{"id":4715,"date":"2023-01-31T09:38:28","date_gmt":"2023-01-31T11:38:28","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/?p=4715"},"modified":"2023-02-16T11:44:45","modified_gmt":"2023-02-16T13:44:45","slug":"caes-desenvolveram-a-habilidade-de-perceber-manifestacoes-basicas-do-homem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/caes-desenvolveram-a-habilidade-de-perceber-manifestacoes-basicas-do-homem\/","title":{"rendered":"C\u00e3es desenvolveram a habilidade de perceber manifesta\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas do homem"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_4716\" style=\"width: 670px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2023\/01\/rp.png\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-4716\" class=\"size-full wp-image-4716\" src=\"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2023\/01\/rp.png\" alt=\"\" width=\"660\" height=\"453\" srcset=\"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2023\/01\/rp.png 660w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2023\/01\/rp-300x206.png 300w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2023\/01\/rp-400x275.png 400w\" sizes=\"(max-width: 660px) 100vw, 660px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-4716\" class=\"wp-caption-text\">Arquivo pessoal<\/p><\/div>\n<p class=\"texto\">Tutores de animais dom\u00e9sticos sempre afirmaram que os melhores amigos conseguem compreend\u00ea-los. A ci\u00eancia, agora, est\u00e1 certa disso. Uma revis\u00e3o da literatura cient\u00edfica publicada na edi\u00e7\u00e3o especial da revista Evolutionary Human Sciences, editada pela Universidade de Cambridge, indica que cachorros t\u00eam a habilidade de reconhecer os estados emocionais de humanos e responder adequadamente, garantindo o sucesso da intera\u00e7\u00e3o no grupo em que vive. Essa capacidade teria sido moldada ao longo da coexist\u00eancia das esp\u00e9cies, estimada em pelo menos 10 mil anos.<\/p>\n<div id=\"cb-publicidade-retangulo-interna-2\" class=\"pub-ret\" data-google-query-id=\"CK663YTb8fwCFVuulQIdEdAP3Q\">\n<p class=\"texto\">Segundo o artigo, na hist\u00f3ria evolutiva compartilhada, os c\u00e3es podem ter sido selecionados, de forma n\u00e3o intencional, para lidar com as complexidades das rela\u00e7\u00f5es sociais formadas por esp\u00e9cies diferentes. Os animais teriam desenvolvido diversos mecanismos para facilitar a intera\u00e7\u00e3o com humanos, e ler as emo\u00e7\u00f5es \u00e9 um deles.<\/p>\n<p class=\"texto\">&#8220;Sabemos que, no per\u00edodo de domestica\u00e7\u00e3o, estabeleceu-se uma rela\u00e7\u00e3o de coopera\u00e7\u00e3o entre c\u00e3es e seres humanos e um v\u00ednculo afetivo muito significativo para ambos&#8221;, afirma <a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/3503386422176251\">Carine Savalli Redigolo<\/a>, professora na Universidade Federal de S\u00e3o Paulo (Unifesp) e l\u00edder do Laborat\u00f3rio de Etologia Canina da institui\u00e7\u00e3o. &#8220;\u00c9 plaus\u00edvel presumir que o sucesso dessa rela\u00e7\u00e3o tenha sido o resultado de uma comunica\u00e7\u00e3o elaborada e da habilidade de perceber e reagir adequadamente \u00e0s emo\u00e7\u00f5es um do outro&#8221;, destaca a pesquisadora.<\/p>\n<p class=\"texto\">&#8220;\u00c9 importante pensarmos nas vantagens que cada indiv\u00edduo cachorro vai ter ao perceber os estados emocionais dos humanos e responder adequadamente&#8221;, ressalta <a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/9601221530967113\">Briseida Resende<\/a>, professora do Instituto de Psicologia da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) e coautora do artigo. &#8220;Se o c\u00e3o vive pr\u00f3ximo a humanos e pode maximizar o que consegue de recursos para viver (comida, abrigo, por exemplo) percebendo os estados emocionais e respondendo de forma que o humano vai recompens\u00e1-lo, ele ter\u00e1 como vantagem o aumento de recursos e, consequentemente, aumento de suas chances de sobreviv\u00eancia&#8221;, explica a pesquisadora das rela\u00e7\u00f5es entre homens e animais.