{"id":517,"date":"2016-07-06T16:03:03","date_gmt":"2016-07-06T18:03:03","guid":{"rendered":"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/?p=517"},"modified":"2018-03-21T13:07:05","modified_gmt":"2018-03-21T15:07:05","slug":"multiplas-vivencias-atleta-em-transicao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/multiplas-vivencias-atleta-em-transicao\/","title":{"rendered":"As m\u00faltiplas viv\u00eancias do atleta em transi\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>Diante da preocupa\u00e7\u00e3o com o rendimento do atleta, faz-se urgente a necessidade de compreend\u00ea-lo como indiv\u00edduo,analisando as muitas transi\u00e7\u00f5es pelas quais passa durante a carreira esportiva<\/em><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/12\/esporte.png\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-531\" src=\"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/12\/esporte-232x300.png\" alt=\"\" width=\"338\" height=\"437\" srcset=\"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/12\/esporte-232x300.png 232w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/12\/esporte-400x517.png 400w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/12\/esporte.png 640w\" sizes=\"(max-width: 338px) 100vw, 338px\" \/><\/a>A psic\u00f3loga Keila Sgobi de Barros, formada pelo IPUSP, dedicou quase uma d\u00e9cada de sua vida ao basquetebol. Inspirada em sua viv\u00eancia, em seus questionamentos sobre as etapas da carreira do atleta e sobre a necessidade de seu reconhecimento como sujeito no mundo, Barros resolveu dedicar-se ao estudo dos jogadores de basquetebol, desenvolvendo uma pesquisa que resultou em sua disserta\u00e7\u00e3o de mestrado.<\/p>\n<p>Partindo do pressuposto de que a carreira esportiva \u00e9 um processo longitudinal constitu\u00eddo por diversas fases \u2013 cada uma delas com suas caracter\u00edsticas espec\u00edficas \u2013, a ex-atleta procurou compreender de que forma os esportistas vivenciam as transi\u00e7\u00f5es que fazem parte do desenvolvimento da carreira esportiva. Para Barros, a quest\u00e3o n\u00e3o era pensar em estrat\u00e9gias para o enfrentamento das transi\u00e7\u00f5es, porque isso j\u00e1 est\u00e1 descrito e n\u00e3o \u00e9 inovador na literatura. Tamb\u00e9m n\u00e3o era analisar uma fase delimitada, mas, sim, \u201centender como \u00e9 para o atleta viver esses momentos. E n\u00e3o apenas as mudan\u00e7as de categorias, mas as mudan\u00e7as pertinentes ao pr\u00f3prio esporte, como a troca de um t\u00e9cnico, por exemplo\u201d, explica a psic\u00f3loga.<\/p>\n<p>Para isso, Barros entrevistou seis pessoas com diferentes idades e, consequentemente, diferentes fases de carreira. O m\u00e9todo de an\u00e1lise da experi\u00eancia dos atletas baseou-se na fenomenologia e no existencialismo, e, por meio destes m\u00e9todos, a pesquisadora chegou a duas viv\u00eancias estruturantes e a cinco viv\u00eancias essenciais comuns aos entrevistados, identificadas como: 1) \u201ceu me apaixonei&#8230; e fiquei\u201d; 2) \u201ca eterna busca \u2013 <a href=\"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/12\/basquete.png\"><img decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-534\" src=\"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/12\/basquete-212x300.png\" alt=\"\" width=\"286\" height=\"405\" srcset=\"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/12\/basquete-212x300.png 212w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/12\/basquete.png 300w\" sizes=\"(max-width: 286px) 100vw, 286px\" \/><\/a>nunca deixe de tentar\u201d; 3) \u201cre-conhecer-se\u201d; 4) \u201ccom o basquete eu aprendi&#8230; coisas pra vida\u201d; e 5) \u201cbalan\u00e7o defensivo\u201d. Segundo a psic\u00f3loga, as viv\u00eancias \u201cnos permitem compreender que o afeto desenvolvido na pr\u00e1tica do basquete est\u00e1 ligado a uma busca incessante e cuidadosa por uma carreira profissional, que possibilita que o atleta se reconhe\u00e7a e seja reconhecido por aqueles que fazem parte do ambiente esportivo\u201d. Todo esse processo emana afeto, solidariedade e gratid\u00e3o, o que transforma um grupo em uma verdadeira comunidade.