{"id":261,"date":"2017-11-09T15:56:37","date_gmt":"2017-11-09T17:56:37","guid":{"rendered":"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/?p=261"},"modified":"2024-02-05T19:46:06","modified_gmt":"2024-02-05T21:46:06","slug":"pesquisador-estuda-os-resultados-de-terapia-com-cancoes-feita-com-criancas-com-autismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/pesquisador-estuda-os-resultados-de-terapia-com-cancoes-feita-com-criancas-com-autismo\/","title":{"rendered":"A import\u00e2ncia da terapia com can\u00e7\u00f5es em crian\u00e7as com autismo"},"content":{"rendered":"<p dir=\"ltr\">\u00a0A pesquisa produzida por <a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/8465979554722449\">Daniel Camparo Avila<\/a>, que gerou sua tese de doutorado defendida no IPUSP, constatou que oficinas terap\u00eauticas em grupo com can\u00e7\u00f5es oferecia \u00e0 crian\u00e7as com Transtorno do Espectro Autista (Autismo) uma forma de se comunicarem melhor entre si, e a partir da\u00ed, passarem a redescobrir a si pr\u00f3prias.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u00a0 A terapia com m\u00fasica \u00e9 uma t\u00e9cnica conhecida e j\u00e1 estabelecida como um m\u00e9todo de bons resultados para crian\u00e7as com autismo. Normalmente essas terapias s\u00e3o desenvolvidas por meio da improvisa\u00e7\u00e3o, por\u00e9m Daniel decidiu desenvolver uma forma diferente de trabalhar com essas crian\u00e7as, que foi atrav\u00e9s das can\u00e7\u00f5es, que s\u00e3o m\u00fasicas cantadas. \u201cEu queria fazer alguma coisa diferente, eu trabalhei muito tempo com improvisa\u00e7\u00e3o (&#8230;) ent\u00e3o eu me propus esse desafio que n\u00e3o era o mais comum, nem na pr\u00e1tica cl\u00ednica, nem na pesquisa cient\u00edfica, que era justamente as can\u00e7\u00f5es\u201d.<\/p>\n<div id=\"attachment_263\" style=\"width: 730px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/MARIANA003b.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-263\" class=\"wp-image-263 size-large\" src=\"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/MARIANA003b-1024x728.jpg\" alt=\"\" width=\"720\" height=\"512\" srcset=\"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/MARIANA003b-1024x728.jpg 1024w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/MARIANA003b-300x213.jpg 300w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/MARIANA003b-768x546.jpg 768w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/MARIANA003b-400x284.jpg 400w\" sizes=\"(max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-263\" class=\"wp-caption-text\">Arte: Mariana Navarro<\/p><\/div>\n<p>A ideia inicial dessa linha de pesquisa espec\u00edfica de terapia com can\u00e7\u00f5es surgiu quando Avila tocava gaita durante uma das oficinas e o coordenador do projeto, Tiago Lima, viol\u00e3o. Ele acrescentou a letra da can\u00e7\u00e3o conhecida <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=BGLGzRXY5Bw\">\u201cRevolution\u201d<\/a>, dos Beatles na melodia que estava sendo tocada e umas das crian\u00e7as com autismo, muito inibida at\u00e9 aquele momento, teve uma rea\u00e7\u00e3o entusiasmada. Daniel descreve \u201dessa crian\u00e7a, que at\u00e9 ent\u00e3o era passiva, nesse momento saiu correndo pela sala, me abra\u00e7ou, abra\u00e7ou outro terapeuta, e foi nesse momento que tive a ideia de introduzir as can\u00e7\u00f5es no meu trabalho e na minha pesquisa\u201d.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u00a0 \u00a0Ao questionar-se o porqu\u00ea da can\u00e7\u00e3o ter causado tal atitude na crian\u00e7a, o conceito de identidade sonora foi levantado pelo pesquisador. Tal teoria defende que as primeiras experi\u00eancias sonoras de um sujeito deixam \u201cmarcas\u201d em seu psiquismo, e que essa \u201cassinatura sonora\u201d que existe \u00e9 ativada conforme a pessoa tem encontros com a m\u00fasica ao longo de sua vida. \u00c9 o que justifica, por exemplo, quando algo \u00e9 cantado por uma pessoa, mas o ouvinte tem a sensa\u00e7\u00e3o de aquilo dizerrespeito de uma experi\u00eancia pr\u00f3pria.