{"id":460,"date":"2015-04-30T15:00:26","date_gmt":"2015-04-30T17:00:26","guid":{"rendered":"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/?p=460"},"modified":"2018-08-06T12:19:47","modified_gmt":"2018-08-06T14:19:47","slug":"se-ler-pode-abrir-mente-com-certeza-mudo-o-cerebro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/se-ler-pode-abrir-mente-com-certeza-mudo-o-cerebro\/","title":{"rendered":"Se ler pode abrir a mente, com certeza muda o c\u00e9rebro"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>Psicologia Cognitiva e Neuroci\u00eancia: a dupla perspectiva na an\u00e1lise dos componentes da leitura em palestra no IPUSP<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Sobretudo na \u00faltima d\u00e9cada, a Psicologia Cognitiva tem trabalhado em parceria com as Neuroci\u00eancias Cognitivas nas pesquisas acerca da leitura\u201d. \u00c9 o que afirmou Jos\u00e9 Morais, psicolinguista e professor em\u00e9rito da Universidade Livre de Bruxelas, no in\u00edcio de sua palestra no IPUSP a respeito do impacto da leitura no c\u00e9rebro, retratando a atual vis\u00e3o interdisciplinar desses estudos. Enquanto a Neuroci\u00eancia examina \u201cas \u00e1reas e os fluxos de ativa\u00e7\u00e3o do c\u00e9rebro leitor\u201d, a Psicologia Cognitiva realiza \u201cestudos experimentais sobre os mecanismos da leitura\u201d e tamb\u00e9m elabora \u201cmodelos de processamento\u201d da habilidade de ler. Essa combina\u00e7\u00e3o \u00e9 muito importante porque abarca tanto a concep\u00e7\u00e3o que temos de \u2018c\u00e9rebro\u2019 quanto a que temos de \u2018mente\u2019, \u201cque s\u00e3o dois aspectos da mesma realidade\u201d, afirma Morais.<\/p>\n<p>Dentre os resultados da coopera\u00e7\u00e3o <a href=\"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/12\/Neurociencia.png\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-461\" src=\"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/12\/Neurociencia-300x232.png\" alt=\"\" width=\"447\" height=\"346\" srcset=\"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/12\/Neurociencia-300x232.png 300w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/12\/Neurociencia-400x309.png 400w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/12\/Neurociencia.png 425w\" sizes=\"(max-width: 447px) 100vw, 447px\" \/><\/a>entre as duas \u00e1reas est\u00e1 a dissocia\u00e7\u00e3o dos componentes envolvidos na leitura: habilidade e atividade. A habilidade de ler \u00e9 muito espec\u00edfica e \u00e9 o que mais propriamente define a leitura. J\u00e1 a atividade de leitura usa tal habilidade com o intuito de se chegar a uma compreens\u00e3o do que est\u00e1 escrito. Assim, a atividade consiste mais no objetivo da leitura do que na leitura em si. \u201cLer serve de fato para compreender, mas n\u00e3o se pode dizer que ler \u00e9 compreender\u201d, afirma o Professor, que acrescenta: \u201cMuitas outras coisas tamb\u00e9m servem para compreender.\u201d\u00a0Ele exemplifica: \u201cQuando voc\u00eas est\u00e3o a ouvir, est\u00e3o utilizando habilidades espec\u00edficas do vosso sistema de percep\u00e7\u00e3o da fala para compreender aquilo que eu estou dizendo\u201d.<\/p>\n<p>Ainda para ilustrar essa dissocia\u00e7\u00e3o, o palestrante conta a hist\u00f3ria do poeta ingl\u00eas John Milton que ensinara suas duas filhas a lerem em v\u00e1rias l\u00ednguas. Quando ele ficou cego, as meninas liam para o pai, embora elas mesmas n\u00e3o compreendessem bem os textos, j\u00e1 que eram em idiomas que elas n\u00e3o dominavam (como o grego), al\u00e9m de complexos para a idade delas. Ora, mesmo sem entender, elas foram capazes de transformar um c\u00f3digo escrito em l\u00edngua falada. \u00c9 parecido, por exemplo, quando lemos um texto em portugu\u00eas, mas com palavras que n\u00e3o conhecemos. Mesmo sem compreender o que aqueles termos significam, somos capazes de pronunci\u00e1-los.