<\/p>\n<p>Essas viv\u00eancias essenciais comuns aos entrevistados levaram a pesquisadora a identificar as viv\u00eancias estruturantes nomeadas de \u201cO vivido atrav\u00e9s(sado) \u2013 ovivido com\u201d e \u201ca gratid\u00e3o\u201d, que, de acordo com Barros, \u201cs\u00e3o marcas do reconhecimento do outro e da solidariedade, caracter\u00edsticos de uma das associa\u00e7\u00f5es humanas mais profundas \u00e0 comunidade. Elas s\u00e3o importantes para o atleta lidar com as viv\u00eancias do esporte de alto rendimento\u201d.<\/p>\n<p>Ao fim da pesquisa, Barros chegou \u00e0 conclus\u00e3o de que falta suporte aos profissionais do esporte, muitas vezes vistos como \u201cm\u00e1quinas\u201d lucrativas, e n\u00e3o como indiv\u00edduos. \u201c\u00c9 preciso que se olhe para o atleta como ele \u00e9 e\u00a0segundo as necessidades que ele tem\u201d, explica. Essa aus\u00eancia de amparo adequado aliado ao desrespeito \u00e0 pessoa do atleta, al\u00e9m da pr\u00f3pria tecnicidade do esporte \u2013 que busca sempre a vit\u00f3ria \u2013, dificultam muito as transi\u00e7\u00f5es. Isso pode acarretar sofrimento e fazer com que muitos atletas desistam da carreira esportiva, enquanto que o reconhecimento poderia transformar as marcas de sofrimento em experi\u00eancia alegre e positiva.<\/p>\n<p>Por Aryanna Oliveira<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o e revis\u00e3o por Islaine Maciel e Maria Isabel da Silva Leme<\/p>\n<p>Clique nas imagens para folhear as revistas\u00a0<strong>psico.<\/strong>usp<\/p>\n<div id=\"attachment_935\" class=\"wp-caption alignleft\" style=\"width: 152px\">\n<p class=\"wp-caption-text\"><a href=\"https:\/\/issuu.com\/psicologia_usp\/docs\/revista_psico.usp_n1_2015\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-935 \" src=\"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/revista-2.png\" alt=\"\" width=\"142\" height=\"188\" srcset=\"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/revista-2.png 307w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/revista-2-226x300.png 226w\" sizes=\"(max-width: 142px) 100vw, 142px\" \/><\/a>Alfabetiza\u00e7\u00e3o \u2013 2015, n. 1<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"attachment_933\" class=\"wp-caption alignleft\" style=\"width: 150px\">\n<p class=\"wp-caption-text\"><a href=\"https:\/\/issuu.com\/psicologia_usp\/docs\/revista_psico.usp_n._2-3_2016\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-933 \" src=\"http:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/revista-1.png\" alt=\"\" width=\"140\" height=\"188\" srcset=\"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/revista-1.png 305w, https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-content\/uploads\/sites\/340\/2017\/11\/revista-1-224x300.png 224w\" sizes=\"(max-width: 140px) 100vw, 140px\" \/><\/a>\u00c9 hora de falar sobre G\u00eanero \u2013 2016, n.2\/3<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Diante da preocupa\u00e7\u00e3o com o rendimento do atleta, faz-se urgente a necessidade de compreend\u00ea-lo como indiv\u00edduo,analisando as muitas transi\u00e7\u00f5es pelas&#46;&#46;&#46;<\/p>\n","protected":false},"author":610,"featured_media":536,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[9],"tags":[34,17],"class_list":["post-517","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-saude","tag-psicologia-do-esporte","tag-psicologia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/517","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/610"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=517"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/517\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1676,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/517\/revisions\/1676"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/media\/536"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=517"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=517"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.usp.br\/psicousp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=517"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}