{"id":1632,"date":"2016-05-16T11:46:33","date_gmt":"2016-05-16T13:46:33","guid":{"rendered":"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/?p=1632"},"modified":"2018-03-21T11:58:19","modified_gmt":"2018-03-21T13:58:19","slug":"doutorado-investiga-o-preconceito-em-criancas-pequenas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/doutorado-investiga-o-preconceito-em-criancas-pequenas\/","title":{"rendered":"Doutorado investiga o preconceito em crian\u00e7as pequenas"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>A doutoranda Fernanda Araujo Cabral, com orienta\u00e7\u00e3o do Prof. Dr. Jos\u00e9 Leon Croch\u00edk, buscou em sua teses investigar o potencial de desenvolvimento do preconceito em crian\u00e7as pequenas.<\/strong><\/em><\/p>\n<p dir=\"ltr\">Em entrevista para o IPComunica, Cabral contou que a motiva\u00e7\u00e3o para o projeto surgiu ap\u00f3s a finaliza\u00e7\u00e3o de seu Mestrado, que teve foco na rela\u00e7\u00e3o estabelecida entre crian\u00e7as com e sem defici\u00eancia na sala de aula. A pesquisadora decidiu ent\u00e3o continuar seus estudos em sua \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o profissional, as crian\u00e7as, em associa\u00e7\u00e3o com a linha te\u00f3rica que norteia sua pesquisa: o preconceito a partir do referencial da Teoria Cr\u00edtica da Sociedade.<\/p>\n<p>Segundo a doutoranda, o instrumento da pesquisa foi desenvolvido com base na escala F elaborada por Adorno, Brunswik, Levinson e Sanford (1965) na pesquisa &#8220;Personalidade autorit\u00e1ria&#8221;, elaborada como um dos instrumentos para investigar, de maneira indireta, o potencial de ades\u00e3o ao autoritarismo dos indiv\u00edduos pesquisados por meio de 29 perguntas dispostas na escala. Para sua tese, entretanto, a escala F foi adaptada de modo a identificar tais elementos com base em situa\u00e7\u00f5es problema propostas nos momentos do brincar. \u201cPara avaliar as respostas dadas pelas crian\u00e7as, primeiro foi realizado um pr\u00e9 teste e com ele elenquei as poss\u00edveis repostas dadas pelas crian\u00e7as nas situa\u00e7\u00f5es problema. Depois elaborei uma escala de pontua\u00e7\u00e3o do que seria considerado menos preconceituoso para o mais preconceituoso e submeti ao julgamento de tr\u00eas ju\u00edzes (psic\u00f3logos). Com base nas respostas dos ju\u00edzes elaborei uma a escala de padr\u00e3o de respostas que indicariam maior ou menor tend\u00eancia \u00e0 manifesta\u00e7\u00e3o do preconceito\u201d, explica Cabral.<\/p>\n<p>Visando a ludicidade e uma linguagem acess\u00edvel \u00e0 crian\u00e7as de 3 e 4 anos, foram feitos bonecos que representassem adultos e crian\u00e7as com caracter\u00edsticas de pessoas negras, brancas, com defici\u00eancia f\u00edsica representada pelo uso da muleta e sem a defici\u00eancia f\u00edsica. Esses bonecos foram apresentados de forma livre \u00e0 crian\u00e7as de uma institui\u00e7\u00e3o privada para que a pesquisadora pudesse observar a intera\u00e7\u00e3o e a respostas das mesmas \u00e0s situa\u00e7\u00f5es problema propostas. Al\u00e9m disso, as crian\u00e7as foram divididas em dois grupos: GRUPO AD \u2013 crian\u00e7as sem contato na sala de aula com pessoas que representam a diversidade de cor de pele e de defici\u00eancias \/ GRUPO BC \u2013 crian\u00e7as com contato na sala de aula com pessoas que representam a diversidade de cor de pele e de defici\u00eancias.<\/p>\n<p>Os resultados do experimento apontaram, segundo Cabral, que as crian\u00e7as com idade entre 3-4 anos j\u00e1 reconhecem as diferen\u00e7as, por\u00e9m ainda n\u00e3o manifestam atitudes que remetem \u00e0 exclus\u00e3o ou ao preconceito com as mesmas. Notou-se, ainda, que os grupos que tiveram maiores diferen\u00e7as entre si em seu padr\u00e3o de respostas foram justamente formados pelas turmas B e C, ou seja, as turmas que convivem com crian\u00e7as com defici\u00eancia em sua sala de aula, o que mostra que a presen\u00e7a de respostas que denotem um menor \u00edndice de preconceito n\u00e3o pode ser justificada pela presen\u00e7a de diversidade nas salas de aula.<\/p>\n<p>A pesquisadora observa, por\u00e9m, que a institui\u00e7\u00e3o era voltada para inclus\u00e3o, o que pode interferir nos resultados e afirma ser necess\u00e1ria uma amplia\u00e7\u00e3o da pesquisa para diferentes institui\u00e7\u00f5es imersas em diferentes condi\u00e7\u00f5es socioculturais para sistematizar os dados de que crian\u00e7as entre 3 \u00e0 4 anos ainda n\u00e3o apresentam comportamentos que denotem situa\u00e7\u00f5es de preconceito.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cEntendo que seria interessante ampliar o n\u00famero de crian\u00e7as pesquisadas para que possamos estabelecer se a idade entre 3 e 4 anos \u00e9 uma idade \u00f3tima para se intervir com as crian\u00e7as com vista a minimizar os efeitos do preconceito e at\u00e9 mesmo sistematizar o instrumento como forma de avaliar o potencial de ades\u00e3o ao preconceito em crian\u00e7as pequenas\u201d<\/p><\/blockquote>\n<p>Para Cabral, uma das mais importantes contribui\u00e7\u00f5es deste projeto foi a elabora\u00e7\u00e3o de um instrumento que permite avaliar o preconceito em crian\u00e7as utilizando a linguagem do l\u00fadico pois, segundo a pr\u00f3pria pesquisadora, o brincar \u00e9 a forma de comunica\u00e7\u00e3o e de compreens\u00e3o das situa\u00e7\u00f5es cotidianas vividas por elas.<\/p>\n<p>Por Fernanda Giacomassi<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o e revis\u00e3o por Islaine Maciel e Maria Isabel da Silva Leme<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A doutoranda Fernanda Araujo Cabral, com orienta\u00e7\u00e3o do Prof. Dr. Jos\u00e9 Leon Croch\u00edk, buscou em sua teses investigar o potencial&#46;&#46;&#46;<\/p>\n","protected":false},"author":610,"featured_media":1633,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[1],"tags":[48,129,179,190,17],"class_list":["post-1632","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sociedade","tag-criancas","tag-escolar","tag-ipusp","tag-preconceito","tag-psicologia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1632","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/610"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1632"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1632\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1634,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1632\/revisions\/1634"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1633"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1632"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1632"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1632"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}