{"id":2304,"date":"2018-09-03T17:21:35","date_gmt":"2018-09-03T19:21:35","guid":{"rendered":"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/?p=2304"},"modified":"2018-09-12T17:24:22","modified_gmt":"2018-09-12T19:24:22","slug":"velhice-transforma-vivencia-de-mulheres-solteiras-e-sem-filhos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/velhice-transforma-vivencia-de-mulheres-solteiras-e-sem-filhos\/","title":{"rendered":"Velhice transforma viv\u00eancia de mulheres solteiras e sem filhos"},"content":{"rendered":"<p>Por Wender Starlles, Ag\u00eancia USP de Not\u00edcias: AUN, 3\/9\/2018<\/p>\n<div id=\"attachment_2305\" style=\"width: 688px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-2305\" class=\"size-full wp-image-2305\" src=\"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2018\/09\/idosas-1.jpg\" alt=\"\" width=\"678\" height=\"381\" srcset=\"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2018\/09\/idosas-1.jpg 678w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2018\/09\/idosas-1-300x169.jpg 300w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2018\/09\/idosas-1-310x174.jpg 310w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2018\/09\/idosas-1-400x225.jpg 400w\" sizes=\"(max-width: 678px) 100vw, 678px\" \/><p id=\"caption-attachment-2305\" class=\"wp-caption-text\">(Imagem: Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/p><\/div>\n<p>Estudo realizado pela pesquisadora Adriana Leopold em disserta\u00e7\u00e3o de mestrad<i>o\u00a0<\/i>\u2014\u00a0<i>O<\/i><i>envelhecer na percep\u00e7\u00e3o de mulheres idosas solteiras e sem filhos: Um estudo na perspectiva da psicologia anal\u00edtica\u00a0<\/i>\u2014,\u00a0apresentada ao Instituto de Psicologia (IP) da USP em 2017,\u00a0levantou informa\u00e7\u00f5es sobre como as mulheres idosas solteiras e sem\u00a0filhos percebem sua velhice. \u00a0Os dados coletados foram analisados pela vis\u00e3o da psicologia junguiana.<\/p>\n<p>Ela comenta que, ao trabalhar como t\u00e9cnica no N\u00facleo de Conviv\u00eancia de Idosos de S\u00e3o Paulo, surgiu a vontade de se aprofundar mais na tem\u00e1tica. \u201cNa minha conviv\u00eancia com idosas, percebi que muitas se sentiam mais livres na velhice do que quando jovens, pois j\u00e1 n\u00e3o viviam sob as ordens dos maridos e n\u00e3o precisavam cuidar de seus filhos, porque estes j\u00e1 est\u00e3o adultos.\u201d<\/p>\n<p>O n\u00famero de pessoas com idade acima dos 60 anos aumentou 19% desde a \u00faltima pesquisa realizada em 2012 pelo IBGE. Dados rec\u00e9m divulgados pelo Instituto, apontam invers\u00e3o dr\u00e1stica na pir\u00e2mide et\u00e1ria. Haver\u00e1 mais idosos na popula\u00e7\u00e3o do que crian\u00e7as e adolescentes com idades de 0 a 14 anos. Entretanto, n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio esperar dez anos para notar as diferen\u00e7as, elas j\u00e1 est\u00e3o latentes, basta olhar ao redor. Cada vez mais vemos senhores e senhoras se locomovendo pelas cidades sem nenhum impeditivo. Sem falar na quantidade de trabalhadores que optam por continuar exercer a profiss\u00e3o, e desconsideram a possibilidade de aposentadoria, aptos \u00e0s atividades. Hoje, a popula\u00e7\u00e3o com mais de 60 anos no Brasil conta com aproximadamente 30, 2 milh\u00f5es de pessoas. Sendo que, as mulheres representam 56% (16,9 milh\u00f5es) dessa parcela<\/p>\n<p>Por outro lado, ainda \u00e9 poss\u00edvel notar certo estigma em cima da velhice e as maneiras de suporte oferecidas. \u201cExiste uma vis\u00e3o muito negativa a respeito da palavra \u201cvelho\u201d, usualmente associada a algo que n\u00e3o serve mais, sem utilidade. Isso \u00e9 algo que precisa ser desmistificado, podemos assumir a nossa velhice e viv\u00ea-la da melhor maneira, sem neg\u00e1-la\u201d, comenta Amanda.<\/p>\n<p>O estudo foi qualitativo, ou seja, a pesquisadora optou por aprofundar o tema atrav\u00e9s de entrevistas no intuito de saber a hist\u00f3ria de vida das participantes. Foram entrevistadas quatro mulheres de 70 a 90 anos. \u201cAchei necess\u00e1rio levantar o hist\u00f3rico dessas mulheres e assim, por meio delas, compreender quem eram e como viviam\u201d.<\/p>\n<p>Os resultados da pesquisa foram provenientes dessas entrevistas. Algumas reflex\u00f5es importantes foram constatadas. \u201cO casamento n\u00e3o era um grande sonho, o trabalho, a fam\u00edlia e as paix\u00f5es (que n\u00e3o tinham a ver com o casamento em si) ocuparam a vida dessas mulheres\u201d, explica Amanda.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, ela comenta a respeito do romance nos matrim\u00f4nios das entrevistadas. \u201cN\u00e3o \u00e9 que ele n\u00e3o tenha existido, mas o casamento em si, enquanto institui\u00e7\u00e3o n\u00e3o era prioridade\u201d. Outro fator relevante se mostrou presente na vida dessas mulheres. \u201cPercebi que nelas o cuidado com membros da fam\u00edlia tamb\u00e9m foi importante, casar significaria de alguma forma, abrir m\u00e3o desse cuidado\u201d. Em rela\u00e7\u00e3o aos filhos, a pesquisa explicitou que nenhuma delas se arrependeu de n\u00e3o ter tido filhos. \u201cS\u00e3o mulheres que tiveram crian\u00e7as por perto e acompanharam o crescimento dos sobrinhos, participando diretamente do crescimento dessas crian\u00e7as da fam\u00edlia\u201d, diz Leopold.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Wender Starlles, Ag\u00eancia USP de Not\u00edcias: AUN, 3\/9\/2018 Estudo realizado pela pesquisadora Adriana Leopold em disserta\u00e7\u00e3o de mestrado\u00a0\u2014\u00a0Oenvelhecer na&#46;&#46;&#46;<\/p>\n","protected":false},"author":610,"featured_media":2305,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[1],"tags":[403,402,221,181,17],"class_list":["post-2304","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sociedade","tag-analitica","tag-envelhecimento","tag-idoso","tag-mulher","tag-psicologia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2304","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/610"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2304"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2304\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2306,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2304\/revisions\/2306"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2305"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2304"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2304"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2304"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}