{"id":1482,"date":"2018-01-15T17:12:15","date_gmt":"2018-01-15T19:12:15","guid":{"rendered":"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/?p=1482"},"modified":"2023-02-24T11:06:42","modified_gmt":"2023-02-24T13:06:42","slug":"amor-e-mais-associado-felicidade-conforme-ficamos-mais-velhos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/amor-e-mais-associado-felicidade-conforme-ficamos-mais-velhos\/","title":{"rendered":"Amor \u00e9 mais associado \u00e0 felicidade conforme ficamos mais velhos"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>Al\u00e9m da idade, pesquisa da USP mostra que g\u00eanero e escolaridade tamb\u00e9m influenciam na forma como o amor \u00e9 entendido<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Por\u00a0<span class=\"vcard author author_name\"><a title=\"Posts de Larissa Fernandes\" href=\"http:\/\/jornal.usp.br\/author\/larissafernandes\/\" rel=\"author\">Larissa Fernandes<\/a>\u00a0&#8211; Jornal da USP, 15\/01\/2018<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_1483\" style=\"width: 810px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1483\" class=\"size-full wp-image-1483\" src=\"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2018\/03\/amor__.png\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"420\" srcset=\"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2018\/03\/amor__.png 800w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2018\/03\/amor__-300x158.png 300w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2018\/03\/amor__-768x403.png 768w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2018\/03\/amor__-400x210.png 400w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><p id=\"caption-attachment-1483\" class=\"wp-caption-text\">Revis\u00e3o cient\u00edfica sobre o conceito de amor foi tema de tese de doutorado no Instituto de Psicologia da USP \u2013 Ilustra\u00e7\u00e3o: Caio Vin\u00edcius Bonif\u00e1cio\/Jornal da USP<\/p><\/div>\n<p>\u201cAmor \u00e9 quando ele segura a minha m\u00e3o pouco antes da decolagem do avi\u00e3o\u201d, respondeu uma das participantes da pesquisa de Thiago de Almeida sobre o conceito de amor.\u00a0O estudo do psic\u00f3logo revelou que a idade, o n\u00edvel de escolaridade e o g\u00eanero s\u00e3o fatores que influenciam a forma como o amor \u00e9 entendido.<\/p>\n<p>Para descobrir as caracter\u00edsticas comumente associadas ao amor, Almeida realizou palestras, em S\u00e3o Paulo capital e em S\u00e3o Carlos, nas quais encontrou volunt\u00e1rios para a pesquisa. A coleta foi realizada com 600 sujeitos no total: 390 mulheres, 209 homens e uma pessoa que n\u00e3o identificou o g\u00eanero, com a m\u00e9dia de 24 anos de idade. Eles tiveram que escrever o que acreditavam ser o amor em 90 segundos \u2013 tempo indicado para que seja obtido um n\u00famero de respostas suficiente.<\/p>\n<p>Os perfis dos sujeitos foram separados em sete grupos, de acordo com o local da coleta \u2013 al\u00e9m das palestras, o pesquisador recolheu dados em escolas e universidades p\u00fablicas e privadas. J\u00e1 as respostas foram distribu\u00eddas em 13 categorias criadas por cinco avaliadores: o pr\u00f3prio autor, o professor <a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/9792274976941187\">Jos\u00e9 Fernando Bitencourt<\/a>, orientador da tese, um matem\u00e1tico, uma bibliotec\u00e1ria e um psic\u00f3logo<\/p>\n<div id=\"attachment_1484\" style=\"width: 296px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1484\" class=\"size-full wp-image-1484\" src=\"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2018\/03\/tubo.gif\" alt=\"\" width=\"286\" height=\"420\" \/><p id=\"caption-attachment-1484\" class=\"wp-caption-text\">O experimento foi realizado com 600 sujeitos. A coleta de dados foi feita em palestras e visitas \u00e0 escolas e universidades \u2013 Ilustra\u00e7\u00e3o: Caio Vin\u00edcius Bonif\u00e1cio\/Jornal da USP<\/p><\/div>\n<p>O resultado apontou uma mudan\u00e7a no entendimento do conceito com o passar da idade. \u201cCom o passar do tempo, o amor fica menos similar \u00e0s quest\u00f5es rom\u00e2nticas, familiares e amizades. As pessoas ficam mais pragm\u00e1ticas e sempre se referindo ao amor de uma forma positiva. A maior parte dos participantes representaram o amor como algo que faz o ser humano feliz\u201d, explica o pesquisador.