<\/p>\n<p>Essa \u2018pron\u00fancia\u2019 pode se dar em voz alta, mas mesmo na leitura silenciosa existe uma \u2018pron\u00fancia mental\u2019. A partir da\u00ed, quando o c\u00f3digo escrito j\u00e1 foi transformado em l\u00edngua falada, \u00e9 que haver\u00e1 outros processamentos para se chegar \u00e0 compreens\u00e3o do que est\u00e1 sendo lido. Para o leitor h\u00e1bil, tudo isso acontece de forma muito r\u00e1pida, quase simultaneamente. Isso dificulta que percebamos que ler e compreender o que se est\u00e1 lendo s\u00e3o processos diferentes.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>\u201cN\u00e3o se pode\u00a0<\/em><em>dizer que<br \/>\nler \u00e9 compreender&#8221;<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A contribui\u00e7\u00e3o da Neuroci\u00eancia tem sido muito importante nesse sentido. Diversos estudos de neuroimagens, comparando a leitura com outras atividades, v\u00eam demonstrando tanto sua especificidade, quanto sua rela\u00e7\u00e3o com outras fun\u00e7\u00f5es cerebrais. Por um lado, verificou-se a ativa\u00e7\u00e3o de uma regi\u00e3o muito espec\u00edfica do c\u00e9rebro \u2018leitor\u2019. Por outro, constatou-se \u00e1reas que s\u00e3o ativadas n\u00e3o apenas na leitura, mas em v\u00e1rias\u00a0atividades que envolvem compreens\u00e3o e outras faculdades, como a audi\u00e7\u00e3o da fala e a visualiza\u00e7\u00e3o de imagens. Ler \u2018cadeira\u2019, ouvir \u2018cadeira\u2019 e ver uma cadeira, por exemplo, envolvem tanto processos semelhantes \u2012 para se compreender \u2018cadeira\u2019 como sendo o mesmo objeto, quanto processos particulares de cada atividade, j\u00e1 que ler \u00e9 diferente de ouvir que \u00e9 diferente de ver.<\/p>\n<p>\u201cLer \u00e9 acessar a representa\u00e7\u00e3o da ortografia e da fonologia\u201d, afirma o Professor, que prossegue: \u201cPron\u00fancia de cada palavra a partir de sua express\u00e3o gr\u00e1fica\u201d, o que \u201cdistingue o que fazemos durante a leitura do que fazemos durante a escuta de fala, ou durante a vis\u00e3o de um filme, que tamb\u00e9m \u00e9 compreender, mas que para tanto exige processos espec\u00edficos para processar o que est\u00e1 nas imagens.\u201d<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/12\/cadeiras.png\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-462\" src=\"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/12\/cadeiras.png\" alt=\"\" width=\"681\" height=\"513\" srcset=\"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/12\/cadeiras.png 681w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/12\/cadeiras-300x226.png 300w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/12\/cadeiras-80x60.png 80w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/12\/cadeiras-400x301.png 400w\" sizes=\"(max-width: 681px) 100vw, 681px\" \/><\/a><\/p>\n<h6><strong>Especializa\u00e7\u00e3o e influ\u00eancia<\/strong><\/h6>\n<p>No decorrer de sua palestra, Jos\u00e9 Morais foi apresentando v\u00e1rios estudos que demonstram a exist\u00eancia de uma pequena \u00e1rea especificamente ativada nos c\u00e9rebros de pessoas letradas, conhecida como Visual Word Form Area &#8211; VWFA (\u2018\u00c1rea da forma visual das palavras\u2019). Tais estudos eram de diferentes autores e centros de pesquisa pelo mundo (Brasil, Portugal, Fran\u00e7a, B\u00e9lgica, EUA, etc.), tendo como participantes leitores e falantes de v\u00e1rias l\u00ednguas. Enquanto algumas pesquisas apresentadas pelo palestrante comparavam indiv\u00edduos letrados e iletrados em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s regi\u00f5es cerebrais ativadas ou n\u00e3o durante a realiza\u00e7\u00e3o de determinadas tarefas, outras verificavam se a VWFA era exclusivamente ativada durante a leitura ou tamb\u00e9m em outras habilidades.