana-em-contexto-de-violencia-aun\/","title":{"rendered":"A forma\u00e7\u00e3o humana em contexto de viol\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p class=\"mh-subheading\"><em><strong>Nova pesquisa investiga as repercuss\u00f5es que contextos violentos geram nas pessoas<\/strong><\/em><\/p>\n<p class=\"mh-subheading\">Por Mateus de Lucena Feitosa, AUN: Ag\u00eanica Universit\u00e1ria de Not\u00edcias, 13\/4\/2017<\/p>\n<div id=\"attachment_1292\" style=\"width: 712px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/12\/blog20.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1292\" class=\" wp-image-1292\" src=\"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/12\/blog20.jpg\" alt=\"\" width=\"702\" height=\"418\" srcset=\"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/12\/blog20.jpg 640w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/12\/blog20-300x179.jpg 300w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/12\/blog20-400x238.jpg 400w\" sizes=\"(max-width: 702px) 100vw, 702px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-1292\" class=\"wp-caption-text\">Foco no bairro do Uruguai em Salvador, Bahia. Blog do Amarildo. Reprodu\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<p>Com o intuito de compreender as viv\u00eancias fundamentais de pessoas que vivem em contexto violentos, bem como entender a repercuss\u00f5es que este meio tem sobre sua forma\u00e7\u00e3o psicol\u00f3gica, a pesquisadora do Instituto de Psicologia da Universidade de S\u00e3o Paulo,<a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/4389549388478817\"> Suzana Carneiro<\/a>, visitou o bairro do Uruguai em Salvador, Bahia, para escrever sua tese de doutorado: <em>A forma\u00e7\u00e3o humana em contexto de viol\u00eancia: uma compreens\u00e3o cl\u00ednica a partir da fenomenologia de Edith Stein<\/em>.<\/p>\n<p>Carneiro se interessou pelo bairro do Uruguai por interm\u00e9dio de uma comunidade religiosa, da qual faz parte, que organiza projetos sociais de aux\u00edlio \u00e0 popula\u00e7\u00e3o local. A pesquisadora decidiu investigar o contexto do bairro, sua influ\u00eancia na vida daqueles que o habitam e tenta trazer uma vis\u00e3o diferente e mais humana do lugar estabelecendo um contraponto \u00e0 vis\u00e3o vigente de indiferen\u00e7a e, muitas vezes, de preconceito em rela\u00e7\u00e3o ao bairro do Uruguai.<\/p>\n<p>Usando da sua rela\u00e7\u00e3o com a comunidade religiosa local, a pesquisadora conseguiu ir quatro vezes ao bairro passando de 10 a 15 dias morando na casa dos moradores locais. Por meio de entrevistas e anota\u00e7\u00f5es pessoais, Carneiro busca entender o cotidiano da comunidade.\u00a0 Adepta da fenomenologia, seu intuito era vivenciar o dia a dia e entender a realidade do Uruguai.\u00a0 \u201cFui muito bem acolhida pelas pessoas, minha inten\u00e7\u00e3o era vivenciar o cotidiano local e ir al\u00e9m dos relatos\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Um dos grandes objetivos da tese era trazer a import\u00e2ncia da compreens\u00e3o da viv\u00eancia di\u00e1ria da popula\u00e7\u00e3o do Uruguai em vez de tentar faz\u00ea-la se encaixar em teorias. Enxergar a import\u00e2ncia do indiv\u00edduo e entender sua complexidade. \u201cEssa pesquisa me ajudou a quebrar barreiras, abandonar preconceitos e o manique\u00edsmo para enxergar o ser humano\u2019\u2019, relata \u201dTemos que olhar para quest\u00e3o psicol\u00f3gica sem perder de vista o todo, os diversos fatores que t\u00eam influ\u00eancia sobre o indiv\u00edduo\u201d, complementa.<\/p>\n<p>Quando questionada sobre a participa\u00e7\u00e3o das pol\u00edcias comunit\u00e1rias no bairro, a pesquisadora relata que as opini\u00f5es ainda divergem. Existe muita desconfian\u00e7a por parte dos moradores e muito preconceito por parte dos policiais. Carneiro chegou a entrevistar uma das autoridades locais que n\u00e3o autorizou a divulga\u00e7\u00e3o da conversa. \u201cApesar da proposta das bases comunit\u00e1rias ser a aproxima\u00e7\u00e3o das autoridades com a popula\u00e7\u00e3o, a rela\u00e7\u00e3o ainda \u00e9 muito tensa devido ao hist\u00f3rico da pol\u00edcia\u201d, diz. A pesquisadora ainda conta de relatos que recebeu de moradores locais que j\u00e1 presenciaram a viol\u00eancia policial e at\u00e9 mesmo a morte de pessoas inocentes, tornando a situa\u00e7\u00e3o ainda mais complicada.<\/p>\n<p>Para Carneiro, o que fica de sua pesquisa \u00e9 a for\u00e7a que presenciou das pessoas que vivem sobre contextos violentos. \u201cO contexto de viol\u00eancia n\u00e3o anula a pessoa, nas piores condi\u00e7\u00f5es ainda \u00e9 poss\u00edvel dar uma resposta\u201d, relata. A pesquisadora ainda pensou em formas de interven\u00e7\u00f5es que poderia auxiliar pessoas vivendo sob tais condi\u00e7\u00f5es. Ela frisou a import\u00e2ncia da cria\u00e7\u00e3o de um canal de express\u00e3o de reflex\u00e3o dentro dessas comunidades: \u201cisso ajuda as pessoas a se fortalecerem para se colocarem de uma forma mais livre diante de sua realidade\u201d.<\/p>\n<p>Publicado originalmente em:<a href=\"https:\/\/paineira.usp.br\/aun\/index.php\/2017\/04\/13\/estudo-busca-compreender-a-formacao-humana-em-contexto-de-violencia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">\u00a0https:\/\/paineira.usp.br\/aun\/index.php\/2017\/04\/13\/estudo-busca-compreender-a-formacao-humana-em-contexto-de-violencia\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nova pesquisa investiga as repercuss\u00f5es que contextos violentos geram nas pessoas Por Mateus de Lucena Feitosa, AUN: Ag\u00eanica Universit\u00e1ria de&#46;&#46;&#46;<\/p>\n","protected":false},"author":610,"featured_media":1293,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[1],"tags":[243,115,178,168,17,22,170],"class_list":["post-1290","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sociedade","tag-aun","tag-clinica","tag-fenomenologia","tag-instituto","tag-psicologia","tag-usp","tag-violencia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1290","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/610"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1290"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1290\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5034,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1290\/revisions\/5034"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1293"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1290"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1290"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1290"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}