{"id":3311,"date":"2019-12-16T16:44:00","date_gmt":"2019-12-16T18:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/?p=3311"},"modified":"2023-02-23T11:41:08","modified_gmt":"2023-02-23T13:41:08","slug":"3311-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/3311-2\/","title":{"rendered":"Pol\u00edtica de acolhimento de refugiados deve considerar fatores psicol\u00f3gicos"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"3311\" class=\"elementor elementor-3311\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-2fdc0ee elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"2fdc0ee\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-7aa00df\" data-id=\"7aa00df\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-b9ce4dc elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"b9ce4dc\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<p><strong>Professora <a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/3826964831651958\">Miriam Debieux<\/a> fala em evento na Fapesp sobre imigra\u00e7\u00e3o e dobramentos culturais, subjetivos e pol\u00edticos<\/strong><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-d73a105 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"d73a105\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-fc3878a\" data-id=\"fc3878a\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-ce2d218 elementor-invisible elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"ce2d218\" data-element_type=\"widget\" data-settings=\"{&quot;_animation&quot;:&quot;fadeIn&quot;}\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<figure class=\"wp-caption\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"417\" height=\"279\" src=\"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2019\/12\/politca-e-imigra\u00e7\u00e3o-not\u00edcias-e1578595929320.png\" class=\"attachment-large size-large wp-image-3314\" alt=\"\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<figcaption class=\"widget-image-caption wp-caption-text\">Recome\u00e7o na nova terra depende de reorganiza\u00e7\u00e3o ps\u00edquica da atribui\u00e7\u00e3o de novos sentidos para a vida, afirmou a pesquisadora Miriam Debieux Rosa, coordenadora do grupo Veredas: psican\u00e1lise e imigra\u00e7\u00e3o da USP, em palestra apresentada na FAPESP Week France (foto: Marcelo Camargo\/Ag\u00eancia Brasil<\/figcaption>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/figure>\n\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-183a5c2a elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"183a5c2a\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-2c3e0e2\" data-id=\"2c3e0e2\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-1591f9df elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"1591f9df\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<p>Dois irm\u00e3os fogem de um ataque a uma aldeia no Congo. Perdem em um inc\u00eandio os pais, os irm\u00e3os, os amigos, tudo. Na fuga, acabam separando-se e um dos jovens consegue chegar ao Brasil. No entanto, para al\u00e9m dos problemas que o levou \u00e0 migra\u00e7\u00e3o for\u00e7ada, no novo pa\u00eds ele sofre de ins\u00f4nia e crises de ang\u00fastia relacionadas \u00e0 imagem de sua casa pegando fogo. N\u00e3o h\u00e1 como recome\u00e7ar a vida.<\/p><p>Outro rapaz, imigrante vindo de Angola, n\u00e3o v\u00ea mais sentido na vida. Por quest\u00f5es pol\u00edticas, seus pais, que eram professores universit\u00e1rios, foram mortos. Ele foi for\u00e7ado a sair de sua terra natal e passou a viver na capital paulista.