<\/p>\n<p>Embora a express\u00e3o \u201cVisual Word Form Area\u201d tenha sido usada por alguns pesquisadores a partir da d\u00e9cada de 1970, desde 2000 que ela foi adotada pelo neurocientista franc\u00eas Stanislas Dehaene para nomear a regi\u00e3o cerebral ativada na leitura identificada por ele. A pequena regi\u00e3o que corresponde \u00e0 VWFA em letrados existe no c\u00e9rebro de qualquer ser humano, mas apenas a aprendizagem determina a nova fun\u00e7\u00e3o da identifica\u00e7\u00e3o de palavras a esta \u00e1rea. Ocorre, segundo Morais, uma reciclagem de neur\u00f4nios: \u201cA hip\u00f3tese de Stanislas Dehaene \u00e9 de que tem que haver essa reciclagem neural \u2013 porque essa zona existia, e fazia outras coisas, certamente.\u201d Ele continua: \u201cE cada inven\u00e7\u00e3o cultural, cada aprendizagem nova tende a encontrar uma esp\u00e9cie de ninho ecol\u00f3gico no c\u00e9rebro\u201d. A VWFA se\u00a0encontra justamente em um local pr\u00f3ximo \u00e0s regi\u00f5es respons\u00e1veis tanto pela percep\u00e7\u00e3o visual quanto pela linguagem. \u201cOnde pode se desenvolver a habilidade perceptiva da leitura, deve ser em uma estrutura neural que permita conectar o processamento dos objetos visuais espaciais, que s\u00e3o as palavras escritas, e as \u00e1reas que processam a linguagem\u201d, afirma Morais.<\/p>\n<p>A VWFA est\u00e1 localizada na regi\u00e3o occiptotemporal do giro fusiforme do hemisf\u00e9rio esquerdo do c\u00e9rebro \u2018leitor\u2019 [veja a figura acima]. De acordo com Jos\u00e9 Morais, essa localiza\u00e7\u00e3o \u00e9 praticamente a mesma (com varia\u00e7\u00f5es m\u00ednimas) nos leitores do mundo todo, independentemente da l\u00edngua (portugu\u00eas, ingl\u00eas, japon\u00eas, etc.), do c\u00f3digo ortogr\u00e1fico (fonogr\u00e1fico, ideogr\u00e1fico, etc.) ou mesmo da modalidade (visual ou t\u00e1til). O palestrante citou um estudo no qual se constatou a presen\u00e7a da mesma VWFA inclusive em cegos cong\u00eanitos (pessoas que j\u00e1 nasceram cegas) que l\u00eaem em braile. Segundo ele, esse estudo foi \u201cmuito bem controlado\u201d e a ativa\u00e7\u00e3o da VWFA \u201cdiferia das regi\u00f5es cerebrais ativadas em outros est\u00edmulos t\u00e1teis como desenhos em relevo (gestalt) ou ainda caracteres parecidos com as letras em braile, mas que n\u00e3o o eram\u201d.<\/p>\n<p>Em outro estudo, com brasileiros falantes de portugu\u00eas, comparou-se, por meio da resson\u00e2ncia magn\u00e9tica funcional, a ativa\u00e7\u00e3o do c\u00e9rebro durante a realiza\u00e7\u00e3o de tarefas de leitura e audi\u00e7\u00e3o de senten\u00e7as. \u201cEles ouviam ou liam frases em portugu\u00eas, relacionadas com o conhecimento geral, muito simples, e\u00a0tinham que dizer se era verdadeiro ou falso\u201d, descreve o Professor, que ilustra: \u201cPor exemplo, \u2018A rosa \u00e9 um animal\u2019, \u2018O tigre \u00e9 uma planta\u2019\u201d. Em seguida, foram verificadas as regi\u00f5es que eram ativadas tanto na leitura quanto na audi\u00e7\u00e3o e aquelas que eram exclusivas de cada uma das atividades. Constatou-se a forte ativa\u00e7\u00e3o da VWFA especificamente durante a tarefa de leitura.