{"id":405,"date":"2016-07-06T16:37:19","date_gmt":"2016-07-06T18:37:19","guid":{"rendered":"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/?p=405"},"modified":"2018-08-06T14:43:06","modified_gmt":"2018-08-06T16:43:06","slug":"modos-de-ler-livros-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/modos-de-ler-livros-brasil\/","title":{"rendered":"Modos de ler livros no Brasil"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>Pesquisa do IPUSP analisa a maneira como os brasileiros leem livros.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/modos-de-ler-no-brasil.png\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-406 \" src=\"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/modos-de-ler-no-brasil-268x300.png\" alt=\"\" width=\"284\" height=\"318\" srcset=\"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/modos-de-ler-no-brasil-268x300.png 268w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/modos-de-ler-no-brasil-400x448.png 400w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/modos-de-ler-no-brasil.png 595w\" sizes=\"(max-width: 284px) 100vw, 284px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Com o progressivo aumento nas vendas de leitores digitais, como e-readers, tablets, computadores e celulares, profissionais de diversas \u00e1reas t\u00eam questionado a qualidade da leitura realizada por meio destes aparelhos. Partindo desta reflex\u00e3o, Luciana Dadico, doutora em Psicologia pelo IPUSP, procurou conhecer como os jovens e adultos leem livros no Brasil. O resultado de sua meticulosa pesquisa deu origem \u00e0 sua tese de doutorado, orientada pela profa. Dra. Iray Carone.<\/p>\n<p>Movida pela quest\u00e3o \u201ccomo lemos livros hoje?\u201d, Dadico desenvolveu um m\u00e9todo fisiogn\u00f4mico (em analogia \u00e0 fisiognomia, m\u00e9todo de leitura facial) de pesquisa com objetivo de\u00a0descrever as caracter\u00edsticas do livro em papel que configuram modos pr\u00f3prios de leitura. Como parte essencial de seu projeto, ela entrevistou dez leitores, homens e mulheres entre 18 e 74 anos, em dois encontros individuais. Em uma conversa aberta, os entrevistados contavam sobre seus h\u00e1bitos e hist\u00f3rias de leitura, e escolhiam um livro para ler e discutir em um segundo encontro com a pesquisadora.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a an\u00e1lise dos relatos gravados, a pesquisadora procurou caracterizar como cada leitor lia o livro que tinha escolhido. \u201cEu queria saber que tipo de imagem [os leitores] constru\u00edam a partir da leitura da obra, do livro-texto, porque entendo que \u00e9 a partir da\u00ed que se revela como os leitores brasileiros leem, analisando as imagens que se cria a partir da pr\u00f3pria experi\u00eancia, simultaneamente coletiva e individual\u201d, explica Dadico.<\/p>\n<h6><strong>A fisignomia\u00a0de Adorno<\/strong><\/h6>\n<p>O m\u00e9todo usado pela psic\u00f3loga foi inspirado nos estudos realizados por Theodor Adorno, Walter Benjamin e Roger Chartier. Em seus estudos de Fisiognomia, Adorno analisou o r\u00e1dio como meio de comunica\u00e7\u00e3o, preocupado em descobrir como a media\u00e7\u00e3o do aparelho afetava a escuta musical do ouvinte. Para isso, era necess\u00e1rio saber como o ouvinte percebia n\u00e3o apenas a m\u00fasica transmitida, mas, principalmente, o pr\u00f3prio r\u00e1dio. Como na \u00e9poca o r\u00e1dio parecia possuir um rosto, Adorno denominou seu m\u00e9todo de descri\u00e7\u00e3o do r\u00e1dio de \u201cfisiogn\u00f4mico\u201d. Dadico explica que \u201co ouvinte [&#8230;] via os alto-falantes \u00e0 semelhan\u00e7a de uma de boca em uma face humana. O que ele n\u00e3o sabe, e \u00e9 for\u00e7ado a pressentir com os instrumentos que t\u00eam \u00e0 m\u00e3o, \u00e9 o que vai por detr\u00e1s do r\u00e1dio. Retira-se do ouvinte a imagem \u2013 viva \u2013 do int\u00e9rprete e daquele que diz, e se lhe p\u00f5e uma fantasmagoria no lugar, cuja face \u2018real\u2019 ele deve apenas supor, imaginar, na verdadeira acep\u00e7\u00e3o do termo.