{"id":1466,"date":"2018-01-10T16:50:31","date_gmt":"2018-01-10T18:50:31","guid":{"rendered":"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/?p=1466"},"modified":"2018-03-08T16:57:37","modified_gmt":"2018-03-08T18:57:37","slug":"psicologia-experimental-e-etologia-investigam-comportamento-animal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/psicologia-experimental-e-etologia-investigam-comportamento-animal\/","title":{"rendered":"Psicologia experimental e etologia investigam comportamento animal"},"content":{"rendered":"<p>Especialista fala sobre livro, pesquisa na USP e rela\u00e7\u00f5es entre as \u00e1reas de etologia e psicologia experimental<\/p>\n<p>Por\u00a0<span class=\"vcard author author_name\"><a title=\"Posts de Reda\u00e7\u00e3o\" href=\"http:\/\/jornal.usp.br\/author\/redacao\/\" rel=\"author\">Reda\u00e7\u00e3o<\/a>\u00a0&#8211; Jornal da USP, 10\/01\/2018<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_1467\" style=\"width: 810px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1467\" class=\"size-full wp-image-1467\" src=\"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2018\/03\/20180110_02_Jerryhogan.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"420\" srcset=\"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2018\/03\/20180110_02_Jerryhogan.jpg 800w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2018\/03\/20180110_02_Jerryhogan-300x158.jpg 300w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2018\/03\/20180110_02_Jerryhogan-768x403.jpg 768w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2018\/03\/20180110_02_Jerryhogan-400x210.jpg 400w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><p id=\"caption-attachment-1467\" class=\"wp-caption-text\">Livro de norte-americano que foi pesquisador visitante da USP aborda comportamento de animais sob o ponto de vista dos dois campos de conhecimento. Na imagem, gansos-de-faces-brancas em migra\u00e7\u00e3o sazonal \u2013 Foto: Wikimedia Commons<\/p><\/div>\n<p>Escrever um livro que integrasse os v\u00e1rios campos de estudo do comportamento, especialmente a etologia e a psicologia experimental, numa linguagem b\u00e1sica comum foi um sonho acalentado por mais de 50 anos pelo et\u00f3logo americano\u00a0<a href=\"http:\/\/www.iea.usp.br\/pessoas\/pasta-pessoaj\/jerry-hogan\">Jerry Hogan<\/a>, professor em\u00e9rito do Departamento de Psicologia da Universidade de Toronto, Canad\u00e1.<\/p>\n<p>Quando em 2009 o tamb\u00e9m et\u00f3logo\u00a0C\u00e9sar Ades\u00a0(1943-2012), diretor do Instituto de Estudos Avan\u00e7ados (IEA) da USP \u00e0 \u00e9poca, convidou o colega americano a apresentar um projeto para ser professor visitante do Instituto, Hogan decidiu aproveitar a oportunidade para finalmente escrever o livro. Lan\u00e7ado em novembro pela Cambridge University Press, o livro\u00a0<em>Study of Behavior \u2013 Organization, Methods and Principle<\/em>s\u00a0\u00e9 o resultado da estada do pesquisador no IEA de agosto de 2013 a julho de 2015.<\/p>\n<p>Durante visita a S\u00e3o Paulo na primeira semana de 2018, Hogan concedeu entrevista ao IEA sobre o livro e sobre as v\u00e1rias mudan\u00e7as no estudo do comportamento nas \u00faltimas d\u00e9cadas. A seguir, a tradu\u00e7\u00e3o editada da entrevista.