<\/p><p>As viol\u00eancias e humilha\u00e7\u00f5es vivenciadas por refugiados v\u00eam sendo objeto de estudo no campo da psicologia pol\u00edtica. \u201cA imigra\u00e7\u00e3o for\u00e7ada [por motivos pol\u00edticos, econ\u00f4micos, de guerra ou clim\u00e1ticos] \u00e9 um fen\u00f4meno que tem v\u00e1rias faces. Ela envolve aspectos sociais, pol\u00edticos, de legisla\u00e7\u00e3o, e de rela\u00e7\u00f5es internacionais e, tamb\u00e9m, quest\u00f5es subjetivas e ps\u00edquicas. O recome\u00e7o em uma nova terra depende de como se dar\u00e1 a reorganiza\u00e7\u00e3o ps\u00edquica relativa \u00e0s quest\u00f5es do desejo, das ang\u00fastias e da atribui\u00e7\u00e3o de novos sentidos para a vida\u201d, disse\u00a0<a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/92602\/miriam-debieux-rosa\/\">Miriam Debieux Rosa<\/a>, coordenadora do <a href=\"http:\/\/www.ip.usp.br\/site\/tag\/laboratorio-psicanalise-e-sociedade\/\">Laborat\u00f3rio Psican\u00e1lise e Sociedade<\/a> do Instituto de Psicologia da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) e do\u00a0<a href=\"https:\/\/www.veredaspsi.com.br\/\">Veredas \u2013 Psican\u00e1lise e Imigra\u00e7\u00e3o<\/a>, grupo que re\u00fane uma s\u00e9rie de pesquisas sobre as experi\u00eancias de interven\u00e7\u00e3o em institui\u00e7\u00f5es que acolhem essas popula\u00e7\u00f5es na cidade de S\u00e3o Paulo.<\/p><p>Em palestra na FAPESP Week France, realizada entre os dias 21 e 27 de novembro de 2019, a pesquisadora afirmou que o tema da imigra\u00e7\u00e3o e reassentamento de refugiados e seus desdobramentos culturais, subjetivos e pol\u00edticos tornou-se uma prioridade no mundo \u2013 e o Brasil n\u00e3o \u00e9 exce\u00e7\u00e3o.<\/p><p>Sofrimento sociopol\u00edtico<\/p><p>\u201cImigra\u00e7\u00e3o diz respeito a um fen\u00f4meno que favorece o encontro com a alteridade, com outras culturas e l\u00ednguas. No entanto, as atuais crises e conflitos pol\u00edticos e econ\u00f4micos promovem a imigra\u00e7\u00e3o for\u00e7ada de um grande contingente de pessoas, bem como pol\u00edticas de fechamento de fronteiras. As crescentes segrega\u00e7\u00e3o e discrimina\u00e7\u00e3o contra os imigrantes t\u00eam consequ\u00eancias subjetivas, particularmente na sa\u00fade mental\u201d, disse a professora.<\/p><p>De acordo com Debieux, a inseguran\u00e7a e o medo s\u00e3o afetos (conjunto das emo\u00e7\u00f5es que orientam os comportamentos) produzidos pela gest\u00e3o pol\u00edtica e econ\u00f4mica. No entanto, esses afetos politicamente manipulados induzem \u00e0 busca de um culpado, um alvo imagin\u00e1rio a quem dirigir discursos odiosos, racistas e xen\u00f3fobos.<\/p><p>\u201cEssa gest\u00e3o pol\u00edtica dos afetos d\u00e1 origem a uma pol\u00edtica repressiva e a uma justificativa para a suspens\u00e3o dos direitos humanos e das garantias constitucionais, a fim de supostamente garantir a seguran\u00e7a. Nesse contexto, o \u00f3dio aos imigrantes se torna uma agenda pol\u00edtica.\u201d<\/p><p>Debieux explica que ser indesejado e objeto de \u00f3dio no discurso social (al\u00e9m das outras viol\u00eancias no processo migrat\u00f3rio) gera sofrimento sociopol\u00edtico que pode desorganizar psiquicamente o imigrante. A professora reuniu cerca 22 artigos de pesquisadores que tratam desse tema na colet\u00e2nea\u00a0<a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/auxilios\/101093\/as-escritas-do-odio-psicanalise-e-politica\/\"><em>As escritas do \u00f3dio: psican\u00e1lise e pol\u00edtica<\/em><\/a>, publicado pela Editora Escuta.<\/p><p><strong>Psicoterapia n\u00e3o convencional<\/strong><\/p><p>As pesquisas e o trabalho de extens\u00e3o universit\u00e1ria do grupo Veredas est\u00e3o focados nos processos de elabora\u00e7\u00e3o das viol\u00eancias sofridas nas imigra\u00e7\u00f5es for\u00e7adas. Buscam desenvolver estrat\u00e9gias cl\u00ednico-pol\u00edticas para que o imigrante possa \u201cn\u00e3o s\u00f3 dar conta de uma elabora\u00e7\u00e3o das viol\u00eancias sofridas como de viver em uma nova terra, com culturas e h\u00e1bitos diferentes\u201d, disse.<\/p><p>O trabalho liderado por Debieux, ao longo de 15 anos, est\u00e1 registrado no livro apoiado pela FAPESP\u00a0<a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/auxilios\/94929\/a-clinica-em-face-da-dimensao-sociopolitica-do-sofrimento-psicanalise-politica-e-cultura\/\"><em>A Cl\u00ednica Psicanal\u00edtica em Face da Dimens\u00e3o Sociopol\u00edtica do Sofrimento<\/em><\/a>\u00a0,\u00a0primeiro lugar na categoria Psicologia, Psican\u00e1lise e Comportamento do 59\u00ba Pr\u00eamio Jabuti, em 2018.