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>A ideia de fisiognomia \u00e9 como eu vejo a face desse objeto<\/strong><br \/>\n<strong>e como esse objeto aparece para mim como sujeito.<\/strong><br \/>\n<strong>Ent\u00e3o a minha\u00a0pergunta com rela\u00e7\u00e3o ao livro era como<\/strong><br \/>\n<strong>esse objeto aparece para o leitor de livros<\/strong><\/p>\n<p>Mas qual seria a rela\u00e7\u00e3o entre esses estudos sobre r\u00e1dio e os modos de leitura do brasileiro? A pesquisadora explica em sua tese de doutorado que, embora pare\u00e7a neutro, tamb\u00e9m o livro \u00e9 um objeto mediador: \u201c\u00c9 o livro quem torna a leitura poss\u00edvel. Como objeto, ele tamb\u00e9m tem caracter\u00edsticas pr\u00f3prias, que limitam ou favorecem certos modos de ler\u201d. Segundo a pesquisadora, com base no m\u00e9todo criado, foi poss\u00edvel descobrir como as caracter\u00edsticas espaciais e temporais do livro \u2013 suas caracter\u00edsticas imanentes \u2013 s\u00e3o percebidas pelos leitores de hoje. Tamb\u00e9m se percebeu como a experi\u00eancia do leitor \u00e9 afetada pelas caracter\u00edsticas do objeto: \u201cComo o livro \u00e9 port\u00e1til, parece que ele pode ser levado e lido em qualquer lugar. Mas a pesquisa mostrou que isso n\u00e3o \u00e9 totalmente verdadeiro. A ilus\u00e3o de que qualquer livro pode ser lido facilmente, associada \u00e0 escolha de um ambiente inadequado para ler, interfere na qualidade dessa leitura\u201d. E completa: \u201cA ideia de fisiognomia \u00e9 como eu vejo a face desse objeto e como esse objeto aparece para mim como sujeito. Ent\u00e3o a minha pergunta com rela\u00e7\u00e3o ao livro era como esse objeto aparece para o leitor de livros\u201d.<\/p>\n<p>O livro promove o que Dadico chamou de \u201cilus\u00e3o de proximidade\u201d, pois o livro \u201cleva o leitor a sentir-se pr\u00f3ximo ao autor\/narrador da obra, como se o texto tivesse sido escrito exclusivamente para ele\u201d. E tamb\u00e9m est\u00e1 ligado a uma \u201cconserva\u00e7\u00e3o temporal\u201d, que, segundo a pesquisadora, \u201cdiz respeito \u00e0 dura\u00e7\u00e3o do livro, \u00e0 possibilidade que o livro oferece de chegar aos mais diversos e inusitados lugares, de ser lido por muitos leitores e repetidas vezes\u201d. Ela acrescenta: \u201cEsse atributo torna o livro muito potente, capaz de provocar experi\u00eancias individualizadas, independentes das rela\u00e7\u00f5es pessoais pr\u00f3ximas ao leitor, e em \u00e9pocas as mais variadas\u201d.<\/p>\n<h6><strong>A\u00a0identifica\u00e7\u00e3o do leitor<\/strong><\/h6>\n<p style=\"text-align: left;\">Analisando os dados levantados pela<a href=\"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/leitura-em-tela.png\"><img decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-407\" src=\"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/leitura-em-tela-300x213.png\" alt=\"\" width=\"352\" height=\"250\" \/><\/a> pesquisa, Dadico descreveu os modos como os leitores leem no Brasil. Ela explica, por exemplo, que h\u00e1 um jogo entre o que ela chama de \u201cidentifica\u00e7\u00e3o subjetiva\u201d e \u201cponto de fuga\u201d. \u201cA identifica\u00e7\u00e3o subjetiva \u00e9 o modo como os indiv\u00edduos se identificam com a obra, e elas usam esse termo \u2018eu me identifico\u2019, \u2018eu me identifico com uma passagem, com um personagem, com o livro\u2019. Essa identifica\u00e7\u00e3o \u00e9 aquilo que permite uma imers\u00e3o na obra liter\u00e1ria\u201d, explica. Entretanto, essa identifica\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 estanque, ou seja, o leitor normalmente n\u00e3o se fixa em um ponto de vista e o segue de um mesmo modo at\u00e9 o fim da leitura, \u201choje em dia \u00e9 mais comum que as pessoas saltem de uma perspectiva para outra, se identifiquem, se aproximem ou se afastem de um ou de outro personagem