<\/p>\n<p>Outro achado foi a diferen\u00e7a sobre a forma como o amor \u00e9 visto por homens e mulheres, o que pode ser um dos fatores para as discord\u00e2ncias presentes em relacionamentos amorosos heterossexuais. Mais do que os homens, as mulheres associam o amor a amizade, fam\u00edlia e animais como uma fonte de emo\u00e7\u00f5es, atitudes e comportamentos positivos. Al\u00e9m disso, quanto maior o n\u00edvel de escolaridade dos participantes, mais ocorreu a associa\u00e7\u00e3o com aspectos positivos. Isso foi constatado devido ao uso de termos como empatia, cumplicidade e dedica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0s categorias de respostas, Almeida afirma que uma exclui a outra. Por exemplo, a categoria \u201camor como algo ligado a componentes sexuais\u201d n\u00e3o se confunde com \u201co amor voltado para entidades divinas e\/ou sobrenaturais\u201d, em que os sujeitos apontaram Deus, vers\u00edculos da B\u00edblia e a pr\u00f3pria Igreja como defini\u00e7\u00e3o de amor. Al\u00e9m dessas, tamb\u00e9m foi criada a categoria \u201co amor como uma rela\u00e7\u00e3o entre pessoas espec\u00edficas, n\u00e3o necessariamente rom\u00e2ntica\u201d, na qual as pessoas nomearam o amor por meio de um pronome pessoal, apelido, abrevia\u00e7\u00e3o ou sigla. As outras dez defini\u00e7\u00f5es s\u00e3o: algo essencial; indefin\u00edvel; uma rela\u00e7\u00e3o rom\u00e2ntica entre duas pessoas; voltado para pessoas da fam\u00edlia; amigos; animais irracionais; seres inanimados; dirigido a si mesmo; fonte de emo\u00e7\u00f5es positivas e negativas.<\/p>\n<p>\u201cEste estudo \u00e9 a maior e a mais completa revis\u00e3o cient\u00edfica sobre o amor que existe atualmente\u201d, afirma o pesquisador. O interesse de Almeida em abordar o tema surgiu pelo fato da psicologia, surpreendentemente, abordar pouco\u00a0o amor como objeto de estudo. \u201cEntendia-se que o amor era algo relacionado com o m\u00edstico, po\u00e9tico ou filos\u00f3fico. Ent\u00e3o, era um terreno\u00a0sobre o\u00a0qual a psicologia n\u00e3o se debru\u00e7ava como objeto cient\u00edfico\u201d, explica. O cen\u00e1rio come\u00e7ou a mudar a partir dos anos de 1970, quando o assunto passou a ser estudado por essa ci\u00eancia.<\/p>\n<p>A tese de doutorado<em>\u00a0<a href=\"http:\/\/www.teses.usp.br\/teses\/disponiveis\/47\/47131\/tde-20092017-104821\/pt-br.php\">O conceito de amor: um estudo explorat\u00f3rio com uma amostra brasileira<\/a><\/em>\u00a0foi apresentada em 2017, no Instituto de Psicologia (IP) da USP.<\/p>\n<p>Publicado originalmente em:\u00a0<a href=\"http:\/\/jornal.usp.br\/ciencias\/ciencias-da-saude\/amor-e-mais-associado-a-felicidade-conforme-ficamos-mais-velhos\/\">http:\/\/jornal.usp.br\/ciencias\/ciencias-da-saude\/amor-e-mais-associado-a-felicidade-conforme-ficamos-mais-velhos\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Al\u00e9m da idade, pesquisa da USP mostra que g\u00eanero e escolaridade tamb\u00e9m influenciam na forma como o amor \u00e9 entendido&#46;&#46;&#46;<\/p>\n","protected":false},"author":610,"featured_media":1485,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[1],"tags":[183,119,37,221,237],"class_list":["post-1482","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sociedade","tag-amor","tag-escola","tag-genero","tag-idoso","tag-jornal-da-usp"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1482","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/610"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1482"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1482\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5002,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1482\/revisions\/5002"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1485"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1482"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1482"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1482"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}