<\/p>\n<p class=\"texto\" data-fetch=\"true\">A professora da USP destaca, por\u00e9m, que isso n\u00e3o significa que os c\u00e3es conseguem atribuir estados mentais aos seres humanos. &#8220;\u00c9 uma resposta embasada na sua hist\u00f3ria de aprendizagem, a partir dos seus recursos fisiol\u00f3gicos&#8221;, ressalta.<\/p>\n<h3 class=\"texto\"><strong>Fisiol\u00f3gico<\/strong><\/h3>\n<p class=\"texto\">No artigo, Briseida Resende e <a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/4486133073818389\">Natalia Albuquerque<\/a>, bi\u00f3loga e doutora em comportamento animal, respectivamente, afirmam que, embora recente, o estudo da percep\u00e7\u00e3o de emo\u00e7\u00f5es em esp\u00e9cies n\u00e3o primatas est\u00e1 em alta. &#8220;Eles (os animais) discriminam e mostram respostas diferenciadas a pistas emocionais expressas por meio de posturas corporais, express\u00f5es faciais, vocaliza\u00e7\u00f5es e odores, e pistas emocionais podem influenciar seu comportamento. &#8220;Nos nossos estudos, descobrimos que os c\u00e3es n\u00e3o somente reconhecem nossas emo\u00e7\u00f5es, mas eles tamb\u00e9m conseguem inferir se estamos felizes ou com raiva, e quais s\u00e3o as consequ\u00eancias disso&#8221;, complementa Natalia Albuquerque.<\/p>\n<p class=\"texto\" data-fetch=\"true\">Tutora da yorkshire Nina, a servidora Sueli Assis, 41 anos, n\u00e3o tem d\u00favidas de que a cachorrinha de 5 consegue compreend\u00ea-la. &#8220;Eu acredito que os c\u00e3es podem se envolver emocionalmente com tutores, porque eles s\u00e3o seres sens\u00edveis \u00e0s emo\u00e7\u00f5es que os cercam&#8221;, diz. Ela conta que, no fim do ano passado, precisou ficar de repouso por alguns dias, e a yorkshire imediatamente mudou o comportamento. &#8220;Nina ficou sempre do lado da cama, sentimos que ela tamb\u00e9m ficou mais quieta naqueles dias, como se entendesse que o momento era de repouso e sem agita\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p class=\"texto\">O artigo das pesquisadoras da USP\u00a0destaca que estudos sugerem que a habilidade de reconhecer e responder a emo\u00e7\u00f5es n\u00e3o \u00e9 exclusiva dos c\u00e3es dom\u00e9sticos. Os que vivem nas ruas \u2014 estima-se que 80% da popula\u00e7\u00e3o mundial de cachorros esteja nessa situa\u00e7\u00e3o \u2014 tamb\u00e9m t\u00eam essa capacidade. Na \u00cdndia, o Instituto Indiano de Educa\u00e7\u00e3o e Pesquisa em Ci\u00eancias realiza estudos sobre o comportamento canino e a intera\u00e7\u00e3o social com humanos. Um deles identificou que os vira-latas avaliam a inten\u00e7\u00e3o das pessoas \u2014 se amig\u00e1veis ou amea\u00e7adoras \u2014 em um teste de fornecimento de alimentos.<\/p>\n<p class=\"texto\" data-fetch=\"true\">&#8220;Conseguir ler as emo\u00e7\u00f5es dos outros ajuda a decidir com quem se quer interagir, com quem se quer dividir a comida, de quem se quer se aproximar e sobre quem n\u00e3o est\u00e1 dispon\u00edvel para si&#8221;, resume Natalia Albuquerque. &#8220;Certamente, ao longo do per\u00edodo evolutivo compartilhado entre c\u00e3es e pessoas, essas habilidades foram cr\u00edticas para a aproxima\u00e7\u00e3o das duas esp\u00e9cies, para o estabelecimento de la\u00e7os e para a manuten\u00e7\u00e3o dos relacionamentos. Hoje em dia, dividimos nossas vidas com animais sintonizados a n\u00f3s, que podem nos compreender.