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u00a0 \u00a0Para Avila, clinicamente falando, essas quest\u00f5es de gostos e prefer\u00eancias podem ser trabalhados como uma forma de acessar o conte\u00fado inconsciente e pessoal da pessoa, e a partir da\u00ed desenvolver uma terapia. No caso das crian\u00e7as com autismo, que possuem muita dificuldade de comunica\u00e7\u00e3o, as suas identidades sonoras foram trabalhadas juntamente com o conceito de musicalidade comunicativa. Esta \u00e9 a capacidade de conferir sentido \u00e0s formas de express\u00e3o no tempo sonoro para comunicar-se com o outro. Assim, \u00e9 poss\u00edvel, por meio das can\u00e7\u00f5es, ajud\u00e1-las de alguma forma a superar a dificuldade de interagir socialmente.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u00a0 \u00a0Para desenvolver tal projeto foram realizadas oficinas semanais, durante um ano, \u00a0com a participa\u00e7\u00e3o de cinco crian\u00e7as entre quatro e nove anos de idade. As t\u00e9cnicas musicais selecionadas para desenvolver a terapia foram \u00e0 improvisa\u00e7\u00e3o musical, o jogo musical e a recria\u00e7\u00e3o de can\u00e7\u00f5es. Apesar da presen\u00e7a das duas primeiras t\u00e9cnicas, as can\u00e7\u00f5es ocuparam a maior parte do tempo durante as sess\u00f5es.<\/p>\n<div id=\"attachment_265\" style=\"width: 858px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/finalz\u00e3o-serio-rev.png\"><img decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-265\" class=\"wp-image-265\" src=\"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/finalz\u00e3o-serio-rev-1024x577.png\" alt=\"\" width=\"848\" height=\"478\" srcset=\"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/finalz\u00e3o-serio-rev-1024x577.png 1024w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/finalz\u00e3o-serio-rev-300x169.png 300w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/finalz\u00e3o-serio-rev-768x433.png 768w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/finalz\u00e3o-serio-rev-310x174.png 310w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/finalz\u00e3o-serio-rev-400x225.png 400w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/finalz\u00e3o-serio-rev.png 1701w\" sizes=\"(max-width: 848px) 100vw, 848px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-265\" class=\"wp-caption-text\">Arte e Conte\u00fado: Mariana Navarro<\/p><\/div>\n<p dir=\"ltr\">\u00a0 \u00a0Daniel ressalta que o ponto essencial nos resultados n\u00e3o \u00e9 a quantidade de intera\u00e7\u00f5es geradas pela terapia em grupo, mas sim a qualidade delas. Para ilustrar essa afirma\u00e7\u00e3o o pesquisador cita um v\u00eddeo em que um beb\u00ea que viria a desenvolver autismo est\u00e1 em sua festa de anivers\u00e1rio e muitos convidados tentam chamar sua aten\u00e7\u00e3o, por\u00e9m ele n\u00e3o faz contato visual com ningu\u00e9m, at\u00e9 que um de seus tios passa ao seu lado cantando, e ao ouvir a m\u00fasica o beb\u00ea olha para o tio e sorri. Isso mostra a import\u00e2ncia que a m\u00fasica teve para que um v\u00ednculo fosse estabelecido com a crian\u00e7a.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u00a0 \u00a0Logo, para analisar melhor os resultados obtidos, Daniel gravou v\u00eddeos de todas as sess\u00f5es da terapia em grupo e posteriormente utilizou a t\u00e9cnica de microan\u00e1lise para estudar melhor as imagens. Esse \u00e9 um m\u00e9todo utilizado para \u201cinvestigar microprocessos, isto \u00e9, processos e mudan\u00e7as ocorridos em per\u00edodos curtos de tempo.