<\/p>\n<div id=\"attachment_1468\" style=\"width: 778px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1468\" class=\"size-full wp-image-1468\" src=\"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2018\/03\/20180110_00_jerryhogan-768x403.jpg\" alt=\"\" width=\"768\" height=\"403\" srcset=\"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2018\/03\/20180110_00_jerryhogan-768x403.jpg 768w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2018\/03\/20180110_00_jerryhogan-768x403-300x157.jpg 300w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2018\/03\/20180110_00_jerryhogan-768x403-400x210.jpg 400w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><p id=\"caption-attachment-1468\" class=\"wp-caption-text\">O et\u00f3logo americano Jerry Hogan, ex-professor visitante do IEA \u2013 Foto: Sandra Codo\/IEA-USP<\/p><\/div>\n<p><b>IEA \u2013 Sua ideia de escrever um livro relacionando o que h\u00e1 de comum entre a etologia e a psicologia experimental surgiu h\u00e1 mais de 50 anos, quando de seu p\u00f3s-doutorado na Holanda. Desde ent\u00e3o as duas disciplinas se transformaram e surgiram outras relacionadas a elas, aumentando ainda mais a fragmenta\u00e7\u00e3o do conhecimento. Nesse sentido, pode-se dizer que foi melhor que tenha escrito o livro agora e com isso poder relacionar todos os antigos e novos campos de estudo?<\/b><\/p>\n<p><b>Hogan<\/b>\u00a0\u2013 Naquela \u00e9poca, a grande discrep\u00e2ncia aparente entre a etologia e a psicologia experimental era a ideia de que os et\u00f3logos observam os animais e seu entorno natural e os psic\u00f3logos observam o comportamento no laborat\u00f3rio. Al\u00e9m disso, os et\u00f3logos se preocupam com o que muitos chamam de comportamento instintivo e os psic\u00f3logos atentam para o aprendizado. De certa forma, eles s\u00e3o diferentes, mas se pensamos em termo de \u2018doutrina\u2019, o psic\u00f3logo e o et\u00f3logo s\u00e3o bastantes similares, pois ambos tentam entender como os animais se comportam. Desde ent\u00e3o, os dois campos mudaram dramaticamente. A etologia tornou-se muito mais ecol\u00f3gica e interessada em diferentes tipos de explica\u00e7\u00f5es evolucionistas. A psicologia foi de interessada na resposta ao est\u00edmulo a algo muito mais cognitivo. Os psic\u00f3logos compreenderam que alguma coisa acontece no c\u00e9rebro entre o est\u00edmulo e a resposta a ele. Os dois campos originais se tornaram bem maiores e mudaram de muitas maneiras. Uma das coisas que descobri \u00e9 que muitas pessoas sentiam que as ideias antigas estavam todas erradas, que tudo deveria ser considerado de uma nova maneira. Mostrar que isso n\u00e3o \u00e9 verdade \u00e9 uma das coisas que espero que meu livro fa\u00e7a, pois \u00e9 quase um livro hist\u00f3rico, que examina todas as ideias antigas, as modifica e tenta mostrar o que \u00e9 mais relevante para o tipo de coisa que as pessoas est\u00e3o fazendo atualmente.<\/p>\n<blockquote><p>A psicologia foi de interessada na resposta ao est\u00edmulo a algo muito mais cognitivo. Os psic\u00f3logos compreenderam que alguma coisa acontece no c\u00e9rebro entre o est\u00edmulo e a resposta a ele.<\/p><\/blockquote>\n<p><b>IEA \u2013 O senhor diz no pref\u00e1cio que n\u00e3o se trata de um livro de curso normal, pois n\u00e3o procurou fazer uma revis\u00e3o da literatura relevante, mas sim uma monografia com suas ideias sobre v\u00e1rios aspectos do comportamento. De qualquer modo, o resultado atingido pode ser considerado uma concep\u00e7\u00e3o de como deve se dar a forma\u00e7\u00e3o de um pesquisador do comportamento?<\/b><\/p>\n<p><b>Hogan<\/b>\u00a0\u2013 Penso que sim. O livro apresenta o comportamento como penso que ele possa ser melhor entendido, de forma que todo mundo possa pensar sobre ele. Apresento outras ideias e mostro como minhas ideias poderiam ser usadas para interpretar os mesmos tipos de dados sobre os quais as pessoas est\u00e3o falando. Quando digo que n\u00e3o \u00e9 uma revis\u00e3o da literatura, quero dizer que n\u00e3o digo: \u201cH\u00e1 estas ideias sobre isso; esta \u00e9 a minha e esta \u00e9 a forma de compar\u00e1-la com as outras\u201d. N\u00e3o \u00e9 tamb\u00e9m uma revis\u00e3o no sentido de eu apresentar exemplos em detalhes. O leitor pode ver como o experimento foi feito, como a conclus\u00e3o foi atingida. O livro apresenta coisas relevantes, do tipo \u201cA descobriu isso; B, aquilo; C, aquilo outro; isto \u00e9 um bom experimento, estas s\u00e3o as ideias e foi assim que o experimento foi feito\u201d. Penso que \u00e9 um bom livro para ensinar as pessoas a entender o comportamento e mostrar como elas mesmas podem pesquis\u00e1-lo.