&#8221;<\/p>\n<div id=\"P_CORREIO_BRAZILIENSE_INTEXT_05_0\" data-premium=\"\" data-adunit=\"CORREIO_BRAZILIENSE_INTEXT_05\" data-sizes-mobile=\"[[336,280],[300,250]]\" data-sizes-desktop=\"[[336,280],[300,250]]\" data-type=\"intext\" data-fetch=\"true\" data-google-query-id=\"CJOY34Pb8fwCFY2_lQIdVTAGig\">\n<h3>Muito al\u00e9m de um petisco<\/h3>\n<p>Nos mais de 10 mil anos de conviv\u00eancia, reconhecer emo\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas e saber responder adequadamente a elas conferiu aos c\u00e3es uma vantagem cr\u00edtica para estabelecer e manter la\u00e7os com o Homo sapiens, diz a bi\u00f3loga Natalia de Souza Albuquerque, pesquisadora da Universidade de S\u00e3o Paulo, com mestrado, doutorado e p\u00f3s-doutorado no Instituto de Psicologia da USP. Autora de dezenas de artigos sobre comportamento animal e coautora de um livro sobre cogni\u00e7\u00e3o canina, publicado em 2017, a cientista explica que as rea\u00e7\u00f5es dos animais frente aos estados emocionais humanos ajuda a ajustar o pr\u00f3prio comportamento de forma adequada.(PO)<\/p>\n<p class=\"texto\">At\u00e9 onde se sabe, a habilidade de reconhecer estados emocionais de humanos e responder adequadamente a eles \u00e9 uma exclusividade dos c\u00e3es?<\/p>\n<p class=\"texto\">C\u00e3es v\u00e3o muito al\u00e9m de associar uma face alegre a um petisco e uma face raivosa a uma bronca. Eles conseguem reconhecer as express\u00f5es emocionais de humanos, sendo capazes de integrar a informa\u00e7\u00e3o que passamos por meio da nossa face e da nossa voz. Mas, ao contr\u00e1rio do que muitas pessoas podem achar, essa n\u00e3o \u00e9 uma habilidade exclusiva do nosso melhor amigo; atualmente, sabemos que cavalos e gatos que vivem com pessoas tamb\u00e9m s\u00e3o sens\u00edveis \u00e0s nossas emo\u00e7\u00f5es e podem reconhecer o conte\u00fado emocional das nossas express\u00f5es faciais e ac\u00fasticas, em situa\u00e7\u00f5es positivas e negativas. Ainda n\u00e3o sabemos se outros animais n\u00e3o-humanos t\u00eam essa habilidade, mas as cabras j\u00e1 mostraram que conseguem discriminar uma face sorridente de uma face brava, o que \u00e9 um pr\u00e9-requisito para habilidades mais complexas como a de reconhecimento.<\/p>\n<p class=\"texto\" data-fetch=\"true\">Essa habilidade \u00e9 compartilhada por cachorros que vivem nas ruas ou \u00e9 vista apenas naqueles de ambiente dom\u00e9stico?<\/p>\n<div id=\"P_CORREIO_BRAZILIENSE_INTEXT_07_0\" data-premium=\"\" data-adunit=\"CORREIO_BRAZILIENSE_INTEXT_07\" data-sizes-mobile=\"[[336,280],[300,250]]\" data-sizes-desktop=\"[[336,280],[300,250]]\" data-type=\"intext\" data-fetch=\"true\" data-google-query-id=\"CNbOwejb8fwCFREduQYdxYsCGw\">\n<p class=\"texto\">Acreditamos que essa habilidade seja n\u00e3o apenas de alguns indiv\u00edduos, mas de todos da esp\u00e9cie. Apesar da grande diversidade de formas, tamanhos, cores e fun\u00e7\u00f5es, todos os c\u00e3es pertencem a uma \u00fanica esp\u00e9cie: Canis familiaris. Ainda estamos engatinhando no que se refere ao nosso conhecimento sobre c\u00e3es que vivem nas ruas. De fato, trabalhar com esses animais \u00e9 uma tarefa complexa e complicada. Apesar disso, alguns grupos de pesquisa no mundo t\u00eam feito trabalhos muito importantes com animais que vivem nas ruas, mostrando que esses c\u00e3es t\u00eam v\u00e1rias das habilidades demonstradas para c\u00e3es domiciliados. \u00c9 uma quest\u00e3o de tempo at\u00e9 descobrirmos mais sobre suas habilidades.<\/p>\n<p class=\"texto\">Aparentemente, os c\u00e3es compreendem e respondem a todos os estados emocionais, mesmo os mais complexos?<\/p>\n<p class=\"texto\" data-fetch=\"true\">Quando falamos em emo\u00e7\u00f5es, precisamos pensar em dois grandes grupos: as prim\u00e1rias e as secund\u00e1rias. As prim\u00e1rias consistem nas seis emo\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas (alegria, raiva, medo, tristeza, nojo e surpresa) e as secund\u00e1rias s\u00e3o chamadas autoconscientes (vergonha, ci\u00fame, culpa, entre outras). At\u00e9 hoje, os estudos de percep\u00e7\u00e3o de emo\u00e7\u00f5es em c\u00e3es foram feitos com as emo\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas, por isso sabemos que conseguem reconhecer e inferir estados emocionais de alegria e de raiva e s\u00e3o sens\u00edveis \u00e0s express\u00f5es de tristeza. Para as outras, resta ainda uma grande interroga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"texto\">Quais as principais vantagens evolutivas que os c\u00e3es obt\u00eam com essa habilidade?