\u201d Assim \u00e9 poss\u00edvel identificar microexpress\u00f5es que s\u00e3o express\u00f5es \u201cmicromoment\u00e2neas&#8221; e involunt\u00e1rias de emo\u00e7\u00e3o que podem ocorrer quando um indiv\u00edduo experimenta uma emo\u00e7\u00e3o forte, mas tenta esconder seus sentimentos. Sua dura\u00e7\u00e3o \u00e9 muito mais curta que as express\u00f5es faciais normais, girando ao redor de 1\/15 ou 1\/30 de segundo.\u201d e por isso demandam essa forma de an\u00e1lise minuciosa.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u00a0 \u00a0Com esse estudo foi poss\u00edvel perceber mudan\u00e7as m\u00ednimas nas atitudes das crian\u00e7as que passavam despercebidas pelo terapeuta durante as oficinas, como em uma situa\u00e7\u00e3o em que foi solicitado que elas tocassem os instrumentos disponibilizados, e uma crian\u00e7a aparentemente n\u00e3o participa da atividade proposta, por\u00e9m, no v\u00eddeo, Daniel pode perceber que ela tocou as cordas do viol\u00e3o de uma forma sutil. Dessa forma, ficou mais claro para o pesquisador as atitudes que cada crian\u00e7a tinha a partir de seus est\u00edmulos musicais, possibilitando que ele valorizasse as respostas positivas ao m\u00e1ximo durante o processo terap\u00eautico. O pesquisador salienta que essas pequenas intera\u00e7\u00f5es s\u00e3o importantes porque para crian\u00e7as autistas elas s\u00e3o um grande avan\u00e7o.<\/p>\n<div id=\"attachment_266\" style=\"width: 730px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/MARIANA001.jpg\"><img decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-266\" class=\"size-large wp-image-266\" src=\"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/MARIANA001-1024x845.jpg\" alt=\"\" width=\"720\" height=\"594\" srcset=\"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/MARIANA001-1024x845.jpg 1024w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/MARIANA001-300x247.jpg 300w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/MARIANA001-768x634.jpg 768w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/MARIANA001-400x330.jpg 400w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/MARIANA001.jpg 2039w\" sizes=\"(max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-266\" class=\"wp-caption-text\">Arte: Mariana Navarro<\/p><\/div>\n<p dir=\"ltr\">\u00a0 \u00a0 O autismo ainda \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o pouco esclarecida, e muitos estudos foram e est\u00e3o sendo feitos para compreender a sua causa e acompanhamentos eficazes para o desenvolvimento das pessoas com essa condi\u00e7\u00e3o. Por\u00e9m, h\u00e1 o consenso de que a maior dificuldade dos autistas \u00e9 interagir e se comunicar com outras pessoas. Ao mesmo tempo, difunde-se cada vez mais a ideia de que o autismo n\u00e3o \u00e9 uma doen\u00e7a j\u00e1 que n\u00e3o existe \u201ccura\u201d, mas sim uma defici\u00eancia, e assim como a sociedade se adapta para receber, por exemplo, os cegos ou surdos, com o autista o procedimento deve ser o mesmo. \u201cAlgumas associa\u00e7\u00f5es, sobretudo de pais de crian\u00e7as autistas, defendem que elas precisam de uma adapta\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es escolares, trabalho, pens\u00f5es etc, assim como acontece com os deficientes.\u201d afirma Avila.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u00a0 \u00a0Por\u00e9m, apesar de n\u00e3o existir uma cura de fato para o autismo, respostas muito positivas s\u00e3o percebidas quando algum tratamento terap\u00eautico \u00e9 feito durante a inf\u00e2ncia. \u201cUm fator evidente \u00e9 que quanto antes voc\u00ea interv\u00e9m, melhores s\u00e3o os resultados. Logo, a evolu\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a \u00e9 maior quando esse problema \u00e9 abordado na inf\u00e2ncia. Isso est\u00e1 envolvido em diversas quest\u00f5es como a plasticidade do c\u00e9rebro, etc.