{"id":169,"date":"2017-08-21T16:02:42","date_gmt":"2017-08-21T18:02:42","guid":{"rendered":"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/?p=169"},"modified":"2023-02-24T11:57:35","modified_gmt":"2023-02-24T13:57:35","slug":"redes-sociais-na-construcao-da-imagem-sujeito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/redes-sociais-na-construcao-da-imagem-sujeito\/","title":{"rendered":"As redes sociais na constru\u00e7\u00e3o da imagem do sujeito"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>Pesquisador do IPUSP investiga como pessoas em situa\u00e7\u00e3o de desemprego utilizam o Facebook e o LinkedIn para construir a pr\u00f3pria imagem<\/em><\/strong><\/p>\n<p>A modernidade alterou alguns h\u00e1bitos dos seres humanos. Hoje, al\u00e9m de dormir, comer e trabalhar, o indiv\u00edduo tamb\u00e9m reserva um tempo do seu dia para as redes sociais. Tanto \u00e9 assim que, segundo a pesquisa &#8220;2015 Brazil Digital Future in Focus&#8221;, os brasileiros gastam, em m\u00e9dia, 650 horas por m\u00eas em redes sociais.<\/p>\n<div id=\"attachment_170\" style=\"width: 730px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/grafico_midia_social.png\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-170\" class=\"wp-image-170 size-large\" src=\"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/grafico_midia_social-1024x615.png\" alt=\"\" width=\"720\" height=\"432\" srcset=\"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/grafico_midia_social-1024x615.png 1024w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/grafico_midia_social-300x180.png 300w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/grafico_midia_social-768x461.png 768w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/grafico_midia_social-400x240.png 400w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/grafico_midia_social.png 1081w\" sizes=\"(max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-170\" class=\"wp-caption-text\">Fonte: ConsCore<\/p><\/div>\n<p>Com a import\u00e2ncia que as redes sociais adquiriram ao longo dos \u00faltimos anos, a inclus\u00e3o de celulares,\u00a0tablets\u00a0e computadores na rotina di\u00e1ria das pessoas acabou remodelando alguns de seus comportamentos, inclusive determinadas atitudes referentes \u00e0 postura profissional.<\/p>\n<p>Por isso, o psicanalista, doutor em Psicologia Social e consultor de treinamento e desenvolvimento organizacional <a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/6781339737848099\">Ant\u00f4nio Carlos de Barros J\u00fanior<\/a> escreveu sua tese de doutorado, defendida no Instituto de Psicologia da USP, \u201c<a href=\"http:\/\/www.projectsevolution.com.br\/Ebooks\/Quem_Ve_Perfil_Nao_Ve_Coracao.pdf\">Quem v\u00ea perfil n\u00e3o v\u00ea cora\u00e7\u00e3o: a ferida narc\u00edsica de desempregados e a constru\u00e7\u00e3o de imagens de si no Facebook e no LinkedIn<\/a>\u201d.<\/p>\n<h6><strong>A sociedade do espet\u00e1culo narc\u00edsico<\/strong><\/h6>\n<p style=\"text-align: left;\">No trabalho, o pesquisador afirma que, tanto no mundo real quanto no mundo virtual, vivemos uma \u201csociedade do espet\u00e1culo narc\u00edsico\u201d, porque nos esfor\u00e7amos para tentar atrair e cativar o p\u00fablico, quase que numa tentativa de nos vender como produtos indispens\u00e1veis e da mais alta tecnologia. Mas na internet a exposi\u00e7\u00e3o parece ser ainda mais expl\u00edcita, porque, segundo ele, as redes sociais agem como uma esp\u00e9cie de vitrine na qual as pessoas tentam se manter \u201c\u2018vend\u00e1veis\u2019 o tempo todo\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/infografico-face.png\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-171 alignleft\" src=\"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/infografico-face.png\" alt=\"\" width=\"626\" height=\"264\" srcset=\"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/infografico-face.png 626w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/infografico-face-300x127.png 300w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/infografico-face-400x169.png 400w\" sizes=\"(max-width: 626px) 100vw, 626px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_172\" style=\"width: 636px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/infografico-linkedin.png\"><img decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-172\" class=\"wp-image-172 size-full\" src=\"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/infografico-linkedin.png\" alt=\"\" width=\"626\" height=\"232\" srcset=\"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/infografico-linkedin.png 626w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/infografico-linkedin-300x111.png 300w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/infografico-linkedin-400x148.png 400w\" sizes=\"(max-width: 626px) 100vw, 626px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-172\" class=\"wp-caption-text\">Reprodu\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">a<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">a<\/span><\/p>\n<p>Em tudo o que \u00e9 publicado nas redes sociais, existe a cria\u00e7\u00e3o de uma imagem, normalmente muito bem elaborada feita pelo sujeito de si para o outro. Esse est\u00edmulo ao narcisismo individual, cada vez maior, busca o desejo de ser reconhecido pelo outro, \u201cdesejo este que tem adquirido propor\u00e7\u00f5es que talvez nunca antes na hist\u00f3ria tenham sido alcan\u00e7adas\u201d, afirma Barros J\u00fanior.<\/p>\n<h6><strong>A necessidade de aprova\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h6>\n<p>Mas como funciona esse processo quando uma pessoa n\u00e3o est\u00e1 satisfeita consigo mesma? No caso de pessoas fragilizadas por estarem em situa\u00e7\u00e3o de desemprego, o pesquisador explica que o indiv\u00edduo utiliza as redes sociais como um modo de bloquear a imagem negativa que ele acredita apresentar nesse per\u00edodo. Para isso, ele seleciona apenas aquilo que possa participar da encena\u00e7\u00e3o do seu gozo imag\u00e9tico, isto \u00e9, s\u00f3 mostra fatos que validem a sua vontade de ser tomado como o sujeito mais importante e especial de todos, escondendo tudo aquilo que possa desmentir essa realidade social criada por ele e, principalmente,\u00a0elidindo seu sofrimento ligado \u00e0 condi\u00e7\u00e3o do desemprego.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/infog\u00e1fico_gozo_imag\u00e9tico.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-173 size-large alignnone\" src=\"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/infog\u00e1fico_gozo_imag\u00e9tico-1024x620.png\" alt=\"\" width=\"720\" height=\"436\" srcset=\"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/infog\u00e1fico_gozo_imag\u00e9tico-1024x620.png 1024w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/infog\u00e1fico_gozo_imag\u00e9tico-300x182.png 300w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/infog\u00e1fico_gozo_imag\u00e9tico-768x465.png 768w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/infog\u00e1fico_gozo_imag\u00e9tico-400x242.png 400w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/infog\u00e1fico_gozo_imag\u00e9tico.png 1488w\" sizes=\"(max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><\/a><\/p>\n<p dir=\"ltr\">Assim, enquanto estamos recebendo curtidas e coment\u00e1rios favor\u00e1veis nas redes sociais, ficamos a gozar e a imaginar que somos melhores e mais especiais do que o outro. Em resumo, gozo imag\u00e9tico seria a imagina\u00e7\u00e3o de que se \u00e9 melhor do que o outro, uma satisfa\u00e7\u00e3o com a pr\u00f3pria imagem que \u00e9 sempre muito fugaz e impermanente.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Portanto, Barros J\u00fanior revela que as redes sociais acabam, muitas vezes, promovendo uma intensa depend\u00eancia da aprova\u00e7\u00e3o alheia, porque a necessidade de sentir que se \u00e9 amado, admirado e invejado vem da \u00e2nsia de querer ser o objeto de desejo do outro. Contudo, como nos alerta o psicanalista, a vontade urgente e constante \u00e9, sobretudo, ef\u00eamera, j\u00e1 que, mesmo quando ela \u00e9 pontualmente atendida &#8211; ao recebermos curtidas no Facebook ou visualiza\u00e7\u00f5es no LinkedIn, por exemplo -, a satisfa\u00e7\u00e3o por ela proporcionada \u00e9 curta e passageira.<\/p>\n<p>O pesquisador tamb\u00e9m acrescenta: \u201cn\u00e3o que, provavelmente, todos n\u00e3o estejamos gozando ou tentando gozar nessa din\u00e2mica, em alguma medida, mas \u00e9 que o gozo pelo gozo [&#8230;] \u00e9 destrutivo: num limite extremo, tende a aniquilar os sujeitos\u201d.