<\/p>\n<p class=\"texto\">Expressar emo\u00e7\u00f5es possibilita transmitir informa\u00e7\u00f5es sobre como estou me sentindo, sobre quais s\u00e3o as minhas motiva\u00e7\u00f5es e minhas inten\u00e7\u00f5es. Por outro lado, perceber emo\u00e7\u00f5es possibilita obter informa\u00e7\u00f5es sobre como o outro est\u00e1 se sentindo, sobre o que ele deseja e at\u00e9 sobre o que ele est\u00e1 prestes a fazer. Obter essas informa\u00e7\u00f5es faz com que eu seja capaz de prever o comportamento do outro e de ajustar o meu pr\u00f3prio.<\/p>\n<div class=\"materia-title\">\n<h3>Quebra-cabe\u00e7a evolutivo<\/h3>\n<\/div>\n<p class=\"texto\">Na prestigiada revista cient\u00edfica Evolutionary Human Sciences, Natalia Albuquerque e Briseida Resende fazem a conex\u00e3o entre os resultados observados at\u00e9 o momento nesta \u00e1rea de pesquisa que foca na intera\u00e7\u00e3o entre o ser humano e o c\u00e3o. De acordo com a an\u00e1lise das autoras, o acumulado de evid\u00eancias desses estudos comprova que os c\u00e3es s\u00e3o capazes de ler as emo\u00e7\u00f5es humanas e usar esta informa\u00e7\u00e3o de maneira funcional, ou seja, eles ajustam os seus pr\u00f3prios comportamentos e reagem adequadamente dependendo da emo\u00e7\u00e3o que o ser humano est\u00e1 expressando (ex.: alegria, raiva, tristeza). Esse artigo avan\u00e7a na compreens\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o entre o ser humano e o c\u00e3o, sistematizando e concatenando as informa\u00e7\u00f5es obtidas nos estudos recentes e discutindo os resultados em conjunto sob a lente de uma perspectiva evolutiva. \u00c9 essencial compreender o valor adaptativo de um comportamento, ou seja, como o comportamento pode garantir ao indiv\u00edduo os recursos necess\u00e1rios para sua sobreviv\u00eancia no ambiente em que ele habita. O artigo faz essas conex\u00f5es e junta as pe\u00e7as de um quebra-cabe\u00e7a evolutivo, ampliando assim nosso conhecimento sobre essa rela\u00e7\u00e3o t\u00e3o importante tanto para o ser humano quanto para o c\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"texto\">Carine Savalli Redigolo, professora na Universidade Federal de S\u00e3o Paulo (Unifesp) e l\u00edder do Laborat\u00f3rio de Etologia Canina da institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<p>Por\u00a0Paloma Oliveto, para o <a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/ciencia-e-saude\/2023\/01\/5069109-caes-desenvolveram-a-habilidade-de-perceber-manifestacoes-basicas-do-homem.html\">Correio Braziliense<\/a>, 29\/1\/2023.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Revis\u00e3o da literatura cient\u00edfica mostra que, ao longo dos milhares de anos de conv\u00edvio, os c\u00e3es passaram a identificar emo\u00e7\u00f5es como alegria, raiva e medo e a responder adequadamente a elas<\/p>\n","protected":false},"author":610,"featured_media":4716,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[8,428],"tags":[233,470],"class_list":["post-4715","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-bio","category-ip-na-midia","tag-caes","tag-habilidades"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4715","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/610"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4715"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4715\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4784,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4715\/revisions\/4784"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4716"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4715"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4715"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4715"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}