\u201d diz Daniel. Ele acredita que algumas das quest\u00f5es levantadas durante sua pesquisa podem contribuir para refinar os protocolos de detec\u00e7\u00e3o do autismo j\u00e1 existentes, como a forma particular que as crian\u00e7as autistas t\u00eam de se comunicar.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u00a0 \u00a0Durante as oficinas foi poss\u00edvel perceber que, apesar de o desenvolvimento das rela\u00e7\u00f5es pessoais n\u00e3o ser igual ao de uma crian\u00e7a sem o dist\u00farbio, uma parcela da comunicabilidade \u00e9 mantida nas crian\u00e7as autistas, e cabe \u00e0 terapia trabalhar com isso para progredir nesse sentido. \u201cSe as crian\u00e7as n\u00e3o podem se comunicar ou se expressar com a linguagem, elas demonstram que podem fazer atrav\u00e9s da m\u00fasica\u201d afirma Avila. O pesquisador diz que os encontros proporcionaram um ambiente \u201cseguro\u201d em que as crian\u00e7as tinham liberdade de se comunicarem da forma que desejassem, e assim uma rela\u00e7\u00e3o de alteridade foi sendo constru\u00edda. Uma das hip\u00f3teses levantadas foi a de que, por conta da m\u00fasica ser uma comunica\u00e7\u00e3o pr\u00e9-verbal ela possibilita o estabelecimento da musicalidade comunicativa entre os participantes do grupo.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u00a0 Em rela\u00e7\u00e3o aos resultados obtidos, o aspecto em que houve o maior avan\u00e7o no grupo foi a intersubjetividade, ou a rela\u00e7\u00e3o de pessoa a pessoa. Para uma crian\u00e7a autista lidar com o \u00a0outro representa uma grande dificuldade, e por meio da m\u00fasica a falta de intera\u00e7\u00e3o foi superada. E, finalmente, esse conv\u00edvio refletiu diretamente nas crian\u00e7as e o seu pr\u00f3prio eu, dando-lhes a capacidade de se \u201creinventar\u201d. \u201cReinventar \u00e9 criar novas possibilidades de ser, sentir e pensar, de estar com outro, de se expressar, de interagir com os outros, de cooperar com os outros, etc.\u201d afirma Daniel, e o que permitiu a reinven\u00e7\u00e3o foi a alteridade manifestada atrav\u00e9s da musicalidade comunicativa \u201cPara as crian\u00e7as com autismo o grande motor dessa transforma\u00e7\u00e3o \u00e9 justamente uma intera\u00e7\u00e3o com o outro.\u201d<\/p>\n<p>Por Mariana Navarro<br \/>\nSupervis\u00e3o Islaine Maciel e Daniel Avila<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_933\" class=\"wp-caption alignleft\" style=\"width: 150px;\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0A pesquisa produzida por Daniel Camparo Avila, que gerou sua tese de doutorado defendida no IPUSP, constatou que oficinas terap\u00eauticas&#46;&#46;&#46;<\/p>\n","protected":false},"author":610,"featured_media":263,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[372,9,375],"tags":[49,48,50,17,51,424,22],"class_list":["post-261","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-dossies","category-saude","category-autismo","tag-autismo","tag-criancas","tag-musicoterapia","tag-psicologia","tag-terapia","tag-transtorno-do-espectro-autista-tea","tag-usp"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/261","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/610"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=261"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/261\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5752,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/261\/revisions\/5752"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/media\/263"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=261"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=261"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=261"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}