<\/p><p>De acordo com Debieux, as interven\u00e7\u00f5es com pessoas que foram for\u00e7adas a migrar n\u00e3o seguem a mesma linha de uma psican\u00e1lise convencional. \u201cA metodologia foi sendo desenvolvida ao longo do projeto. Antes, segu\u00edamos o modelo tradicional de psican\u00e1lise, como, por exemplo, dar prioridade para elaborar o luto. Por\u00e9m, em processos que envolvem situa\u00e7\u00f5es de viol\u00eancia produzidas nas rela\u00e7\u00f5es sociais, vimos que a abordagem tem de ser outra\u201d, disse.<\/p><p>Com isso, a equipe de pesquisadores come\u00e7ou a ter como base para as interven\u00e7\u00f5es com migrantes e refugiados os estudos cient\u00edficos sobre campos de concentra\u00e7\u00e3o e viol\u00eancias de guerra. \u201cCom isso, fazemos uma diferencia\u00e7\u00e3o entre o fato violento e a dimens\u00e3o traum\u00e1tica, dando \u00eanfase sobretudo ao sujeito e n\u00e3o \u00e0 situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia. Isso permite trabalhar as quest\u00f5es ligadas \u00e0 culpa e \u00e0 vergonha e situar a imigra\u00e7\u00e3o como escolha pautada na hist\u00f3ria pessoal, familiar e social. Desse modo, o sujeito pode romper com o silenciamento produzido pela impossibilidade de construir uma narrativa de si que inclua os fatos vividos e, dentro da sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria e desejo, encontrar o que o enla\u00e7a na nova realidade\u201d, disse.<\/p><p><strong>Recome\u00e7ar<\/strong><\/p><p>Essa reorganiza\u00e7\u00e3o ps\u00edquica come\u00e7a por encontrar um ponto de partida e se d\u00e1 das mais variadas formas. O imigrante angolano, que n\u00e3o via mais sentido na vida, decidiu voltar a estudar. Os pais, professores universit\u00e1rios, valorizavam os estudos e esse retorno \u00e0 escola era n\u00e3o s\u00f3 uma forma de homenage\u00e1-los, mas tamb\u00e9m de dar continuidade a sua hist\u00f3ria.<\/p><p>O jovem congol\u00eas s\u00f3 come\u00e7ou a sair da letargia \u2013 per\u00edodo chamado pelos psic\u00f3logos de silenciamento \u2013 quando entendeu que a causa principal de ang\u00fastia era n\u00e3o saber o paradeiro do irm\u00e3o. \u201cNo per\u00edodo de silenciamento, o rapaz n\u00e3o conseguia falar sobre si, pois era tudo muito doloroso e todos os acontecimentos apareciam desorganizados na sua pr\u00f3pria constru\u00e7\u00e3o de hist\u00f3ria\u201d, disse.<\/p><p>\u201cS\u00f3 quando ele constr\u00f3i esse ponto de partida \u2013 que \u00e9 procurar o irm\u00e3o \u2013, ele passa a querer aprender portugu\u00eas, procurar pessoas e entidades que o ajudem a entrar em contato com o irm\u00e3o, ou seja, consegue se p\u00f4r em movimento. O sujeito se desloca dessa posi\u00e7\u00e3o de paralisia e impot\u00eancia para, a partir desse ponto, se reorganizar\u201d, disse.<\/p><p>De acordo com Debieux, a quest\u00e3o da subjetividade \u00e9 pensada como intersubjetividade, o que implica lidar com o modo como \u00e9 visto nas rela\u00e7\u00f5es sociais \u2013 no caso, rela\u00e7\u00f5es em que predominam os preconceitos, as discrimina\u00e7\u00f5es e o \u00f3dio dirigido a ele.<\/p><p>Olhar para dentro<\/p><p>As pesquisas realizadas desde 2006 pelo grupo Veredas geraram outros desdobramentos, que v\u00e3o al\u00e9m da quest\u00e3o de ref\u00fagio e migra\u00e7\u00e3o de um pa\u00eds para o outro. Um deles foi fazer uma correla\u00e7\u00e3o com os diversos tipos de migra\u00e7\u00f5es internas que ocorreram no Brasil, como os casos de popula\u00e7\u00f5es rurais que migraram para as cidades ou do Norte e Nordeste para o Sudeste e Sul.