durante a leitura\u201d, explica. A essas diferentes perspectivas ela chama \u201cponto de fuga\u201d, que corresponde ao modo como o sujeito percebe os objetos e elementos da obra a partir de um ponto exterior. \u00c9 um momento de distanciamento em rela\u00e7\u00e3o a um personagem da obra ou um ponto de vista, por exemplo. Esta altern\u00e2ncia entre identifica\u00e7\u00e3o e ponto de fuga \u00e9 o que proporciona ao leitor uma experi\u00eancia ainda mais profunda, deslocando-se na obra, usufruindo a experi\u00eancia liter\u00e1ria de forma t\u00e3o rica, diversa de outras formas de arte.<\/p>\n<p>Esse dado \u00e9 bastante positivo porque, segundo a pesquisadora, um dos grandes riscos do processo de identifica\u00e7\u00e3o \u00e9 que o leitor adapte a obra \u00e0 sua realidade, tomando a fic\u00e7\u00e3o como um relato de sua vida. \u201cIsso faz com que, na contram\u00e3o daquilo que se espera por meio da experi\u00eancia est\u00e9tica, o sujeito se mostre incapaz de abrir-se para o novo, de entrar no universo da obra e assumir um lugar diferente do seu\u201d, afirma Dadico.<\/p>\n<h6><strong>Leitura em tela<\/strong><\/h6>\n<p>Um dos objetivos de Dadico em sua pesquisa de doutorado era levantar dados que permitissem uma compara\u00e7\u00e3o entre o modo como lemos livros no papel e o modo como lemos livros em dispositivos digitais. Deste modo, torna-se poss\u00edvel compreender melhor as mudan\u00e7as em curso nesses modos como lemos livros: \u00e9 este o principal objetivo do projeto de p\u00f3s-doutorado da psic\u00f3loga. A pesquisa, ainda em curso, envolveu novas entrevistas, realizadas agora com usu\u00e1rios de dispositivos digitais. Segundo a pesquisadora, os computadores j\u00e1 est\u00e3o presentes em 34,7% dos domic\u00edlios e s\u00e3o utilizados como meio para leitura por 9% dos leitores entrevistados por ela. Esses dados foram importantes para o desenvolvimento do novo projeto, em que ela analisar\u00e1 as leituras feitas em computador (diretamente em um site ou em arquivo pdf), pelo celular e por meio de e-readers com a leitura de ebooks.<\/p>\n<p>O novo projeto analisa a quest\u00e3o das novas m\u00eddias, buscando identificar como as novas tecnologias digitais afetam a media\u00e7\u00e3o do livro, promovendo modos pr\u00f3prios de leitura em tela. Conforme analisa Dadico, a forma de entender esses objetos mediadores \u00e9 distinta do livro comum, j\u00e1 que o livro em papel aparece como um objeto concreto e unit\u00e1rio, que se conserva no tempo. Com os dispositivos digitais, por outro lado, \u00e9 dif\u00edcil at\u00e9 mesmo afirmar que se tratam de objetos, uma vez que \u201cseus elementos n\u00e3o s\u00e3o diretamente manipul\u00e1veis\u201d. Desse modo, Dadico relata que \u201c\u00e9 como se os objetos digitais realmente aparecessem, feito a apari\u00e7\u00e3o de uma entidade sobrenatural, que acontece apenas quando clicamos em um bot\u00e3o ou ligamos o computador\u201d.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/evolu\u00e7\u00e3o.png\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-408\" src=\"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/evolu\u00e7\u00e3o-300x146.png\" alt=\"\" width=\"861\" height=\"419\" srcset=\"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/evolu\u00e7\u00e3o-300x146.png 300w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/evolu\u00e7\u00e3o-768x374.png 768w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/evolu\u00e7\u00e3o-1024x499.png 1024w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/evolu\u00e7\u00e3o-400x195.png 400w\" sizes=\"(max-width: 861px) 100vw, 861px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Embora a pesquisa em curso venha exigindo da pesquisadora a formula\u00e7\u00e3o de um novo m\u00e9todo de pesquisa, do ponto de vista te\u00f3rico, seus referenciais permanecem ligados \u00e0queles da chamada Teoria Cr\u00edtica da Sociedade, proposta por autores como Walter Benjamin e Theodor Adorno. Sob essa perspectiva, a psic\u00f3loga tem procurado compreender como a media\u00e7\u00e3o digital afeta o livro, a leitura, as obras liter\u00e1rias e a pr\u00f3pria experi\u00eancia do leitor de forma dial\u00e9tica, tendo em vista as peculiaridades da cena hist\u00f3rica, cultural e tecnol\u00f3gica atual.