<\/p>\n<p>Todas as pesquisas apresentadas por Jos\u00e9 Morais constataram a ativa\u00e7\u00e3o da VWFA durante atividades envolvendo visualiza\u00e7\u00e3o de palavras escritas (ou seja, leitura) nos leitores e aus\u00eancia dessa ativa\u00e7\u00e3o nos que n\u00e3o sabem ler. Al\u00e9m disso, foi verificado que quanto maior a velocidade de leitura do participante (\u2018literacia\u2019 ou n\u00famero de palavras lidas por minuto), maior o grau de ativa\u00e7\u00e3o da VWFA. Mas, segundo o palestrante, o qual \u00e9 tamb\u00e9m um dos autores de tais estudos, ainda mais interessante foi verificar que \u201cA aquisi\u00e7\u00e3o da leitura tamb\u00e9m modifica as respostas do c\u00e9rebro \u00e0 linguagem falada\u201d. Ele afirma que nos letrados a ativa\u00e7\u00e3o do plano temporal, que processa a fonologia das palavras apresentadas oralmente, \u00e9 duas vezes maior do que nos iletrados. \u201cEssa ideia que o fato de aprendermos a ler vai ter um impacto no c\u00e9rebro que n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 aquela pequenina coisa que a gente viu no in\u00edcio [a VWFA],\u00a0mas que tem um impacto muito importante no n\u00edvel da reorganiza\u00e7\u00e3o das fun\u00e7\u00f5es\u201d, conclui o professor.<\/p>\n<p>Por Tatiana Iwata e Fernanda Maranha<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o e revis\u00e3o por Islaine Maciel e Maria Isabel Leme<\/p>\n<p>Clique nas imagens para folhear as revistas\u00a0<strong>psico.<\/strong>usp<\/p>\n<div id=\"attachment_935\" class=\"wp-caption alignleft\" style=\"width: 152px;\">\n<p class=\"wp-caption-text\"><a href=\"https:\/\/issuu.com\/psicologia_usp\/docs\/revista_psico.usp_n1_2015\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-935 \" src=\"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/revista-2.png\" alt=\"\" width=\"142\" height=\"188\" srcset=\"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/revista-2.png 307w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/revista-2-226x300.png 226w\" sizes=\"(max-width: 142px) 100vw, 142px\" \/><\/a>Alfabetiza\u00e7\u00e3o \u2013 2015, n. 1<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"attachment_933\" class=\"wp-caption alignleft\" style=\"width: 150px;\">\n<p class=\"wp-caption-text\"><a href=\"https:\/\/issuu.com\/psicologia_usp\/docs\/revista_psico.usp_n._2-3_2016\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-933 \" src=\"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/revista-1.png\" alt=\"\" width=\"140\" height=\"188\" srcset=\"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/revista-1.png 305w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/revista-1-224x300.png 224w\" sizes=\"(max-width: 140px) 100vw, 140px\" \/><\/a>\u00c9 hora de falar sobre G\u00eanero \u2013 2016, n.2\/3<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Psicologia Cognitiva e Neuroci\u00eancia: a dupla perspectiva na an\u00e1lise dos componentes da leitura em palestra no IPUSP Sobretudo na \u00faltima&#46;&#46;&#46;<\/p>\n","protected":false},"author":610,"featured_media":461,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[373,4],"tags":[127,117,116,109,17],"class_list":["post-460","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-alfabetizacao","category-educacao","tag-cognicao","tag-escrita","tag-leitura","tag-neurociencias","tag-psicologia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/460","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/610"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=460"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/460\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2067,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/460\/revisions\/2067"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/media\/461"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=460"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=460"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=460"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}