{"id":5077,"date":"2023-03-14T16:11:33","date_gmt":"2023-03-14T18:11:33","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/?p=5077"},"modified":"2023-03-14T16:11:33","modified_gmt":"2023-03-14T18:11:33","slug":"red-pill-o-que-coaches-de-masculinidade-como-calvo-do-campari-tem-a-ver-com-machismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/red-pill-o-que-coaches-de-masculinidade-como-calvo-do-campari-tem-a-ver-com-machismo\/","title":{"rendered":"Red Pill: O que \u2018coaches\u2019 de masculinidade, como \u2018Calvo do Campari\u2019, t\u00eam a ver com machismo?"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2023\/03\/red-pill.png\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-5078 aligncenter\" src=\"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2023\/03\/red-pill.png\" alt=\"\" width=\"904\" height=\"479\" srcset=\"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2023\/03\/red-pill.png 904w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2023\/03\/red-pill-300x159.png 300w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2023\/03\/red-pill-768x407.png 768w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2023\/03\/red-pill-400x212.png 400w\" sizes=\"(max-width: 904px) 100vw, 904px\" \/><br \/>\n<\/a><\/p>\n<p>Red Pill, \u201cmachosfera\u201d e \u201cmanosfera\u201d s\u00e3o termos que chamaram a aten\u00e7\u00e3o nas \u00faltimas semanas em refer\u00eancia a grupos que discutem o papel dos homens na sociedade, mas acabam por reproduzir ideias machistas e, por vezes, mis\u00f3ginas (de \u00f3dio a mulheres). Neles, um pano de fundo \u00e9 bastante comum: supervaloriza\u00e7\u00e3o do masculino e rea\u00e7\u00e3o \u00e0 conquista de direitos de minorias, como mulheres (principal alvo) e LGBTs. Somado a isso, h\u00e1 discursos conspirat\u00f3rios de uma suposta misandria (\u00f3dio a homens) estatal, que prejudicaria homens brancos heterossexuais.<\/p>\n<p>Na internet, esses grupos t\u00eam espa\u00e7o em f\u00f3runs, redes de mensagens, perfis e podcasts, com ampla gama de influenciadores, os \u201ccoaches de masculinidade\u201d, com milhares de seguidores. Entre os temas tratados, dicas de sedu\u00e7\u00e3o, seguran\u00e7a, estilo de vida e profissionais. Grande parte delas inclui conceitos ultrapassados, com representa\u00e7\u00f5es estereotipadas e sem reconhecer a diversidade das mulheres.<\/p>\n<p>Um tema recorrente s\u00e3o relacionamentos (sempre entre homem e mulher). Em vez da \u00f3tica da parceria, muitos concebem a rela\u00e7\u00e3o de modo em que a mulher raramente aparece como produtora de riqueza material. O homem serviria \u00e0 mulher com dinheiro, que ganha fora de casa, e ela retribui sexual e afetivamente, e com servi\u00e7os dom\u00e9sticos. Isso quando ela, segundo os red pills, n\u00e3o tiver sido \u201ctransformada\u201d pelo feminismo. E a representa\u00e7\u00e3o dessa mulher recorre a narrativas que se replicam nesses perfis: ingrata, que n\u00e3o se sente feliz na rela\u00e7\u00e3o e pede para se separar ou trai; ou oportunista, que quer s\u00f3 extorquir e manipular o parceiro, para que ele seja servo dela. A sexualidade \u00e9 outro ponto de tens\u00e3o, com julgamento sobre o n\u00famero de parceiros ou a escolha das roupas.<\/p>\n<p>[&#8230;]<\/p>\n<p>As transforma\u00e7\u00f5es criam frustra\u00e7\u00f5es e parte dos homens passa a ter comportamento infantilizado, diante do despreparo em lidar com a perda de privil\u00e9gios. \u201c\u00c9 como, de repente, acordar no meio do deserto, com 30 anos, e n\u00e3o saber o que aconteceu\u201d, compara Christian Dunker, professor de Psicologia Cl\u00ednica da USP. \u201cMuitos desses homens t\u00eam uma vers\u00e3o simplificada do que a vida espera deles\u201d, continua ele, em refer\u00eancia \u00e0 tarefa de sustentar a casa. Se cobrados por mais, h\u00e1 percep\u00e7\u00e3o de injusti\u00e7a. \u201cE esse sentimento pode evoluir para viol\u00eancia, para a demiss\u00e3o, para falta de responsabilidade afetiva.\u201d<\/p>\n<p>[&#8230;]<\/p>\n<p>Dunker, da USP, alerta que os sentimentos expostos pelo red pill revelam dificuldades enfrentadas pelos pr\u00f3prios homens, que se veem com culpa e vergonha. \u201cSofrem porque se sentem criminosos sociais, porque s\u00e3o obrigados a transforma\u00e7\u00f5es que t\u00eam efeitos depressivos. E a viol\u00eancia, muitas vezes, \u00e9 efeito colateral disso. \u00c9 um sofrimento mal reconhecido, negado e invis\u00edvel socialmente. Evolui, em tese, para forma\u00e7\u00e3o de sintomas, para viol\u00eancia e disruptividade social.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong><a href=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/brasil\/red-pill-o-que-coaches-de-masculinidade-como-calvo-do-campari-tem-a-ver-com-machismo\/\">Leia mais&#8230;<\/a><\/strong><\/p>\n<p>Por: Leon Ferrari, para o <a href=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/brasil\/red-pill-o-que-coaches-de-masculinidade-como-calvo-do-campari-tem-a-ver-com-machismo\/\">Estad\u00e3o<\/a>, 12\/03\/2023<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Christian Dunker, professor do Instituto de Psicologia da USP fala sobre sentimentos e  dificuldades enfrentadas pelos pr\u00f3prios homens.<\/p>\n","protected":false},"author":610,"featured_media":5078,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-5077","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sociedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5077","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/610"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5077"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5077\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5079,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5077\/revisions\/5079"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5078"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5077"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5077"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5077"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}