<\/p>\n<p>H\u00e1 novas caracter\u00edsticas a serem estudadas na leitura do livro em suporte digital. No seu doutorado, Dadico verificou que, em meio ao \u201ccircuito de distra\u00e7\u00f5es\u201d gerado pelo livro, a leitura distra\u00edda pode ser apontada como um modo de ler caracter\u00edstico, que dificulta ao leitor o controle de seu pr\u00f3prio ritmo e qualidade da leitura, mas que tamb\u00e9m se faz necess\u00e1ria para a compreens\u00e3o e a experi\u00eancia da obra. Este fen\u00f4meno assume aspectos diferentes na leitura em tela, pois a luminosidade do aparelho eletr\u00f4nico funciona como um ininterrupto est\u00edmulo visual: \u201co leitor n\u00e3o consegue se distrair do meio como deveria para alcan\u00e7ar a imers\u00e3o na obra que a experi\u00eancia est\u00e9tico-liter\u00e1ria requer. O dispositivo nos chama o tempo todo, exige que estejamos conectados, em rede. A distra\u00e7\u00e3o do leitor \u00e9 capturada por outros objetos dentro do pr\u00f3prio dispositivo, como o e-mail, o site de v\u00eddeos, a rede de relacionamentos\u201d, elucida.<\/p>\n<p>Dadico, que havia realizado anteriormente um est\u00e1gio na Scuola Normale Superiore di Pisa, concluiu no in\u00edcio de 2015 um novo est\u00e1gio de p\u00f3s-doutoramento no Programa de Teoria Cr\u00edtica da Universidade da Calif\u00f3rnia, em Berkeley, sob supervis\u00e3o do prof. Martin Jay, um dos maiores especialistas mundiais em Teoria Cr\u00edtica. Estes estudos proporcionaram, entre outros benef\u00edcios, acesso a uma vasta bibliografia ainda indispon\u00edvel no Brasil, tanto sobre a hist\u00f3ria do livro e da leitura quanto sobre Teoria Cr\u00edtica, al\u00e9m do contato com aquilo que de mais recente vem sendo desenvolvido no campo de estudos das Novas M\u00eddias \u2013 material que tem contribu\u00eddo proveitosamente para a an\u00e1lise dessas pesquisas, em especial para a an\u00e1lise da leitura digitalmente mediada.<\/p>\n<p>Por Aryanna Oliveira<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o e revis\u00e3o por Islaine Maciel<\/p>\n<p>Clique nas imagens para folhear as revistas\u00a0<strong>psico.<\/strong>usp<\/p>\n<div id=\"attachment_935\" class=\"wp-caption alignleft\" style=\"width: 152px;\">\n<p class=\"wp-caption-text\"><a href=\"https:\/\/issuu.com\/psicologia_usp\/docs\/revista_psico.usp_n1_2015\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-935 \" src=\"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/revista-2.png\" alt=\"\" width=\"142\" height=\"188\" srcset=\"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/revista-2.png 307w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/revista-2-226x300.png 226w\" sizes=\"(max-width: 142px) 100vw, 142px\" \/><\/a>Alfabetiza\u00e7\u00e3o \u2013 2015, n. 1<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"attachment_933\" class=\"wp-caption alignleft\" style=\"width: 150px;\">\n<p class=\"wp-caption-text\"><a href=\"https:\/\/issuu.com\/psicologia_usp\/docs\/revista_psico.usp_n._2-3_2016\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-933 \" src=\"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/revista-1.png\" alt=\"\" width=\"140\" height=\"188\" srcset=\"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/revista-1.png 305w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/revista-1-224x300.png 224w\" sizes=\"(max-width: 140px) 100vw, 140px\" \/><\/a>\u00c9 hora de falar sobre G\u00eanero \u2013 2016, n.2\/3<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisa do IPUSP analisa a maneira como os brasileiros leem livros. 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