<\/p>\n<p><b>IEA \u2013 Quando o senhor fala de similaridades entre os campos de estudo do comportamento significa que eles tratam dos fen\u00f4menos de maneira parecida e chegam a conclus\u00f5es pr\u00f3ximas ou as abordagens s\u00e3o complementares?<\/b><\/p>\n<p><b>Hogan<\/b>\u00a0\u2013 Os fen\u00f4menos s\u00e3o os mesmos: animais, inclusive pessoas, fazendo alguma coisa. Isso \u00e9 comportamento. Como investig\u00e1-lo e como interpret\u00e1-lo. Niko Tinbergen, um dos fundadores da etologia, tinha uma lista de quatro diferentes tipos de quest\u00f5es que podem ser feitas: o que causa o comportamento, como ele se desenvolve, qual o seu valor para a sobreviv\u00eancia e como ele evolui. Psic\u00f3logos em geral n\u00e3o est\u00e3o interessados em valor para sobreviv\u00eancia ou evolu\u00e7\u00e3o. Muitos et\u00f3logos se tornaram interessados apenas em evolu\u00e7\u00e3o e n\u00e3o mais nas coisas do comportamento. De fato, se voc\u00ea l\u00ea um livro de curso brit\u00e2nico sobre etologia, n\u00e3o encontrar\u00e1 quase nenhuma refer\u00eancia sobre o que antigos et\u00f3logos costumavam fazer, nem sobre coisas que os psic\u00f3logos e neurofisiologistas est\u00e3o fazendo. Por outro lado, neurofisiologistas, que est\u00e3o interessados em mem\u00f3ria e coisas assim, n\u00e3o falam sobre como o comportamento evolui. Apresentam quest\u00f5es diferentes. Uma das coisas que Tinburgen disse muitos anos atr\u00e1s \u00e9 que se deve realmente olhar para os fen\u00f4menos de todas as diferentes maneiras, mas um psic\u00f3logo pode dizer que a evolu\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 relevante para o estudo ou que \u00e9 relevante, mas n\u00e3o se preocupar\u00e1 com ela. N\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria.<\/p>\n<blockquote><p>Um psic\u00f3logo pode dizer que a evolu\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 relevante para o estudo ou que \u00e9 relevante, mas n\u00e3o se preocupar\u00e1 com ela. N\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria.<\/p><\/blockquote>\n<p><b>IEA \u2013 De que forma sua estada no IEA e as intera\u00e7\u00f5es com pesquisadores da USP contribu\u00edram para a produ\u00e7\u00e3o do livro?<\/b><\/p>\n<p>Hogan \u2013 Eu dei um curso de psicologia na USP em 1977, quando conheci Cesar Ades. Continuamos a manter contato e estive novamente no Brasil em 2008 e 2009. Quando estava aqui, durante um almo\u00e7o, Cesar me sugeriu que viesse para c\u00e1 como professor visitante. Pensei que era uma boa ideia, mas eu tinha de ter um projeto. Como digo no pref\u00e1cio, eu estivera pensando em escrever o livro por 50 anos. Eu sabia mais ou menos o que tinha de fazer para apresentar a proposta. Me aceitaram e comecei o meu livro. Foi uma continua\u00e7\u00e3o do meu contato com pesquisadores brasileiros. As condi\u00e7\u00f5es oferecidas foram excelentes, principalmente o fato de que n\u00e3o incomodam voc\u00ea. Voc\u00ea senta na sua sala e ningu\u00e9m bate na porta para pedir que fa\u00e7a alguma coisa. E se voc\u00ea precisa de ajuda, pede a algu\u00e9m.