<\/p><p>\u201cAo observar hist\u00f3rias como a do jovem congol\u00eas e do rapaz angolano que foram acolhidos no Brasil e, a despeito de toda a dificuldade, conseguiram se restabelecer \u00e9 imposs\u00edvel n\u00e3o fazer um paralelo. O n\u00e3o acolhimento dessas popula\u00e7\u00f5es rurais e do Norte e do Nordeste gerou, ao longo de nossa hist\u00f3ria, uma s\u00e9rie de oportunidades perdidas\u201d, disse Debieux.<\/p><p>De acordo com a pesquisadora, as levas de migrantes que n\u00e3o receberam nenhum atendimento ou servi\u00e7o de acolhimento s\u00e3o exilados em sua pr\u00f3pria p\u00e1tria. \u201cOs processos migrat\u00f3rios elucidaram a import\u00e2ncia da cultura e da religi\u00e3o como suportes sociais aos processos ps\u00edquicos. Eles tamb\u00e9m mostram os efeitos desenraizantes da viol\u00eancia e da desconsidera\u00e7\u00e3o desses aspectos na recupera\u00e7\u00e3o em situa\u00e7\u00f5es de perdas e lutos\u201d, disse.<\/p><p>Debieux ressalta que, embora esses migrantes nordestinos, nortistas e de regi\u00f5es rurais sejam brasileiros e, portanto, tenham permanecido na pr\u00f3pria p\u00e1tria, viveram desqualifica\u00e7\u00f5es intensas e desconsidera\u00e7\u00f5es da cultura de origem muito impactantes. \u201cIsso desorganiza psiquicamente o sujeito e as suas pr\u00f3prias comunidades e possibilidades de fazerem v\u00ednculos comunit\u00e1rios no novo lugar. Isso tem a ver com um certo manejo pol\u00edtico e o interesse de mant\u00ea-los em posi\u00e7\u00e3o de submiss\u00e3o\u201d, disse.<\/p><p>Por fim, para a pesquisadora, \u00e9 uma grande li\u00e7\u00e3o o fato de tantas pessoas, ao longo dos 15 anos do Projeto Veredas, conseguirem se reestruturar. \u201cParece incr\u00edvel, mas eles conseguem se restabelecer. Por sinal, esse \u00e9 um dos desdobramentos das pesquisas e das interven\u00e7\u00f5es. Surpreendemo-nos e aprendemos que, mesmo passando pelas situa\u00e7\u00f5es mais violentas e radicais, quando h\u00e1 suporte social e ps\u00edquico os sujeitos reconstroem suas hist\u00f3rias\u201d, disse.<\/p><p>O simp\u00f3sio FAPESP Week France foi resultado de uma parceria entre a FAPESP e as universidades de Lyon e de Paris, ambas da Fran\u00e7a. Leia outras not\u00edcias sobre o evento em\u00a0<a href=\"http:\/\/www.fapesp.br\/week2019\/france\/\">www.fapesp.br\/week2019\/france<\/a>.<\/p><p><strong>Por\u00a0Maria Fernanda Ziegler, de Paris\u00a0 |\u00a0 Ag\u00eancia FAPESP<\/strong><\/p><p>Este texto foi originalmente publicado por <a href=\"http:\/\/Ag\u00eancia FAPESP\" data-wplink-url-error=\"true\">Ag\u00eancia FAPESP<\/a> de acordo com a licen\u00e7a Creative Commons CC-BY-NC-ND. Leia o\u00a0<a href=\"http:\/\/agencia.fapesp.br\/politica-de-acolhimento-de-refugiados-deve-considerar-fatores-psicologicos-diz-pesquisadora\/32178\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">original aqui<\/a>.<\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Professora Miriam Debieux fala em evento na Fapesp sobre imigra\u00e7\u00e3o e dobramentos culturais, subjetivos e pol\u00edticos Recome\u00e7o na nova terra&#46;&#46;&#46;<\/p>\n","protected":false},"author":610,"featured_media":3314,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[1],"tags":[425,412,426,171],"class_list":["post-3311","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sociedade","tag-imigracao","tag-instituto-de-psicologia-da-usp","tag-miriam-debieux-rosa","tag-politica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3311","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/610"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3311"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3311\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4939,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3311\/revisions\/4939"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3314"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3311"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3311"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3311"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}