<\/p>\n<p>Nesse sentido, quando pensamos em desemprego nos dias de hoje, \u201ca quest\u00e3o do ser \u2018\u00fatil\u2019, do fazer algo nesta sociedade \u00e9 muito forte e o peso de n\u00e3o se encaixar nessa imagem torna-se um fardo bastante inc\u00f4modo, a ponto de o sujeito afastar-se, distanciar-se das outras pessoas\u201d, explica o psicanalista em sua tese.<\/p>\n<h6><strong>\u201cE as novidades?\u201d<\/strong><\/h6>\n<p>Assim,\u00a0 o pesquisador verificou na pesquisa que o espet\u00e1culo da novidade, observado no Facebook, exige que os usu\u00e1rios da rede postem \u201cnovidades\u201d constantemente, isto \u00e9, escritos e imagens que comprovem que suas vidas est\u00e3o repletas de prazer e alegria. Isso se torna um problema para os desempregados, tendo em vista que a vida apresenta uma estagna\u00e7\u00e3o indesejada, o que tira deles a chance de compartilhar situa\u00e7\u00f5es que mostrem ao mundo como eles est\u00e3o felizes.<\/p>\n<p>Em conjunto com a ideia de vida mon\u00f3tona, o pesquisador constatou em sua tese que, segundo o discurso das pessoas desempregadas analisadas, elas tamb\u00e9m s\u00e3o expostas a sentimentos de vergonha, constrangimento e ang\u00fastia, que produzem nelas uma percep\u00e7\u00e3o de que s\u00e3o inferiores aos seus amigos, unicamente pela falta de trabalho.<\/p>\n<h6><strong>A solu\u00e7\u00e3o m\u00e1gica para os problemas&#8230;<\/strong><\/h6>\n<p>Nesse sentido, Barros J\u00fanior esclarece que\u00a0o LinkedIn e o Facebook representam uma forma de esconder o que os psicanalistas chamam de \u201cferida narc\u00edsica\u201d. Isso significa que as redes sociais exercem a fun\u00e7\u00e3o de um v\u00e9u de autoestima que cobre o ferimento causado pela falta de emprego.<\/p>\n<p>Por isso, a conclus\u00e3o a que o pesquisador chega em sua tese \u00e9 a de que as redes sociais examinadas representam \u201ccerto tamponamento da ferida narc\u00edsica [&#8230;] para os que est\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o de desemprego. Representam um v\u00e9u de gozo imag\u00e9tico sobre essa ferida\u201d.<\/p>\n<p>E como ele explica que o lugar simb\u00f3lico do desempregado na sociedade ainda \u00e9 um tabu, esse estado continua sendo, ideologicamente, associado ao fracasso individual, de maneira que o desconforto provocado ao sujeito nessa condi\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m gera inc\u00f4modo aos que o rodeiam.<\/p>\n<p>Por mais que esse diagn\u00f3stico seja desagrad\u00e1vel, a pesquisa de Barros J\u00fanior alcan\u00e7ou considera\u00e7\u00f5es fundamentais para se entender o sujeito moderno. \u201cHoje, as pessoas ficam muito dependentes da aprova\u00e7\u00e3o do outro, e o cerne dos resultados da pesquisa giram em torno da evidencia\u00e7\u00e3o do narcisismo e do desejo de reconhecimento do outro nas redes sociais\u201d.<\/p>\n<p>Barros J\u00fanior salienta que essa din\u00e2mica n\u00e3o se restringe ao Facebook e ao LinkedIn, porque ela tamb\u00e9m \u00e9 observada nas rela\u00e7\u00f5es sociais cotidianas do \u201cmundo real\u201d. No entanto, essas quest\u00f5es ficam mais evidentes na internet, porque n\u00e3o existe um esfor\u00e7o para mascar\u00e1-las.<\/p>\n<h6><strong>Para lidar com o sofrimento, o \u201cbom sinthoma\u201d<\/strong><\/h6>\n<p dir=\"ltr\">E qual seria a sa\u00edda vi\u00e1vel para superar esse excesso de narcisismo e inseguran\u00e7a que s\u00f3 causam mal? Segundo o pesquisador, \u201cse escapar a esse real n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel (exceto, talvez, pela morte), que cada um possa encontrar o seu \u2018bom sinthoma\u2019, o seu jeito singular de amarrar (sintomaticamente) isso que a\u00ed est\u00e1, lidando com ele, de prefer\u00eancia com menos sofrimento\u201d.<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><a href=\"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/info_bom-sinthoma.