<\/p>\n<p><b>IEA \u2013 Quais as perspectivas para o estudo do comportamento nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas? Podem surgir novos<\/b><\/p>\n<div id=\"attachment_1469\" style=\"width: 208px\" class=\"wp-caption alignright\"><img decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1469\" class=\"wp-image-1469 size-medium\" src=\"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2018\/03\/20180110_00_capathestudyofbehavior-198x300.jpg\" alt=\"\" width=\"198\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2018\/03\/20180110_00_capathestudyofbehavior-198x300.jpg 198w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2018\/03\/20180110_00_capathestudyofbehavior-396x600.jpg 396w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2018\/03\/20180110_00_capathestudyofbehavior.jpg 400w\" sizes=\"(max-width: 198px) 100vw, 198px\" \/><p id=\"caption-attachment-1469\" class=\"wp-caption-text\">Capa do livro de Jerry Hogan, Estudo de Comportamento \u2013 Organiza\u00e7\u00e3o, M\u00e9todos e Princ\u00edpios \u2013 Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o \/ Cambridge University Press<\/p><\/div>\n<p><b>campos de estudo a serem integrados aos j\u00e1 existentes?<\/b><\/p>\n<p><b>Hogan<\/b>\u00a0\u2013 O que o livro pode fazer \u00e9 reunir pessoas de diferentes campos, como neurofisiologia, ecologia do comportamento e neuropsicologia, que pensam de diferentes maneiras, devido \u00e0s diferentes perspectivas, e permitir que usem uma linguagem comum. Acho que essa \u00e9 a real import\u00e2ncia do livro: definir um tipo de linguagem para falar sobre psicologia cognitiva, comportamento de ratos, evolu\u00e7\u00e3o. Uso um vocabul\u00e1rio b\u00e1sico que se aplica a todos esses campos. N\u00e3o \u00e9 muito diferente do que outras pessoas est\u00e3o fazendo. Voc\u00ea tem de se especializar no que est\u00e1 fazendo no laborat\u00f3rio ou em um estudo particular, mas deveria estar pensando nas coisas em termos de um quadro amplo.<\/p>\n<p><b>IEA \u2013 Depois do esfor\u00e7o de produ\u00e7\u00e3o do livro, pretende iniciar algum novo projeto ligado ao estudo do comportamento?<\/b><\/p>\n<p><b>Hogan<\/b>\u00a0\u2013 Estou pensando nisso. Tenho colaborado com pesquisas experimentais de outras pessoas. Elas est\u00e3o fazendo o trabalho de laborat\u00f3rio. N\u00e3o tenho estado num laborat\u00f3rio h\u00e1 muito tempo. N\u00e3o estou realmente observando animais, mas colaboro nas discuss\u00f5es de base sobre os experimentos. Mas tenho de dizer que ao escrever o livro eu aprendi bastante. Os cap\u00edtulos tratam de diferentes \u00e1reas. O que me surpreendeu \u00e9 que algumas ideias de uma \u00e1rea s\u00e3o muito similares \u00e0s de outra e eu nunca tinha pensado a respeito dessas rela\u00e7\u00f5es. Se eu tiver \u00e2nimo, escreverei sobre elas.<\/p>\n<p><em>Mauro Bellesa \/ Divis\u00e3o de Comunica\u00e7\u00e3o do IEA<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Especialista fala sobre livro, pesquisa na USP e rela\u00e7\u00f5es entre as \u00e1reas de etologia e psicologia experimental Por\u00a0Reda\u00e7\u00e3o\u00a0&#8211; Jornal da&#46;&#46;&#46;<\/p>\n","protected":false},"author":610,"featured_media":1470,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[8],"tags":[44,131,268,98,17],"class_list":["post-1466","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-bio","tag-animais","tag-comportamento-animal","tag-etologia","tag-piscologia-experimental","tag-psicologia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1466","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/610"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1466"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1466\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1471,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1466\/revisions\/1471"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1470"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1466"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1466"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1466"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}