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-174 aligncenter\" src=\"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/info_bom-sinthoma-1024x306.png\" alt=\"\" width=\"720\" height=\"215\" srcset=\"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/info_bom-sinthoma-1024x306.png 1024w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/info_bom-sinthoma-300x90.png 300w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/info_bom-sinthoma-768x230.png 768w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/info_bom-sinthoma-400x120.png 400w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/info_bom-sinthoma.png 1488w\" sizes=\"(max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><\/a><a href=\"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/ant.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-175\" src=\"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/ant.jpg\" alt=\"\" width=\"271\" height=\"271\" srcset=\"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/ant.jpg 398w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/ant-150x150.jpg 150w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/ant-300x300.jpg 300w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/ant-160x160.jpg 160w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/ant-320x320.jpg 320w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/ant-45x45.jpg 45w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/ant-200x200.jpg 200w\" sizes=\"(max-width: 271px) 100vw, 271px\" \/><\/a><\/p>\n<div class=\"psi-layout-cell psi-content\">\n<div class=\"item-page\">\n<article class=\"psi-post\">\n<div class=\"psi-postcontent clearfix\">\n<div class=\"psi-article\">\n<p dir=\"ltr\">\u201cO problema \u00e9 que as redes sociais caminham no sentido oposto, porque elas incentivam as pessoas a publicar para que recebam curtidas e provem o seu valor, o que traz o retorno da ilus\u00e3o da crian\u00e7a de que ela pode ser tudo para o outro, que ela \u00e9 t\u00e3o especial que preencheria a falta do outro. Assim, as redes sociais estimulam esse narcisismo que n\u00e3o leva a nada, porque ningu\u00e9m consegue representar tudo para o outro, ningu\u00e9m \u00e9 t\u00e3o especial para ter a completude retomada, at\u00e9 porque ela nunca foi completa, isso era apenas fruto da imagina\u00e7\u00e3o infantil\u201d, relata.<\/p>\n<p>Dessa forma, nas redes sociais, Barros J\u00fanior descreve que um exemplo de bom sinthoma seria um indiv\u00edduo desempregado que faz um trabalho volunt\u00e1rio e posta as fotos da a\u00e7\u00e3o com o intuito de criar uma p\u00e1gina e reunir outras pessoas interessadas em apoiar a iniciativa.<\/p>\n<p>Essa seria uma maneira de amenizar a insatisfa\u00e7\u00e3o com a pr\u00f3pria vida. O mundo virtual \u00e9 t\u00e3o abrangente que se torna imposs\u00edvel (e at\u00e9 mesmo contra-indicado) ser plenamente sincero e expor as nossas verdades, sobretudo as nossas tristezas. Desenvolver um bom sinthoma por meio das artes, do trabalho ou do conv\u00edvio com as pessoas, por exemplo, seria, portanto, o melhor recurso para escapar da necessidade de criar uma imagem enganosa sobre si mesmo.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"psi-layout-cell psi-sidebar2\">\u00a0Por An\u00e1tale Garcia<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o e revis\u00e3o, por Islaine Maciel<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisador do IPUSP investiga como pessoas em situa\u00e7\u00e3o de desemprego utilizam o Facebook e o LinkedIn para construir a pr\u00f3pria&#46;&#46;&#46;<\/p>\n","protected":false},"author":610,"featured_media":417,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[1],"tags":[23,19,21,20,17,18,22],"class_list":["post-169","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sociedade","tag-desemprego","tag-facebook","tag-gozo-imagetico","tag-linkedin","tag-psicologia","tag-redes-sociais","tag-usp"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/169","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/610"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=169"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/169\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5022,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/169\/revisions\/5022"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/media\/417"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=169"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=169"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=169"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}